terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Transcrição do Mês - Tower Of Power - You Got To Funkifize


Olá pessoal!

Neste mês temos a transcrição completa da linha de baixo da canção You Got To Funkifize da banda Tower of Power.
Esta canção escrita por Emilio Castillo e Stephen Kupka foi lançada no álbum Bump City de 1972 e conta com o genial Francis "Rocco" Prestia no contrabaixo.
A música está na tonalidade de Ré menor e o groove principal dela é apresentado logo no primeiro compasso, perceba que esta é uma pequena variação do groove que ocorre durante a maior parte do tempo que é apresentado no compasso 3, sendo que este trecho também representa o refrão da música. Ele é repetido por 7 vezes neste compasso e retorna no compasso 16. O groove foi criado utilizando a fundamental, a oitava, a sétima e o cromatismo para voltar a fundamental sobre o acorde de Dm7, esta ideia é repetida também na base da voz até o compasso 7, no qual ele faz uma aproximação cromática para nota Sol que é a fundamental do próximo acorde (G7), perceba que o groove criado para este acorde é o mesmo que o baixista pensou para o Dm, obviamente sendo transposto para as notas deste novo acorde. No compasso 10 o baixista volta ao primeiro groove e no compasso 12 temos uma frase muito bacana feita sobre o acorde de E7, perceba que o baixista utiliza a #9 e a #5 dos acordes, mas decidi escrever a nota enarmônica para não causar confusão, pois é mais fácil ler G do que Fx (Fá dobrado sustenido) e C do que a nota B# que seriam as notas adequadas aos intervalos descritos. Depois o baixista utiliza os intervalos de 3 e 4 para fechar este compasso. No compasso 13 temos uma aproximação cromática para a fundamental, no 14 repetimos a ideia do 12 e por fim o trecho termina com a tétrade de D7.
À partir do compasso 25 se inicia o trecho mais complexo da música que é a ponte e as bases dos solos. A ponte é feita utilizando dois acordes (C7 e F7), sendo que a frase utiliza a fundamental a quinta e aproximações cromáticas com o destaque do trecho sendo a parte rítmica, na qual o baixista utiliza variações da semicolcheia combinadas com colcheia e pausas. No compasso 30 o groove é repetido um tom a frente (acordes de D7 e G7). No compasso 43 se inicia o solo da música que é construído utilizando basicamente a fundamental dos acordes, aproximações cromáticas e a quinta e sétima. A partir do compasso 55 temos o trecho mais complexo da música, nele são utilizadas aproximações cromáticas para a fundamental, a quinta e oitava, o problema está na parte técnica que exige uma precisão e uma velocidade grande na combinação de ambas as mãos no fraseado.


Tower of Power - You Got To Funkifize

Esta é uma daquelas músicas que deveriam ser obrigatórias no repertório de qualquer baixista, pois ela trabalha muitos elementos necessários para o desenvolvimento de um grande músico como a parte rítmica, a técnica de mão direita precisa, a velocidade na mão esquerda e muito suigue.
Abraços e até a próxima coluna!


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Técnicas Para Contrabaixo - Mão Direita - Parte 1


Olá pessoal!
Nesta semana inicio aqui no site uma coluna sobre a técnica de pizzicato aplicada a vários estilos, a ideia da coluna é fazer com que você se aproxime muito do timbre que deseja já que em minha opinião uma grande parte do som produzido por um baixista provém de como ele toca as cordas com a mão direita (se você for canhoto, por favor, entenda mão direita sendo sempre mão esquerda).
No Contrabaixo costumamos utilizar o toque com apoio, ou seja, você toca uma corda com um dos dedos da mão direita e faz o dedo repousar na corda de cima, este toque deixa o som mais firme, portanto tente utilizá-lo e você verá como a nota sairá com mais “punch”. Assista ao vídeo e faça os exercícios com calma.

Exercício 1 

Neste exercício toque cada corda quatro vezes, tocando uma nota a cada batida do metrônomo e alternando entre os dedos indicador e médio da mão direita.


Exercício 2

Neste exercício toque cada corda três vezes, tocando uma nota a cada batida do metrônomo e alternando entre os dedos indicador e médio da mão direita, atente ao fato de que cada corda começa com um dedo diferente.


