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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sugestão do Mês - Milton Nascimento - Angelus

Olá, pessoal!

Na Sugestão de Álbum deste mês, apresentamos uma das obras mais marcantes da música brasileira: Angelus, o 25º álbum de estúdio de Milton Nascimento, lançado em 1994.


O disco reúne um elenco extraordinário de músicos brasileiros e internacionais, consolidando-se como um dos trabalhos mais sofisticados da carreira de Milton. Entre os convidados estão nomes como Pat Metheny, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter, Jack DeJohnette, Jon Anderson, Peter Gabriel e James Taylor, artistas que contribuem para a riqueza sonora e a diversidade estética do álbum.

Entre os destaques está "Estrelada", com a participação de Jon Anderson, vocalista da banda Yes, cuja interpretação dialoga de forma sensível com a escrita melódica característica de Milton Nascimento.

Outro momento importante do álbum é a releitura de "Vera Cruz", que traz um belíssimo solo de Pat Metheny, sustentado pela marcante linha de baixo de Ron Carter e pela refinada condução rítmica de Jack DeJohnette.

Também merece destaque a nova versão de "Clube da Esquina nº 2", um dos clássicos do repertório de Milton Nascimento, reinterpretado com novos arranjos e uma atmosfera sonora que dialoga com a proposta estética do álbum.

Vídeo



Faixas 
01 - Seis Horas da Tarde (Milton Nascimento)
02 - Estrelada (Milton Nascimento - Márcio Borges) Participação: Jon Anderson
03 - De Um Modo Geral... (Milton Nascimento - Wilson Lopes)
04 - Angelus (Milton Nascimento)
05 - Coisas de Minas (Milton Nascimento - Wilson Lopes)
06 - Hello Goodbye (John Lennon - Paul McCartney)
07 - Sofro Calado (Milton Nascimento - Régis Faria) Participação: Robertinho Silva
08 - Clube Da Esquina, Nº2 (Milton Nascimento - Márcio Borges - Lô Borges)
09 - Meu Veneno (Milton Nascimento - Ferreira Gullar) Participação: Naná Vasconcelos
10 - Only A Dream In Rio (James Taylor - Versão: Fernando Brant) Participação: James Taylor
11 - Qualquer Coisa a Haver Com o Paraíso (Milton Nascimento - Flávio Venturini) Participação: Peter Gabriel
12 - Vera Cruz (Milton Nascimento - Márcio Borges)
13 - Novena (Milton Nascimento - Márcio Borges)
14 - Amor Amigo (Milton Nascimento - Fernando Brant) Participação: Pat Metheny e Herbie Hancock
15 - Sofro Calado (Milton Nascimento - Régis Faria)

Créditos
Milton Nascimento – vocais, sanfona, violão e piano.
Wayne Shorter - sax
Gil Goldstein – orquestra e regência
Jon Anderson – vocais
Túlio Mourão – teclado, piano
Hugo Fattoruso – acordeon, piano
João Baptista – baixo fretless, baixo
Wilson Lopes - guitarra e viola caipira
Robertinho Silva – percusão, bateria e concepção rítmica
Ronaldo Silva – percusão, bateria, efeitos, tamborim
Vanderlei Silva – percusão, efeitos, tamborim
Leonardo Bretas – vocais
Naná Vasconcelos – percusão e concepção rítmica
James Taylor – vocais, violão
Jeff Bova – teclados
Tony Cedras – acordeon
Anthony Jackson – guitarra "contrabass"
Chris Parker – bumbo
Peter Gabriel – vocais
Flávio Venturini – violão
Herbie Hancock – piano
Pat Metheny – guitarra, violão
Ron Carter – baixo
Jack Dejohnette – bateria

Angelus é um álbum que evidencia a capacidade de Milton Nascimento de integrar diferentes tradições musicais, reunindo grandes nomes da música internacional em um trabalho de profunda sensibilidade artística. Trata-se de uma obra indispensável para músicos, pesquisadores e apreciadores da música brasileira.

A seção Sugestão de Álbum apresenta obras que marcaram a história da música e que podem servir de inspiração para músicos, pesquisadores, professores e apreciadores. A cada edição, uma nova indicação para ampliar o repertório de escuta e incentivar novas experiências musicais.

Para conhecer outros trabalhos e artigos publicados ao longo dos anos, acesse:

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Bons estudos e até a próxima publicação!

Fernando Tavares

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 9


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Steve Harris do Iron Maiden e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Pequena bio do Steve Harris

Steve Harris é baixista, compositor e fundador do Iron Maiden, uma das bandas mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1956, em Londres, Harris desenvolveu um estilo inconfundível, marcado por linhas de baixo melódicas, uso intenso de palhetadas alternadas com os dedos e forte presença rítmica. Além de assinar grande parte das composições do grupo, ele também atua na direção musical e visual da banda. Seu trabalho ajudou a definir a sonoridade do metal britânico dos anos 1980 e influenciou gerações de baixistas ao redor do mundo.

