Fernando Tavares

Fernando Tavares

domingo, 31 de outubro de 2021

Artigos & Resenhas - CD Springtime / Wejah - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o CD Springtime do grupo de Rock Progressivo, Wejah.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

http://luiz-domingues.blogspot.com/2019/07/cd-springtime-wejah-por-luiz-domingues.html

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

CD Springtime / Wejah - Por Luiz Domingues


O Wejah é um grupo que foi formado nos idos de 1982, fortemente inspirado pelo Rock Progressivo setentista, sob várias vertentes e a acrescentar doses generosas dos gêneros: Jazz-Rock, Fusion e música instrumental em geral. 

A década de oitenta, como é bem sabido, não foi nada favorável para uma manifestação artística versada por tais estéticas e pelo contrário, revelou-se hostil para os artistas, que mesmo veladamente insinuassem em seus trabalhos, tais nobres influências de um passado considerado apócrifo pelos detratores em voga, portanto, a culminar em uma dificuldade tremenda para projetar-se adequadamente. 

Dessa forma, a extrema contrariedade com a qual artistas dessas vertentes obtiveram para expressar-se, ganha ao olhar moderno, uma avaliação positiva ainda maior, pois a despeito da sua arte pautada pela excelência musical, o simples fato em ter tido tantas dificuldades para poder trabalhar, faz com que só possamos ter ainda mais admiração pela sua obstinação ante os obstáculos impostos. 

Nesses termos, o Wejah foi valente e resistiu até demais, ao construir uma carreira que durou até o início dos anos noventa. Houve uma tentativa de retomada das atividades ao final dessa década, mas não bem sucedida, infelizmente, e somente em meados dos anos 2000, a banda reuniu forças para voltar à cena, com maior desenvoltura e desde então vem a trabalhar fortemente dentro das suas convicções artísticas e estéticas. 

Eis que o seu último lançamento foi então através do CD denominado, “Springtime”, gravado em 2006 e lançado no início de 2007. E nada poderia ter sido melhor do que apontar para a perspectiva de uma florida e alvissareira primavera, após um longo inverno, não resta dúvida. 

Tal trabalho apresenta canções absolutamente inéditas, gravadas entre 2003 e 2006, e a contar com três diferentes formações da banda (incluso a primeira, original dos anos oitenta), sempre conduzida pelos obstinados irmãos Sanchez: Nelson e Jorge. Foi lançado como CD tradicional em 2007 e recentemente, início de 2019, o trabalho foi incorporado em diversas plataformas digitais.


Ao escutar tal obra, chama a atenção que o lado mais Fusion da influência desses artistas, não deixa que exista um peso excessivo na sua criação e isso tem o lado bom, na medida em que muitos grupos Neo-Progressivos (principalmente após os anos noventa), buscam inspiração em artistas que mesclam o velho e bom Rock Progressivo setentista, com tendências pesadas, oriundas de vertentes do Heavy-Metal e particularmente, isso desagrada-me. 

Claro, trata-se de uma mera opinião pessoal, mas eu considero que mesmo ao analisar grupos setentistas que trabalharam com peso em suas respectivas obras e são muitos os bons exemplos nesse campo, com o King Crimson como uma referência forte, só para citar uma, eu penso que grupos mais modernos que resgataram o Rock Progressivo nos anos noventa e dois mil, mas ao acrescentar correntes oriundas do Heavy-Metal, não fizeram a leitura correta do que realmente representou o Prog-Rock setentista em sua essência e nesse sentido, ao fundir com o Metal, inventaram uma receita indigesta.

Bem, não é o caso do Wejah, e como já observei, essa influência do Fusion que os seus componentes observam, tratou por não haver a menor possibilidade de existir um peso inconveniente em seu trabalho, mediante a observação de timbres e maneirismos que simplesmente não combinam adequadamente com o conceito do Prog-Rock clássico. 

