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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Análise das linhas de baixo do álbum "Tales from Topographic Oceans" da banda Yes


Olá, pessoal!

Nesta semana, trago no site uma coluna especial sobre o trabalho de Chris Squire no álbum Tales from Topographic Oceans. Neste artigo, analisamos diversas linhas de baixo criadas por este lendário músico, explorando os aspectos harmônicos, melódicos e rítmicos que definem seu estilo único.

Esse material faz parte de um acervo cuidadosamente elaborado, que está disponível como apoio para as minhas aulas de contrabaixo, tanto presenciais quanto on-line. É uma excelente oportunidade para aprofundar seu conhecimento sobre as técnicas e a abordagem de um dos maiores baixistas do Rock Progressivo.

Além deste artigo, minha coleção inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise, voltados para músicos que desejam expandir suas habilidades e compreensão do instrumento.

Para conferir mais trabalhos e artigos que publiquei, acesse o link:
http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

Se tiver interesse em conhecer mais sobre o curso ou adquirir materiais de estudo, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.


Tales from Topographic Oceans - Yes



A banda britânica de rock progressivo Yes lançou seu sexto álbum de estúdio, Tales from Topographic Oceans, em 1973. Este álbum é visto como um dos mais ousados e ambiciosos da banda, espelhando a profundidade e complexidade do rock progressivo daquele período. O álbum, composto por apenas quatro faixas extensas, possui uma estrutura conceitual, onde cada segmento é inspirado em tópicos espirituais e filosóficos, fortemente influenciados pelo livro Autobiografia de um Yogi, de Paramahansa Yogananda.

O álbum é notável por sua extensa duração, com a faixa "Ritual (Nous Are One)" sendo uma das maiores já registradas pela banda. Cada uma das composições foi cuidadosamente estruturada, com letras e temas que exploram a busca espiritual, a natureza da existência e o despertar da consciência. Musicalmente, Tales from Topographic Oceans destaca-se pela habilidade técnica dos músicos, com solos intrincados de guitarra de Steve Howe, complexidade rítmica de Bill Bruford e o trabalho inovador de Chris Squire no contrabaixo, complementado pelas camadas harmônicas e melódicas criadas pelos teclados de Rick Wakeman e as vocais de Jon Anderson.

A obra foi recebida de forma mista, com alguns críticos destacando sua grandiosidade e originalidade, enquanto outros a consideraram excessivamente complexa e difícil de digerir. No entanto, Tales from Topographic Oceans tornou-se um marco na história do rock progressivo e uma das obras mais emblemáticas do Yes, consolidando sua posição como uma das bandas mais inovadoras da década de 1970.

Exemplo 1 - The Revealing Science of God


Este trecho corresponde à base da voz e é repetido durante a primeira parte da música, ocorrendo por volta de 3’05". Observe que, no primeiro tempo, há uma pequena variação na frase; para os outros trechos, tome como referência a linha do segundo compasso. A escala escolhida para construir esta frase é a pentatônica, e é importante prestar atenção ao uso do slide no segundo tempo. Este trecho exige grande velocidade do músico, uma vez que trabalha com sextinas e fusas, exigindo controle técnico e precisão na execução para manter a fluidez da performance.


Exemplo 2 - The Revealing Science of God


Este trecho se inicia aos 7'02" e corresponde à segunda base da voz. Foi construído utilizando os intervalos de fundamental, quarta e quinta dos respectivos acordes. Para entender melhor a frase, recomenda-se dividi-la a cada 1 tempo e meio, ou seja, ela começa no primeiro tempo e depois se repete a partir do contratempo do segundo tempo. Em várias músicas deste álbum, Chris Squire emprega esse tipo de raciocínio para construir suas linhas de baixo, sendo esses "deslocamentos" de tempo uma das principais características de seu estilo. Tais abordagens criam uma sensação de movimento e complexidade rítmica, algo que se torna uma marca registrada de sua técnica.


Exemplo 3 - The Remembering


Estes acordes correspondem a toda a introdução da música, com o baixista tocando as fundamentais correspondentes. Somente neste trecho, por volta de 2’00”, é que se inicia uma linha com frases no baixo. No primeiro acorde (Dm), Chris Squire utiliza a tríade nas cabeças de cada tempo, mas com uma pequena variação no terceiro tempo deste compasso, quando ele emprega a quarta como uma apogiatura para a quinta do acorde. No segundo compasso, é utilizada a escala Mi menor, que confere uma sonoridade distinta à linha. No terceiro compasso, o baixista repete a ideia do primeiro, substituindo a apogiatura por um slide entre as notas Sol e Lá, o que cria uma transição mais fluida e expressiva. Por fim, no quarto compasso, Squire utiliza a tríade de Mi menor para construir a frase, mantendo a coerência harmônica e adicionando variações rítmicas e melódicas que enriquecem a linha de baixo. Essa abordagem evidencia a habilidade do baixista em manipular acordes e escalas de maneira criativa e expressiva.