Steve Harris e suas principais características técnicas e rítmicas serão abordados. Alguns elementos que ele utiliza, principalmente a cavalgada, serão explorados em outra oportunidade. Optei por enfatizar a tercina, uma vez que a cavalgada já foi comentada em outras ocasiões, enquanto essa figura rítmica foi pouco explicada até agora.


Exercício 1

No primeiro exemplo, são apresentadas quiálteras de tercina. A quiáltera consiste em uma subdivisão rítmica irregular, devendo ser sempre indicada graficamente a alteração realizada.

Primeiro compasso: as semínimas, que normalmente ocupariam um tempo cada em um compasso de 2/4, são reorganizadas em três unidades no lugar de duas. Essa modificação é indicada pelo número “3” sobre o grupo.

Segundo compasso: a mesma lógica é aplicada às colcheias, configuração que corresponde ao uso mais comum das tercinas.

Terceiro compasso: o princípio é estendido às semicolcheias. No primeiro tempo, temos três tercinas de semicolcheia no lugar de duas; no segundo tempo, é possível substituir quatro semicolcheias por seis sextinas. Há, entretanto, uma diferença sutil entre essas duas formas de subdivisão.



Exercício 2 

No segundo exercício, execute as tercinas ao longo dos quatro tempos e, posteriormente, realize a mudança para a nota localizada na corda inferior. Inicie a prática em andamento lento e aumente gradualmente a velocidade, de forma controlada.


 

Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos as escalas de G maior e de E menor, ambas amplamente utilizadas por Steve Harris na construção de suas linhas melódicas. Caso você ainda não tenha familiaridade com o estudo de escalas, recomenda-se buscar a orientação de um professor, uma vez que esses conteúdos constituem elementos essenciais para o desenvolvimento musical. As escalas de G maior e de E menor possuem as mesmas notas: G, A, B, C, D, E e F#.



Exercício 4

No exercício 4, é apresentado um trecho de “Rime of the Ancient Mariner”, no qual o baixista executa a escala maior relativa a cada um dos acordes da progressão harmônica.


Concluindo, o estudo das linhas de Steve Harris evidencia como recursos rítmicos, como a tercina e a cavalgada, aliados ao uso consciente de escalas, podem gerar frases marcantes e altamente expressivas no contrabaixo elétrico. A análise desses elementos não apenas amplia o vocabulário técnico do instrumentista, como também desenvolve a percepção rítmica e melódica aplicada ao rock e ao heavy metal. A prática dos exercícios propostos oferece uma base sólida para compreender a estética musical de Harris e, ao mesmo tempo, contribui para a formação de uma linguagem própria por parte do estudante.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Jaco Pastorius - Come On, Come Over


Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Come On, Come Over" do baixista Jaco Pastorius, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Abraços e até a próxima matéria!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Harmonia - Aula 10 - Escalas Menores - Parte 3


Olá, pessoal!

Nesta aula, damos continuidade aos estudos das escalas menores. Chegamos à décima aula de harmonia e, até aqui, já abordamos diversos temas, entre eles: intervalos, escala maior, aplicação de 5ª e 8ª, escala menor e menor harmônica. Agora, estudaremos a escala menor melódica, encerrando o primeiro ciclo de escalas fundamentais para os nossos estudos de harmonia no contrabaixo.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Escala Menor Melódica

A escala menor melódica distingue-se da escala menor natural pelo uso da sexta maior e da sétima maior. Essa escala apresenta uma forma descendente diferente da ascendente: ao subir, os intervalos são T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7M, enquanto, ao descer, correspondem aos da escala menor natural. Conhecer essa forma é importante para a condução de vozes, aspecto muito comum no trabalho de músicos arranjadores e compositores.

No jazz e no fusion, porém, a escala menor melódica costuma ser utilizada mantendo os mesmos intervalos tanto na forma ascendente quanto na descendente. Nesses contextos, ela também recebe o nome de escala menor bachiana.

Em nossa coluna, tratarei apenas da forma ascendente, na qual os tons e semitons estão organizados da seguinte maneira:



Agora temos a digitação da escala menor melódica.

Estudem a parte teórica e prática desta escala partindo de outras fundamentais.


Vídeo:



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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Baixistas do Rock - Parte 1

Olá, pessoal!