E mais um detalhe, o Wejah trabalha com uma vertente mais amena do Prog-Rock em si, onde busca-se uma maior aproximação com o som mais sinfônico, em paralelo ao Soft-Rock de uma maneira geral ou a trocar em miúdos, há o lado mais a pender para o som de Vangelis, principalmente naquela fase em que este grande tecladista grego construiu um projeto com o vocalista do Yes, Jon Anderson, para situar melhor o leitor.


O Wejah em foto ao vivo, sob formação como Power Trio, por ocasião do lançamento do CD Springtime. Teatro Santos Dumont, em São Caetano do Sul-SP, no ano de 2007 

Sobre a atuação individual dos componentes no álbum, é realizada sob alto nível técnico, com muito bom gosto nas performances individuais e no tocante ao arranjo coletivo, que é bem amparado por uma ótima produção de áudio, e a incluir-se nesse bojo, o bom uso de timbres, a sobressair a opção sempre agradabilíssima em torno da escolha pelo padrão vintage. Em suma, a reforçar a ideia de que seja uma experiência prazerosa escutar tal álbum. 

Não se trata de um trabalho exclusivamente instrumental, embora as canções mostrem-se quase que inteiramente construídas nesses termos. No entanto, observa-se pequenos trechos cantados em algumas faixas e embora a atenção despendida à vocalização seja menor, quando a cantoria aparece, tem uma qualidade muito grande, tanto na composição das melodias propostas, quanto na interpretação. E a opção é pelo uso do idioma inglês, e por conta desse detalhe, certamente tratou-se de uma estratégia da banda para adequar-se ao mercado internacional.

Sobre a capa do disco, a imagem usada foi a de uma paisagem cósmica, penso que uma foto obtida por um telescópio ou satélite. Sóbria, bonita e ao mesmo tempo profunda, por mostrar a amplitude do Universo e o logotipo da banda, que é muito funcional e ao mesmo tempo bem estiloso, compõe bem a imagem frontal dessa arte gráfica. Concepção e arte final do guitarrista, Nelson Sanchez. Enquanto o leitor prossegue nesta leitura, convido-o a escutar o álbum, “Springtime”, na íntegra:




Sobre as canções em si, resta-me observar mais alguns detalhes. 

O Wejah ao vivo, como quarteto, desta feita, durante o Festival de Inverno de Paranapiacaba, em Santo André-SP, no ano de 2008

“Beginning of Life” 

Com uma introdução bem climática, a destacar-se os teclados e a presença de sussurros fantasmagóricos, este tema desenvolve-se posteriormente em torno de uma bela levada de bateria e baixo, ao dar vazão para uma sucessão de acordes bem desenhados pela guitarra. Após uma desdobrada rítmica estratégica, acontece a parte cantada. Ao final, a bateria avança sob uma sutil intenção tribal e encerra-se o tema, mediante uma boa base obtida através do sintetizador e um bom solo de guitarra, mediante o seu timbre limpo.

“First Spring Flower”

Revela-se muita boa a condução rítmica inicial, gostei muito. Depois disso, uma base intermitente do sintetizador mostrou-se muito criativa. Apreciei bastante os ricos desenhos executados pela guitarra, tudo muito bem encaixado e a seguir, um solo de piano, muito bonito. O vocal entra e depois abre caminho para um solo de guitarra. O uso do recurso amparado por onomatopeia melódica, a la George Benson, é bem interessante.

"Insanity"

Logo no começo, uma insinuação de solo de baixo, chama a atenção. O tema fica mais pesado a mostrar densidade, e assim, impressiona o arranjo a privilegiar a inclusão de uma camada de teclados, muito bem concatenada. O uso da fórmula de compasso 6/8, traz a sutileza da influência jazzística e abre espaço para um solo de piano. Sussurros são escutados ao final, para garantir uma atmosfera misteriosa e o som do piano encerra a canção com uma intervenção deveras criativa.

"Burned Out"

Canção balançada, praticamente a caracterizá-la como um R’n‘B, apresenta um bom solo ao sintetizador e posteriormente, ocorre um outro momento solo e ótimo, desta feita executado ao piano elétrico. Gostei da parte toda arpejada pela guitarra, do solo posterior e da segunda voz em contraponto, ao final da música.

