terça-feira, 29 de maio de 2018

Harmonia - Aula 06 – Aplicação de Quintas e Oitavas – Parte 02


Olá Pessoal!
Nesta sexta coluna sobre harmonia, estudaremos um pouco mais sobre aplicações de quintas e oitavas em levadas. É importante o entendimento da parte teórica, mas isso não terá nenhuma serventia para o nosso aprendizado se não aplicarmos em nossas linhas de contrabaixo, portanto com as quatro combinações desta coluna e as 4 anteriores teremos um bom vocabulário para atingirmos este objetivo. O ideal é ter as oito combinações decoradas, assim você terá segurança para começar a improvisar sobre qualquer base.
Na combinação 5 temos a linha feita utilizando a F (fundamental) nas duas primeiras colcheias e depois os intervalos de 5ª e 8ª, já na combinação 6 invertemos a frase utilizando 8ª e 5ª.

Combinação 5

Combinação 6

Nas combinações 7 e 8 as variações são um pouco mais difíceis já que tocamos uma vez cada intervalo criando as seguintes ideias. Combinação 7 - F (fundamental), 5ª, 8ª e 5ª e na combinação 8 - F, 8ª, 5ª e 8ª.
Combinação 7

Combinação 8

Com estas variações em mãos, perceba como a levada fica “cheia”, este artifício pode ser muito explorado, principalmente para baixistas que tocam em Power trio ou bandas que tenham uma guitarra só, em outros casos tem eles devem ser utilizados com muita coerência especialmente se a banda tiver duas guitarras.


Vídeo:



Um abraço e até a próxima coluna!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Transcrição - Medusa Trio - Libertadora

Olá pessoal!
Nesta semana temos a transcrição da música "Libertadora" lançada no álbum "Medusa 10 anos" do Medusa Trio.

Transcrição 




Vídeo

Aqui temos o clipe oficial da música.


Ficha técnica:
Libertadora
Música por Milton Medusa
Performance por:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Milton Medusa: Guitarra
Luis Pagoto: Bateria
Fernando Cardoso: Hammond

Filmagem por Renata Pereira
Edição de vídeo por Renata Pereira
Mixado e Masterizado no Estúdio Purosom por Edson Paulino

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Transcrição do Mês - Hermeto Pascoal – Chorinho Pra Ele


Olá pessoal!

Neste mês temos a transcrição completa da música Chorinho pra Ele, do Hermeto Pascoal, que foi gravada no álbum Slave Mass de 1977 e que conta com a participação do lendário Ron Carter. A música é composta basicamente de três partes, que chamamos de Intro, A e B. A sequencia de partes da música é Intro, parte A, Intro, parte A, Intro, parte B, parte A, Intro, parte B e no final parte A e Intro duas vezes só que no dobro do andamento original.
A música tem a fórmula de compasso em 2/4, característica de vários ritmos brasileiros. A divisão rítmica é colcheia pontuada com semicolcheia, também muito encontrada no estilo. Na Intro, foram utilizadas as fundamentais de cada acorde e ela ocorre nos compassos de 1 a 4, 21 a 24 e 41 a 44. Entre os compassos 70 e 73, o baixista explora notas abafadas e aproximações cromáticas para a fundamental do próximo acorde. Quando o andamento da música dobra, Carter utiliza a tônica de cada acorde para construir a frase. A parte A acontece na tonalidade de G maior. Na primeira vez em que o A é apresentado (compassos 5 a 20), o baixista aplica basicamente os intervalos de fundamental e quinta na construção das levadas. São utilizadas também aproximações cromáticas para esses intervalos. Alguns elementos melódicos são acrescentados em acordes específicos, como a escala pentatônica de G maior, sobre os acordes de Gmaj7 e G6, e uma aproximação cromática para a terça menor do acorde de Gdim7, no compasso 9. Essas ideias retornam nas repetições do A, sempre com novas frases. No tempo dobrado (compassos 83 a 98), o baixista acrescenta várias notas abafadas.
Na parte B, são explorados os mesmos recursos das outras partes da composição. Para encerrar a passagem, Carter insere slides como elementos de articulação. A parte B ocorre nos mais compassos 45 a 53 e74 a 82.