Iniciamos neste mês uma nova coluna dedicada ao estudo do Rock n' Roll, um dos gêneros mais populares no Brasil, mesmo com suas raízes fincadas nos EUA e na Inglaterra. Esta coluna será dividida em duas aulas para cada baixista, explorando inicialmente os elementos rítmicos e harmônicos de seu estilo, e em uma segunda aula, focando em articulação, execução e exemplos práticos de suas linhas de baixo. Ao final, também darei sugestões de músicas para complementar os estudos. Lembre-se: o estudo das músicas de seus baixistas preferidos é fundamental para entender os caminhos que o Rock n' Roll oferece. O gênero tem sido transmitido de geração em geração, com baixistas sempre se baseando nos ídolos que os precederam.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Paul McCartney

Para começar, vamos estudar Paul McCartney, um dos baixistas mais influentes da história do Rock.

Paul McCartney, que nasceu em 18 de junho de 1942, em Liverpool, na Inglaterra, é um dos artistas mais influentes e bem-sucedidos da história do rock e da música pop. "Hey Jude", "Let It Be", "Yesterday" e "Yesterday" são algumas das músicas mais emblemáticas dos Beatles, compostas por McCartney. Com John Lennon, estabeleceu uma das colaborações de composição mais frutíferas e bem-sucedidas na história da música.

Depois da separação dos Beatles em 1970, McCartney iniciou uma carreira independente, obtendo grande sucesso com seu projeto Wings na década de 70, além de uma extensa trajetória como artista independente. Durante sua trajetória profissional, Paul McCartney se destacou como um ativista das questões ambientais e dos direitos dos animais, mantendo uma carreira musical movimentada por lançamentos de álbuns, apresentações ao vivo e parcerias com outros músicos.

McCartney é conhecido não só pela sua carreira musical, mas também pela sua competência como multi-instrumentista, executando não só o baixo, mas também guitarra, piano, bateria e outros instrumentos. Durante sua trajetória profissional, ele foi agraciado com diversos prêmios e honrarias, como a Ordem do Império Britânico (MBE) e diversos Grammy Awards. O seu patrimônio musical, seja com os Beatles ou em sua carreira solo, persiste como uma influência crucial para várias gerações de músicos globalmente.

McCartney reflete bem o que aconteceu na década anterior ao surgimento dos Beatles, quando ele tocava covers de seus artistas favoritos, como Chuck Berry, Elvis Presley e, especialmente, Buddy Holly. Vamos também explorar elementos do Rock dessa fase e entender o impacto duradouro do legado de Paul para os baixistas posteriores.


Exemplo 1: Levando o Rock com Tríades Maiores

Neste exemplo, temos uma levada utilizando semínimas e as tríades maiores (Fundamental, Terça Maior e Quinta Justa) dos acordes C, F e G, que correspondem aos acordes I, IV e V da tonalidade de Dó maior — os acordes mais importantes no Campo Harmônico.

Estude essas tríades e toque-as nas seguintes sequências:

C, C, C, C, F, F, C, C, G, F, C, G
C, C, C, C, F, F, C, C, G, G, C, C

Em notação analítica (com os acordes I, IV e V):
I, I, I, I, IV, IV, I, I, V, IV, I, V
I, I, I, I, IV, IV, I, I, V, V, I, I

Esta sequência de acordes foi amplamente utilizada no início do Rock n' Roll, tornando-se a base para muitos sucessos posteriores.

Transporte a sequência para outros tons. Exemplo em Lá:
I = A, IV = D e V = E, então a sequência fica:
A, A, A, A, D, D, A, A, E, D, A, E

Sugestões de repertório:

  • Tutti Frutti (em Fá)
  • Blue Suede Shoes (em Lá)
  • Johnny B. Goode (em Bb)
  • Rock Around the Clock (em Lá)


Exemplo 2: Introdução à Tríade Menor

Neste exemplo, introduzimos a tríade menor em nossos estudos. A combinação de acordes menores no contexto do Rock cria uma sonoridade única, especialmente nos momentos mais melódicos e intimistas das músicas.


Exemplo 3: Base com a Pentatônica Maior

Aqui, criamos uma base utilizando a Pentatônica maior. Aplique-a na sequência de acordes apresentada anteriormente (Exemplo em Lá). Esta abordagem é fundamental no Rock, já que a pentatônica é uma das escalas mais utilizadas nas linhas de baixo, conferindo à música uma sonoridade mais simples e direta, característica do estilo.


Exemplo 4: Variação Rítmica

Neste exemplo, trabalhamos uma variação rítmica utilizando semínima pontuada e colcheias nos dois primeiros tempos. Esta variação é frequentemente empregada por Paul McCartney e outros baixistas para tocar músicas mais lentas, conferindo um groove mais swingado e descontraído. O exemplo é retirado da música "Do You Want to Know a Secret".


