sexta-feira, 30 de julho de 2021

Apostilas e songbooks para contrabaixo

 Olá pessoal!

Eu produzo diversos livros e songbooks para contrabaixo.

Neste vídeo eu falo um pouco sobre eles.


Neste link tem todas as informações dos livros

http://www.femtavares.com.br/p/livros-e-songbooks.html

Abraços e até a próxima!

terça-feira, 27 de julho de 2021

Genesis - Selling England by the Pound


Olá pessoal!
Estamos de volta nesta semana com as análises das linhas de baixo de Mike Rutheford em Selling England by the Pound do Genesis.

Selling England by the Pound


O Genesis foi formado na Inglaterra no ano de 1967 por Peter Gabriel (vocal, flautas, percussão e oboé), Mike Rutherford (contrabaixo, guitarra e cítara), e Tony Banks (órgão, guitarra, piano e teclado). Com aproximadamente 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, a banda é considerada uma das 30 maiores de todos os tempos. 
A banda se destacou por mais de três décadas e é conhecida por duas fases musicais diferentes. Na fase inicial da carreira, durante a década de 70, tornaram-se uma das bandas mais reverenciadas do Rock Progressivo por apresentar em seus trabalhos, estruturas musicais complexas, instrumentação elaborada e apresentações teatrais. Criações clássicas da banda nesse período incluem os álbuns "Nursery Crime", "Foxtrot" e "Selling England by the Pound" de 1973 que seria o primeiro disco a alcançar o mercado americano, sendo que desde então todos os álbuns da banda foram sucessos absolutos de vendas. A partir da década de 1980, sua música tomou um caminho distinto em direção ao pop, os tornando mais acessíveis para a cena musical.
O álbum analisado nesta coluna é “Selling England by the Pound”. Composto de 8 faixas ele é rico em composição, elementos de música erudita, compassos alternados, duetos entre os instrumentos e longas seções instrumentais nas músicas, uma obra prima criada por cinco músicos geniais. 
Este disco conta com Steve Hackett (Guitarras), Phil Collins (bateria, percussão, backing vocal e vocal em "More Fool Me) além de Rutherford, Peter Gabriel e Tony Banks. 
O baixista inglês Mike Rutherford (nascido Michael John Cleote Crawford Rutherford em 2 de outubro de 1950 em Guildford, Surrey) além do Contrabaixo, toca neste álbum guitarra e cítara, então não estranhem as partes das músicas em que não há contrabaixo. A linha de baixo de Rutherford é conhecida por ser bem construída e com grande base técnica e de inovação. As faixas que compõe o álbum são, "Dancing with the Moonlit Knight", "I Know What I Like (In Your Wardrobe)", "Firth of Fifth", "More Fool Me", "The Battle of Epping Forest", "After the Ordeal", "The Cinema Show", "Aisle of Plenty".

Análises


Dancing With a Moonlit Knight

A música abre o álbum em grande estilo, com vários trechos em contraponto, como a base da voz. A parte transcrita corresponde ao dueto de baixo e teclado que ocorre por volta de 4’59”. Preste atenção nas fórmulas de compasso, que mudam diversas vezes ao longo do trecho. Sem harmonia fixa, as frases são executadas em uníssono sobre a escala de G Maior, com alguns cromatismos nas passagens.


The Battle of the Epping Forest

A quinta faixa do álbum possui uma linha de baixo muito bem construída, com frases de difícil execução. Abaixo esta transcrito o trecho relativo à base de voz, que se inicia em 1’13”. A levada foi criada sobre uma fórmula de compasso pouco usual (7/4) e com base na escala de B maior. Esta frase é alternada com outras durante os momentos cantados.


I Know What I Like

Esta é a música mais conhecida do álbum. É simples, mas com refrão marcante e uma linha de baixo inteligente de Mike Rutherford. Nos dois primeiros compassos, o baixista utiliza a escala de A Mixolídio e, no terceiro e quarto, de D maior. Preste atenção nas células rítmicas construídas com as subdivisões de semicolcheia.