Esta é uma das músicas mais importantes do nosso repertório e é muito importante estudar as frases e as ideias musicais aplicadas por Hermeto na composição e por Ron Carter no contrabaixo.
Um abraço e bons estudos!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Documentário do Mês - BBC: Brasil Brasil - Episódio 02 - Revolução Tropicália


Olá pessoal!

Neste mês temos como sugestão o documentário "BBC: Brasil Brasil - Episódio 02 - Revolução Tropicália (2007)". Este documentário faz parte de uma pequena série de 3 documentários produzida pela BBC sobre a música brasileira. Neste segundo documentário temos como foco a tropicália. O documentário está em Inglês com legendas em Português.
O documentário foi escrito e produzido por Robin Denselow
No site da BBC podem ser encontradas diversas informações como playlist, vídeos com os artistas e muito mais.


Vídeo


Ficha Técnica
Ano de produção: 2007
País de origem: Inglaterra
Áudio original: Inglês

Tracklist: 
1. Sina de Caboclo - Nara Leão
2. Acender as Velas - Zé Keti
3. Fool on the Hill - Sérgio Mendes & Brasil 66
4. A Banda - Chico Buarque
5. Upa Neguinho - Elis Regina
6. Tropicália - Caetano Veloso
7. Ando Meio Desligado - Os Mutantes
8. Aguas de Março - Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim)
9. Maria Maria - Milton Nascimento
10. The music of the Bloco Afros

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Técnicas para Contrabaixo - Mão Direita - Parte 5 - Estudo Am em Colcheia


Olá pessoal!

Voltamos nesta semana para a quinta parte da coluna para mão direita. Nas colunas anteriores trabalhamos várias possibilidades de combinações de dedos da mão direita até chegarmos ao estudo com os dedos indicador, médio e anelar. Nesta coluna e na próxima (parte 6) iremos propor dois estudos para aplicar as técnicas. Quem ainda não estiver adaptado ao uso do terceiro dedo, pode trabalhar só com os dedos indicador e médio, mas tente inserir o terceiro em algum momento do estudo.

Estudo Am em colcheia


Faça o estudo com calma e se sentir alguma dificuldade, reveja as colunas anteriores.
Abraços e bons estudos!

sábado, 12 de maio de 2018

Artigos e Resenhas - Live Sessions at Mosh / Tony Babalu - Por Luiz Domingues


Olá pessoal!

Nesta semana temos mais um artigo especial do amigo Luiz Domingues, com uma resenha do álbum Live Sessions at Mosh do guitarrista Tony Babalu. Só para lembrá-los que esta é uma coluna em que coloco artigos e matérias escritas por profissionais gabaritados e que serão úteis para os estudantes e apreciadores de música. 

Esta resenha e outras matérias maravilhosas podem ser encontradas nos blogs do Luiz. Segue abaixo o link deste artigo e os links dos blogs.


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Então vamos a resenha:

Live Sessions at Mosh / Tony Babalu - Por Luiz Domingues


Guitarrista, compositor e produtor musical de enorme experiência na cena musical paulista e brasileira, Tony Babalu acaba de lançar mais um trabalho solo de muita qualidade.


Em “Live Sessions at Mosh”, nos apresenta seis temas instrumentais de grande qualidade técnica, com inspiração e sobretudo demonstrando um ecletismo estilístico ímpar, que faz desse álbum uma oportunidade de se ter uma  agradabilíssima audição.
A concepção foi baseada na ideia de uma sessão de gravação ao vivo, com Babalu e banda tocando juntos, ao vivo, como numa apresentação regular com público. Nesse tipo de gravação, perde-se a precisão e o foco de uma tradicional metodologia de gravação de disco, mas ganha-se em calor humano, com a música sendo conduzida pela vibração daquele momento único que o artista tem numa apresentação ao vivo, e era essa a intenção de Tony Babalu para ficar eternizada nesse trabalho. Ouvindo-o, constata-se que logrou êxito, porque não são poucos os climas exclusivos criados pela banda, em momentos de forte inspiração e criatividade.