"North South East West"

Com boa base harmônica ao sintetizador, e também o solo ameno de guitarra, começa bem esta faixa. Apreciei a base desdobrada para dar vazão a um solo climático. A voz bem processada com uma reverberação mais profunda, também mostrou-se criativa e a linha de bateria ficou excelente.

"The Path"

Este tema, mostra-se bem denso, lembrou-me a canção, “Squonk” do Genesis, pela intenção. Apreciei bastante a sua sonoridade.

"Bragdah"

Talvez a música mais explicitamente influenciada pelo Jazz-Rock setentista clássico, mostra uma quebradeira rítmica memorável da parte pelos instrumentistas da banda. Gostei das convenções mais complexas, executadas com extrema habilidade.

"Box of Surprises"

Mais um tema a demonstrar destreza técnica de todos os componentes desta banda, também chamou-me a atenção um solo de baixo e a parte quebrada, onde a voz foi muito bem delineada. Gostei igualmente do solo final e dos efeitos propostos pelos teclados, a garantir uma sensação de loucura, no melhor sentido dessa expressão. 

Recomendo a audição deste álbum, assim como a discografia geral do Wejah (álbuns: "Renascença", de 1988, e "Sendas", de 1996), por tratar-se de uma banda com influências nobres em sua formação artística, a contar com ótimos instrumentistas e inspirados compositores.

Gravado no estúdio próprio da banda em São Caetano do Sul-SP, e no Pro Studio, além do apoio de outros estúdios não arrolados, entre 2003 e 2006
Técnico de som (captura), mixagem e masterização: Cassio Martin
Capa (criação e lay-out): Nelson Sanchez
Produção Geral: Wejah

Formação do Wejah na faixa, "Insanity"

Nelson Sanchez: Guitarras
Jorge Sanchez: Voz e Baixo
Marcelo Perez: Teclados
Braulio Veiga: Bateria

Formação do Wejah nas faixas: “Beginning of Life”, “First Spring Flower”, “Bragdah” e “Box of Surprises”:

Nelson Sanchez: Guitarras
Jorge Sanchez: Baixo e Voz
Wladimir Augusto: Bateria

Formação do Wejah nas faixas: "Burned Out", "The Path" e "North South East and West"

Nelson Sanchez: Guitarras
Jorge Sanchez: Baixo e Voz
Marcelo Perez: Teclados
Luiz Fernando: “Piriquito”

Produção independente

O Wejah sente a aspereza do mercado, que sempre foi muito duro para o Rock Progressivo e neste momento de 2019, diante do quadro atual, ainda mais e apenas planeja compor novas músicas, mas sem perspectiva para lançamento ou mesmo shows ao vivo, por enquanto. No entanto, sinceramente, espero que oportunidades surjam para que esses artistas voltem a apresentar-se com maior regularidade e lançar novos trabalhos. Trata-se de um trabalho feito sob alto padrão técnico, a esbanjar criatividade e nobres propósitos. 

Para conhecer melhor o trabalho do Wejah, acesse:

Página do Weah no Facebook: 


Canal do You Tube: 


Álbum disponível nas plataformas digitais: Spotify, Deezer e Apple Music

Informações em sites especializados em Rock Progressivo: Progarchives, Progbrasil e outros:



É isso aí pessoal!
Escutem o trabalho desta super banda de rock progressivo.
Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Álbuns Clássicos - Queen - A Night at the Opera


Olá pessoal!

Nesta semana temos o ábum "A Night at the Opera" da banda Queen na coluna Álbuns Clássicos.


Quarto álbum da banda Queen, A Night at the Opera é considerado por muitos como a maior obra-prima da banda. Lançado em 21 de Novembro de 1975, emplacou alguns sucessos, sendo o maior deles a música "Bohemian Rhapsody".

Considero John Deacon um dos maiores baixistas de rock de todos os tempos e para quem não sabe aquele que me fez tocar contrabaixo. As composições são complexas e misturam muitos elementos trazidos da Ópera, além do mais, a produção do álbum é impecável.