Firth of Fifth

O trecho transcrito, que está na tonalidade de Bb , diz respeito a base do tema do teclado, que começa por volta de 4’33”. É preciso bom conhecimento de leitura musical para interpretá-lo, já que é usada uma fórmula de compasso difícil de ser entendida (13/16). O baixo executa diversas aproximações cromáticas com oitavas no segundo compasso.


Link do álbum para escutar


É isso aí pessoal. Espero que curtam esta coluna com algumas linhas de Rutheford neste grande clássico do Rock Progressivo.
Bons estudos e até a próxima!

MKK BASS SESSIONS #24 - Especial com bandas formadas por mulheres

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #24" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 


No programa de hoje temos um especial para o mês do rock só com bandas formadas por mulheres.

Teremos neste programa os baixistas internacionais Kathy Valentine, Share Pedersen, Jenifer Finch, Miho, Majsan Lindberg, Mia Wallace da banda Nervosa, e as baixistas brasileiras Julia da banda Hexwife, Dan Cox da banda Sapataria,  Déia Marinho da banda Time Bomb Girls, Camila Brandão da banda Valentine e Camila Araújo da banda Venus Waves.

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.

Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00
Chega de Bunda Music - Baixe nossos Apps Grátis pelo Google Play Store (Android) ou App Store (IOS) - WhatsApp 9 82916790!

Conecte-se www.mkkwebradio.com.br

Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Harmonia aplicada ao contrabaixo - Parte 8

 Olá pessoal!


No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.


O texto da oitava aula está neste link:

http://www.femtavares.com.br/2018/08/harmonia-aula-08-escalas-menores-parte-1.html


O vídeo está neste link:

https://youtu.be/hC_kBIZ14so

Inscreva-se no canal do youtube:

https://www.youtube.com/femtavares


Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.


Abraços e bons estudos!

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Harmonia - Estudos de Jazz - PARTE 7 - Walking Bass



Olá pessoal!

Estamos de volta com a nossa coluna mensal sobre Jazz. Nas colunas anteriores trabalhamos com a compreensão de como o estilo funciona, além de introduzirmos as primeiras ideias de walking.
São dois pontos que temos em mente. (1) passar como os músicos do estilo pensam, por meio de ideias harmônicas, melódicas e rítmicas e (2) aplicar em um repertório que tenha elementos suficientes para contribuir para o crescimento do estudante.
Desta forma, buscamos aprimorar o conhecimento do estilo por músicas clássicas que formem o vocabulário do estudante.
Assim, nesta coluna começamos a trabalhar com o "walking bass" em semínimas. Além do estudo de walking, estes exercícios serão muito úteis para a fixação das tétrades, pois estas são importantes não só para o desenvolvimento da condução do baixo, mas também para os primeiros conceitos de improvisação.

Exercício 1


Neste exercício temos as tétrades ascendentes aplicadas sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 2

Neste exercício temos as tétrades descendentes aplicadas sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 3


Neste exercício temos uma ideia misturando as tétrades ascendentes e descendentes sobre o II, V, I de Dó maior.


Estude estas ideias de walking bass e aplique sobre a harmonia de Autumn Leaves. No exercício abaixo segue uma ideia alternando as tétrades na harmonia da canção. Vale lembrar que uma ideia importante é tentar tocar o walking sobre o tema sem ler o exercício abaixo.

Exercício 4


Autumn Leaves - Página 1


Autumn Leaves - Página 2


Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 20 de julho de 2021

Transcrição Exclusiva para Alunos - Elvis Presley - Suspicious Mind

 

 Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Suspicious Mind" do cantor Elvis Presley disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

domingo, 18 de julho de 2021

Artigos & Resenhas - Compacto Simples "Ciclorama" / Vento Motivo - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o o compacto simples lançado pelo grupo Pop-Rock, Vento Motivo, com as canções "Ciclorama" e "A Serpente e a Estrela".

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Compacto Simples "Ciclorama" / Vento Motivo - Por Luiz Domingues


O Vento Motivo é um dos mais perseverantes grupos de Rock do Brasil, ao lançar novidades sistematicamente, e mais que provar ser obstinado, mostra-se na verdade criativo e compromissado com a qualidade, pois não lança discos por lançar, mas sobretudo, por ter o que dizer, artisticamente a expressar. 