O primeiro tema do disco, “Valsa à Paulistana”, é de fato uma valsa na acepção do termo, pois se apresenta na fórmula de compasso típica desse ritmo, em ¾. Gostei muito do timbre limpo da guitarra Fender Stratocaster, de uma beleza incrível. O piano elétrico preenchendo os espaços com acordes sofisticados deram uma consistência excelente. O tema avança e ganha ares brasucas, parecendo um Samba-Jazz com muito groove, e sob um belo solo de guitarra, onde Babalu buscou suas bênçãos de Carlos Santana, certamente.

A faixa seguinte, “Pompeia’s Groove” é um Jazz-Rock funkeado daqueles bem setentistas, com punch de Rockeiro. Gostei muito da pegada forte do Franklin Paolillo, um dos maiores bateristas da história do Rock brasileiro, sem dúvida. Fora isso, chamou-me a atenção o belo riff rocker na parte central do tema, com o piano assumindo um papel importante na sua condução e o solo final do Babalu, trazendo à tona um lembrança muito bem vinda do Jeff Beck.

Antes de ouvir “Suzi”, olhei a sua metragem e pensei como era longo o tema e dessa forma, em se considerando ser um disco instrumental e não de Rock progressivo (estilo onde músicas de tamanho avantajado são normais), como poderia ter sido desenvolvido dentro do conceito da música instrumental ?
Bastaram os primeiros segundos para eu suspender a minha perplexidade e mergulhar no suave blues, com um poder quase hipnótico que não nos deixa pensar em mais nada e aí, os tais nove minutos diluem-se e quando a canção termina, fica a sensação boa de “quero mais”. Muito bom o timbre da guitarra de Babalu nessa faixa, condizente com sua atmosfera quase mântrica. Remeteu-me ao som do Eric Clapton em seus primeiros discos solo, dos anos setenta.

“Brazilian Blues” também surpreendeu-me positivamente. Tratando-se de um slow blues, gostei bastante da atuação do tecladista Adriano Augusto, com um solo muito bom de órgão. Na metade da música, um clima mais tenso agradou-me bastante, fazendo-me lembrar da canção “Yer Blues”, dos Beatles e ao final, gostei muito da intervenção de um solo muito melódico do Babalu.

A quinta faixa, traz “Halley 86”, uma explícita referência à passagem do famoso cometa pelo céu, naquela ano de 1986.  Nessa canção, a brasilidade se fez presente, com um tema claramente calcado no ritmo do baião nordestino, com muita ginga. O baixista Leandro Gusman fez um solo de baixo muito técnico e melódico, realmente notável, lembrando o estilo do baixista Itiberê Zwarg, que acompanha Hermeto Paschoal há anos. Babalu também deixou a sua marca, com um delicado solo à la George Harrison.

O último tema, chamado "Vecchione Brothers”, é um Rock com pegada e emoção. Outra homenagem pessoal (“Suzi” é uma homenagem à esposa de Babalu), desta vez Babalu evocou as suas raízes Rockers ao lado dos fundadores do Made in Brazil e vizinhos do bairro da Vila Pompeia, em São Paulo. Gostei do Riff, que tem o punch de bandas clássicas como o Foghat e Status Quo, por exemplo.



Musicalmente, como já salientei, o disco é bastante eclético, passando por vários ritmos. A banda é sensacional, e o Babalu brilha como guitarrista, compositor, arranjador e produtor. 
A capa é bastante estilosa. A lendária guitarra Fender Stratocaster de Tony Babalu se destaca numa paisagem noturna e difusa, imprimindo um astral de urbanidade, que particularmente muito me agrada. O encarte vem recheado de fotos da banda gravando no estúdio Mosh de São Paulo.
Existe uma filmagem no CD que pode ser vista no computador, um bônus sensacional que recomendo, certamente.


