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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Baixistas do Rock - Parte 10


Olá, pessoal!

Nesta coluna, vamos estudar a técnica de pizzicato com base no baixista Steve Harris do Iron Maiden. Esta é a segunda coluna sobre o baixista.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Exercícios

Os três primeiros exercícios foram elaborados especificamente para o desenvolvimento do pizzicato. Inicie a prática utilizando dois dedos — abordagem bastante comum entre baixistas como Steve Harris. Somente passe para o uso de três dedos quando a execução rítmica estiver firme e controlada, adotando sempre a sequência: anelar, médio e indicador.

Exercício 1

Execute tercinas durante quatro tempos na nota A da corda Mi. Em seguida, toque quatro tempos na nota D da corda Lá, depois na nota G da corda Ré e, por fim, na nota C da corda Sol. Após concluir essa sequência ascendente, retorne pelo caminho inverso até a corda Mi, mantendo a regularidade rítmica e a alternância correta dos dedos.


Exercício 2

Repita o mesmo procedimento do exercício anterior, executando tercinas, porém realizando a mudança de nota a cada dois tempos. Mantenha atenção especial à consistência do tempo e à uniformidade da articulação.



Exercício 3

Novamente, mantenha a execução em tercinas e a mesma sequência de cordas, mas agora mudando de nota a cada tempo. Este exercício exige maior controle motor e precisão rítmica, portanto, pratique inicialmente em andamento lento, aumentando a velocidade gradualmente.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos um trecho da música Rime of the Ancient Mariner. Nele, o baixo executa uma frase de maior complexidade rítmica, baseada na divisão de três notas por tempo. Procure estudar o trecho lentamente, garantindo clareza na articulação e estabilidade do pulso antes de aumentar o andamento.



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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 8


Olá, pessoal!

Nesta coluna, apresentamos a segunda parte da coluna sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Nesta coluna, vamos explorar o elemento de articulação denominado slide, que consiste, basicamente, em arrastar um dos dedos da mão esquerda sobre a escala do braço do instrumento. As três maneiras mais comuns de se realizar o slide estão apresentadas nos três primeiros exercícios.

No primeiro exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, emitindo-a assim que alcançar essa nota. Tenha cuidado para não fazer soar o Si antes de articulá-lo com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso. Repita o exercício em todas as cordas.


Exercício 2

No segundo exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, sem emitir esta última com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso.


Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos um tipo de slide bastante comum: inicie o movimento do slide e, somente após isso, articule a nota com a mão direita. Nesse tipo de slide, a casa de origem é indiferente, pois o efeito sonoro produzido será o mesmo. No segundo compasso, articule a nota e, em seguida, deslize em direção descendente por meio do slide.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos a linha de base da música “Purple Stain”, na qual são empregadas diversas formas de slide.


Concluindo, o slide constitui um importante recurso de articulação, capaz de ampliar as possibilidades expressivas do instrumento. A prática sistemática dos exercícios apresentados contribui para o desenvolvimento da coordenação entre as mãos, do controle sonoro e da consciência de movimento ao longo do braço do instrumento. Ao dominar as diferentes formas de slide, o músico passa a dispor de um vocabulário técnico mais rico para aplicação em contextos de improvisação, acompanhamento e composição.

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Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 7


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos duas matérias sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Flea utiliza variações rítmicas baseadas na subdivisão de semicolcheias. As três mais frequentes estão exemplificadas no primeiro exercício.

  1. Primeiro compasso: Pratique semicolcheias contínuas nos dois tempos para se habituar à subdivisão.
  2. Segundo compasso: A primeira ligadura une as duas primeiras semicolcheias, transformando-as em uma colcheia. O segundo tempo apresenta a célula escrita corretamente.
  3. Terceiro compasso: A ligadura une as duas semicolcheias do meio, com o segundo tempo demonstrando a escrita da célula.
  4. Quarto compasso: A ligadura conecta as duas últimas semicolcheias, e no segundo tempo vemos a célula correspondente.


Exercício 2

Este exercício apresenta o pré-refrão da música "Californication", exemplificando as variações rítmicas frequentemente utilizadas por Flea.


Exercício 3

Aqui trabalhamos as escalas de Fá maior e Ré menor, que compartilham as mesmas notas: F, G, A, Bb, C, D, e E.
No terceiro compasso, a escala é tocada na região que será explorada na música.