Desta feita, tal material que já faz parte do novo CD (que chama-se: “Obras Cruéis), proporciona aos seus fãs um compacto duplo como opção em anexo, a conter uma canção inédita, chamada: “Ciclorama”, acompanhada de uma versão de “A Serpente e a Estrela”, clássico da Country Music norte-americana (de autoria de Terry Staford e Paul Fraser, originariamente intitulada, “Amarillo by Morning”), que foi adaptada ao português pelo letrista, Aldir Blanc e imortalizou-se na interpretação do nosso grande menestrel Folk, Zé Ramalho.

Em Ciclorama, a canção de Fernando Ceah mostra uma forte carga em prol do Pop Rock (como aliás é uma marca registrada do trabalho da banda), mas não canso-me em explicar, a despeito do termo “Pop Rock” ter sido conspurcado ao longo do tempo (ao ponto de ter adquirido uma carga deveras pejorativa, a designar música de baixa qualidade, produzida em escala industrial para ser usada e descartada rapidamente), no caso do Vento Motivo, a velha conotação do termo, realça-se, pois qualidade musical e poesia, são pilares típicos de tudo o que essa banda produz. 

Ouça abaixo as duas canções do compacto, enquanto continua a ler a resenha. Eis o link para escutar diretamente no You Tube:




Trata-se de uma canção vibrante, com um arranjo muito bem concatenado, com direito a uma linha de baixo e bateria muito criativa, bases harmônicas de guitarra e sobretudo em relação à melodia, é tudo muito bem caprichado. 

Muito destacado também é o trabalho de uma segunda guitarra a produzir belos desenhos no sentido de contra-solos pontuais e que garantiu um colorido especial à canção. Portanto, a peça tem o poder Pop da empatia automática a ser provocada para o ouvinte em geral e sobretudo, faz uso de poesia, algo muito raro no panorama da música brasileira em geral nos dias atuais, onde apelações chulas podem até agradar a patuleia manipulada, mas eu tenho certeza de que uma parcela significativa da população anseia por uma retomada da poesia e se há um artista no âmbito do Pop Rock brasileiro, que cumpre tal tarefa com muito brilho, este é Fernando Ceah, como compositor, letrista e poeta, na acepção da palavra.

Fernando Ceah profere alguns conceitos interessantes em seu canto, tais como: “todas as cores perdem o brilho / diante do nosso intenso contraste / em nossa casa de tons pastéis / somos artistas de obras cruéis / eu quero colorir a vida lá fora, a foto em preto e branco que tiramos agora / eu quero as cores vivas do mundo que eu quis para mim”.

Ou seja, ao pensarmos que o “ciclorama“ trata-se de uma grande tela clara, quem coloca-se a desenhar e colorir o que desejar, somos nós mesmos, visto que a vida de cada um de nós, é um ciclorama pessoal e intransferível. Portanto, eis aí um recado direto aos que esperam sentados por toda a vida, por algum “milagre” externo a esmo, mas que na verdade, não percebem que a criação da trajetória é livre e o fruto a ser colhido, uma atribuição pessoal de cada um.


Sobre a versão de “A Serpente e a Estrela”, a opção do Vento Motivo pelo Rock é óbvia, mas sente-se uma boa influência da Country-Music norte-americana, a reaproximar a canção da sua versão original, no entanto, é claro que o Rock predomina na versão do Vento Motivo. 

A linha de baixo e bateria é muito criativa e no caso do baixo, impressionou-me alguns fraseados muito swingados, certamente inspirados no R’n'B/Soul Music e que coloriu demais a canção, isso sem contar certos "glissandos" estratégicos e muito oportunos, portanto, destaque para Ivan Soldi e Binho “Batera”. 

Gostei da ardência da guitarra base e também dos contra-solos e a interpretação vocal do Fernando Ceah, mostra-se muito boa, pois não basta ser um grande poeta e compositor inspirado, mas Ceah toca e canta bem, isso é um fato.