Sugestões de Músicas de Paul McCartney para Complementar os Estudos

  • Eight Days a Week
  • All My Loving
  • I Saw Her Standing There
  • Help

Sugestões de Álbuns e Artistas para Esta Coluna

  • Elvis PresleyElvis Presley (1956) pela BMG Music
  • The BeatlesPlease, Please Me, With the Beatles e Beatles for Sale pela EMI Records

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Transcrição do Mês - Yes - Heart of the Sunrise


Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição com texto da música "Heart of the Sunrise" da banda Yes, com Chris Squire no contrabaixo.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Meus Trabalhos e Artigos Publicados

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Sobre o Álbum "Fragile"
Heart of the Sunrise está no álbum Fragile, lançado em 1971. Este disco é um marco na carreira do Yes, sendo o primeiro a apresentar a formação clássica da banda, com Jon Anderson, Chris Squire, Steve Howe, Rick Wakeman e Bill Bruford. O álbum é conhecido pela fusão de estilos musicais complexos, incluindo rock progressivo, música clássica e elementos de jazz, criando uma sonoridade única e inovadora para a época. "Heart of the Sunrise" é uma das faixas mais emblemáticas, exemplificando a habilidade da banda em construir peças longas e intricadas, com mudanças de tonalidade, dinâmicas e texturas sonoras.

Link da Transcrição: Heart of the Sunrise


A música é dividida em várias partes, sendo uma das mais elaboradas da carreira da banda. Os trechos são repetidos poucas vezes e, no final da música, quando alguma ideia é retomada, ela volta em uma nova tonalidade. Ao longo do texto, iremos descrever essas partes.

Esta peça é interessante pela atenção aos detalhes nas várias camadas musicais, variações de andamento, fórmulas de compassos e contrastes entre partes mais calmas e mais rápidas.

A Introdução
A introdução da música é feita utilizando a escala de G# menor. Preste atenção aos cromatismos utilizados pela banda, que proporcionam um efeito muito interessante ao trecho. Além disso, observe como a variação de execução da frase em oitavas diferentes cria uma sensação única para a música. Esta introdução ocorre várias vezes ao longo da canção, portanto, compreendê-la é crucial, pois ela liga diversas partes do tema.

A fórmula de compasso deste trecho é 3/4.

A Segunda Parte da Introdução
No compasso 17, temos uma pequena ponte para a segunda parte da introdução, construída com a Pentatônica de G# menor. A maestria de Squire ao trabalhar com a pentatônica e suas variações é notável. Ele alterna o sentido das frases e manipula constantemente a parte rítmica, utilizando principalmente colcheias, mas também explorando tercinas e semicolcheias em algumas passagens. Este trecho vai do compasso 21 até o compasso 74.

Retorno à Introdução e Desenvolvimento
No compasso 75, temos o retorno da introdução, mantendo a tonalidade e os mesmos aspectos musicais. Esta parte se estende até o compasso 132.

A Linha de Baixo na Parte Posterior
A partir do compasso 155, inicia-se uma linha de baixo memorável, que interage com a base vocal. A linha é extremamente criativa e evidencia o uso de notas das tríades, além das pentatônicas dos respectivos acordes. Os ornamentos criam um toque especial, com a linha se movendo da parte aguda do instrumento para a parte grave no refrão, mantendo uma construção semelhante.

Interlúdio e Novas Bases de Voz
No compasso 169, encontramos um interlúdio onde os acentos em partes fracas do tempo são explorados para criar um efeito interessante. As fundamentais de cada acorde são trabalhadas na parte melódica. No compasso 176, surge uma nova base vocal, utilizando ideias similares à base anterior, mas com uma linha completamente diferente, destacando a criatividade do baixista.

Refrão e Dupla Linha de Baixo
Entre os compassos 182 e 187, voltamos à primeira base vocal. A partir do compasso 188, começa o refrão, que é executado de maneira distinta da primeira vez. Neste refrão, temos duas linhas de baixo: uma tocando as fundamentais de cada acorde, enquanto a outra executa os acordes de forma dedilhada, como se fosse um violão.

Solo de Guitarra e Dinâmicas de Baixo
No compasso 253, inicia-se o solo de guitarra, e um dos aspectos mais marcantes desse trecho é a dinâmica utilizada pela banda. Na primeira execução, tudo é tocado de maneira suave (piano), mas na repetição, a mesma ideia é executada com mais intensidade. As dinâmicas são essenciais para a linha de baixo, que começa apenas com as fundamentais dos acordes e, mais tarde, se desenvolve com frases criativas em contraponto à melodia vocal.

Conclusão e Considerações Finais
A partir do compasso 301, a música se encaminha para seu final. Os trechos são reapresentados, mas agora em tonalidades diferentes. Esta música exige muita dedicação do estudante, pois todos os trechos são executados com virtuosismo e grande criatividade por Chris Squire. Ele foi, sem dúvida, um dos músicos mais criativos de sua época, com uma habilidade técnica e um conhecimento harmônico impressionantes.

