sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Melhores do ano da revista Roadie Crew!

Olá pessoal!

Fui indicado na categoria melhor baixista no site da Roadie Crew.

https://roadiecrew.com/melhores-de-2019/?fbclid=IwAR3CIxa0oIhM1fk6taaq5ttc4okmrOw9cHPGNuPVAL6AaB_DLsk2x4iiL_U

O álbum que eu compus e gravei ao lado dos amigos Pedro Esteves, Nuno Monteiro e Anderson Alarça do Dead Man Walking foi indicado na categoria de melhor álbum nacional, assim como nós fomos indicados para os prêmios individuais.

Votem lá nas categorias melhor álbum nacional, melhor vocalista, melhor guitarrista, melhor baixista e melhor baterista.

Para quem quiser escutar o álbum, ele se encontra neste link:
Spotify: https://open.spotify.com/album/2qTNaMqLfdGdfBvAatH1pQ

CD Baby: https://store.cdbaby.com/cd/deadmanwalking

Abraços!


domingo, 22 de dezembro de 2019

Boas festas e um feliz 2020!

Olá amigos do site/blog!

Estou aqui para desejar a todos os amigos que acompanham as postagens por aqui, ótimas festas e um ano de 2020 cheio de realizações, amor e felicidade para todos.

Busquem fazer aquilo que lhes dá o maior prazer possível, amizades vem e vão, assim como trabalhos, sendo que alguns terminam para podermos começar outros. Mas se vocês sempre estiverem envolvidos com aquilo que gostam, será sempre o melhor que você pode fazer.

Neste ano finalizei a minha especialização em Docência na Educação a Distância na UFSCar e inicie o meu mestrado na USP. Fiz shows em diversas cidades com o Medusa Trio, viajei para me apresentar em um congresso internacional pela primeira vez e tive muitas outras experiências sensacionais.

No ano que vem, já tenho alguns projetos planejados e farei o máximo esforço para executá-los...

Gostaria de agradecer a todos que passaram pela minha vida neste ano e em especial aos amigos que estiveram comigo lado a lado, minha querida esposa, minha família, o pessoal do LAMUS e do LEDEP e do Medusa Trio pela companhia na estrada e no palco.

É isso aí, no ano que vem teremos mais novidades por aí, continuem de olho no site e nas redes sociais.

Grande Abraço!!!!!   

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Sugestão do Mês - Bass Player Brasil #15 - Cliff Burton


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.


Na edição #15, eu fiz uma matéria com 25 exemplos de músicas do Metallica para dissecar toda a técnica e características do baixista Cliff Burton. Além disso, tem uma videoaula para quem quiser aprender e desvendar todos os segredos deste mestre do contrabaixo.

Vídeo



A edição


Neste link vocês podem visualizar as matérias que saíram nesta edição:

Bons estudos e até a próxima!

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Transcrição do Mês - Rush - Tom Sawyer


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Tom Sawyer" da banda Rush disponível gratuitamente no meu site.

Rush - Tom Sawyer

 Link para Transcrição Completa - Clique abaixo


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

sábado, 14 de dezembro de 2019

Apostilas de Contrabaixo Fernando Tavares

Olá pessoal!

O estoque de livros está renovado.

São diversas apostilas e songbooks que auxiliarão no seu estudo de contrabaixo.

Maiores informações sobre os livros no link http://www.femtavares.com.br/p/livros-e-songbooks.html

Vendas e informações pelo e-mail: femtavares@gmail.com e pelo mercado livre nos endereços postados abaixo da publicação.

Livros que lancei:
- Método de Contrabaixo - Básico - Volume 1
- Método de Contrabaixo - Básico - Volume 2
- Padrões Melódicos para Contrabaixo
- Songbook Classic Rock (Transcrições de Contrabaixo - Partitura + Tablatura + Cifra)
- Songbook Rock Nacional (Transcrições de Contrabaixo - Partitura + Tablatura + Cifra)
- Songbook Jazz Rock Fusion (Transcrições de Contrabaixo - Partitura + Tablatura + Cifra)
- 50 Temas de Jazz para Contrabaixo (Melodia + Cifra)

Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Artigos & Resenhas - Que Seja Infinito Enquanto Vivo / Klatu - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "Que seja infinito enquanto vivo" da banda Klatu. 

