quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Exercícios - Parte 1 - Exercícios elementares para mão direita


Olá pessoal!

Nesta semana, trago a primeira coluna de exercícios de técnica, na qual abordarei diversos pensamentos sobre o desenvolvimento de uma técnica mais precisa para as mãos direita e esquerda.

Este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Começamos com uma pequena história que busco em minha memória. Quando iniciei os estudos no contrabaixo, por volta do ano de 1994, existiam inúmeras vídeoaulas e muitos métodos que falavam sobre técnicas. Mesmo assim, procurei um professor na minha cidade, e lembro da primeira aula de contrabaixo que fiz. Sabe o que o meu professor me passou?

- Sim, um exercício para as mãos, mas não foram as famosas digitações 1234 que todos nós conhecemos. Foi um exercício que coloquei nesta edição (exercício 12). Ainda lembro das indicações que me foram passadas:

- Preste atenção e tente não levantar os dedos. Você levanta muito os dedos e perde velocidade. Assim, você não vai conseguir tocar como o Billy Sheehan ou o John Myung. Sim, naquela época, esses dois baixistas eram os grandes ícones do rock 'n' roll para um garoto de 17 anos aficionado por contrabaixo.
E ainda existe aquela velha discussão de técnica x feeling. As pessoas têm que entender que um não anula o outro. Você precisa ter uma boa técnica para executar aquilo que a música pede. Se você for como o Jeff Berlin ou o John Patitucci, que pensam em fraseados suando a colcheia em 240 bpm, realmente vai precisar de uma ótima técnica para executar o que a sua música está pedindo.

Vamos ver o que Robert Fripp, guitarrista do King Crimson, diz sobre o estudo de técnica em seu livro Guitar Circle, lançado em 2023. *Para adquirir o livro, você pode clicar nesse link: Livro - Guitar Circle - Robert Fripp

Obviamente, adaptamos para o estudo do Contrabaixo:

  • Para ser verdadeiramente um contrabaixista, é preciso praticar pelo menos uma hora por dia.
  • Procure um horário semelhante todos os dias;
  • Defina um horário - se for maior ou menor que 60 minutos, cumpra-o;
  • Reconheça o Início e o Término da Prática do Contrabaixo;
  • Comece com um objetivo, saiba o que vai praticar e por quê;
  • Preste atenção na postura;
  • O Contrabaixo vem para o corpo;
  • Altere as cordas sempre que necessário;
  • Equilibre a prática da técnica do contrabaixo com outros tópicos como: exercícios primários, estudo de escalas, repertório e diversão. (FRIPP, 2023)

Colocada a importância de se ter a técnica em dia, vamos aos nossos estudos. Eu preparei um guia desde o início, pois ao dar o meu exemplo lá em cima eu já deixei em aberto um problema que encontro em muitos estudantes. Eles estão digitando os mesmos tipos de frases sem criar as variações de movimentos que a combinação de notas pode proporcionar. Então, se você quer realmente colocar a mão no lugar, comece fazendo todos os exercícios propostos em 60 bpm, passe por todos. Eles estão em ordem de dificuldade e organizados de maneira adequada para te proporcionar uma evolução nos movimentos. Aumente os bpms de 4 em 4, e o limite do andamento é o que você conseguir. Tente sempre variar as rítmicas. Quem acompanha as colunas para contrabaixo de 6 cordas que produzo percebe o quanto digo para treinar sempre em semínimas (1 nota por tempo nos compassos de 2/4, ¾ e 4/4), colcheias (½ tempo), tercina de colcheia (1/3 do tempo) e semicolcheia (¼). Assim, conseguirão dominar tanto a unidade de tempo quanto as subdivisões mais comuns. Separe no mínimo meia hora dos seus estudos para aprimorar a sua técnica sempre que possível e tente estudar no mínimo 3 vezes por semana. Anote em uma tabela o número do exercício estudado, a subdivisão e o andamento. Vocês perceberão a evolução em menos de um mês (o Fripp sugere uma hora por dia, mas podemos separar para estudar outras coisas como frases, escalas, arpejos, etc.). Vamos lá.


PARTE 1 – EXERCÍCIOS ELEMENTARES PARA MÃO DIREITA

Os exercícios 1, 2 e 3 foram elaborados para a mão direita, alternando os dedos "i" (indicador) e "m" (médio), como indicado entre a partitura e a tablatura. Posicione os dedos onde se sentir mais confortável; alguns preferem tocar próximo à ponte (como Jaco Pastorius e Steve Harris), outros próximo ao braço (como Geezer Butler e Cláudio Bertrami), enquanto alguns escolhem uma posição intermediária (como John Myung e John Patitucci). A posição intermediária oferece uma sonoridade mais híbrida, combinando agudo da ponte e grave do braço.