Conclusão Musical
"Heart of the Sunrise" é uma obra-prima do rock progressivo, e estudar esta música permite ao músico aprimorar sua técnica, criatividade e compreensão rítmica. Todos os músicos deveriam incorporá-la ao seu repertório, analisando suas passagens e tentando compreender o que foi utilizado em cada elemento sonoro criado pelo baixista.

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Heart of the Sunrise - Yes

Heart of the Sunrise - Yes

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Transcrição do Mês - Tower Of Power - You Got To Funkifize


Olá pessoal!

Nesta semana, apresento uma transcrição com texto explicativo no site. Para esta coluna escolhemos a música You Got To Funkifize da banda Tower of Power.

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You Got to Funkifized


Esta canção, escrita por Emilio Castillo e Stephen Kupka, foi lançada no álbum "Bump City" de 1972 e conta com o genial Francis "Rocco" Prestia no contrabaixo.

Tower of Power é uma banda americana de R&B baseada em Oakland, Califórnia. Eles são conhecidos por sua seção de metais poderosa e groove inigualável. "You Got to Funkifize" é uma faixa do álbum "Bump City", lançado em 1972. A linha de baixo desta música, tocada pelo lendário Rocco Prestia, é um exemplo clássico do estilo de funk que a banda popularizou.

A música está na tonalidade de Ré maior com sétima e tem como característica uma sequencia de Blues. O groove principal dela é apresentado logo no primeiro compasso. Este groove é uma pequena variação do que ocorre durante a maior parte do tempo, sendo apresentado no compasso 3 e repetido 7 vezes até retornar no compasso 16. O groove foi criado utilizando a fundamental, a oitava, a sétima e o cromatismo para voltar à fundamental sobre o acorde de Dm7. Esta ideia é repetida também na base da voz até o compasso 7, no qual ele faz uma aproximação cromática para a nota Sol, que é a fundamental do próximo acorde (G7). O groove criado para este acorde é o mesmo que o baixista pensou para o Dm, obviamente transposto para as notas deste novo acorde.

No compasso 10, o baixista volta ao primeiro groove, e no compasso 12 temos uma frase muito bacana feita sobre o acorde de E7. Perceba que o baixista utiliza a #9 e a #5 dos acordes, mas decidi escrever a nota enarmônica para não causar confusão, pois é mais fácil ler G do que Fx (Fá dobrado sustenido) e C do que a nota B#, que seriam as notas adequadas aos intervalos descritos. Depois, o baixista utiliza os intervalos de 3 e 4 para fechar este compasso. No compasso 13, temos uma aproximação cromática para a fundamental, no 14 repetimos a ideia do 12 e, por fim, o trecho termina com a tétrade de D7.

A partir do compasso 25, se inicia o trecho mais complexo da música, que é a ponte e as bases dos solos. A ponte é feita utilizando dois acordes (C7 e F7), sendo que a frase utiliza a fundamental, a quinta e aproximações cromáticas, com o destaque do trecho sendo a parte rítmica, na qual o baixista utiliza variações da semicolcheia combinadas com colcheia e pausas. No compasso 30, o groove é repetido um tom à frente (acordes de D7 e G7). No compasso 43, se inicia o solo da música, que é construído utilizando basicamente a fundamental dos acordes, aproximações cromáticas e a quinta e sétima.

A partir do compasso 55, temos o trecho mais complexo da música. Nele são utilizadas aproximações cromáticas para a fundamental, a quinta e a oitava. O problema está na parte técnica, que exige uma precisão e uma velocidade grande na combinação de ambas as mãos no fraseado.

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Considerações Finais

"You Got to Funkifize" é uma daquelas músicas que deveriam ser obrigatórias no repertório de qualquer baixista, pois ela trabalha muitos elementos necessários para o desenvolvimento de um grande músico, como a parte rítmica, a técnica de mão direita precisa, a velocidade na mão esquerda e muito swing.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Álbuns Clássicos - Deep Purple - Burn


Olá Pessoal!

Nesta semana, apresentamos uma coluna sobre o álbum Burn da banda Deep Purple.

Essas matérias fazem parte de um acervo produzido pelo autor e estão relacionadas às suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


O álbum 'Burn' é o oitavo álbum de estúdio da banda Deep Purple, gravado em Montreux, Suíça, em novembro de 1973 e lançado em fevereiro de 1974.

Este álbum marca a estreia de David Coverdale e do baixista Glenn Hughes na banda, trazendo consigo uma nova abordagem e influências distintas para o estilo de Hard Rock que a banda vinha desenvolvendo.

"Burn" oferece uma fusão distinta de hard rock e influências de blues e soul, resultando em um som mais dinâmico e variado em comparação com os lançamentos anteriores do Deep Purple. Canções como "Burn", "Mistreated" e "You Fool No One" se destacam por suas performances enérgicas, combinando diferentes estilos musicais e evidenciando a habilidade técnica e a versatilidade dos integrantes da banda.