Exercício 3

Neste exercício toque cada corda duas vezes, tocando uma nota a cada batida do metrônomo e alternando entre os dedos indicador e médio da mão direita.


Faça os três exercícios com calma e tente tirar o som que mais lhe agrade.

Vídeo


Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Documentário do Mês - Palestrina e os Papas


Olá pessoal!
Neste mês temos como sugestão o documentário "Palestrina e os Papas". Este documentário faz parte de uma pequena séria produzida pela BBC sobre a evolução musical. Este episódio se ambienta em Roma e tem como foco a época renascentista e a história de Giovanno Pierluigi, que provavelmente nasceu na Palestrina, nos arredores de Roma, e é considerado um dos músicos mais importantes da música sacra da igreja Católica do século XVI.

 

Ficha Técnica

Ano de produção: 2008
País de origem: Inglaterra
Áudio original: Dublado
Produção: BBC Open University
Realização: Synapse Produções LTDA

Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Artigos e Resenhas - A Estação da Luz - Por Luiz Domingues


Olá pessoal!
Nesta semana temos o primeiro artigo desta nova coluna. Nesta colocarei artigos e matérias escritas por profissionais gabaritados e que tem a minha confiança e que serão úteis para os estudantes e apreciadores de música. 
E para começar nada melhor que uma resenha escrita pelo sensacional Luiz Domingues. Esta resenha e outras matérias maravilhosas podem ser encontradas nos blogs do Luiz. Segue abaixo o link deste artigo e os links dos blogs.



Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Então vamos a resenha:

A Estação da Luz - Por Luiz Domingues


Quem me conhece bem, sabe que a minha trajetória musical nem sempre permeou-se pelo som que eu realmente queria fazer. Mas sem divagações, apenas abro esse preâmbulo para esclarecer que eu iniciei minha carreira em 1976, portanto, no início de um declínio acentuado para a estética artística que gostava e daí, atravessei os anos oitenta e noventa, fazendo o melhor que podia, mas vivendo em meio à estéticas antagônicas e de certa forma hostis as coisas que amo.
Em 1997, resolvi dar uma guinada na carreira e fundei uma banda 100% calcada na estética sessenta/setenta e fui atrás do meu sonho, mesmo cônscio de que seria um trabalho anacrônico. Desse esforço, essa banda acabou fundindo-se à outra que já tinha um nome solidificado na história do Rock brasileiro e com esse material retrô de muita qualidade, gravamos cinco discos e fizemos inúmeros shows. 
Excursionando pelo interior de São Paulo e pelos três estados do Sul, principalmente, conhecemos muitos jovens que encantavam-se por essa estética resgatada. Eram ecos Woodstockianos, alimentados por jovens que nasceram muitos anos depois dessa Era Aquariana do Rock. Nesses termos, conhecemos jovens músicos e muitas vezes, tivemos o prazer de ter nossos shows abertos por bandas jovens, dessa característica. 
Entre tantas (muito bacanas) , conhecemos uma de São José Rio Preto, em 2001, que abriu nosso show em Mirassol, uma cidade vizinha, e que se chamava "Hare". 