Utilize sempre o toque com apoio. Na primeira, o dedo ataca a corda, e na segunda, ele descansa na corda superior. Esse toque é crucial para manter uma pegada segura e firme. Se você gosta de explorar diferentes sonoridades, pode incluir o estudo da palheta nestes exercícios para a mão direita, alterando a combinação "i" e "m" para palhetadas para baixo e para cima.


Exercício 1:

Neste exercício, toque quatro notas em cada corda.


Exercício 2:

No exercício 2, toque três notas em cada corda. Observe que cada corda começa com um dedo diferente da mão direita, mantendo a alternância nos dedos.


Exercício 3:

No exercício 3, toque duas notas por tempo.


Pratique esses exercícios com regularidade, começando em um andamento confortável e aumentando gradualmente. Mantenha a atenção na alternância dos dedos e no toque com apoio para desenvolver uma técnica sólida na mão direita.

Lembrando que este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

MKK BASS SESSIONS - Programa #29 - Baixistas de Fusion

Olá pessoal!



Eu produzo e apresento um programa totalmente voltado ao contrabaixo na MKK Web Radio (https://mkkwebradio.com.br/) às terças 22:00. O programa já teve mais de 90 edições e assim, decidi apresentar aos ouvintes os programas anteriores para os quais fiz alguma pesquisa.

Vocês podem ouvir todos os programas no spotify ou no mix cloud, os links estão abaixo:


https://www.mixcloud.com/discover/

No programa 29 tivemos um especial com baixistas de Fusion. Como sempre tivemos baixistas brasileiras e estrangeiras.

Lembrando que o programa inédito sempre vai ao ar quinzenalmente nas terças às 22:00 com reprise aos domingos às 20:00 pela MKK Web Radio.

Estas pesquisas são parte de um acervo produzido pelo autor e que estão relacionadas as suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Programa #29 -Baixistas de Fusion



Shuggie Otis - Frank Zappa

No final dos anos 60, surgiu um estilo musical que viria a marcar uma era e influenciar gerações de músicos. Dois álbuns importantes, "In a Silent Way" de 1969 e "Bitches Brew" de 1970, ambos de Miles Davis, foram fundamentais para o desenvolvimento desse gênero.

No mesmo período, Frank Zappa lançou o álbum "Hot Rats," que trouxe elementos de jazz, rock e até música clássica. Destacamos as faixas "Little Umbrellas" e "It Must Be a Camel," assim como "Son of Mr. Green Genes," que possui fortes influências de jazz. Max Bennet atuou como baixista em todo o álbum, exceto na música especial que escolhemos para o nosso programa: "Peaches and Regalia." qeu foi gravada pelo baixista Shuggie Otis.

Essa música é notável por seu arranjo intrigante, com o baixo incorporando elementos da música negra. Em 2019, a empresa responsável pelos direitos do compositor lançou uma caixa contendo todas as sessões de gravação do álbum "Hot Rats," que agora está disponível em serviços de streaming sob o título "Hot Rats Sessions." Mergulhamos na sonoridade de "Peaches and Regalia" do álbum "Hot Rats" de 1969.

Stanley Clarke - Return to Forever

Nos anos 1970, assistimos ao surgimento de várias bandas que exploraram o fusion. Entre elas, destacam-se a Mahavishnu Orchestra, Soft Machine e o Return to Forever, esta última com a participação do lendário pianista Chick Corea. O álbum em foco conta com um elenco de músicos talentosos: Chick Corea no piano, Joe Farrell nos sopros, Airto Moreira na bateria e Flora Purim nos vocais.

O disco apresenta canções clássicas como "500 Miles High," "Light as a Feather" e muitas outras. Para esta ocasião especial, selecionamos a faixa "Spain," que se destaca por sua sonoridade espanhola, iniciando com o adágio do "Concierto de Aranjuez" de Joaquin Rodrigo.
Esta música é essencial para qualquer amante da música instrumental e fusion. Ouçam "Spain" do álbum de 1972 do Return to Forever.