Sobre o áudio, este mostra-se muito agradável, com bastante brilho e pressão sonora, e sobretudo por realçar ótimos timbres de todos os instrumentos, a observar um caráter vintage, muito interessante, muito embora não seja essa uma bandeira proposital levantada pela banda em sua determinação artística, mas ao fazer uso desse tipo de sonoridade clássica, torna-a ainda mais atrativa ao meu ver. Em relação à capa, a ilustração oficial do CD “Obras Cruéis”, que já foi lançado, inclusive, mostra um botão de rosa incandescente, uma imagem forte. Para compor este compacto, uma imagem alternativa é utilizada, a manter o mesmo fundo e desta feita a mostrar o vulto de uma mulher sobre a ação de uma contra-luz.

Esta é uma terceira resenha que escrevo sobre um trabalho do Vento Motivo (anteriormente eu já pude comentar as minhas impressões sobre o CD “O Voo do Marimbondo” e o EP “Sol Entre Nuvens"), portanto, a minha confiança nesse grupo é total, para recomendá-lo, sempre aos meus leitores.

Gravado e mixado no estúdio Curumim de São Paulo.
Técnico de captura: Fernando Ceah
Técnico de mixagem: Guilherme Canaes
Capa (Criação e Lay Out): Caio Bars
Produção Geral: Fernando Ceah

Vento Motivo:
Fernando Ceah: Guitarra e Voz
Binho “Batera”: Bateria
Ivan Soldi: Baixo

Para conhecer melhor o trabalho do Vento Motivo, acesse o seu site oficial: 

Canal da Banda no You Tube: 

Página do Vento Motivo no Facebook: 

E a banda disponibiliza os seus fonogramas em todas as plataformas digitais atuais.

Espero que gostem da resenha e até a próxima matéria!

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Álbuns Clássicos - Chick Corea - Light as a Feather


Olá Pessoal!

Nesta semana temos Light as a Feather do Chick Corea na coluna álbuns clássicos.


Light as a Feather foi lançado em 1972 e é o segundo álbum de estúdio da superbanda chamada Return to Forever liderada pelo pianista Chick Corea.

Este álbum é um dos mais importantes já lançados dentro deste estilo e serve de referencia para diversos músicos até os nossos dias.

Faixas

01-You're Everything – 5:11
02-Light as a Feather – 10:57
03-Captain Marvel – 4:53
04-500 Miles High – 9:07
05-Children's Song – 2:47
06-Spain – 9:51

Todas as faixas foram compostas por Chick Corea e letras de Neville Potter, exceto "Light as a Feather" composta por Stanley Clarke com letra de Flora Purim.

Músicos

Chick Corea – Fender Rhodes , Electric Piano
Stanley Clarke – Acoustic Bass
Joe Farrell – Tenor Saxophone , Flute
Flora Purim – Vocals , Percussion
Airto Moreira – Drums


Spotify


Os maiores destaques deste disco são as faixas 500 Miles High, Spain e Light as a Feather.

Abraços e até a próxima coluna!

quarta-feira, 14 de julho de 2021

O estilo de Chris Squire - Parte 2


Olá Pessoal!

Voltamos nesta semana para a segunda parte da coluna sobre o baixista do Yes, Chris Squire.

Para quem quiser ler a primeira coluna, ela se encontra neste link:

Christopher Russell Edward Squire, (Londres, 4 de março de 1948) foi um músico famoso por seu trabalho como baixista da banda de rock progressivo Yes, da qual foi co-fundador e único membro constante até a sua morte. 
Dono de uma técnica de palheta precisa e um timbre inconfundível, Chris Squire impressiona também pelo uso de ritmo com síncopes, frases muito rápidas e linhas complexas sobre compassos alternados. Outra característica do baixista são as frases que criam uma espécie de contraponto com os outros instrumentos. É muito interessante estudar não só a parte motora das linhas, mas também a relação com os outros instrumentos.
Durante a década de 80 o som do Yes mudou muito, e isso se deve em grande parte ao fato de Chris Squire adaptar as suas linhas de Baixo a um som mais voltado para o Pop, mesmo assim podemos encontrar algumas linhas complexas para este estilo de música. 