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Que Seja Infinito Enquanto Vivo / Klatu - Por Luiz Domingues


O Klatu é uma banda de muitos predicados, isso é inegável. Já tive a oportunidade de elencar suas qualidades artísticas, em matéria escrita tempos atrás neste meu Blog 1, quando estabeleci uma resenha "mezzo" biográfica dessa banda, falando de seus discos até então lançados (“Em Busca do Rock Infinito”, de 2008 e “Um Pouco Mais Desse Infinito”, de 2013”), além de sua trajetória em torno desse conceito contínuo do mote sobre o “infinito”. Pois agora, 2017, o Klatu lança o terceiro álbum e fecha a sua trilogia temática, mostrando-nos “Que Seja Infinito Enquanto Vivo”. Antes de avançar na resenha cabe ressaltar que não trata-se de um álbum ao vivo, como talvez o leitor possa ser sugestionado a deduzir pelo seu título. É “vivo” no sentido do antônimo de “morto”, embora no âmago da obra, a ideia seja fazer a opção pelo meio termo entre as duas condições, falando do dito zumbi, o “morto-vivo”. Contudo, não em sentido fantasmagórico, evocando a literatura clássica do terror, mas usando e abusando da metáfora do zumbi no intuito de criticar os rumos atuais da sociedade moderna e suas múltiplas formas de condicionamento e manipulação da parte das ditas “forças ocultas”, que aliás, nem tão ocultas o são na atualidade.

Para início de conversa, o Klatu assume que esse seu terceiro disco é uma “Opera Rock”, fechada num tema único e com suas canções seguindo o libreto de uma história. Não é para qualquer um aventurar-se num conceito mais ambicioso desse porte, mas o Klatu amadureceu muito, e banca-se nessa ousada iniciativa, pelo que ouvi e li no decorrer do novo disco. E para provar o que digo, já menciono um dado criativo ao extremo em se considerando tratar-se de uma obra temática : apesar dessa estrutura, o Klatu quebra o protocolo e no libreto, não há personagens estabelecidos. Trata-se da história de um homem, e a pergunta é inevitável : que homem ? Pois é, uma espécie de “alma mater” onde cada ouvinte / leitor pode identificar-se a vontade e até vestir sua armadura ou carapuça, como queira. Essa representação da humanidade canta o que sente e vê, e nesse aspecto, o que enxerga é sombrio, falando de uma sociedade que oprime e esmaga as individualidades; desdenha dos sonhos, e oferta apenas o pesadelo como opção concreta. Para sair dessa, só morrendo ou tendo um absoluto lampejo de loucura e arrojo ao romper com tudo. O cerne da questão é esse, a extrema manipulação e entenda o óbvio, ou seja, a massificação bovina a serviço de uns poucos interessados em que a sociedade permaneça nesse estado de coisas. O clamor em si não é uma novidade, mas a maneira artística pela qual o Klatu expôs tal conceito, aí sim, é bastante criativo. Nada é mais significativo para ilustrar o filme de zumbis em que vivemos no cotidiano, do que verificarmos pessoas nas ruas, absortas pela ação hipnótica de seus “smartphones” e é por aí que o Klatu critica fortemente a ação dos marqueteiros; “formadores de opinião”, governos e mídia, e nessa lógica, parece que a internet, que na prática deveria ser livre, acaba por tornar-se mais uma arma de manipulação sórdida. A quem devo apoiar agora ? Vou bater minha panelinha na varanda gourmet do meu apartamento a favor de A ou B ? Tanto faz, pois você já "dançou" só por ter obedecido a ordem para ser um "percussionista útil", digamos assim...

O núcleo ativo do Klatu : Leco Peres & Carol Arantes

Sobre a obra em si, o amadurecimento do Klatu também mostra-se concreto. O dois discos anteriores são ótimos, mas neste terceiro, é nítida a firmeza adquirida, com o benefício da experiência acumulada. Agora assumido como um duo, através do casal Leco Peres (baixo; voz e percussão), e Carol Arantes (voz e percussão), o Klatu recrutou músicos de apoio de alto nível e o resultado sonoro impressiona pela qualidade. Todas as faixas tem um apontamento sobre o desencadeamento da história contada, mas é muito sutil, a expressar um sentimento, tão somente. 