Nico Assumpção

A década de 1980 nos brindou com um dos baixistas mais notáveis de sua geração, Nico Assumpção, que deixou sua marca no cenário musical tanto no Brasil quanto no exterior. Em 1982, ele lançou o primeiro álbum solo de contrabaixo do Brasil.
Neste episódio, destacamos a música "Cor de Rosa" do quinteto High Life, que contou com músicos excepcionais, incluindo Carlos Bala na bateria, Luiz Avellar nos teclados, Ricardo Silveira na guitarra e Steve Slagre no saxofone. O álbum de 1985 é repleto de pérolas da música instrumental, e "Cor de Rosa" é uma delas. 

Ney Conceição

No Brasil, temos excelentes músicos de fusion, e um deles é Ney Conceição. Ele deixou sua marca tocando com diversos artistas nacionais e internacionais. Hoje, trazemos a música "Brooklyn High (Partindo pro Alto)" do álbum "Vento Bravo" de 2005.
Ney Conceição é conhecido por sua habilidade no contrabaixo e já colaborou com diversos músicos renomados. Esta música é uma verdadeira experiência de fusão musical, com solos impressionantes dos três membros do Nosso Trio: Nelson Faria na guitarra, Kiko Freitas na bateria e Ney Conceição no baixo.
Ouvimos a música do Nosso Trio - Brooklyn High (Partindo pro Alto)

Adam Nitti
Agora, vamos apresentar um dos destaques recentes no cenário do contrabaixo no fusion. Adam Nitti, tanto como músico quanto como educador, tem impressionado a todos. Com cinco álbuns solo lançados sob seu selo "Renaissance Man," ele colaborou com diversos artistas notáveis ao longo de sua carreira.
Para este episódio especial, selecionamos a música "Not of This World" de seu álbum homônimo lançado em 2014. Este álbum é uma verdadeira jornada musical que vale a pena explorar em sua totalidade.

Gary Willis - Tribal Tech

Tribal Tech - O Estandarte do Fusion dos Anos 80. 

Avançando no tempo, chegamos a uma das bandas mais icônicas do fusion dos anos 80: o Tribal Tech. Fundado em 1984, este supergrupo conta com talentos excepcionais como Scott Henderson na guitarra, Scott Kinsey nos teclados, Kirk Covington na bateria e o fenomenal Gary Willis no contrabaixo.

O estilo único de Gary Willis, com sua técnica de mão direita peculiar, tornou-se uma referência no mundo do fusion. Para nosso especial, selecionamos a música "Face First" de seu sexto álbum homônimo, lançado em 1993. A linha de baixo de Willis é um dos destaques desta faixa. Para quem deseja compreender o vasto universo do fusion, os álbuns do Tribal Tech são leituras obrigatórias.

Viktor De Lima - Alien Groove

De volta ao Brasil, exploramos a cena da nova geração do fusion. Apresentamos o Alien Groove, liderado pelo talentoso Rodrigo Ribeiro na guitarra. Rodrigo é um estudioso do estilo e nos brinda com a faixa "Playground," que faz parte da Coletânea vol II do Guitarload de 2014.

O trio é composto por Gerson Lima Filho na bateria, Viktor De Lima no baixo e Rodrigo na guitarra. Viktor De Lima, o baixista, também tem um projeto de fusion notável chamado "Andreiuk Trio." Eles têm um álbum gravado ao vivo disponível em plataformas de streaming. 

Ouvimos a música "Playground" do Alien Groove

Alain Caron

Agora, exploramos o talento de Alain Caron, um baixista franco-canadense que se destaca no cenário do fusion. Com uma carreira repleta de conquistas e um som de baixo influente, Caron é considerado um dos maiores nomes do fusion nas últimas décadas.

Para nosso especial, destacamos a música "D-Code" de seu álbum "Play" lançado em 1998. O álbum oferece uma coleção de músicas memoráveis, incluindo "P.A.C. Man" e uma envolvente versão de "Impressions" de John Coltrane. O som distinto de baixo e o virtuosismo de Caron o tornam uma figura de destaque no mundo do fusion. 

Nesta edição da MKK Bass Sessions, percorremos décadas de música fusion, destacando músicos que moldaram e continuam a influenciar esse gênero emocionante. Sinta a energia e a criatividade que permeiam o fusion enquanto exploramos as contribuições de artistas notáveis e suas músicas incríveis.

É isso aí pessoal!

Espero que escutem o programa. Lembrando que o programa inédito sempre vai ao ar nas terças às 22:00.

Esse trabalho é parte de um acervo produzido pelo autor e que estão relacionadas as suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Transcrição do Mês - Marcus Miller - Panther


Olá pessoal!

Nesta semana, trazemos a transcrição com texto da música “Panther” do baixista Marcus Miller que foi publicada na edição número #14 da Revista Bass Player Brasil.

