terça-feira, 17 de julho de 2018

Transcrição do Mês - Albert King - Born Under A Bad Sign


Olá pessoal!
Nesta semana temos  a transcrição e texto da música "Born Under a Bad Sign" do guitarrista Albert King e que conta com o lendário Donald "Duck" Dunn no contrabaixo.
Esta música está na tonalidade de C# e conta com algumas características de Blues como a utilização da escala Pentatônica menor de C# na construção da levada.
O groove principal da música é apresentado logo na introdução e no decorrer da canção ele sofre algumas pequenas variações. A música é dividida em duas partes, sendo a base de voz (compassos 4 a 8, 12 a 19, 34 a 41, sendo que as bases do solo e o final trabalham com a mesma ideia de frase. Fique atento ao fato da frase entrar no tempo fraco do segundo tempo. No final do trecho é utilizada uma aproximação cromática para chegar na fundamental de G# que abre o refrão da música.
No refrão da música são tocadas as fundamentais de cada acorde com cromatismos para passar de um acorde para outro.


Estude as duas partes desta música e veja como o baixista utiliza um padrão de desenho muito comum para a Pentatônica.
Abraços e até a próxima coluna

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Artigos e Resenhas - Stringbreaker & The Stuffbreakers - Por Luiz Domingues

Olá pessoal!

Nesta semana temos mais um artigo especial do amigo Luiz Domingues, com uma resenha do álbum Stringbreaker & The Stuffbreakers. Só para lembrá-los que esta é uma coluna em que coloco artigos e matérias escritas por profissionais gabaritados e que serão úteis para os estudantes e apreciadores de música. 

Esta resenha e outras matérias maravilhosas podem ser encontradas nos blogs do Luiz. Segue abaixo o link deste artigo e os links dos blogs.


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Então vamos a resenha:

Stringbreaker & The Stuffbreakers - Por Luiz Domingues


Chegou às minhas mãos o CD de um jovem guitarrista paulistano, revelando seu trabalho mais recente em estúdio, despertando-me a atenção, de imediato. Trata-se de Stringbreaker & the stuffbreakers, trabalho de Guilherme Spilack, guitarrista técnico, criativo e influenciado pelas melhores referências do Rock Clássico.
Ao lado do baixista Robinho Tavares e do baterista Sergio Ciccone,  Spilack  gravou um disco com dez temas instrumentais, de agradável audição para ouvidos como os meus, mega simpáticos às sonoridades de cunho sessenta / setentistas.
A despeito dessa ótima prerrogativa Pró - Classic Rock, nem sempre foi essa a orientação de Spilack, entretanto. Sua escola primordial fora o Heavy-Metal, onde ele atuou com a banda Reviolence nesse mundo metálico, além de participações em bandas tributo do Iron Maiden, e do vocalista Bruce Dickinson. Mas mostrando ecletismo, mostra-nos nesse trabalho, um outro lado seu, plenamente identificado com a sonoridade clássica das décadas de sessenta e setenta.


Nas dez faixas do disco, o groove que apresenta é muito grande.
Sua guitarra sai do lugar-comum do virtuosismo puro e simples (e típico de guitarristas de Heavy-Metal, mostrando técnica em torno de exibicionismos hedonísticos), mas a favor da música, com sentido, com propósito. Outro ponto forte é a noção melódica excelente, produzindo,  solos que ficam na memória, com poder semelhante ao de refrães “chiclete” cantados por todos, tamanho o seu poder de identificação. 
E assim se configura o trabalho,  faixa por faixa, onde Spilack e seus companheiros envolvem o ouvinte, prendendo-lhe a atenção , e isso tem um mérito extraordinário em se considerando ser um trabalho de música instrumental, onde a tendência natural é agradar apenas uma faixa restrita de pessoas e invariavelmente formada por músicos em sua maioria.

Sobre as influências que eu detectei, são as melhores possíveis. 
Claro, fica a ressalva que esse tipo de percepção é meramente pessoal e baseada na influência inerente de cada um. Eu sempre ouço música, mesmo que seja moderníssima e buscando inovação absoluta, “pescando” alguma influência antiga, nem que seja subliminar e inconsciente da parte do artista que a concebeu. 
Minha base de influências no Rock, fica mesmo entre as décadas  de cinquenta  e setenta, portanto, tudo o que falarei a seguir, segue tal percepção de minha parte.


