sexta-feira, 21 de junho de 2024

Sugestão do Mês - Frank Zappa - Hot Rats


Olá pessoal!

Nesta semana temos um vídeo sobre o álbum Hot Rats do Frank Zappa.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

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Frank Zappa - Hot Rats

Em 10 de outubro de 1969, o mundo da música presenciava o lançamento de Hot Rats, o segundo álbum solo de Frank Zappa, um marco na história do jazz rock. Mergulhando em um contexto de efervescência musical, a obra se destaca por sua sonoridade inovadora, pioneirismo no gênero e influência duradoura em diversas gerações de artistas.

Nascido em meio à década de 1960, período de grande experimentação e contestação social, Hot Rats surge como um reflexo desse momento. Artistas como Miles Davis, John Coltrane e Jimi Hendrix exploravam novas fronteiras musicais, fundindo gêneros e desafiando convenções. Nesse cenário, Zappa, figura singular e multifacetada, desponta como um dos principais expoentes da vanguarda musical.

Com exceção de Ian Underwood, nenhum outro músico do Mothers of Invention, banda lendária comandada por Zappa, participou da gravação de Hot Rats. Essa escolha reforça a natureza experimental do álbum, onde o artista se entrega à sua criatividade sem amarras. Predominantemente instrumental, a obra apresenta apenas uma música cantada: "Willie The Pimp", com a voz marcante de Captain Beefheart.

Destaque para a genial "Peaches and Regalia", uma das canções mais populares de Zappa, que transborda energia e virtuosismo musical. Outras faixas notáveis como "Son of Mr. Green Genes" e "Little Umbrelas" também conquistam o público com seus improvisos jazzísticos impecáveis e melodias cativantes.

Mais do que um mero álbum, Hot Rats é considerado por muitos como um dos primeiros a explorar a fusão do jazz com o rock. Cada faixa transborda elementos dos dois gêneros, criando uma sonoridade única e inovadora que influenciaria profundamente o desenvolvimento do jazz rock nas décadas seguintes. Destacamos as melodias contagiantes, os improvisos virtuosos e a fusão inovadora de jazz e rock que nos convidam a uma jornada sonora inesquecível. 

Mergulhar nessa obra-prima é uma experiência enriquecedora que nos permite apreciar a genialidade de Frank Zappa e a força transformadora da sua música.



Músicas
01 - Peaches en Regalia - 3:38
02 - Willie the Pimp - 9:16
03 - Son of Mr. Green Genes - 9:00
04 - Little Umbrellas - 3:04
05 - The Gumbo Variations - 16:56
06 - It Must Be a Camel - 5:15

Créditos
Frank Zappa - guitarra , octave bass, percussão
Ian Underwood - piano , flauta , todos os clarinetes , todos os saxofones
Capitão Beefheart - vocais em "Willie the Pimp"
Max Bennett - baixo em todas as faixas, exceto "Peaches en Regalia"
Shuggie Otis - baixo em "Peaches en Regalia"
John Guerin - bateria em "Willie the Pimp", "Little Umbrellas" e "It Must Be a Camel"
Paul Humphrey - bateria em "Son of Mr. Green Genes" e "The Gumbo Variations"
Ron Selico - bateria em "Peaches en Regalia"
Don "Sugarcane" Harris - violino em "Willie the Pimp" e "The Gumbo Variations"
Jean-Luc Ponty - violino em "It Must Be a Camel"


Para quem quiser escutar o álbum no spotify


Aproveito para dizer que, em 2019, celebrando os 50 anos de lançamento do álbum, foi lançada uma caixa com as sessões de gravação. Ela pode ser acessada no spotify:


Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Álbuns Clássicos - Chick Corea - Light as a Feather


Olá Pessoal!

Na coluna de álbuns clássicos desta semana, apresentamos "Light as a Feather" de Chick Corea.

Essas matérias fazem parte de um acervo produzido pelo autor e estão relacionadas às suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Light as a Feather", lançado em 1972, representa o segundo álbum de estúdio da renomada superbanda chamada Return to Forever, liderada pelo pianista Chick Corea.

O álbum apresenta canções notáveis, como "Spain", que se tornou um clássico do jazz devido à sua fusão de ritmos latinos e melodias envolventes. Ademais, faixas como "Light as a Feather", "500 Miles High" e "You're Everything" evidenciam a capacidade de Chick Corea em criar melodias complexas e ricas, acompanhadas por improvisações brilhantes dos talentosos membros da banda.

A energia contagiante e a inventividade musical exibidas ao longo do álbum consolidaram sua posição como uma obra influente e inspiradora no cenário do jazz e do fusion, continuando a fascinar e influenciar músicos e ouvintes através das décadas.

Faixas

01-You're Everything – 5:11
02-Light as a Feather – 10:57
03-Captain Marvel – 4:53
04-500 Miles High – 9:07
05-Children's Song – 2:47
06-Spain – 9:51

Todas as faixas foram compostas por Chick Corea e letras de Neville Potter, exceto "Light as a Feather" composta por Stanley Clarke com letra de Flora Purim.