Exercício 4

Utilizando as escalas exemplificadas, podemos criar frases dentro da tonalidade. Em "This Velvet Glove", Flea explora a escala de Ré menor para construir linhas melódicas. Quando a harmonia atinge o acorde de Bb, ele utiliza a sonoridade da escala Lídia (quarto modo grego de Fá) para criar um efeito característico.


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Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 6


Olá pessoal!

Nesta semana, apresentamos a segunda parte da coluna de rock sobre as técnicas e abordagens musicais de Geezer Butler. Lembrando que este baixista icônico é o terceiro em nossa lista, que anteriormente contou com Paul McCartney e Sting.

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Exercício 1

A appoggiatura (termo originalmente em italiano, também conhecido como apogiatura ou apojatura) é um dos elementos mais utilizados por Geezer para sofisticar suas frases.

A appoggiatura funciona como uma nota rápida que precede a nota principal. No primeiro compasso, mostramos como ela seria escrita na forma que soaria. Já no segundo compasso, apresentamos a maneira real como é escrita na partitura. Reparem que a appoggiatura aparece como uma nota de menor valor do que a original.


Exercício 2

Neste exercício, apresentamos o trecho final da música "Iron Man", com uma levada em semicolcheias.


Exercício 3

Aqui temos a introdução da música "War Pigs". O compasso é 12/8, e as semicolcheias soam em subdivisões de tercinas. Observem as appoggiaturas que aparecem ao longo do trecho.


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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 5

Olá, pessoal!

Dando sequência à nossa coluna de Rock, vamos estudar nas duas próximas edições o baixista Geezer Butler. As principais características de Geezer são o uso da semicolcheia como célula rítmica base para suas levadas e a pentatônica como principal elemento para a criação de frases.

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Geezer Butler (Terence Michael Joseph Butler), nascido em 17 de julho de 1949 em Birmingham, Inglaterra, é um baixista, compositor e letrista britânico, mais conhecido como membro fundador da banda de heavy metal Black Sabbath.

Geezer foi responsável por criar algumas das linhas de baixo mais icônicas do gênero, combinando técnica, criatividade e uma abordagem única ao instrumento. Suas composições líricas, frequentemente carregadas de temas sombrios e introspectivos, contribuíram para a identidade musical da banda.

Exercício 1

A semicolcheia é a célula rítmica preferida de Geezer para construir suas levadas. Caracteristicamente, no rock, a colcheia é usada para criar um sentido de velocidade. Geezer, contrariando essa prática, prefere andamentos mais lentos, nos quais pode explorar a velocidade das semicolcheias em suas frases, conferindo um sentido distinto ao seu estilo em comparação com outros baixistas de rock.

No exercício abaixo, temos uma levada com tônica, quinta e oitava, para praticar as semicolcheias em todas as cordas.


Exercício 2

Neste segundo exercício, exploramos uma levada construída inteiramente com semicolcheias.


Exercício 3

A principal escala utilizada por Geezer é a pentatônica. No primeiro compasso deste exercício, utilizamos a pentatônica de dó maior e, no segundo, a pentatônica de lá menor.

🔍 Observe que ambas possuem as mesmas notas, motivo pelo qual algumas pessoas chamam a pentatônica de lá menor de relativa da de dó maior.


Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um “shape” abrangente utilizando as notas da pentatônica. Este modelo é amplamente utilizado na criação de frases, pois funciona como um “mapa” no braço do instrumento, facilitando a combinação das notas.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 1



Olá, pessoal!

Nesta semana, temos uma coluna especial em que abordamos os baixistas que fizeram parte dos grupos liderados pelo guitarrista e compositor Frank Zappa. Além de explorar um pouco sobre a trajetória desses músicos, vamos apresentar alguns aspectos técnicos, analisando músicas do repertório do artista.

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Frank Zappa foi um dos maiores compositores da história da música moderna. Com sua abordagem única e incansável, Zappa não apenas compunha incessantemente, mas exigia dos músicos que o acompanhavam um compromisso total com o seu trabalho, tanto no que se refere à execução das linhas complexas que ele criava quanto ao tempo dedicado aos ensaios, muitas vezes longos e intensos.

Reconhecido como um descobridor nato de talentos, Zappa não apenas revelou novos músicos, mas também trabalhou com grandes nomes já consagrados na música. Muitos dos músicos que passaram por sua banda se tornaram referências no cenário musical. Entre os músicos que gravaram ou se apresentaram com Zappa, destacam-se: George Duke (teclados), Ian Underwood (saxofone/teclados), Aynsley Dunbar (bateria), Steve Vai (guitarra), Chad Wackerman (bateria), Warren Cucurrulo (guitarra), Vinnie Colaiuta (bateria), Chester Thompson (bateria), Jean-Luc Ponty (violino), Randy e Michael Brecker (trumpete e saxofone), Adrian Belew (guitarra e voz), Terry Bozzio (bateria), Tina Turner (voz), entre outros.