A faixa-título "Burn" tornou-se um dos clássicos do Deep Purple e é lembrada como uma das músicas mais emblemáticas da época em que Coverdale e Hughes integravam a banda.

Este álbum marcou uma transformação notável na jornada do Deep Purple, representando uma mudança e um avanço sonoro significativo. É considerado um componente essencial do legado da banda no cenário do rock, apreciado tanto por fãs quanto por críticos musicais.

Faixas

1. Burn - 6:00
2. Might Just Take Your Life - 4:36
3. Lay Down, Stay Down - 4:15
4. Sail Away - 5:48
5.You Fool No One - 4:47
6.What's Goin' On Here - 4:55
7. Mistreated - 7:25
8.'A' 200 - 3:51

Formação

Ritchie Blackmore - guitarra
David Coverdale - vocais
Glenn Hughes - baixo e vocal
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria



No spotify


Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Transcrição do Mês - Rush - Limelight


Olá pessoal!

Nesta semana, apresento uma transcrição com texto explicativo no site. Para esta coluna escolhemos a música "Limelight" da banda Rush.

Esta transcrição faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Acredito não ser necessário descrever a importância da banda e principalmente do seu monstruoso baixista Geddy Lee para o Rock N' Roll, muito menos descrever todas as suas habilidades técnicas e conhecimento musical. Portanto, vamos direto ao assunto, que é a análise dos trechos da música.

Limelight

A música é composta alternando as tonalidades de B maior e a sua relativa G# menor e tem algumas partes que se repetem diversas vezes ao longo da canção, como a introdução, a base de voz e o refrão. Porém, essas partes sempre retornam com variações no fraseado, e é isso que faz toda a diferença nesta linha de baixo.

Introdução
Na introdução, temos um compasso de 7/4 no qual o baixista cria as frases utilizando a fundamental, a quinta e a oitava dos respectivos acordes. No final do trecho, ele trabalha com a escala de B maior para construir as frases. Esse trecho serve como uma pequena ponte ao final de cada seção da canção.

Base de Voz
No compasso 9, temos a base de voz da música, onde é utilizada a fundamental de cada acorde com variações nas quintas novamente. No compasso 10, temos uma frase utilizando a fundamental e a sexta do acorde de E. Perceba que o baixista sempre varia essa frase, criando novas possibilidades de combinações rítmicas. Essa é a grande "sacada" dessa base. Note também a variação na fórmula de compasso neste trecho. A voz ocorre entre os compassos 9 e 15 (lembrando que os dois últimos compassos utilizam a introdução como base para a construção), 16 e 21, 42 e 48, e por fim, 49 e 55.

Refrão
A partir do compasso 22, temos o refrão da música, que é feito utilizando o compasso de 3/4. Novamente, o baixista trabalha com a fundamental, quinta e oitava de cada acorde. No final do trecho, a fórmula de compasso utilizada é o 4/4, e o baixista trabalha mais com a parte rítmica, criando uma linha muito legal junto com a bateria. O refrão vai do compasso 22 ao 39, onde temos a introdução voltando nos compassos 40 e 41. O refrão é repetido entre os compassos 55 e 71.

Solo
No compasso 72, começa o solo da música, que também utiliza o compasso 3/4. Perceba que o baixista trabalha novamente com a escala do tom, agora com muitas variações sobre a escala da tonalidade, que é G#m. Este trecho é muito interessante para estudar como o baixista Geddy Lee pensa suas frases.

Retorno ao Refrão e Final
No compasso 102, retornamos para o refrão, utilizando os mesmos elementos anteriores. A partir do compasso 109, temos o final da música, onde o baixista repete a ideia da segunda parte do refrão diversas vezes, sempre variando as frases com a escala da tonalidade, agora utilizando mais notas e explorando ao máximo a sua criatividade.

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Considerações Finais

"Limelight" é uma das músicas mais conhecidas da banda Rush e nela o baixista utiliza muitos elementos que aparecem em diversas linhas, não só da banda, como de outras bandas influenciadas pelo Rush. As ferramentas utilizadas por Geddy Lee são as quintas e oitavas, a escala da tonalidade, muitas variações rítmicas, mudanças nas fórmulas de compasso e, o principal, muita criatividade. Perceba como os elementos não fazem a diferença para um baixista tão criativo quanto Geddy Lee, que passeia por eles com um domínio absoluto do fraseado e da técnica. Estudem todos os trechos com calma e tirem essa maravilhosa e clássica linha de baixo.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Exercícios - Parte 2 - Exercícios elementares para mão esquerda


Olá pessoal!