Encerrando, para quem acha que disco de música instrumental interessa somente a músicos, se engana em relação à este trabalho. Ele cai bem a qualquer momento e pode agradar pessoas que teoricamente só ouvem músicas vocalizadas e com três minutos de duração, no padrão pop radiofônico.
Para conhecer este trabalho e a carreira de Tony Babalu, acesse :

É isso aí pessoal.
Espero que curtam esta resenha do Luiz e principalmente, conheçam o trabalho deste grande guitarrista.
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Sugestão do Mês - Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik


Na coluna deste mês temos um dos mais emblemáticos trabalhos da década de 1990. Blood Sugar Sex Magik é o quinto álbum de estúdio do Red Hot Chili Peppers, lançado no dia 24 de setembro de 1991 e que transformou a banda em um dos maiores nomes do Rock Mundial. O álbum é recheado de canções maravilhosas com destaque para "The Power of Equality""Breaking the Girl", "Suck My Kiss" e "Blood Sugar Sex Magik", além dos super hits "Give It Away" e "Under the Bridge".  



Faixas
01. The Power of Equality - 4:03
02. If You Have to Ask - 3:37
03. Breaking the Girl - 4:55
04. Funky Monks - 5:23
05. Suck My Kiss - 3:37
06. I Could Have Lied - 4:04
07. Mellowship Slinky in B Major - 4:00
08. The Righteous and the Wicked - 4:08
09. Give It Away - 4:43
10. Blood Sugar Sex Magik - 4:32
11. Under the Bridge - 4:24
12. Naked in the Rain - 4:26
13. Apache Rose Peacock - 4:43
14. The Greeting Song - 3:14
15. My Lovely Man - 4:39
16. Sir Psycho Sexy - 8:17
17. They're Red Hot - 1:11

Créditos
Todas as músicas escritas e compostas por Anthony Kiedis, Flea, John Frusciante e Chad Smith, exceto faixa 17 por Robert Johnson.

Músicos
Flea – Contrabaixo, Backing Vocals, Trompete, Percussão, Teclado
John Frusciante – Guitarra, Backing Vocals, Percussão
Anthony Kiedis – Voz, Percussão e Guitarra Base
Chad Smith – Bateria

Músicos adicionais
Brendan O'Brien  – Mellotron em "Breaking the Girl" e "Sir Psycho Sexy"
Gail Frusciante e seus amigos – Coro em "Under the Bridge"
Pete Weiss – Berimbau de Boca em "Give It Away"

Vídeo



Abraços e até a próxima coluna!

domingo, 6 de maio de 2018

Transcrição - Jaco Pastorius - Come On, Come Over


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Come On, Come Over" do baixista Jaco Pastorius disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Harmonia - Aula 05 - Aplicação de Quintas e Oitavas - Parte 1


Olá Pessoal!
Nesta quinta coluna estudaremos uma aplicação bem interessante de intervalos. A principio não vamos nos aprofundar em nada muito teórico, a ideia é utilizar dois intervalos bem comuns (quintas e oitavas) para criarmos algumas frases em uma levada.
Tendo a nota como fundamental teremos a nota Sol como a sua quinta e a sua oitava será a própria nota . No exemplo 1 temos o desenho dos dois intervalos, este desenho pode ser repetido a partir de qualquer nota, e a 5ª e a 8ª podem ser utilizadas sobre os acordes maiores e menores sem restrições (exemplo 2). No terceiro exemplo temos a base em que iremos aplicar estes intervalos, a sequência é A, F#m, D e E.

Agora começaremos a aplicar a 5ª e a 8ª sobre a base.
Na combinação 1 temos o intervalo de 5ª e na combinação 2 o intervalo de 8ª executado sobre a caixa da bateria nos tempos dois e quatro.

Combinação 1

Combinação 2


Na combinação 3 temos uma variação rítmica para o intervalo de 5ª e na combinação 4 a mesma variação com o intervalo de 8ª, esta variação é muito utilizada na Dance Music.

Combinação 3

Combinação 4


Estas são as primeiras ideias para a construção de frases. É importantíssimo aplicar nossos estudos sobre um repertório. Tente trabalhar com um repertório que você goste de tocar.
Tente utilizar estas variações trabalhando os dois primeiros tempos com uma combinação e os dois últimos com outra combinação, tente também tocar a combinação só nos tempos 3 e 4.


Vídeo



Abraços e até a próxima coluna com mais aplicações de 5ª e 8ª.