Com uma lista de músicos de tamanha magnitude, é impossível acreditar que os baixistas da banda ficassem aquém em termos técnicos e artísticos. De fato, os baixistas de Zappa tinham de possuir uma noção rítmica excepcional, pois frequentemente tocavam em compassos extremamente complexos. Além disso, a improvisação era uma habilidade fundamental, já que muitas partes dos shows de Zappa eram improvisadas.

Devido ao grande número de baixistas que passaram por sua banda, dividimos sua trajetória com os músicos em três fases:

  1. Primeira fase (1965-1968): Durante o período dos "Mothers of Invention", Zappa contou com o baixista Roy Estrada (17/04/43). Entre 1968 e 1972, durante as gravações dos álbuns solos de Zappa, os baixistas Max Bennet, Suggy Otis, Jeff Simmons, Jim Pons e Erroneous participaram da formação da banda.

  2. Segunda fase (1972-1979): Durante essa fase, os baixistas Tom Fowler (de 1972 a 1975) e Patrick O'Hearn (de 1975 a 1979) foram os principais responsáveis pelas linhas de baixo nas gravações e apresentações ao vivo.

  3. Terceira fase (anos 80): Zappa contou com os baixistas Arthur Barrow e Scott Thunes, que se destacaram no final da carreira do compositor, contribuindo para a sonoridade que marcou essa última fase.

Esses baixistas foram fundamentais na construção do som único que Zappa desenvolveu ao longo de sua carreira, contribuindo para o legado imortal do artista.


Parte 1

A primeira parte da nossa análise sobre os baixistas de Frank Zappa abrange o período de 1965 a 1972. Para esta fase, selecionamos exemplos extraídos de três álbuns, que considero particularmente influentes e significativos. Estes discos são:
  • Freak Out!

"Freak Out!" (1966) foi o álbum de estreia dos Mothers of Invention e um marco na música experimental dos anos 60. Misturando rock, jazz, blues e música clássica, o álbum contou com o baixista Roy Estrada, cuja técnica inovadora contribuiu para a base rítmica única das composições de Zappa. O álbum também destacou a habilidade de Zappa em combinar sátiras, crítica social e humor com complexidade musical, com linhas de baixo imprevisíveis e experimentais que desafiavam as convenções da época.
  • We’re Only in it for The Money

Lançado em 1968, "We're Only in It for the Money" é um álbum satírico e politicamente carregado de Zappa, com críticas ao consumismo e à cultura hippie. O baixista Roy Estrada, com sua técnica única, contribui para a complexidade rítmica e harmônica do álbum, utilizando escalas e intervalos de forma criativa. As linhas de baixo de Estrada são essenciais para a fluidez e coesão das músicas, que apresentam mudanças abruptas de tempo e estilo, complementando a fusão de rock experimental e psicodelia.

  • Hot Rats

Lançado em 1969, "Hot Rats" é um álbum essencial na carreira de Zappa, destacando-se como uma obra-prima do rock instrumental e fusion. A faixa "Peaches en Regalia" é a única gravada por Shuggie Otis. O baixista Max Bennet gravou as outras faixas do álbum e contribui com linhas de baixo icônicas, combinando técnica e improvisação para complementar os solos de guitarra e teclado, tornando o álbum um marco na fusão de jazz e rock e indispensável na discografia de Zappa.

Exemplo 1

O primeiro exemplo é extraído da música "How Could I Be Such a Fool" e refere-se a uma parte do refrão. Ele ocorre por volta de 1:30. A fórmula de compasso utilizada é 3/4, e o baixista constrói as frases utilizando as notas da escala de cada acorde.


Exemplo 2

No segundo exemplo, temos a parte do refrão da música "Any Way The Wind Blows". Este trecho foi construído utilizando as 5ª e 8ª de cada acorde. Ele ocorre por volta dos 19 segundos.


Exemplo 3

Este exemplo corresponde à introdução da música, na qual foi utilizada a escala menor de G#. O baixista executa a mesma frase que a guitarra.