Na primeira faixa, o conceito do “espaço / tempo” , anuncia a canção denominada “Sobrevivendo”. Tema instrumental e curto, tem a função clara de ser uma “Overture”, típico recurso da tradição das óperas convencionais, e também usado em diversas “Óperas-Rock” famosas nos anos 1960 / 1970 (“Tommy”; “Quadrophenia”; “Victoria”; “Jesus Christ Superstar” etc). Com uma intervenção forte de bateria em ritmo tribal e teclados com timbres modernos, lembra algo Techno com remota raiz no “Krautrock” dos anos setenta. A destacar-se, um riff forte de orientação Hard Rock e um solo de guitarra sucinto, mas de arrepiar.

“A ameaça” claramente denota o personagem em momento de alerta ao deparar-se com a realidade perigosa em que cerca-se. A canção chama-se “Terra de Zumbi” e claro, a alusão dá-se pelos milhões de seres controlados pelas corporações que norteiam a sociedade massacrante e trata-nos como meros códigos de barras ambulantes e “consumidores” de alguma coisa, para o benefício deles, exclusivamente. Com clima de balada, lembra o Pink Floyd em alguns aspectos. Gosto das delicadas tessituras harmônicas realizadas pelas guitarras e com detalhes bem bacanas, entre os quais o uso de caixa Leslie, sempre agradabilíssima. Gostei muito de um riff mais pesado, lembrando bastante a maneira pela qual o Jethro Tull expressava volúpia ao passar da docilidade Folk para o Hard Rock. Acho que o Klatu acertou nessa transição também. 
Na letra, Carol escreveu versos fortes. Destaco:

“Marionetes, manipulados,
 sorrisos falsos, desesperados, 
morrendo todos os dias sem perceber”...    

Chega a terceira canção e o momento da história é o da “epifania”. Hora de sonhar livremente e assim, a canção “Livre Sonho Deszumbizante” é quase uma súplica, de quem tomou consciência do massacre externo e clama por liberdade. Impossível não notar que exista uma intenção em estabelecer um acróstico nesse título e isso remete aos anos sessenta em múltiplos exemplos (“Lucy in the Sky With Diamonds”; “Lindo Sonho Delirante” etc), portanto, drogas a parte, saudade do tempo em que muita gente mostrava-se interessada em empreender esforços em prol do dito “Open Mind / Mind Expansion” e no caso, o personagem tem essa epifania atualmente, ou seja numa época muitíssimo mais hostil e fechada para tais ideais. A canção é boa, tem um swing meio “sixties” no formato da sua parte A, embora predominem timbres modernos e não haja a preocupação de soar “retrô” deliberadamente. O final da música tem uma clara influência do Rock Progressivo setentista, e ouso dizer, reveste-se de uma aura do Gentle Giant. Ao cantar: 

"Esse sonho é um pouco mais que real 
e o caminho é interdimensional
 retomar aquele velho ideal
do acorde gravitacional”, traduz bem a epifania proposta.

Na quarta faixa, uma crítica interessante. Sabe aquele sujeito bem intencionado, mas que no fundo está tão equivocado quanto o ardiloso que sabe o que está fazendo ? Pois é, tem muita gente nessa condição, nadando a favor da maré imposta, todavia, achando que tem senso crítico e consciência; independência de ideias etc e tal, mas na verdade está na vala comum dos manipuláveis, aquele tipo de ser humano “bonzinho” que vai às ruas para clamar pela moralidade na política, mas usando uma camiseta com o distintivo de uma das instituições mais corruptas do planeta, porém, lógico, é um inocente e nem sabe disso na prática... na letra, isso é explícito: 

"e de repente eu me deparo
um coletivo muito legal
parecem certos, inteligentes
são os melhores para nos salvar”... 