Lembro-me de ter ficado muito impressionado com esse trio, que tinha um som bastante influenciado por Power-Trios clássicos como "Cream"; "West, Bruce and Laing"; "Jimi Hendrix Experience" entre outros. Com visual de Rockers sessenta-setentistas, os caras vibravam nessa egrégora, e eu fiquei muito contente por conhecê-los e fiquei amigo principalmente do baterista, Junior Muelas. 
Em outras ocasiões, encontramos com o "Hare" novamente, mas a banda passou por uma turbulência e encerrou atividades. Rapidamente, o baterista Junior Muelas uniu-se à outros músicos e formou uma nova banda, chamada "Freak". Acompanhei os esforços iniciais do "Freak", que chegou a gravar uma fita demo, com algumas músicas. Mas os ventos não sopraram favoravelmente e a banda não teve a continuidade que esperávamos.
Já passava da metade da década inicial do novo século e o Junior Muelas contou-me que estava com um novo projeto. Seria uma banda de formação maior, com uma abrangência sonora de horizonte mais largo, abraçando também a psicodelia sessentista e flertando com o Rock progressivo.
Batizada de "A Estação da Luz", mergulhava fundo no sonho hippie perdido, evocando sonoridades e estética visual-comportamental, fidedigna à época. Mesmo sem conhecer o trabalho, já encantei-me com a perspectiva, pela estética, mas também por saber que Junior Muelas havia arregimentado um time de primeira qualidade. Sendo ele um exímio baterista, ao contar com o baixo de Sandro Delgado (Ex- Hare) e a guitarra de Christiano Carvalho, dois excelentes instrumentistas, a qualidade estava assegurada. Mas indo além, haveria também a presença de Alberto Sabella, um tecladista à moda antiga, ou seja, um verdadeiro piloto dos teclados, capaz de compor, arranjar e executar com maestria, diversos teclados, com timbres retrô fidedignos, mesmo porque, ao contrário dos tecladistas modernos, ele raramente usa simuladores, mas dá-se ao luxo de tocar em teclados vintage. Fora o fato de que é um multi-instrumentista, com domínio perfeito de bateria e baixo, também...
O percussionista Daniel Verlotta também foi incorporado e ficou responsável pelo molho extra, proporcionado pelas congas e afins. Para os vocais, Muelas recrutou um casal. Renata Ortunho e Fernando Martins comandariam as vozes, fora os demais que contribuiriam (e bem), com os backing vocais. Lembro-me de Muelas me dizendo que com essa dupla, tinham em mãos um verdadeiro "Jefferson Airplane", fazendo alusão à presença de Grace Slick e Marty Balin, o casal de vocalistas dessa grande banda psicodélica americana.
Algum tempo depois, fiquei sabendo que estavam gravando uma primeira demo-tape e logo a seguir, saiu o primeiro vídeo-clip oficial. 


Fiquei encantado com a estética que simulava os antigos promos do programa "Beat Club". A banda tocando e no Chroma Key, cores ultra psicodélicas. Era a música "Par Perfeito", trazendo ecos dos "Beatles", "Mutantes", "Jefferson Airplane", "Iron Butterfly" e outras influências sessentistas adoráveis.
A banda passou por uma reformulação a seguir. Saiu o baixista Sandro Delgado e foi substituído por Vagner Siqueira (ex-Freak). Vagner é um excepcional baixista e encaixou-se como uma luva na banda. Saíram também o vocalista Fernando Martins e o percussionista Daniel Verlotta e dessa forma, a banda optou por não substituí-los, tornando-se doravante, um quinteto. Mais enxuta, não perdeu qualidade, de forma alguma, pois Renata Ortunho garantiu-se como frontwoman, e a rapaziada segurou o rojão dos backing vocais, direitinho. 
Em 2009, minha banda, "Pedra", foi tocar em dois shows no interior de São Paulo e tivemos o prazer de dividir ambos, com "A Estação da Luz".


Foram duas agradáveis noites, uma em São José do Rio Preto e outra em Ribeirão Preto. Foi como estar em 1968, e dividir a noite com o "Grateful Dead" no Fillmore West, tamanha a vibe legal no palco, coxia e no camarim. 
Shows e mais shows pelo interior de São Paulo, Minas e Paraná, foram sedimentando a banda, mas um dos seus grandes momentos aconteceu em Santa Catarina, onde fizeram enorme sucesso no Festival Psicodália.
O grande público mainstream talvez não saiba, mas esse festival anual reúne no interior de Santa Catarina, um enorme público de jovens sedentos por som 60/70 e muitas bandas dessas características se apresentam lá, perante até 15 mil neo-hippies, evocando Woodstock em pleno século XXI.
Em 2012, finalmente saiu o primeiro CD oficial da banda. Com o apoio do selo carioca, "Som Interior" (da gravadora Renaissance, do farejador de talentos, Claudio Fonzi), a bolacha física pode ser adquirida nos shows da banda, em seu site e lojas descoladas do circuito São Paulo-Rio.