Exemplo 4

Este exemplo corresponde à base de voz da música “Hungry Freaks, Daddy”, na qual o baixista utiliza a escala pentatônica menor de A.


Exemplo 5

Este trecho corresponde à parte "D" da música, sendo totalmente improvisado. As frases são construídas utilizando a escala de E maior, com a adição de cromatismos entre as notas. A parte rítmica é extremamente complexa, exigindo atenção especial ao tocar as células rítmicas dessa seção.


Esta é a primeira parte da Bass Clinic sobre os baixistas de Frank Zappa, correspondendo à primeira fase do genial compositor. Nessa fase, já são apresentados alguns elementos que seriam mais explorados por Zappa em sua carreira futura, conferindo à fase uma importância histórica significativa. O último exemplo apresentado está no álbum "Hot Rats", que, para mim, é considerado uma das obras-primas desse compositor. Se você deseja iniciar sua jornada no trabalho de Frank Zappa, recomendo fortemente a aquisição desse álbum.

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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Baixistas do Rock - Parte 4

Olá, pessoal!

Nesta coluna, vamos trabalhar com um elemento de interpretação utilizado por Sting, que pode ser aplicado tanto no Rock quanto em outros estilos: o staccato.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Exemplo 1

Muitos alunos estudam o ponto de aumento, mas raramente dedicam atenção aos pontos de diminuição, que são essenciais para uma interpretação completa. Existem três tipos de ponto de diminuição; nesta coluna, vamos trabalhar somente com o staccato simples, que consiste em cortar o valor da nota pela metade. Ou seja, se uma nota tem a duração de um tempo, ao aplicar o staccato simples (grafado com um ponto acima ou abaixo da nota), ela passará a valer meio tempo.

Nos Exemplos 1a e 1b, apresentamos dois exemplos práticos.



Exemplo 2

No Exemplo 2a, temos uma levada de colcheia com o staccato. No Exemplo 2b, mostramos como essa levada deve ser executada. Percebam que o staccato também pode ser utilizado para "limpar" a partitura, tornando-a mais precisa e clara. Uma música excelente para estudar o uso do staccato é "Every Breath You Take" do The Police.



Exemplos 3 e 4

No Exemplo 3, apresentamos a levada principal da música "King of Pain". Observem os vários contratempos e o staccato empregados por Sting para criar essa levada. Aproveitando a música, no Exemplo 4, incluímos uma frase com Tônica e Quinta, característica da introdução da música. Acredito que baixistas que atuam em Power Trios podem se inspirar nesse tipo de levada para suas próprias músicas.




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segunda-feira, 16 de junho de 2025

Baixistas do Rock - Parte 3

Olá, pessoal!

Nas terceira e quarta colunas, iremos explorar as técnicas e características do baixista Sting, membro da banda The Police. Sting é conhecido por sua maneira única de tocar, frequentemente utilizando o polegar para dedilhar as cordas, além de seu impressionante senso rítmico. Ao longo de sua carreira, ele criou diversas linhas de baixo memoráveis com sua banda, tornando-se um ícone no cenário musical.

Sting

Sting, nome artístico de Gordon Matthew Thomas Sumner, nasceu em 1951 em Wallsend, Inglaterra. Antes de sua carreira solo, ele foi o baixista e vocalista principal da banda The Police, que se tornou uma das mais influentes do final dos anos 70 e 80. Conhecido por seu estilo criativo e inovador no baixo, Sting integrou elementos de jazz, rock e reggae em suas linhas de baixo. Suas composições com o The Police, como "Roxanne", "Every Breath You Take" e "Message in a Bottle", continuam a ser referências para músicos de todo o mundo. Além de sua carreira com o The Police, Sting também tem uma carreira solo bem-sucedida, explorando diferentes estilos musicais e abordagens ao baixo e à composição.

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Exemplo 1

No Exemplo 1, temos uma levada simples, construída com colcheias, muito utilizada no Rock n’ roll. Essa levada dá a sensação de que a música está sendo "puxada para frente", por isso é amplamente difundida no Rock e suas vertentes. A harmonia correspondente ao refrão da música "So Lonely" do The Police também é utilizada na música "With or Without You" do U2. Na música "Será?" da Legião Urbana, ela é tocada um tom abaixo (na tonalidade de Dó maior). Marque bem os graus do campo harmônico (I, IV, V e VI) e toque-os em diferentes tonalidades, observando a frequência com que esses acordes são utilizados nas músicas compostas.