Nessa canção, chamada “Volta à Terceira Dimensão”, a ideia lançada é a do “conflito”, ou seja, o choque do personagem após a epifania da faixa anterior, ao deparar-se com a dura realidade telúrica. Mais uma vez senti influência forte do Krautrock setentista logo no início, e doses maciças de Rock Progressivo, novamente evocando o Gentle Giant e o Jethro Tull. São partes mais pesadas, com um pé no Hard Rock. Parecem aqueles interlúdios mais vigorosos dentro de obras como “Three Friends” e “Thick as a Brick”. E tem também uma menção ao Jazz, com o baixo fazendo um andante clássico do gênero ao seu final.

“A coligação” é o clima da quinta faixa, denominada “Zumbis do Bem”. Sim, existem os que tentam debelar-se, porém inevitavelmente fecham-se em “clubinhos” iniciáticos; exclusivos etc etc. Na prática, pensam estar ajudando, mas com esse tipo de mentalidade, mais são desagregadores. Uma pena. Na sonoridade, essa canção remeteu-me ao som dos artistas da chamada “Vanguarda Paulista” do início dos anos 1980. Com brasilidade e atitudes jazzísticas proeminentes, a canção traz harmonia com dissonâncias e quebradeira rítmica generalizada, lembrando o som de Itamar Assumpção & Isca de Polícia; Arrigo Barnabé e sobretudo o Grupo Rumo, ainda mais em associando-se a voz de Carol Arantes com Ná Ozetti; Suzana Sales e / ou Vânia Bastos. 

O momento é de “reação” e a canção “Antes Só”, mostra a tomada de consciência do personagem, levando-o a fazer crer que o negócio é contar com suas próprias forças. Dura realidade, eu sei, mas se chegamos nesse ponto, o negócio é lembrar do Paulo Vanzolini, isto é : não chore, mas levante; sacuda a poeira, e dê a volta por cima... 
Mais uma vez o Klatu recorre à um riff com ritmo todo quebrado, mostrando sofisticação na composição e uma parte mais pesada que lembrou-me o Bachman Turner Overdrive, porque traz o elemento Pop também, marca registrada daquela boa banda canadense.
O personagem, através da voz de Carol Arantes dá o recado quando diz: “ prefiro seguir sozinho do que não me mover”. Muito bom, apesar dos pesares, ainda tem um pingo de humanidade dentro desse combalido zumbi pós moderno.

“O vislumbre” é o sentimento e o nome da canção, “Hora de Acordar”. Aqui, o recado é instrumental e trata-se de um tema versado pelo Jazz-Rock setentista, bem naquela ideia da pegada Rocker x swing da Black Music. Parece música de um disco qualquer do “Return to Forever”, impressiona pela técnica e balanço. 

Hora de dar nome aos bois, o grande “Leviatã Pererê” é a canção sob a égide da “repressão”.  -“Perseguir sonhos é um desacato a quem quer poder”, diz um verso da letra. Isso mesmo, quem ousa não seguir o padrão imposto, incomoda o sistema. Nessa canção, os ecos de uma MPB hippie dos anos setenta são nítidos. A psicodelia nordestina é representada fortemente e tem um sabor poético dos Secos & Molhados também. Aquele tempo bom onde ligava-se o rádio e havia boa música tocando regularmente...

Um libelo é dado através de “Acorde aos Vivos” e no libreto é a hora da “esperança”. Ufa, então nem tudo está perdido ? O pesadelo da ultra manipulação ainda dá brecha para ser revertido ? Não vivemos integralmente o Big Brother de George Orwell, mas ainda dá tempo de expurgar o BBB da mediocridade televisiva ? Que alívio ! O som é dos mais agradáveis nessa canção, lembrando o Rock’n Roll cockney e cru do Slade, direto e reto no começo da canção. Depois tem interlúdios que lembram o Tutti Frutti dos bons tempos e tal reminiscência boa reforça-se quando ouve-se os backing vocals cheios de “uh uhs” afinados e doces, remetendo aos gêmeos vocalistas, Rubens & Beto Nardo. E por fim, uma dose de sofisticação ao mostrar um looping rumando ao “infinito”, bem ao estilo do Gentle Giant. É belo e grandioso.