Faixas


1. Death on Two Legs - Freddie Mercury - 3:43
2. Lazing on a Sunday Afternoon - Freddie Mercury - 1:08
3. I'm in Love with My Car - Roger Taylor - 3:05
4. You're My Best Friend - John Deacon - 2:50
5. '39 - Brian May - 3:25
6. Sweet Lady - Brian May - 4:01
7. Seaside Rendezvous - Freddie Mercury - 2:13
8. The Prophet's Song - Brian May - 8:17
9. Love of My Life - Freddie Mercury - 3:38
10. Good Company - Brian May - 3:26
11. Bohemian Rhapsody - Freddie Mercury - 5:55
12. God Save the Queen - Tradicional, arr. Brian May - 1:11

Créditos


Freddie Mercury – Voz, Piano e Backing Vocal
Brian May – Violão, Guitarra, Koto, Ukelele, Harpa, Voz e Backing Vocal
Roger Taylor – Bateria, Gongo, Tímpano, Pandeiro, Voz, Efeitos de Guitarra e Backing Vocal
John Deacon – Contrabaixo e Piano

Roy Thomas Baker - Produção
Mike Stone - Engenharia de som
Gary Lyons - Engenharia de som
David Costa - Direção de arte


Spotify


Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Estudos de Jazz - PARTE 11 - Improvisação



Olá pessoal!

Nesta semana voltamos com a nossa coluna de Jazz e iniciaremos o assunto improvisação.

Um ponto importante é pensarmos sempre em qual o tipo de sonoridade queremos alcançar. Este ponto sempre deve nortear as suas escolhas para o improviso.

Começarei a falar um pouco sobre escolhas modais para improvisação. Costumo trabalhar minhas escolhas conforme a intenção que quero dar ao meu improviso. Separo entre uma intenção mais simples e direta que resolva a minha sonoridade rapidamente e outras em que exploro sons mais voltados para o Fusion e outros estilos mais "encrencados".

Vamos estudar nossas intenções voltadas para a cadência II V I.

Exemplo:
Dm7 (IIm7), G7 (V7) e Cmaj7 (Imaj7).

A primeira ideia é trabalhar com os modos referentes a Dó Maior.
Para o acorde de Dm7 será utilizada a escala de Ré Dórico.
Para o acorde de G7 será utilizada a escala de Sol Mixolídio.
Para o acorde de Cmaj7 será utilizada a escala de Dó Jônio.

Toque a escala até a oitava em colcheias e tente utilizar a colcheia swingada como vimos nas colunas anteriores.

Uma pergunta recorrente é a seguinte:
Mas todos os modos fazem parte da mesma escala, no caso Dó maior,  então eu não posso usar somente a escala de Dó maior sobre os três acordes?
Sim você pode utilizar e é isso o que realmente soa. Mas a pergunta então muda para: Por que estudar então?
Eu sempre aconselho o estudo para se habituar ao pensamento por acorde que este estudo prepara para o estudante. 

Desta forma, partimos para a segunda ideia que muda a sonoridade para a linguagem um pouco mais fusion, para alcançar tal sonoridade usaremos:

Para o acorde de Dm7 será utilizada a escala de Ré Dórico.
Para o acorde de G7 será utilizada a escala de Sol Alterada.
Para o acorde de Cmaj7 será utilizada a escala de Dó Lídio.


Ouçam as diferenças de sonoridade, estude os exercícios e na próxima coluna veremos as ideias sobre o II V menor.

Abraços e até a próxima coluna!

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 11


Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da décima primeira aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Transcrição Exclusiva para Alunos - Primus - Sgt. Baker

  

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Sgt. Baker" da banda Primus, com o sensacional baixista Les Claypool, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Coluna de Baixistas - O estilo musical de Mike Rutherford no álbum Foxtrot


Olá Pessoal!