Com capa muito caprichada e qualidade sonora muito boa, "A Estação da Luz" apresenta nove faixas de muita inspiração, com absoluta fidedignidade de timbres vintage; arranjos elaborados; harmonias vocais sofisticadas e performance instrumental de cada membro, excelente.
Logo na primeira faixa, a banda demonstra ter influências muito nobres. É claro na música "Desconforto", a influência do "Som Imaginário", "Som Nosso de Cada Dia" e "Mutantes". A condução do piano elétrico de Sabella é magnífica. Os vocais ultra-sessentistas, lembram Marcos Valle em sua fase Soul e o solo de Christiano Carvalho, apesar de curto, é de rasgar o verbo. 
A seguir, ouvimos "O Fim". 


Trata-se de uma "Beatle song", com uma belíssima melodia. Sabella e Carvalho fazem um belo trabalho de contraponto de teclados e guitarra. Sobra feeling numa canção que apresenta uma vocalização final que gruda na cabeça, e lembra muito o trabalho de bandas como "Small Faces"; "The Associaton"; "The Kinks", além do "Uriah Heep".
A terceira faixa, "Siga o Sol", é bem setentista. Tem nítida influência do trabalho dos "Mutantes" na sua fase Prog, além de "O Terço"; "A Bolha" etc. A linha de baixo de Vagner Siqueira chama a atenção pela sua beleza, além da vocalização de Renata Ortunho. Gosto muito do caráter quase de mantra, num looping hipnótico, sob o som do órgão Hammond, evocando o "Pink Floyd".
"Desespero" fala sobre desencontros sentimentais, envolta numa harmonia belíssima de teor melancólica. O peso dos teclados exerce uma dramaticidade que lembra-me muito o estilo do Ken Hensley e o slide mesclado ao wah-wah, que Carvalho criou, ficou incrível.
"Esperto ao Contrário", certamente tem influência dos "Mutantes". Com clima de Vaudeville, é cantada por Sabella em sua parte A. Os teclados passeiam por timbres dignos do Billy Preston e a condução de Muelas à bateria é sensacional.
A sexta faixa, "Tempo Estranho", é uma verdadeira ode ao Rock Brasileiro dos anos sessenta e setenta. A letra da música é toda costurada para enumerar o nome de várias bandas dessas décadas e a sonoridade, além de trazer a influência óbvia dos "Mutantes", tem bastante do "Clube da Esquina", também. Gosto muito da participação do Carvalho, com dedilhados limpos, mesclados ao uso de caixa leslie em outros momentos.
"Reta Tangente", é mais uma bonita balada com sabor sixtie. É como pegar um disco antigo da Gal Costa e suspirar ao constatar como era legal...
O solo de Carvalho lembra George Harrison em seus melhores momentos, além do órgão Hammond dar um peso incrível à canção, em seu momento mais agudo.
"Canção para um amigo", apresenta uma melodia muito elaborada, sob a ação de um piano elétrico lúgubre, ao estilo do "Led Zeppelin" em "No Quarter". Timbres de Moog e Theremin, trazem elementos psicodélicos muito interessantes, e na parte mais pesada da música, a harmonia lembrou-me o "Procol Harum", incluso o ótimo uso de clavinete na parte final. 
Encerra o disco, a ótima "Par Perfeito". Com um mellotron que lembra bastante os "Beatles" em "Strawberry Fields Forever", a música parece ser uma balada, mas logo a seguir seu rítmo muda, e com muita vibração, a banda entra numa jam, com destaque para a cozinha espetacular de Muelas e Siqueira. O refrão pesado, que lembra o "Deep Purple" em seus melhores momentos, cresce e emociona.
Olhando o vídeo dessa música no You Tube, vi vários comentários efusivos, e um que se não era irônico, talvez tenha sido infeliz na sua formulação. O sujeito dizia algo do tipo : "Faltou o Lennon, mas não era mesmo Strawberry Fields Forever..."
Pegando esse gancho, a proposta de "A Estação da Luz" é ser mesmo uma banda retrô, sem preocupações com os modismos do mainstream.
Se por um lado é uma aposta arriscadíssima e quase um haraquiri mercadológico, por outro, eu vejo com extrema simpatia que exista uma banda dessas no panorama artístico, pois o que se vê no mainstream é tenebroso e anacronismo à parte, o pessoal da "Estação" dá um show de musicalidade; inspiração; execução e nos timbres em que investem, passando como um rolo compressor sobre qualquer banda moderninha, dessas que a crítica adora "hypar".
Recomendo a audição desse trabalho e certamente assisti-los ao vivo, pois a competência dessa turma, é de 100%.