Exemplo 4 - The Remembering


Este trecho serve como base para um pequeno solo de steel-guitar, e o baixista construiu suas frases utilizando a fundamental, a quinta e a oitava. A construção da linha de baixo é simples em termos de intervalos, mas a complexidade reside na quantidade de notas que compõem a frase e no deslocamento da primeira nota em relação à cabeça do compasso. Este deslocamento cria uma sensação rítmica peculiar, o que adiciona um desafio técnico ao trecho. O baixista, portanto, não apenas trabalha com intervalos básicos, mas também com variações rítmicas que exigem precisão. Este trecho ocorre por volta de 10'19" e é fundamental para estabelecer a base harmônica e rítmica que suporta o solo da steel-guitar, mantendo a fluidez e a coesão na música.


Exemplo 5 - The Ancient


Este trecho corresponde à introdução do solo de teclado e ocorre por volta de 4’33”. A construção da frase utiliza apenas a fundamental e a oitava acima. A complexidade deste trecho está no fato de que a nota mais grave é acentuada juntamente com o bumbo, mas de forma aleatória, o que exige do baixista uma atenção cuidadosa ao posicionamento dos acentos. No exemplo transcrito, o baixista acentua a nota mais grave no primeiro e no quarto tempos do primeiro compasso, enquanto no segundo compasso o acento recai no segundo tempo. No terceiro compasso, o acento aparece no primeiro tempo, e no quarto compasso, novamente no segundo tempo. Essa variação rítmica exige precisão para garantir que os acentos estejam posicionados corretamente, mantendo a coesão rítmica com a bateria.


Exemplo 6 - The Ancient


Este trecho ocorre por volta de 7’02” e é uma frase executada por todos os instrumentos, utilizando contrapontos. O compasso está em 7/4, e o baixista toca todas as notas de forma staccato, o que adiciona uma percussividade à linha de baixo. A base harmônica é construída com a escala de Ré Maior, e o baixista utiliza a sétima menor (Dó) como uma blue note neste trecho. Esta nota é inserida para completar o cromatismo da frase, criando uma sonoridade mais expressiva e característica do estilo do músico. A utilização do staccato, combinada com a inserção da blue note, dá um caráter único à linha de baixo, que se destaca dentro da complexidade rítmica e contrapontística do trecho.


Exemplo 7 - Ritual


Este trecho corresponde a uma pequena parte da introdução e começa por volta de 2’12”. O baixista construiu a frase utilizando a escala mixolídia de Ré maior, com a nota Lá, que é a quinta do acorde, sendo a mais enfatizada neste trecho. A dificuldade da frase reside na variação rítmica empregada pelo baixista nas repetições, o que exige grande precisão e controle de timing. Quando a música transita para Dó maior, o baixista segue o mesmo conceito harmônico e rítmico para construir a frase, mantendo a consistência no estilo e na abordagem, o que demonstra a habilidade do músico em adaptar suas ideias dentro da progressão harmônica.


Exemplo 8 - Ritual


Este trecho ocorre por volta de 8’28” e se situa entre duas bases de voz. O baixista aproveita este pequeno interlúdio para realizar um solo de contrabaixo, utilizando uma técnica expressiva de slides durante a execução. A estrutura harmônica é baseada em dois acordes por compasso, mas o baixista utiliza apenas o segundo acorde como referência para a construção da frase. A escala pentatônica de cada um desses acordes é a base para a construção das frases, o que confere ao solo uma sonoridade sólida e coesa, ao mesmo tempo que permite uma boa variação melódica. O uso dos slides contribui para a fluidez da execução, demonstrando a habilidade do baixista em explorar a expressividade do instrumento dentro da harmonia proposta.


Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Redes sociais:

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Transcrição do Mês - Yes - Roundabout


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Roundabout" da banda Yes disponível gratuitamente no meu site.

Yes - Roundabout



Estas aulas são parte de um acervo produzido pelo autor relacionados as suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Sugestão do Mês - Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik


Olá pessoal!

Na coluna deste mês temos um dos mais emblemáticos trabalhos da década de 1990, o sensacional Blood Sugar Sex Magik do red Hot Chili Peppers. 