Essa transcrição integra uma coleção de mais de 240 publicações feitas para revistas de contrabaixo, as quais tenho compartilhado aqui no site. Ela também faz parte de uma coleção com mais de 1000 transcrições produzidas por mim.

Para conferir outras matérias que publiquei, vocês podem acessar o link:

http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

Esses artigos fazem parte de um acervo produzido por mim e estão relacionados às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.


Marcus Miller – Panther


Marcus Miller é um renomado baixista, compositor, produtor e multi-instrumentista norte-americano, nascido em 1959. Ele é conhecido por sua habilidade excepcional no baixo elétrico e por sua contribuição significativa para o jazz, fusion e diversos outros gêneros musicais.

Ao longo de sua carreira, Miller colaborou com uma ampla gama de artistas renomados, incluindo Miles Davis, Luther Vandross, Aretha Franklin, Herbie Hancock, Sting, entre outros. Sua versatilidade musical e talento como músico de estúdio e de palco o tornaram um dos baixistas mais respeitados e requisitados da indústria musical.

Além de suas colaborações, Marcus Miller também construiu uma carreira solo bem sucedida, lançando diversos álbuns aclamados pela crítica. Seu estilo único de tocar baixo, combinando técnicas de slap, groove e improvisação, é distintivo e influente no mundo da música.

Ele é reconhecido não apenas por sua maestria técnica, mas também por suas habilidades como produtor e arranjador. Sua contribuição para a música tem sido inestimável, e ele continua a ser uma figura influente e ativa na cena musical contemporânea. 

A música “Panther” foi lançada no álbum “The Sun Don’t Lie” de 1993. Ela está dividida em quatro partes. Em cada repetição de uma das partes, o baixista introduz variações. 

A introdução da música, na “Parte A”, é executada livremente a aproximadamente 94 bpm, demonstrando toda a musicalidade e técnica de Miller. Nessa seção, entre os compassos 17 e 24, o baixista utiliza a escala de Mi menor natural para construir frases sobre o acorde de Em, finalizando na terça maior do próximo acorde (Cmaj9). Em seguida, ele utiliza a fundamental e a sétima do acorde de Am. Na segunda parte desse tema, explora a mesma ideia da primeira sobre o acorde de Em7, utilizando, sobre o acorde G7, harmônicos artificiais. As notas sobre esse acorde correspondem à Pentatônica de Sol Maior, e o trecho é concluído com o acorde de Cmaj9. Recomenda-se estudar essa parte antes de utilizar as variações apresentadas nas outras repetições (compassos 1 ao 8 – Introdução, 29 ao 36 e 75 ao 82).

Na introdução, o tema é tocado com variações utilizando as técnicas de Two-Hands, Reverse Thumb, além das mencionadas anteriormente. Tente manter os sons do baixo sempre soando, motivo pelo qual estão escritas duas linhas diferentes no início. 

A "Parte B" consiste em uma frase de guitarra sobre o acorde de Em, com o baixista empregando variações criadas principalmente com a técnica de Slap. Também há um baixo sintetizado em quase todas as repetições desta parte, dando suporte à linha de baixo. As frases são construídas com a escala de Mi Menor Natural. Na primeira vez que esta parte é apresentada (compassos 9), o baixista toca uma frase usando a técnica de Two-Hands. Entre os compassos 25 e 28, executa uma frase com a escala Blues de Mi menor, retornando em outras seções (compassos 42 a 49, 58 a 61 – aqui como base do solo de guitarra –, 103 a 114 – com algumas variações com notas abafadas e também variações com o saxofone barítono – e 123 a 126).

Na "Parte C" (compasso 37), o baixista toca as fundamentais de cada acorde no primeiro compasso e elabora as frases utilizando a Pentatônica de Lá menor nos compassos restantes. Essa abordagem é repetida na segunda vez que essa parte é executada (compassos 70 a 74).

A partir do compasso 83, inicia-se o solo de contrabaixo, executado principalmente com a técnica de Slap. Esse solo é realizado sobre o acorde de Em7, com o baixista criando variações utilizando a escala de Mi menor Natural. Ele repete algumas ideias explorando variações no aspecto rítmico, por exemplo, a frase com abafados tocada no segundo tempo do compasso 87, que é reproduzida em várias partes do solo. No final, Miller constrói um padrão que repete várias vezes, apresentado no compasso 95.

A "Parte D" (compasso 115) é construída com a escala de Mi menor. No primeiro compasso, ele toca a terça maior de Mi (Sol sustenido), proporcionando um efeito interessante nessa seção. Essa nota, na verdade, funciona como um cromatismo para a nota Lá, que surge no terceiro tempo do compasso, e o trecho é finalizado tocando a escala Pentatônica de Lá Menor.