Nesta semana, trago a segunda coluna de exercícios de técnica, na qual abordarei diversos pensamentos sobre o desenvolvimento de uma técnica mais precisa para as mãos direita e esquerda.

Na primeira coluna, abordamos os exercícios elementares para a mão direita, e hoje, avançamos para os exercícios elementares destinados à mão esquerda.

Este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

PARTE 2 – EXERCÍCIOS ELEMENTARES PARA MÃO ESQUERDA 

Aqui estão os famosos exercícios cromáticos. Esses exercícios são de extrema importância para a desenvoltura no instrumento, pois auxiliam na criação de independência de movimento na mão esquerda e contribuem para a melhoria da sonoridade. Pratique esses exercícios com calma, respeitando a digitação proposta.

Para melhor aproveitamento, execute os exercícios tanto do grave para o agudo quanto do agudo para o grave, utilizando a mesma combinação. Por exemplo, suba 1-2-3-4 e desça 1-2-3-4. Essa abordagem garantirá que você desenvolva os movimentos para ambas as direções.

Tente posicionar um dedo em cada casa. Se não for possível, não se preocupe; você pode arrastar um pouco a mão. O fundamental é sempre digitar com os dedos próximos ao traste que marca a casa. O número da casa corresponde ao dedo: 1 para o dedo indicador na primeira casa, 2 para o dedo médio na segunda casa, 3 para o dedo anelar na terceira casa e 4 para o dedo mínimo na quarta casa.

Se desejar variar a região, mantenha a mesma combinação, alterando os dedos a partir da casa 5. Por exemplo, indicador na quinta casa, médio na sexta, anelar na sétima e mínimo na oitava. Em seguida, prossiga para a casa 9 e, posteriormente, para a 13.

Exercício 4:

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Pratique esses exercícios regularmente, explorando diferentes regiões do braço do instrumento para aprimorar ainda mais a destreza e a sonoridade na mão esquerda.

Lembrando que este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Exercícios - Parte 1 - Exercícios elementares para mão direita


Olá pessoal!

Nesta semana, trago a primeira coluna de exercícios de técnica, na qual abordarei diversos pensamentos sobre o desenvolvimento de uma técnica mais precisa para as mãos direita e esquerda.

Este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Começamos com uma pequena história que busco em minha memória. Quando iniciei os estudos no contrabaixo, por volta do ano de 1994, existiam inúmeras vídeoaulas e muitos métodos que falavam sobre técnicas. Mesmo assim, procurei um professor na minha cidade, e lembro da primeira aula de contrabaixo que fiz. Sabe o que o meu professor me passou?

- Sim, um exercício para as mãos, mas não foram as famosas digitações 1234 que todos nós conhecemos. Foi um exercício que coloquei nesta edição (exercício 12). Ainda lembro das indicações que me foram passadas:

- Preste atenção e tente não levantar os dedos. Você levanta muito os dedos e perde velocidade. Assim, você não vai conseguir tocar como o Billy Sheehan ou o John Myung. Sim, naquela época, esses dois baixistas eram os grandes ícones do rock 'n' roll para um garoto de 17 anos aficionado por contrabaixo.
E ainda existe aquela velha discussão de técnica x feeling. As pessoas têm que entender que um não anula o outro. Você precisa ter uma boa técnica para executar aquilo que a música pede. Se você for como o Jeff Berlin ou o John Patitucci, que pensam em fraseados suando a colcheia em 240 bpm, realmente vai precisar de uma ótima técnica para executar o que a sua música está pedindo.

Vamos ver o que Robert Fripp, guitarrista do King Crimson, diz sobre o estudo de técnica em seu livro Guitar Circle, lançado em 2023. *Para adquirir o livro, você pode clicar nesse link: Livro - Guitar Circle - Robert Fripp

Obviamente, adaptamos para o estudo do Contrabaixo:

  • Para ser verdadeiramente um contrabaixista, é preciso praticar pelo menos uma hora por dia.
  • Procure um horário semelhante todos os dias;
  • Defina um horário - se for maior ou menor que 60 minutos, cumpra-o;
  • Reconheça o Início e o Término da Prática do Contrabaixo;
  • Comece com um objetivo, saiba o que vai praticar e por quê;
  • Preste atenção na postura;
  • O Contrabaixo vem para o corpo;
  • Altere as cordas sempre que necessário;
  • Equilibre a prática da técnica do contrabaixo com outros tópicos como: exercícios primários, estudo de escalas, repertório e diversão. (FRIPP, 2023)