Blood Sugar Sex Magik é o quinto álbum de estúdio do Red Hot Chili Peppers, lançado no dia 24 de setembro de 1991 e que transformou a banda em um dos maiores nomes do Rock Mundial. O álbum é recheado de canções maravilhosas com destaque para "The Power of Equality""Breaking the Girl", "Suck My Kiss" e "Blood Sugar Sex Magik", além dos super hits "Give It Away" e "Under the Bridge".  

Faixas
01. The Power of Equality - 4:03
02. If You Have to Ask - 3:37
03. Breaking the Girl - 4:55
04. Funky Monks - 5:23
05. Suck My Kiss - 3:37
06. I Could Have Lied - 4:04
07. Mellowship Slinky in B Major - 4:00
08. The Righteous and the Wicked - 4:08
09. Give It Away - 4:43
10. Blood Sugar Sex Magik - 4:32
11. Under the Bridge - 4:24
12. Naked in the Rain - 4:26
13. Apache Rose Peacock - 4:43
14. The Greeting Song - 3:14
15. My Lovely Man - 4:39
16. Sir Psycho Sexy - 8:17
17. They're Red Hot - 1:11

Créditos
Todas as músicas escritas e compostas por Anthony Kiedis, Flea, John Frusciante e Chad Smith, exceto faixa 17 por Robert Johnson.

Músicos
Flea – Contrabaixo, Backing Vocals, Trompete, Percussão, Teclado
John Frusciante – Guitarra, Backing Vocals, Percussão
Anthony Kiedis – Voz, Percussão e Guitarra Base
Chad Smith – Bateria

Músicos adicionais
Brendan O'Brien  – Mellotron em "Breaking the Girl" e "Sir Psycho Sexy"
Gail Frusciante e seus amigos – Coro em "Under the Bridge"
Pete Weiss – Berimbau de Boca em "Give It Away"

Vídeo



Link para escutar o álbum no Spotify


Abraços e até a próxima coluna!

quarta-feira, 14 de julho de 2021

O estilo de Chris Squire - Parte 2


Olá Pessoal!

Voltamos nesta semana para a segunda parte da coluna sobre o baixista do Yes, Chris Squire.

Para quem quiser ler a primeira coluna, ela se encontra neste link:

Christopher Russell Edward Squire, (Londres, 4 de março de 1948) foi um músico famoso por seu trabalho como baixista da banda de rock progressivo Yes, da qual foi co-fundador e único membro constante até a sua morte. 
Dono de uma técnica de palheta precisa e um timbre inconfundível, Chris Squire impressiona também pelo uso de ritmo com síncopes, frases muito rápidas e linhas complexas sobre compassos alternados. Outra característica do baixista são as frases que criam uma espécie de contraponto com os outros instrumentos. É muito interessante estudar não só a parte motora das linhas, mas também a relação com os outros instrumentos.
Durante a década de 80 o som do Yes mudou muito, e isso se deve em grande parte ao fato de Chris Squire adaptar as suas linhas de Baixo a um som mais voltado para o Pop, mesmo assim podemos encontrar algumas linhas complexas para este estilo de música. 

Roundabout


Esta linha pode ser considerada como a frase de Contrabaixo mais marcante do Rock Progressivo. Ela serve como ponte e base de voz da música Roundabout que está no álbum “Fragile”. Ela ocorre por volta de 0'48" e se repete várias vezes durante a música. 
A frase foi criada sobre a escala de E menor e se repete independente dos acordes que ocorrem, sendo esta uma ideia bem interessante e recorrente nas composições da banda, de uma certa forma, o baixista faz a frase com a escala da tonalidade do trecho. Ela requer um pouco mais de técnica do baixista que irá executá-la, pois são utilizados abafados e ligados em um andamento alto.


Siberian Khatru


Este trecho corresponde a segunda parte do refrão e ocorre por volta de 1'35". Atente para os contratempos existentes neste trecho, executá-los corretamente é importante para perceber os deslocamentos que o baixista fazia em suas linhas. A frase foi construída com a fundamental, a quinta e a sétima do acorde de E menor nos dois primeiros compasso e Squire repetiu os mesmos intervalos em F# menor só que inverte o arpejo. Esta música pertence ao álbum “Close To The Edge”.


Sound Chaser


Esta música pertence ao álbum “Relayer” e talvez seja uma das mais difíceis de se executar do Yes. O andamento é alto (156bpm) e as frases são feitas sobre semicolcheia. A frase escolhida foi construída sobre um acorde de D7 e ocorre por volta de 1'04". Reparem que as notas mudam a cada três semicolcheias e a frase ainda contem salto de cordas, esta frase requer muita paciência do estudante já que para executá-la como o baixista, serão necessárias muitas horas de treino.