Roundabout


Esta linha pode ser considerada como a frase de Contrabaixo mais marcante do Rock Progressivo. Ela serve como ponte e base de voz da música Roundabout que está no álbum “Fragile”. Ela ocorre por volta de 0'48" e se repete várias vezes durante a música. 
A frase foi criada sobre a escala de E menor e se repete independente dos acordes que ocorrem, sendo esta uma ideia bem interessante e recorrente nas composições da banda, de uma certa forma, o baixista faz a frase com a escala da tonalidade do trecho. Ela requer um pouco mais de técnica do baixista que irá executá-la, pois são utilizados abafados e ligados em um andamento alto.


Siberian Khatru


Este trecho corresponde a segunda parte do refrão e ocorre por volta de 1'35". Atente para os contratempos existentes neste trecho, executá-los corretamente é importante para perceber os deslocamentos que o baixista fazia em suas linhas. A frase foi construída com a fundamental, a quinta e a sétima do acorde de E menor nos dois primeiros compasso e Squire repetiu os mesmos intervalos em F# menor só que inverte o arpejo. Esta música pertence ao álbum “Close To The Edge”.


Sound Chaser


Esta música pertence ao álbum “Relayer” e talvez seja uma das mais difíceis de se executar do Yes. O andamento é alto (156bpm) e as frases são feitas sobre semicolcheia. A frase escolhida foi construída sobre um acorde de D7 e ocorre por volta de 1'04". Reparem que as notas mudam a cada três semicolcheias e a frase ainda contem salto de cordas, esta frase requer muita paciência do estudante já que para executá-la como o baixista, serão necessárias muitas horas de treino.


South Side of the sky


Esta música está no álbum “Fragile” e selecionamos o refrão para exemplificar uma das ideias do baixista. Nesta parte Squire utiliza o arpejo de F#m descendente e depois constrói uma frase sobre a pentatônica do mesmo tom, repare que o baixista só utiliza a fundamental grave na última nota da frase, uma característica presente em várias músicas do Yes. Nos compassos 4 e 5, a mesma ideia é utilizada só que em G#m. Este trecho ocorre por volta de 0'51".


Starship Trooper


Esta música pertence ao “Yes Album”. Neste exemplo temos um interlúdio que funciona como um pequeno solo de Squire, que ocorre por volta de 1'31". A tonalidade é E Maior e apesar do trecho conter acordes que não pertencem a esta tonalidade, a música não muda de tom. Nos dois primeiros acordes temos o uso de tríades. No acorde de Am temos o uso da nona e no quarto e quinto compassos temos uma frase sensacional do baixista para finalizar na fundamental do acorde no sexto compasso.


Wonderous Stories


Esta música pertence ao álbum “Going For The One”. O trecho a seguir corresponde a preparação pra entrar no último refrão. A música está na tonalidade de E maior e o acorde que abre esta preparação é Dm, que não pertence à tonalidade. A frase é feita em cima da escala de D menor, e finalizada na fundamental do próximo acorde (A), na segunda vez o baixista utiliza a mesma ideia, aumentando a velocidade da frase e o A do sétimo compasso é uma preparação para entrar no refrão.


Your is no Disgrace


Esta música pertence ao “Yes Álbum”. O trecho transcrito corresponde a parte da segunda voz e ocorre por volta de 1'31". A construção da linha é muito próxima ao walking bass de Jazz. No primeiro compasso Squire faz a escala de D maior descendente até chegar na terça do acorde de E (G#), neste acorde ele usa a pentatônica assim como no próximo acorde, uma ideia bastante interessante ocorre no final deste compasso, quando ele antecipa a fundamental do próximo acorde (C).


Espero que gostem e principalmente, estudem estas linhas de contrabaixo do Chris Squire. Ele foi um dos grandes nomes do nosso instrumento e possuía uma criatividade e técnica impar.
Um abraços e até a próxima semana!

Bass Player Brasil - Sugestão de Estudo - Edição 30 - Desvende o Mundo do Fretless


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. 

O vídeo é o "Linhas Clássicas de Fretless" por Fernando Tavares


Este vídeo acompanhava as matérias produzidas na revista.

Estas matérias são feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas procuramos transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcione um melhor aprendizado. Todas elas são acompanhadas de vídeo.