Exemplo 2

No Exemplo 2, trabalhamos os intervalos de 5ª e , que são amplamente utilizados por baixistas de Rock para criar frases melódicas. O desenho mostrado pode ser transposto para qualquer nota e aplicado sobre acordes maiores e menores.



Exemplo 3

No Exemplo 3, combinamos esses intervalos e propomos variações para cada acorde. Uma dica para desenvolver suas frases é utilizar os intervalos de e sobre a caixa da bateria (geralmente nos tempos 2 e 4), variando a colocação deles.



Exemplo 4

No Exemplo 4, temos o interlúdio da música "Every Breath You Take", do The Police. Outras músicas que utilizam frases construídas de maneira semelhante são "Paranoid" e "NIB" do Black Sabbath, e "Otherside" e "Breaking The Girl" do Red Hot Chili Peppers.



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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Baixistas do Rock - Parte 2


Olá, pessoal!

Nesta semana, abordaremos alguns elementos essenciais de interpretação para os baixistas de rock. A falta da aplicação desses elementos pode comprometer a qualidade sonora e a pegada do contrabaixista. Esses aspectos são cruciais para a construção de uma sonoridade refinada e expressiva.

Este artigo faz parte de minha coleção de estudos, que abrange diversos tópicos relacionados ao contrabaixo, teoria musical e análise.

Para acessar alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, clique no seguinte link:

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Exercício 1

No exercício 1a, abordamos o hammer-on, que consiste em tocar uma nota utilizando apenas um dedo da mão esquerda. Toque a nota normalmente e, em seguida, pressione a casa 7 com o dedo anelar da mão esquerda para produzir a nota Mi, sem o auxílio da mão direita.

No exercício 1b, praticamos o pull-off. Toque a nota Mi normalmente e, em seguida, puxe o dedo anelar da mão esquerda para baixo, fazendo com que a nota seja produzida. É essencial que a nota já esteja pressionada antes de realizar o movimento de pull-off.


Exercício 2

No exercício 2, temos a escala de Sol Maior, tocada com hammer-on no movimento ascendente e, em seguida, com pull-off no movimento descendente.



Exercício 3

No exercício 3a, tocamos uma frase utilizando a Pentatônica de Dó maior de forma tradicional. No exercício 3b, a mesma frase é tocada empregando hammer-on e pull-off. Note a diferença de sonoridade entre as duas abordagens. É interessante observar que ambos os elementos podem ser aplicados na mesma frase.


Esses elementos de interpretação foram amplamente explorados por diversos baixistas ao longo de suas trajetórias. A seguir, uma lista de músicas recomendadas para estudo, nas quais você pode perceber a aplicação desses recursos:

  • Alice In Chains – "Would?"
  • Red Hot Chili Peppers – "Emit Remus", "Californication"
  • The Beatles – "Taxman", "Don’t Let Me Down", "Come Together", "Drive My Car"
  • Um pouco mais avançado:
    • Primus – "Sgt. Baker", "American Life"
    • Allan Holdsworth – "Road Games", entre outras.

Exercício 4

No exercício 4, exploramos as músicas "Come Together" e "Drive My Car" dos The Beatles, interpretadas pelo baixista Paul McCartney, para exemplificar os conceitos discutidos nesta coluna.



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quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Álbuns Clássicos - Giant Steps - John Coltrane



Olá pessoal!

Na coluna de álbuns clássicos deste mês, apresentamos uma obra-prima de John Coltrane, um dos maiores músicos do século passado. "Giant Steps" é um dos álbuns mais importantes do jazz e foi lançado em fevereiro de 1960 pela Atlantic Records.

Essas matérias fazem parte de um acervo produzido pelo autor e estão relacionadas às suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

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Este álbum foi inteiramente composto pelo saxofonista e apresentou ao mundo o fraseado melódico característico de Coltrane, mais tarde conhecido como "sheets of sound", além de introduzir um novo conceito harmônico que posteriormente ficou conhecido como "Coltrane changes".

As faixas mais notáveis deste álbum incluem "Naima", "Giant Steps", "Cousin Mary", "Countdown" e "Mr. P.C.".

No geral, "Giant Steps" é amplamente considerado um álbum essencial e inovador, que teve um impacto duradouro não apenas no jazz, mas também na música em geral, influenciando gerações de músicos e continuando a ser reverenciado como uma obra-prima do gênero.