South Side of the sky


Esta música está no álbum “Fragile” e selecionamos o refrão para exemplificar uma das ideias do baixista. Nesta parte Squire utiliza o arpejo de F#m descendente e depois constrói uma frase sobre a pentatônica do mesmo tom, repare que o baixista só utiliza a fundamental grave na última nota da frase, uma característica presente em várias músicas do Yes. Nos compassos 4 e 5, a mesma ideia é utilizada só que em G#m. Este trecho ocorre por volta de 0'51".


Starship Trooper


Esta música pertence ao “Yes Album”. Neste exemplo temos um interlúdio que funciona como um pequeno solo de Squire, que ocorre por volta de 1'31". A tonalidade é E Maior e apesar do trecho conter acordes que não pertencem a esta tonalidade, a música não muda de tom. Nos dois primeiros acordes temos o uso de tríades. No acorde de Am temos o uso da nona e no quarto e quinto compassos temos uma frase sensacional do baixista para finalizar na fundamental do acorde no sexto compasso.


Wonderous Stories


Esta música pertence ao álbum “Going For The One”. O trecho a seguir corresponde a preparação pra entrar no último refrão. A música está na tonalidade de E maior e o acorde que abre esta preparação é Dm, que não pertence à tonalidade. A frase é feita em cima da escala de D menor, e finalizada na fundamental do próximo acorde (A), na segunda vez o baixista utiliza a mesma ideia, aumentando a velocidade da frase e o A do sétimo compasso é uma preparação para entrar no refrão.


Your is no Disgrace


Esta música pertence ao “Yes Álbum”. O trecho transcrito corresponde a parte da segunda voz e ocorre por volta de 1'31". A construção da linha é muito próxima ao walking bass de Jazz. No primeiro compasso Squire faz a escala de D maior descendente até chegar na terça do acorde de E (G#), neste acorde ele usa a pentatônica assim como no próximo acorde, uma ideia bastante interessante ocorre no final deste compasso, quando ele antecipa a fundamental do próximo acorde (C).


Espero que gostem e principalmente, estudem estas linhas de contrabaixo do Chris Squire. Ele foi um dos grandes nomes do nosso instrumento e possuía uma criatividade e técnica impar.
Um abraços e até a próxima semana!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Álbuns Clássicos - Miles Davis - Kind of Blue

Kind of Blue é em minha opinião o álbum mais importante da história do jazz. Além de ter alguns dos maiores improvisadores da época o álbum tem um conceito que influenciou artistas de vários estilos musicais e é o álbum mais importante do chamado cool jazz. O álbum foi gravado em apenas duas seções, uma no dia 02 de março de 1959 e outra no dia 22 de abril de 1959 no estudio Columbia localizado na 30th Street em New York e foi lançado no dia 17 de agosto de 1959. As músicas foram compostas por Miles Davis e segundo relatos as instruções foram passadas momentos antes da gravação do álbum, as três primeiras faixas foram gravadas na primeira seção e a quarta e quinta faixas na segunda seção.



Faixas
01. So What - 9:22
02. Freddie Freeloader - 9:46
03. Blue in Green - 5:37
04. All Blues - 11:33
05. Flamenco Sketches" - 9:26
Faixa bônus reedição 6 "Flamenco Sketches" (Alternate take) - 09:32

Músicos
Miles Davis - Trompete
Julian "Cannonball" Adderley - Sax Alto, com exceção de "Blue in Green"
John Coltrane - Saxofone Tenor
Bill Evans - Piano (exceto Freddie Freeloader)
Wynton Kelly - piano em Freddie Freeloader
Paul Chambers - Contrabaixo
Jimmy Cobb - Bateria

"So What" é uma música baseada em dois acordes divididos em quatro seções de oito compassos, as duas primeiras seções estão em Dm, a terceira em Ebm e a quarta volta para Dm, o tema da música é feito no Contrabaixo.
"Freddie Freeloader" é um Blues de doze compassos em Bb
"Blue in Green" consiste em um ciclo de dez compassos depois de uma curta introdução de quatro compassos.
"All Blues" é um Blues de doze compassos em G e a sua fórmula de compasso é 6 / 8.
"Flamenco Sketches" é composto por um ciclo de cinco escalas.

*Alguns historiadores creditam as musicas Blue In Green e Flamenco Sketches como sendo também do pianista Bill Evans, na época infelizmente os créditos das composições em um grupo de Jazz iam para o líder da banda, por isso as faixas são creditadas somente à Miles.

Aqui temos um vídeo da banda tocando So What
*não é o vídeo da gravação do álbum.


Abraços e até a próxima coluna!