Visite o site deles :

É isso aí pessoal. Espero que curtam esta resenha do Luiz e principalmente, conheçam o trabalho desta banda. Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sugestão do Mês - Frank Zappa - Hot Rats


Lançado em 10 de Outubro de 1969, o álbum Hot Rats é o segundo álbum solo de Frank Zappa e foi o primeiro lançamento após a dissolução do Mothers of Invention, sua conceituada banda. Neste álbum o único músico do Mothers que trabalhou com Zappa foi Ian Underwood. Este álbum é quase todo instrumental, sendo a única música cantada "Willie The Pimp", que conta com Captain Beefheart nos vocais.
Como em quase todos os álbuns de sua carreira Zappa compôs todas as canções e também foi o produtor deste álbum.
O álbum tem como destaque a genial Peaches and Regalia, uma das músicas mais conhecidas de Zappa e também outras faixas como Son of Mr. Green Genes e seus maravilhosos improvisos no melhor formato das canções de Jazz e a maravilhosa Little Umbrelas.
Muitos consideram este um dos primeiros álbuns de Jazz/Rock da história, fato ao qual devo concordar visto que, em todas as canções temos diversos elementos que derivam dos dois estilos.


Músicas
01 - Peaches en Regalia - 3:38
02 - Willie the Pimp - 9:16
03 - Son of Mr. Green Genes - 9:00
04 - Little Umbrellas - 3:04
05 - The Gumbo Variations - 16:56
06 - It Must Be a Camel - 5:15

Créditos
Frank Zappa - guitarra , octave bass, percussão
Ian Underwood - piano , flauta , todos os clarinetes , todos os saxofones
Capitão Beefheart - vocais em "Willie the Pimp"
Max Bennett - baixo em todas as faixas, exceto "Peaches en Regalia"
Shuggie Otis - baixo em "Peaches en Regalia"
John Guerin - bateria em "Willie the Pimp", "Little Umbrellas" e "It Must Be a Camel"
Paul Humphrey - bateria em "Son of Mr. Green Genes" e "The Gumbo Variations"
Ron Selico - bateria em "Peaches en Regalia"
Don "Sugarcane" Harris - violino em "Willie the Pimp" e "The Gumbo Variations"
Jean-Luc Ponty - violino em "It Must Be a Camel"


Abraços e bons estudos!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Transcrição - Yes - Long Distance Runaround

Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Long Distance Runaround" da banda Yes com o baixista Chris Squire disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Harmonia - Aula 01 - Intervalos


Olá pessoal!
Nesta semana iniciamos um curso de harmonia aqui no site e a primeira matéria que teremos é Intervalo.

Intervalo


Intervalo é a distância entre dois sons, sendo classificado com o número de notas contidas entre seus extremos. Esta distância pode ser medida entre um som grave e outro agudo e vice-versa.
Exemplo:
- De para Sol temos a distância de cinco notas (Dó, Ré, Mi, Fá e Sol), portanto, dizemos que o Sol é a “quinta de ”, de Sol para Si temos a distância de três notas (Sol, Lá e Si), portanto, o Si é a terça de Sol e assim sucessivamente. A distância sempre é medida a partir de uma nota de referência.
Antes de continuarmos, vamos entender alguns conceitos básicos.

Semitom é a menor distância entre dois sons na música ocidental é chamada de Semitom. Existem dois tipos de semitons: o semitom cromático e o semitom diatônico.

Semitom cromático: é a alteração do mesmo som.
Exemplo: De para Dó sustenido semitom cromático.

Semitom diatônico: formado por dois sons com denominações diferentes.
Exemplo: De para Ré bemol semitom diatônico.

Tom: O tom é a soma de dois semitons.
Exemplo: De para temos a distância de 1 tom, lembrando que do Mi para o Fá Sustenido temos a distância de um tom, pois, de Mi para temos somente um semitom.
Na próxima coluna estudaremos a escala maior para entendermos como estes conceitos funcionarão dentro de uma escala e posteriormente dentro do sistema harmônico.


Vídeo-Aula 


Abraços e até a próxima coluna!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018