Faixas

01-Giant Steps – 4:43
02-Cousin Mary – 5:45
03-Countdown – 2:21
04-Spiral – 5:56
05-Syeeda's Song Flute – 7:00
06-Naima – 4:21
07-Mr. P.C. (Mr. Paul Chambers) – 6:57

Na versão em vinil de 1960, as quatro primeiras faixas estavam no lado "A" do disco e as outras três no "B".

Formação do Grupo

Gravado em 4 e 5 de Maio de 1959
Faixas 1, 2, 3, 4, 5, 7.
John Coltrane — Saxofone Tenor
Tommy Flanagan — Piano
Paul Chambers — Baixo
Art Taylor — Bateria

Gravado em 2 de dezembro de 1959: faixa 6.
Wynton Kelly — Piano
Jimmy Cobb — Bateria

Créditos Técnicos

Nesuhi Ertegün — Produtor
Tom Dowd — Engenheiro
Phil Iehle — Engenheiro
Stephen Innocenzi — Masterizando
Marvin Israel — Design da Capa
Nat Hentoff — Notas
Lee Friedlander — Fotografia


Spotify



Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Transcrição do Mês - Tower Of Power - You Got To Funkifize


Olá pessoal!

Nesta semana, apresento uma transcrição com texto explicativo no site. Para esta coluna escolhemos a música You Got To Funkifize da banda Tower of Power.

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You Got to Funkifized


Esta canção, escrita por Emilio Castillo e Stephen Kupka, foi lançada no álbum "Bump City" de 1972 e conta com o genial Francis "Rocco" Prestia no contrabaixo.

Tower of Power é uma banda americana de R&B baseada em Oakland, Califórnia. Eles são conhecidos por sua seção de metais poderosa e groove inigualável. "You Got to Funkifize" é uma faixa do álbum "Bump City", lançado em 1972. A linha de baixo desta música, tocada pelo lendário Rocco Prestia, é um exemplo clássico do estilo de funk que a banda popularizou.

A música está na tonalidade de Ré maior com sétima e tem como característica uma sequencia de Blues. O groove principal dela é apresentado logo no primeiro compasso. Este groove é uma pequena variação do que ocorre durante a maior parte do tempo, sendo apresentado no compasso 3 e repetido 7 vezes até retornar no compasso 16. O groove foi criado utilizando a fundamental, a oitava, a sétima e o cromatismo para voltar à fundamental sobre o acorde de Dm7. Esta ideia é repetida também na base da voz até o compasso 7, no qual ele faz uma aproximação cromática para a nota Sol, que é a fundamental do próximo acorde (G7). O groove criado para este acorde é o mesmo que o baixista pensou para o Dm, obviamente transposto para as notas deste novo acorde.

No compasso 10, o baixista volta ao primeiro groove, e no compasso 12 temos uma frase muito bacana feita sobre o acorde de E7. Perceba que o baixista utiliza a #9 e a #5 dos acordes, mas decidi escrever a nota enarmônica para não causar confusão, pois é mais fácil ler G do que Fx (Fá dobrado sustenido) e C do que a nota B#, que seriam as notas adequadas aos intervalos descritos. Depois, o baixista utiliza os intervalos de 3 e 4 para fechar este compasso. No compasso 13, temos uma aproximação cromática para a fundamental, no 14 repetimos a ideia do 12 e, por fim, o trecho termina com a tétrade de D7.

A partir do compasso 25, se inicia o trecho mais complexo da música, que é a ponte e as bases dos solos. A ponte é feita utilizando dois acordes (C7 e F7), sendo que a frase utiliza a fundamental, a quinta e aproximações cromáticas, com o destaque do trecho sendo a parte rítmica, na qual o baixista utiliza variações da semicolcheia combinadas com colcheia e pausas. No compasso 30, o groove é repetido um tom à frente (acordes de D7 e G7). No compasso 43, se inicia o solo da música, que é construído utilizando basicamente a fundamental dos acordes, aproximações cromáticas e a quinta e sétima.

A partir do compasso 55, temos o trecho mais complexo da música. Nele são utilizadas aproximações cromáticas para a fundamental, a quinta e a oitava. O problema está na parte técnica, que exige uma precisão e uma velocidade grande na combinação de ambas as mãos no fraseado.

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Considerações Finais

"You Got to Funkifize" é uma daquelas músicas que deveriam ser obrigatórias no repertório de qualquer baixista, pois ela trabalha muitos elementos necessários para o desenvolvimento de um grande músico, como a parte rítmica, a técnica de mão direita precisa, a velocidade na mão esquerda e muito swing.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.