Nesta semana temos no site uma matéria especial sobre o estilo musical de Mike Rutherford no álbum Foxtrot da banda Genesis. Nela demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Este material faz parte de um acervo disponível como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Genesis - Foxtrot


Exemplo 1



Este trecho corresponde à base de voz (2’19”), e é executado sobre a fórmula de compasso 6/4. O interessante neste compasso é que ele não é dividido em dois tempos fortes a cada três tempos como normalmente é feita a contagem nos compassos compostos. Neste trecho ele é dividido em um compasso de quatro seguido de um de dois tempos. Cuidado com a parte rítmica que deve ser feita com algumas notas em staccato. A frase foi construída com a quinta e a oitava do acorde.

Exemplo 2



Esta parte ocorre por volta de 1’04” e corresponde a base do refrão da musica. O baixista utilizou a escala de Dó menor dórico nos dois primeiros compassos e a escala Pentatônica de Si bemol para o terceiro compasso. No quarto compasso são tocadas as fundamentais de cada acorde no contratempo.

Exemplo 3



Esta base corresponde ao solo de piano que acontece durante o interlúdio da musica (1’43”), e o baixo faz um pequeno solo neste trecho. No primeiro e no terceiro compassos o baixista trabalhou com a tríade do acorde. No segundo e no quarto compassos a frase foi construída com a pentatônica de Mi Maior. O quinto compasso foi feito com a Pentatônica de Ré Maior e o sexto com a escala menor de Si.

Exemplo 4



Esta frase corresponde à introdução da musica. Nos três primeiros compassos foi usada somente a fundamental do acorde e a partir do quarto compasso o baixista utilizada a escala de Lá maior para construir a frase. Nos compassos 6, 7 e 8 o baixista utilizou a fundamental do acorde e a partir do 9º compasso a escala de Fá# menor.

Exemplo 5



Este trecho corresponde à base de voz da música e é repetido várias vezes no decorrer dela. Ele foi construído com a pentatônica de Lá menor e utiliza a célula rítmica de tercina como base para a subdivisão do tempo.

Exemplo 6



Durante a maior parte desta música o baixista toca violão e os baixos são feitos através do pedal moog. Desta forma em grande parte da canção, o grave está na fundamental do acorde. Na sexta parte da música, chamada “Apocalipse in 9/8”, a frase principal para a base da voz e para o solo de teclado é feito sobre a fórmula de compasso citada no titulo do trecho (9/8). Neste trecho (16’15”) a maior dificuldade apresentada está na parte rítmica, pois a frase tem uma rítmica bastante incomum.

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Transcrição do Mês: Iron Maiden - Two Minutes to Midnight

 

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Two Minutes to Midnight" da banda Iron Maiden disponível gratuitamente no meu site. Esta música conta com Steve Harris no contrabaixo.

Link para Transcrição Completa - Clique aqui

https://www.dropbox.com/s/5148cxx049jw108/Iron%20Maiden%20-%20Two%20Minutes%20To%20Midnight.pdf?dl=0


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.


Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Bons estudos e até a próxima coluna!

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

MKK BASS SESSIONS - Programas #01 & #02 -

Olá pessoal!

Estou aqui para divulgar os links para ouvir os programas MKK BASS SESSIONS.

Hoje temos a divulgação dos dois primeiros programas:

MKK BASS SESSIONS #01 - FABIO ZAGANIN



Neste programa tivemos uma super entrevista com um dos maiores baixistas e professores do Brasil.
Fabio Zaganin nos contou muitos detalhes de sua carreira e nos apresentou as músicas do seu álbum solo Rumble Fish e do ZFG Mob. Além disso, tivemos músicas com os baixistas Nico Assumpção, Stanley Clarke e Liminha.
Vocês podem escutar o programa na íntegra no spotify ou mix cloud:



MKK BASS SESSIONS #02 - BAIXISTAS COM CARREIRA SOLO


Neste programa apresentamos os trabalhos solos de alguns baixistas.
Tivemos a presença de Adriano Campagnani, Adriano Giffoni, Davi Motta, Fernando Molinari, Jorge Pescara e Zuzo Moussawer. Além disso tivemos músicas com os baixistas Humberto Gessinger, James Jamerson e Les Claypool.




É isso aí!
Logo mais voltaremos com mais programas e postagens.
Abraços!