Uma delas é sobre o contrabaixo fretless, feita em parceria com meu irmão Benjamin "BJ" Bentes, esta matéria norteou todas as pautas técnicas da revista que vieram depois. Aqui temos a história do instrumento, exercícios técnicos e músicas para aplicar os estudos deste fascinante instrumento.


Edição 30 - Março 2014

Para ver mais o que saiu nesta edição acesse o link:

http://bassplayerbrasil.com.br/?area=edicoes&id=57


Abraços e Bons Estudos!


terça-feira, 13 de julho de 2021

MKK BASS SESSIONS #22 - Especial dia mundial do Rock



Olá pessoal! 

HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #22" aqui pela sua "MkkWeb Rádio".


No programa de hoje temos um especial para o dia do rock.

Teremos neste programa os baixistas internacionais Bill Black, John Entwistle, John Paul Jones, Jerry Casale e Jeff Ament. Além disso temos o argentino Gustavo Montesano e os brasileiros José Paulo Metrângulo, Dé Palmeira, Luis Mariutti e Heitor Gomes.

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.


Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00

Chega de Bunda Music - Baixe nossos Apps Grátis pelo Google Play Store (Android) ou App Store (IOS) - WhatsApp 9 82916790!

Conecte-se www.mkkwebradio.com.br


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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Baixista do mês: Verdine White


Olá Pessoal!

Nesta semana temos uma coluna com o baixista Verdine White que fez carreira no Earth, Wind & Fire. O baixista é considerado um dos músicos mais importantes no instrumento.

Para maiores informações sobre as minhas aulas de contrabaixo e música, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Nome: Verdine White



Nascimento: 25 de julho 1951 em Chicago nos Estados Unidos

Bandas: Earth, Wind & Fire

Discografia Earth, Wind & Fire

1970 - Earth, Wind & Fire
1971 - The Need of Love
1972 - Last Days and Time
1973 - Head to the Sky
1974 - Open Our Eyes
1975 - That's the Way of the World
1976 - Spirit
1977 - All 'N All
1979 - I Am
1980 - Faces
1981 - Raise!
1983 - Powerlight
1983 - Electric Universe
1987 - Touch the World
1990 - Heritage
1993 - Millennium
1996 - Avatar
1997 - In the Name of Love
2003 - The Promise
2005 - Illumination
2013 - Now, Then & Forever

Video Link:
 

Website: www.verdinewhite.com

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 6 de julho de 2021

Transcrição do Mês: Angra - Streets Of Tomorrow

 

 

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Streets Of Tomorrow" da banda Angra disponível gratuitamente no meu site.


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Link para Transcrição Completa - Clique aqui

https://www.dropbox.com/s/z4kiwnranv3hf5k/Angra%20-%20Streets%20of%20Tomorrow.pdf?dl=0


Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Bons estudos e até a próxima coluna!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Artigo: Cadências do Galante: a utilização nas missas do Padre José Maurício Nunes Garcia

Olá pessoal!

É com muito prazer que anuncio a publicação do artigo "Cadências do Galante: a utilização nas missas do Padre José Maurício Nunes Garcia", que se relaciona a pesquisa sobre os modelos de ensino de composição e improvisação que está vinculada a duas linhas de pesquisa do LAMUS (Laboratório de Musicologia) da EACH-USP Leste, coordenada pelo Prof. Dr. Diósnio Machado Neto. As linhas são Processos Pedagógicos do Ensino de Música e Estudos de Significação Musical.

O artigo é uma produção conjunta de Fernando Tavares, Gustavo Caum e Silva e Diósnio Machado Neto do LAMUS e resultado dos encontros de revisão teórica feitos semanalmente e foi apresentado no X Simpósio Internacional de Musicologia da UFG, https://www.musicologiaemac.org/

O artigo pode ser encontrado neste link:

https://www.researchgate.net/publication/352863358_Cadencias_do_Galante_a_utilizacao_nas_missas_do_Padre_Jose_Mauricio_Nunes_Garcia


Para quem quiser saber mais informações sobre o LAMUS, pode acessar o site: 

https://sites.usp.br/lamus-each/


Abraços e até a próxima!