Colocada a importância de se ter a técnica em dia, vamos aos nossos estudos. Eu preparei um guia desde o início, pois ao dar o meu exemplo lá em cima eu já deixei em aberto um problema que encontro em muitos estudantes. Eles estão digitando os mesmos tipos de frases sem criar as variações de movimentos que a combinação de notas pode proporcionar. Então, se você quer realmente colocar a mão no lugar, comece fazendo todos os exercícios propostos em 60 bpm, passe por todos. Eles estão em ordem de dificuldade e organizados de maneira adequada para te proporcionar uma evolução nos movimentos. Aumente os bpms de 4 em 4, e o limite do andamento é o que você conseguir. Tente sempre variar as rítmicas. Quem acompanha as colunas para contrabaixo de 6 cordas que produzo percebe o quanto digo para treinar sempre em semínimas (1 nota por tempo nos compassos de 2/4, ¾ e 4/4), colcheias (½ tempo), tercina de colcheia (1/3 do tempo) e semicolcheia (¼). Assim, conseguirão dominar tanto a unidade de tempo quanto as subdivisões mais comuns. Separe no mínimo meia hora dos seus estudos para aprimorar a sua técnica sempre que possível e tente estudar no mínimo 3 vezes por semana. Anote em uma tabela o número do exercício estudado, a subdivisão e o andamento. Vocês perceberão a evolução em menos de um mês (o Fripp sugere uma hora por dia, mas podemos separar para estudar outras coisas como frases, escalas, arpejos, etc.). Vamos lá.


PARTE 1 – EXERCÍCIOS ELEMENTARES PARA MÃO DIREITA

Os exercícios 1, 2 e 3 foram elaborados para a mão direita, alternando os dedos "i" (indicador) e "m" (médio), como indicado entre a partitura e a tablatura. Posicione os dedos onde se sentir mais confortável; alguns preferem tocar próximo à ponte (como Jaco Pastorius e Steve Harris), outros próximo ao braço (como Geezer Butler e Cláudio Bertrami), enquanto alguns escolhem uma posição intermediária (como John Myung e John Patitucci). A posição intermediária oferece uma sonoridade mais híbrida, combinando agudo da ponte e grave do braço.

Utilize sempre o toque com apoio. Na primeira, o dedo ataca a corda, e na segunda, ele descansa na corda superior. Esse toque é crucial para manter uma pegada segura e firme. Se você gosta de explorar diferentes sonoridades, pode incluir o estudo da palheta nestes exercícios para a mão direita, alterando a combinação "i" e "m" para palhetadas para baixo e para cima.


Exercício 1:

Neste exercício, toque quatro notas em cada corda.


Exercício 2:

No exercício 2, toque três notas em cada corda. Observe que cada corda começa com um dedo diferente da mão direita, mantendo a alternância nos dedos.


Exercício 3:

No exercício 3, toque duas notas por tempo.


Pratique esses exercícios com regularidade, começando em um andamento confortável e aumentando gradualmente. Mantenha a atenção na alternância dos dedos e no toque com apoio para desenvolver uma técnica sólida na mão direita.

Lembrando que este material faz parte de um acervo produzido por mim, relacionado às minhas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Transcrição do Mês - Tower of Power - You're Still A Young Man


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "You're Still A Young Man" da banda Tower of Power com o grande baixista Francis "Rocco" Prestia disponível gratuitamente no meu site. 

Link para Transcrição Completa - Clique aqui
https://www.dropbox.com/s/ewxmzpin2jyyvmu/Tower%20Of%20Power%20-%20You%20re%20Still%20a%20Young%20Man.pdf?dl=0

Estas aulas são parte de um acervo produzido pelo autor relacionados as suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Transcrição do Mês - Ozzy Osbourne - No More Tears


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "No more tears" do Ozzy Osbourne com Bob Daisley no baixo disponível gratuitamente no meu site. 

Link para Transcrição Completa - Clique aqui
https://www.dropbox.com/s/dq3u53qn2c7y3ut/Ozzy%20Osbourne%20-%20No%20More%20Tears.pdf?dl=0

Estas aulas são parte de um acervo produzido pelo autor relacionados as suas pesquisas sobre contrabaixo, análise e teoria musical.

Para maiores informações entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 5 de julho de 2022

Transcrição do Mês - Michael Manring - Disturbed


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Disturbed" do genial  baixista Michael Manring disponível gratuitamente no meu site. 

Link para Transcrição Completa - Clique aqui
https://www.dropbox.com/s/gxxz868w2urwt55/Michael%20Manring%20-%20Disturbed.pdf?dl=0

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 7 de junho de 2022

Transcrição do Mês - Marvin Gaye - What's Going On


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "What's Going On" do genial Marvin Gaye com a lenda James Jamerson no baixo disponível gratuitamente no meu site. 

Link para Transcrição Completa - Clique aqui
https://www.dropbox.com/s/ely94m70oh9n6wb/Marvin%20Gaye%20-%20Whats%20Going%20On.pdf?dl=0

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

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Bons estudos e até a próxima coluna!