Miller apresenta uma gama diversificada de abordagens musicais ao longo da música, desde frases melódicas até técnicas avançadas, demonstrando sua destreza técnica e criatividade musical. A música é um verdadeiro mergulho nas habilidades de Marcus Miller, exibindo não apenas sua técnica excepcional, mas também sua capacidade de contar histórias musicais ricas e cativantes por meio do baixo.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Álbuns Clássicos - Cannonball Adderley - Mercy, Mercy, Mercy


Olá pessoal!

Nesta semana, gostaria de destacar o álbum mais emblemático de Cannonball Adderley, gravado em outubro de 1966. Apesar de intitulado 'Live at the Club', este foi registrado no estúdio Capitol, em Los Angeles, diante de uma plateia composta por convidados especiais. Adderley incluiu 'The Club' no título para auxiliar na promoção de um bar de um amigo em Chicago.

Essas matérias fazem parte de um acervo produzido pelo autor e estão relacionadas às suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com



Considero Adderley um dos grandes improvisadores do Jazz, notável pelo seu fraseado singular que frequentemente se aventura no Blues. Além disso, ele exibe um desenvolvimento melódico considerável em suas performances.

A faixa título 'Mercy, Mercy, Mercy' surpreendentemente alcançou a posição número 11 na Billboard e foi alvo de inúmeras regravações ao longo do tempo.

As apresentações de Adderley e sua banda são impressionantes, não só devido à habilidade técnica excepcional, mas também à capacidade de produzir improvisações envolventes e fascinantes. A combinação de diferentes estilos musicais neste disco, junto ao talento incontestável de Adderley e seu grupo, desempenhou um papel significativo na consagração deste álbum como uma obra altamente influente e elogiada no cenário do Jazz.

Faixas:

01-Fun (Nat Adderley) – 8:26
02-Games (N. Adderley) – 7:19
03-Mercy, Mercy, Mercy (Joe Zawinul) – 5:10
04-Sticks (Cannonball Adderley) – 3:54
05-Hippodelphia (Joe Zawinul) – 5:49
06-Sack O' Woe (Cannonball  Adderley) – 10:29


Músicos:

Cannonball Adderley – Saxofone Alto
Nat Adderley – Trompete
Joe Zawinul – Piano
Victor Gaskin – Contrabaixo
Roy McCurdy – Bateria



Abraços e até a próxima coluna!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Transcrição - Apostrophe' Trio - Apostrophe'


Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Neste mês, temos a transcrição da música Apostrophe' lançada no álbum homônimo de 2017.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Apostrophe'


A primeira transcrição é da música "Apostrophe'", que nomeia o álbum do Apostrophe' Trio e o abre.

A composição desta música segue uma forma estrutural composta por quatro partes distintas: A-B-A'-C-D = solos-A-B-C-B.

Na seção A, os compassos 7 a 8 apresentam a base fundamental da música. Esta base é construída pela escala de Mi menor natural, com a blue note #4 (A#) e um cromatismo com a sétima maior (D#). Os compassos 1 a 2 exibem a melodia do baixo, criada utilizando as tríades correspondentes a cada nota presente na base dos compassos 7 a 8. Os acordes empregados compreendem: Em, F#º, Em/G, Am, Bb, B, juntamente com o cromatismo.

Na seção B, eu escrevi um trecho utilizando o campo harmônico de Mi DomDim, construindo a linha do contrabaixo a partir dos baixos E-D-F-E. Todas as notas utilizadas estão dentro da escala de Mi DomDim.

Na seção C, duas bases distintas são introduzidas: a primeira é constituída pelos acordes de A (I), E (V) e D (IV). As frases foram elaboradas a partir da escala de Lá maior. Já a segunda base é construída utilizando a escala de Si menor.

Por fim, a base para o solo é composta com a tonalidade de Lá maior, e optei pelos acordes de Bm/D, C#m e E. Para dar um caráter mais fusion, utilizei a escala de Ré Lídio para improvisar, dado que possuo várias frases previamente estudadas nesse modelo. É possível explorar outras opções de frases, como a Pentatônica de C#m, que se ajusta muito bem. Para aqueles que dominam frases no modo Dórico, é viável empregá-las em Si menor, gerando um efeito sonoro igualmente satisfatório.

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Apostrophe' Trio: Apostrophe'

Música por Fernando Tavares

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraço e até a próxima coluna!