Carol Arantes & Leco Peres em click de Andreia Justino

Chegamos ao final da obra e uma surpresa dupla : não tem final feliz, mas espaço aberto para o ouvinte fazer sua análise pessoal a vontade, com o tema “lugar-comum”. O Klatu deixa o recado para que você analise e chegue à sua própria conclusão. O que fazer da sua vida depois de tomar conhecimento dos fatos expostos ? Vai deixar-se levar em ser um zumbi sem face na multidão, ou vai “deszumbizar” ? E a segunda surpresa da canção que chama-se “Vida Modesta e Fecunda’, é que trata-se de um tema instrumental, com característica acústica, usando apenas violão; percussão leve e ruídos silvestres ocasionais. E a voz, apenas onomatopaica, entoa um vocalise numa canção sem letra, apenas transmitindo sentimento, sem mensagens explícitas.

A concepção geral, produção artística e material, ficou a cargo do casal que comanda o Klatu, Leco Peres e Carol Arantes. A produção musical de estúdio sob a supervisão de Daniel Iasbeck. Gravado no estúdio Lab Mancini entre o final de 2014 e 2016, de São Paulo. Canções de Leco Peres (tem uma em parceria com Daniel Iasbeck), e letras de Carol Arantes. Técnico de gravação; mixagem e masterização : Raphael Mancini. Diagramação do encarte : Leandro TG Mendes.


A capa merece uma citação a parte, obra de Adriano Ticiano (criação e lay-out final), mostra uma espécie de robot enferrujado em meio à uma paisagem ultra urbana, deveras rude, e no uso de seu indefectível telefone celular, a grande coleira a favor dos que abduzem-nos. Abertamente inspirado nas obras de Tarsila do Amaral , “Abaporu” (1928) e “Os Operários” (1933), além do britânico Derek Riggs, trata-se de uma bela ilustração e que chama a atenção, sem dúvida. É soturna, mas é perfeita para ilustrar o tema proposto pela banda nesse álbum.  


Ouça acima a faixa de abertura do álbum, "Sobrevivendo"


Acima, um "teaser" anunciando o lançamento do álbum do Klatu, "Que Seja Infinito Enquanto Vivo"

Leco Peres mostrou linhas ousadas e com belos timbres de baixo. Carol Arantes na voz e na criação das letras, mostrando muita contundência e crítica ácida, porém bem embasada e firme em suas convicções. Apoiando o Klatu, Daniel Iasbeck além da produção musical, tocou todas as guitarras, violões e teclados. Sua atuação é brilhante, mostrando virtuosismo e muita criatividade nos instrumentos que tocou, além de colaborar também com vocais. Sérgio Marchezoni tocou uma bateria muito precisa em todas as faixas (exceto na última, acústica) e demonstrou muita técnica.
No áudio, o disco mostra-se bem moderno, pela pressão sonora, uso de recursos tecnológicos atuais e timbres.

No cômputo geral, “Que Seja Infinito Enquanto Vivo”, revela-se uma obra coerente com sua proposta; forte enquanto manifesto de uma causa, e muito rica musicalmente, com diversas nuances admiráveis. A banda disponibiliza as suas páginas no Facebook e You Tube, para o leitor obter informações gerais e links para ouvir o trabalho gratuitamente em plataformas musicais como o Spotify, por exemplo.

No Facebook :

No You Tube :
https://www.youtube.com/bandaklatu

É isso aí!
Espero que gostem desta resenha e o principal, conheçam o som bem legal desta banda.
Abraços e até a próxima!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Aulas de Contrabaixo, Música e Harmonia com Fernando Tavares!

Aulas de Contrabaixo, Música e Harmonia com Fernando Tavares!

Novos horários para 2020.

- Formado em Licenciatura em Música
- Especialista em Docência no Ensino a Distância pela UFSCar
- Mestrando em Musicologia - ECA-USP
- Trabalha como pesquisador no LEDEP e no LAMUS - USP Leste

Aulas em Pinheiros (Próximo ao Metrô Clínicas ou Oscar Freire) e On-line (Via Skype)!
Materiais de estudo para vários estilos e sobre diversos tópicos. Aulas personalizadas e focadas na necessidade e no estilo de cada aluno.