Músicos

Chick Corea – Fender Rhodes , Electric Piano
Stanley Clarke – Acoustic Bass
Joe Farrell – Tenor Saxophone , Flute
Flora Purim – Vocals , Percussion
Airto Moreira – Drums


Spotify



Abraços e até a próxima coluna!

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Transcrição - Apostrophe' Trio - Corações da Noite


Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Nesta semana, temos a transcrição da música Corações da noite.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Corações da Noite

Nesta semana, temos a transcrição da música "Corações da Noite" do álbum Apostrophe' Trio de 2017.

A composição desta música segue uma forma estrutural composta por quatro partes distintas: Intro-A-Intro-B-C-D = solo de baixo-A-Intro-B-C-C-B.

A introdução da música foi construída com os acordes D9, E9, A7 e A#º. Os mesmos baixos desses acordes são utilizados para construir a parte A da música, mas essa parte, conta com dois acordes paralelos (Ebmaj7 e Dmaj7) - grifamos Gm e D por causa de questões tonais -. Para construir a linha do baixo, busquei resolver nas notas D e A para os primeiros dois compassos. Nos compassos 7~8, as notas-alvo foram Bb e D, nos compassos 9~10, as notas-alvo foram E e A e, por fim, as notas A e D, foram os alvos nos compassos 11~13.

Na parte B, temos um acorde pedal, o Bm, sobre o qual a guitarra desce com o baixo tocando as notas B, A, G# e G. Para a linha do baixo, aplico movimentos adicionais visando mudar a direção da progressão.

Na parte C, o contrabaixo foi escrito após a composição da harmonia. Ele, basicamente dedilha os acordes desta parte. O tom do início é Sol maior e são utilizados os acordes de G, D/F#, Em, Am e Bm7, sendo que o último acorde deste trecho (A/C#) inicia um processo modulatório que chegará em Cm7 no compasso 30.

Por fim, a base para o solo é estabelecida na tonalidade de Ré maior, com os acordes de Gmaj7, Bm7, Gmaj7 e Dmaj7. Durante o improviso, adoto uma abordagem por acorde, empregando o modo Lídio nos acordes maiores e o modo Dórico no acorde de Bm7, para conferir um caráter mais fusion. Alternativamente, utilizar apenas a escala de Ré maior também é uma opção eficaz.

Transcrição

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Apostrophe' Trio: Coraç

Música por Fernando Tavares

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Vídeo

Aqui temos uma performance do trio executando a música no estúdio Family Mob.


Ficha técnica:
Corações da Noite
Música por Fernando Tavares
Performance por:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Filmagem por Bruna Torrezani
Edição de vídeo por Renata Pereira
Mixado e Masterizado no Family Mob

Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Teoria & Análise - Estudos Ritmicos - Parte 2

Olá pessoal!

Nesta semana temos a segunda parte do nosso curso sobre leitura rítmica aqui no site. O estudo do ritmo é um dos aspectos mais importantes do aprendizado musical.

Acesse o material da coluna 1 no link http://www.femtavares.com.br/2024/02/teoria-analise-estudos-ritmicos-parte-1.html

Este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.

Figuras Musicais

O modelo de notação musical, como conhecemos atualmente tem suas origens por volta do século IX.

Atualmente as figuras de som são sete: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

Cada figura de som possui uma pausa correspondente com o mesmo valor. Por exemplo, se uma semínima vale 1 tempo, a pausa de semínima também valerá 1 tempo.

As figuras rítmicas não possuem valores preestabelecidos, esses valores variam conforme a fórmula de compasso, porém, existe uma relação entre elas, sendo que, a semibreve sempre valerá o dobro da mínima, a mínima sempre valerá o dobro da semínima e assim sucessivamente.

As figuras recebem um número que determina a sua qualidade, este número é colocado no denominador da fração que corresponde a forma de compasso da música. 

As figuras rítmicas não possuem valores absolutos preestabelecidos, pois esses valores variam conforme a fórmula de compasso. No entanto, há uma relação constante entre elas:

A semibreve sempre vale o dobro da mínima.

A mínima sempre vale o dobro da semínima.

A semínima sempre vale o dobro da colcheia.

A colcheia sempre vale o dobro da semicolcheia.

A semicolcheia sempre vale o dobro da fusa.

A fusa sempre vale o dobro da semifusa.

Cada uma das figuras musicais recebe um número de equivalência que será usada como base para identificarmos os compassos. Estude a tabela abaixo e guarde o número das figuras e a sua respectiva figura:

As figuras rítmicas não possuem valores absolutos preestabelecidos, pois esses valores variam conforme a fórmula de compasso. No entanto, há uma relação constante entre elas:

A semibreve é representada pelo número 1.

A mínima é representada pelo número 2.

A semínima é representada pelo número 4.

A colcheia é representada pelo número 8.

A semicolcheia é representada pelo número 16.

A fusa é representada pelo número 32.

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


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Bons estudos e até a próxima coluna!


Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

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