terça-feira, 17 de setembro de 2019

Harmonia aplicada no contrabaixo - Acordes - Parte 01



Olá pessoal!


Nesta semana iniciamos uma série de colunas sobre acordes aqui no site.

Estas colunas saíram originalmente pela antiga revista Bass Player Brasil e fazem parte do material de apoio utilizado em minhas aulas de contrabaixo presencial e a distância.
Para maiores informações sobre as aulas, entre em contato pelo e-mail femtavares@gmail.com


ACORDES (PARTE 1) – Tríades – Acordes com três Vozes


Originalmente o contrabaixo sempre foi utilizado como um instrumento melódico (tocava uma nota de cada vez), mas com o passar do tempo e a evolução natural do instrumento, baixistas como Jeff Berlin, Jimmy Johnson,  Cliff Burton, Michael Manring, entre tantos outros passaram a utilizar algumas ideias com acordes. Temos obviamente que pensar em algumas diferenças que o contrabaixo possui em relação ao violão por exemplo, como a quantidade de cordas, sendo que temos na maioria das vezes duas cordas a menos. Isto pode ser resolvido com um contrabaixo de 6 cordas, mas este assunto fica para as próximas matérias, aonde passarei modelos de acordes para instrumentos de 5 e 6 cordas. Uma outra diferença importante é em relação a quantidade de vozes que colocamos nos acordes, no contrabaixo é um problema sério montar acordes com muitas vozes, pois tende a “embolar” o grave. 
Em colunas posteriores passarei algumas ideias de arranjos solos e vocês perceberão que escolher a quantidade de vozes faz uma diferença enorme. Bom, enquanto não chegamos lá, vamos trabalhar com os acordes utilizando três vozes, pensando por enquanto apenas nas notas das tríades. Todos os nossos exemplos tem como fundamental a nota D, não passarei teorias, pois suponho que vocês já estudaram estes assuntos em revistas anteriores.

Modelo 1

O modelo 1 (figura 1) possui o desenho básico, ficando os acordes com uma sequencia simples, com os intervalos de F, 3 e 5. Temos as tríades de D (F, 3, 5), Dm (F, b3, 5), D+ (F, 3, #5) e Ddim (F, b3, b5)*. *esta cifra sempre nos pede o uso de uma tétrade, mas vamos omitir a sétima em nossos estudos por enquanto.

Estudem estes modelos, na próxima coluna teremos novos modelos para estudar.
Abraços!

domingo, 15 de setembro de 2019

Fernando Tavares

  • Contrabaixista profissional, pesquisador, compositor, professor de contrabaixo, harmonia e de metodologia do ensino musical.
  • Iniciou seus estudos como contrabaixista em 1995.
  • Estudou Contrabaixo, teoria, harmonia com professores renomados da música popular na cidade de São Paulo.
  • Graduou-se em Licenciatura em Música pela Unimes.
  • Especialista em Docência no Ensino a Distância pela UFSCar.
  • Mestrando da ECA-USP na linha de Musicologia e sua pesquisa envolve os métodos de composição e improvisação desde o século XVII.
  • Professor de Contrabaixo desde 1998 e hoje trabalha em São Paulo, no bairro de Pinheiros e no IB&T (Instituto de Baixo & Tecnologia) da EM&T (Escola de Música & Tecnologia) e on-line via Skype.
  • Contrabaixista e compositor do Apostrophe’ (que lançou o primeiro álbum "Apostrophe’" em abril de 2017).
  • Contrabaixista da banda do guitarrista Mauricio Fernandes (com o qual lançou o álbum “Alone in the Night” em 2017).
  • Contrabaixista do Medusa Trio (com o qual lançou o álbum “10 Anos” em 2017).
  • Contrabaixista e compositor da banda Dead Man Walking (com a qual lançou o álbum “All my Hate” em 2019).
  • Contrabaixista da banda Lee Recorda.
  • Contrabaixista da banda do cantor Willie de Oliveira (ex-Radio Táxi).
  • Pesquisador no LAMUS (Laboratório de Musicologia) na EACH – USP Leste.
  • Pesquisador no LEDEP (Laboratório de educação e desenvolvimento psicológico) na EACH – USP Leste.
  • Produz apostilas para contrabaixo elétrico, escreve matérias em seu site/blog semanalmente, realiza Workshops e Bass Clinics.
  • Trabalhou como transcripter da antiga revista Coverbaixo, entre 2005 e 2008.
  • Foi coordenador didático, editor didático, colunista e transcripter da revista Bass Player Brasil, na qual participou de todas as edições.
  • Participou de várias bandas, das quais pode-se destar, Liar Symphony (com o qual gravou o CD/DVD "Choosing The Live Side"), Opus Jazz Band, Hotspot Project (com o qual gravou o álbum Volume 1) e
  • Eleito o melhor baixista de 2018 pelo grupo “Quem sabe faz autoral”.
  • É endorser técnico da Giannini.
  • Utiliza cordas Giannini, cabos Datalink e monitores e fones Edifier.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Artigos & Resenhas - Tony Babalu / CD Live Sessions II - Por Luiz Domingues

Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum Live Sessions II do guitarrista Tony Babalu. Para quem se interessar aqui no blog já saiu a resenha do Live Sessions I e pode ser lida no link http://www.femtavares.com.br/2018/05/artigos-e-resenhas-live-sessions-at.html

A matéria original pode ser encontrada neste link.

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Tony Babalu / CD Live Sessions II - Por Luiz Domingues


Existem inúmeros guitarristas fantásticos no país, com técnica exuberante; conhecimento teórico; bom gosto na preparação de seu áudio; muita criatividade e atuando em diversos nichos da música, indiscutivelmente. O guitarrista Tony Babalu está nesse rol, certamente, contudo, possui um diferencial marcante e que não depende necessariamente de estudo para alcançar-se, mas alguns poucos conquistam de forma indelével. Trata-se de uma personalidade musical única, portador daquela capacidade de fazer com que os ouvintes consigam identificá-lo, ao soar de poucas notas que produz. Carlos Santana; David Gilmour; Johnny Winter e Brian May (sei que o leitor vai elucubrar outros nomes como exemplos, naturalmente), são alguns desses que tem essa capacidade e Tony Babalu pode ser incluído nessa seleta lista.


Assim que lançou o álbum “Live Sessions at Mosh”, em 2014 (leia a minha resenha sobre ele através desse link abaixo : http://luiz-domingues.blogspot.com.br/2014/07/live-sessions-at-mosh-tony-babalu-por.html), ficara no ar a expectativa por mais um disco nesse teor, em face da qualidade e apuro artístico de uma música instrumental inspiradora. Demorou, mas eis que Tony Babalu anuncia enfim o lançamento de um novo álbum e bingo... mais uma vez reunindo sua banda para uma sessão gravada ao vivo no estúdio Mosh, de São Paulo.


Em “Live Sessions II”, a mesma dinâmica foi usada, com um resultado excelente, mostrando mais uma vez que a capacidade em produzir música instrumental de extrema qualidade e ao mesmo tempo com apelo pop, é possível, portanto, não trata-se de um disco de Jazz-Fusion passível de ser admirado apenas por músicos e / ou experts do gênero, mas capaz de agradar a diversas camadas de ouvintes.
Outro trunfo, a extrema versatilidade com que Babalu e sua banda trafegam por estilos diferentes. Ao longo do álbum, ouve-se Jazz; groove de Black Music; pitadas de Blues; ritmos latinos; brasilidade e Rock, tudo junto e misturado, com uma fluidez tamanha que impressiona. E além disso tudo, o bom gosto impera como um todo. Apesar de ser um disco instrumental e haver uma aura "fusion" que permeia o trabalho como uma amálgama, não existe excesso. Todos os solos, não só da guitarra, mas dos outros instrumentos, são feitos com muito critério, usando do bom senso, evitando devaneios em demasia, dessa forma tornando o trabalho bem enxuto.
Outra marca registrada de Tony Babalu como guitarrista e que incorporou-se aos demais, enquanto conceito, nota-se uma delicadeza ímpar nos arranjos, tanto coletivo, quanto nas linhas individuais de cada um. Essa sensibilidade aguçada, que é típica de Tony Babalu ao lidar com sua guitarra Fender Stratocaster, impregnou-se no álbum, e claro que isso valoriza-o, tremendamente.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Transcrição para alunos - Esperanza Spalding - Endangered Species



Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição com explicação da linha de baixo da música "Endangered Species" da cantora e baixista Esperanza Spalding disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!