- Contrabaixista das bandas: Apostrophe', Medusa Trio e Lee Recorda.

Maiores informações na página: http://femtavares.blogspot.com.br/p/aulas.html
Contato pelo e-mail femtavares@gmail.com

Fernando Tavares usa Cordas Giannini, Cabos Datalink e Monitores e Fones Edifier!

Veja um pouco das aulas nesta playlist do youtube:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLC03A13E41EDB2266

#estudosepesquisasfemtavares #femtavares #fernandotavaresbaixo #aulasdeharmonia #aulasdecontrabaixo #aulasdemusica #clasesdebajo #basslessons #contrabaixo #contrabajo #bassguitar #edifierbrasil #monitoresedifier #cabosdatalink #escuteonossocabo #gianninicordas #giannini_brasil

sábado, 7 de dezembro de 2019

Projeto TMF - Aula 03 - Improvisação


Olá pessoal!

Já viram a série de vídeos do projeto TMF?
Nela falamos sobre diversos temas sobre música e estudos em geral.


Este é o terceiro vídeo da série, no qual falamos sobre improvisação.


Curtam nossas redes e acompanhe o nosso trabalho, sempre estaremos postando novidades.

Informações:
Vídeo sobre improvisação com os músicos Mauricio Fernandes (guitarra) e Fernando Tavares (contrabaixo).
Filmado e editado por Renata Pereira.
O projeto TMF Trio engloba aulas, composições próprias, workshops e muito mais, sempre com muita música.
Fique de olho em nossas redes sociais @oficialtmf

Muita música para todos vocês!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Harmonia aplicada no contrabaixo - Acordes - Parte 01


Olá pessoal!

Nesta semana iniciamos uma série de colunas sobre acordes aqui no site.

Estas colunas saíram originalmente pela antiga revista Bass Player Brasil e fazem parte do material de apoio utilizado em minhas aulas de contrabaixo presencial e a distância.

Para maiores informações sobre as aulas, entre em contato pelo e-mail femtavares@gmail.com

ACORDES (PARTE 1) – Tríades – Acordes com três Vozes


Originalmente o contrabaixo sempre foi utilizado como um instrumento melódico (tocava uma nota de cada vez), mas com o passar do tempo e a evolução natural do instrumento, baixistas como Jeff Berlin, Jimmy Johnson,  Cliff Burton, Michael Manring, entre tantos outros passaram a utilizar algumas ideias com acordes. Temos obviamente que pensar em algumas diferenças que o contrabaixo possui em relação ao violão por exemplo, como a quantidade de cordas, sendo que temos na maioria das vezes duas cordas a menos. Isto pode ser resolvido com um contrabaixo de 6 cordas, mas este assunto fica para as próximas matérias, aonde passarei modelos de acordes para instrumentos de 5 e 6 cordas. Uma outra diferença importante é em relação a quantidade de vozes que colocamos nos acordes, no contrabaixo é um problema sério montar acordes com muitas vozes, pois tende a “embolar” o grave. 
Em colunas posteriores passarei algumas ideias de arranjos solos e vocês perceberão que escolher a quantidade de vozes faz uma diferença enorme. Bom, enquanto não chegamos lá, vamos trabalhar com os acordes utilizando três vozes, pensando por enquanto apenas nas notas das tríades. Todos os nossos exemplos tem como fundamental a nota D, não passarei teorias, pois suponho que vocês já estudaram estes assuntos em revistas anteriores.

Modelo 1

O modelo 1 (figura 1) possui o desenho básico, ficando os acordes com uma sequencia simples, com os intervalos de F, 3 e 5. Temos as tríades de D (F, 3, 5), Dm (F, b3, 5), D+ (F, 3, #5) e Ddim (F, b3, b5)*.
*esta cifra sempre nos pede o uso de uma tétrade, mas vamos omitir a sétima em nossos estudos por enquanto.



Estudem estes modelos, na próxima coluna teremos novos modelos para estudar.

Abraços!