Por exemplo, em “Groove Party”, Spilack & Cia. conseguiram fazer com que o Southern Rock soasse forte, com Allman Brothers Band dando as cartas na mesa desse poker sonoro.
“Mad Middle Pickup” me fez pensar em como seria Johnny Winter e Joe Walsh tocando juntos...Spilack teve essa proeza de demonstrar na prática tal efeito explosivo.
Adorável o Blues roots de “Travel at the Southern Lands”.
“75’S spring”, mostrou o lado funkeado do Jazz Rock "ganchudo" de Jeff Beck e de fato, a primavera de 1975 foi pródiga e embalada por tais petardos desse grande mestre.
Jimi Hendrix aparece em manifestação mediúnica, na música, “Grooveria Paulistana”
“Doida” é puro Led Zeppelin, com Jimmy Page indicando o caminho para Spilack, mediante uma luminária montanha acima.
O Folk britânico / europeu mostra sua face em “Rainy Afternoon in Gonçalves”. Guilherme também tira o chapéu para Roy Harper, com certeza.
Um blues denso ao extremo, evocando Hendrix em seus momentos mais soturnos, nos é brindado em “The Inspiration Blues”.
Gosto do sabor pop quase imperceptível, mas muito bem colocado de um violão riscado na faixa, “Under Two Color Sky”. Marca registrada de um mestre carismático como Peter Frampton, e que Spilack soube explorar com galhardia.
A faixa escolhida por Guilherme Spilack para encerrar o CD, foi estratégica. “Taking Road Back Home” é um tema grandiloquente, com um solo dramático e que muito me fez recordar o saudoso Mick Ronson.

O áudio do CD é bastante agradável, respeitando a intenção do artista em buscar timbragens vintage, mas com a inerente modernidade da era digital.
Sobre a capa, achei-a simples, mas bastante criativa em seu lay-out, obra assinada por Débora Born. As fotos são de Renato Ciccone.

Abaixo, ouça uma amostragem do álbum postada no You Tube :


Spilack em pessoa cuidou da produção toda, incluso o áudio, operando em seu estúdio particular (SpilackTAG Estúdio), com exceção da captura de bateria, feita num estúdio diferente, o Estúdio Tool Box 68.

Em suma, um trabalho muito inspirado, que dá-nos esperança que o Rock possa trilhar caminhos melhores doravante, com jovens buscando beber em fontes nobres, novamente.
E uma ótima nova, que soube através do próprio Guilherme : sua intenção é que o Stuffbreakers seja uma banda doravante, seguindo carreira e portanto, não trata esse trabalho como solo. Melhor ainda, em suma.
Jovens como Guilherme Spilack e seus companheiros, nos trazem de volta essa empolgação em acreditar que dias melhores virão para quem ama o Rock.  
Para conhecer melhor esse trabalho, contato na página do Facebook : https://www.facebook.com/StringBreakerRock 

É isso aí pessoal.
Espero que curtam esta resenha do Luiz e principalmente, conheçam o trabalho deste grande guitarrista.
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Sugestão do Mês - Miles Davis - Kind of Blue


Olá pessoal!
Estamos de volta para mais uma coluna "Sugestão do Mês". Lembrando que nesta coluna eu passo álbuns, DVDs, livros, entre outros que fizeram parte da história da música e que também me ajudaram a conhecer um pouco mais a respeito deste maravilhoso universo.

Neste mês temos o álbum "Kind of Blue", do gênio Miles Davis, obrigatório para qualquer músico que queira conhecer um pouco de jazz. O álbum foi lançado em 17 de agosto de 1959 pela Columbia Records, sendo gravado em duas sessões nos dias 2 de março e 22 de abril do mesmo ano no 30th Street Studio, na cidade de Nova Iorque.


Como praticamente em todas as bandas formadas por Miles, este sexteto contava com músicos fenomenais e que também seriam considerados mais tarde, músicos essenciais de Jazz. Lógico que não poderíamos deixar de citar o genial Paul Chambers que em minha opinião é um dos maiores baixistas de Jazz de todos os tempos.
O álbum contém grandes clássicos do Jazz como "So What", "All Blues" e Blue In Green.
No youtube tem um vídeo com a transcrição completa dos improvisos dos instrumentos, vale a pena conferir a performance deste sexteto.


Ficha Técnica:
Músicos
Miles Davis – Trompete 
Julian "Cannonball" Adderley – Sax Alto (exceto "Blue in Green")
John Coltrane – Sax Tenor
Bill Evans – Piano (exceto "Freddie Freeloader")
Wynton Kelly – Piano em "Freddie Freeloader"
Paul Chambers – Contrabaixo
Jimmy Cobb – Bateria

Músicas
1. So What - Miles Davis - 9:04
2. Freddie Freeloader - Miles Davis - 9:34
3. Blue in Green - Miles Davis, Bill Evans - 5:27
4. All Blues - Miles Davis - 11:33
5. Flamenco Sketches - Miles Davis, Bill Evans - 9:26

Espero que escutem o álbum e gostem deste pedaço da história da música.
Bons estudos e até a próxima coluna!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Transcrição - Dream Theater - 6:00


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "6:00" da banda Dream Theater com o baixista John Myung disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!