sábado, 7 de dezembro de 2019

Projeto TMF - Aula 03 - Improvisação


Olá pessoal!

Já viram a série de vídeos do projeto TMF?
Nela falamos sobre diversos temas sobre música e estudos em geral.


Este é o terceiro vídeo da série, no qual falamos sobre improvisação.


Curtam nossas redes e acompanhe o nosso trabalho, sempre estaremos postando novidades.

Informações:
Vídeo sobre improvisação com os músicos Mauricio Fernandes (guitarra) e Fernando Tavares (contrabaixo).
Filmado e editado por Renata Pereira.
O projeto TMF Trio engloba aulas, composições próprias, workshops e muito mais, sempre com muita música.
Fique de olho em nossas redes sociais @oficialtmf

Muita música para todos vocês!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Harmonia aplicada no contrabaixo - Acordes - Parte 01


Olá pessoal!

Nesta semana iniciamos uma série de colunas sobre acordes aqui no site.

Estas colunas saíram originalmente pela antiga revista Bass Player Brasil e fazem parte do material de apoio utilizado em minhas aulas de contrabaixo presencial e a distância.

Para maiores informações sobre as aulas, entre em contato pelo e-mail femtavares@gmail.com

ACORDES (PARTE 1) – Tríades – Acordes com três Vozes


Originalmente o contrabaixo sempre foi utilizado como um instrumento melódico (tocava uma nota de cada vez), mas com o passar do tempo e a evolução natural do instrumento, baixistas como Jeff Berlin, Jimmy Johnson,  Cliff Burton, Michael Manring, entre tantos outros passaram a utilizar algumas ideias com acordes. Temos obviamente que pensar em algumas diferenças que o contrabaixo possui em relação ao violão por exemplo, como a quantidade de cordas, sendo que temos na maioria das vezes duas cordas a menos. Isto pode ser resolvido com um contrabaixo de 6 cordas, mas este assunto fica para as próximas matérias, aonde passarei modelos de acordes para instrumentos de 5 e 6 cordas. Uma outra diferença importante é em relação a quantidade de vozes que colocamos nos acordes, no contrabaixo é um problema sério montar acordes com muitas vozes, pois tende a “embolar” o grave. 
Em colunas posteriores passarei algumas ideias de arranjos solos e vocês perceberão que escolher a quantidade de vozes faz uma diferença enorme. Bom, enquanto não chegamos lá, vamos trabalhar com os acordes utilizando três vozes, pensando por enquanto apenas nas notas das tríades. Todos os nossos exemplos tem como fundamental a nota D, não passarei teorias, pois suponho que vocês já estudaram estes assuntos em revistas anteriores.

Modelo 1

O modelo 1 (figura 1) possui o desenho básico, ficando os acordes com uma sequencia simples, com os intervalos de F, 3 e 5. Temos as tríades de D (F, 3, 5), Dm (F, b3, 5), D+ (F, 3, #5) e Ddim (F, b3, b5)*.
*esta cifra sempre nos pede o uso de uma tétrade, mas vamos omitir a sétima em nossos estudos por enquanto.



Estudem estes modelos, na próxima coluna teremos novos modelos para estudar.

Abraços!

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Transcrição para alunos - Yes - Starship Trooper


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição com explicação da linha de baixo da música "Starship Trooper" da banda Yes com o baixista Chris Squire disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 03



Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da terceira aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Sugestão - Bass Player Brasil #41 - Les Claypool


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.


Na edição #41, eu descrevi as principais ferramentas que o genial Les Claypool utiza em suas composições e linhas de baixo. A matéria veio acompanhada desta vídeo aula.

Vídeo




Link para a edição da revista: http://www.bassplayerbrasil.com.br/?area=edicoes&id=68

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Transcrição do Mês - Tribal Tech - Elvis At The Hop


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Elvis At The Hop" da banda Tribal Tech disponível gratuitamente no meu site.

Tribal Tech - Elvis At The Hop

 Link para Transcrição Completa - Clique na imagem abaixo


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Artigos & Resenhas - Capitão Bourbon / CD Terra em Transe - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "Terra em Transe" do Capitão Bourbon. 

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Capitão Bourbon / CD Terra em Transe - Por Luiz Domingues


Em tempos de tanta dispersão, pulverização de informações e completa desconexão com as raízes, é de admirar-se quando encontramos artistas jovens que buscam fontes nobres do passado para inspirar seus trabalhos na atualidade. A banda "Capitão Bourbon" vai por esse caminho sem parcimônia, mas sobretudo sem medo do julgamento de quem não suporta artistas que não sigam a moda, mas o som que vem do coração. Portanto, os rapazes seguem em frente e mais do que isso, não esperam acontecer, mas fazem acontecer, gravando seus álbuns, produzindo shows e abrindo frentes onde é possível tocar e se não for, esforçam-se para que o show aconteça assim mesmo. Ou seja, um amor a arte que não se vê mais hoje em dia e portanto, esses artistas resgatam até o sentido perdido de uma visão macro da cultura, o que é notável.

Tendo lançado um EP em 2013, a banda lança agora o seu primeiro CD oficial, trazendo sonoridades provenientes da década de sessenta, tais como a psicodelia, passeando pelo Acid Rock, acrescido de um forte apelo baseado no Blues Rock daquela década, igualmente. Chamado “Terra em Transe”, tem esse título inspirado declaradamente no filme homônimo de Glauber Rocha, e certamente buscam o mesmo sentido libertário contido na obra do saudoso e genial cineasta baiano, ao imprimir ideias fortes, tanto expressas pela música, quanto na parte do texto, via letras. Com metragem longa, o álbum apresenta 13 faixas, todas muito interessantes e sob uma roupagem crua, com um Power Trio básico com baixo; guitarra & bateria, mas tendo apoio de teclados em algumas faixas, além de pontuais participações de músicos convidados fazendo a parte de sopros, com Saxofone e Trompete. Todavia, na maior parte do tempo, predomina o Power Trio base em ação, e não fazendo uso de overdubs, mas tocando de forma crua, como se fosse ao vivo, com o baixo segurando sozinho, sem apoio harmônico, quando na hora de solos de guitarra e claro que isso traz uma verdade implícita no trabalho, dispensando maquiagens de estúdio, algo tão usual na música pop da atualidade. Portanto, mais um ato de fé no Rock da parte dessa banda, a ser admirado.


A formação atual do Capitão Bourbon, ao vivo na casa de espetáculos, Mercado Pirata, em Balneário Camboriú / SC, com uma ligeira modificação no time em relação aos que gravaram o disco. Da esquerda para a direita : Eduardo Osmedio (baixo e voz); Fábio Batista (bateria e voz) e Vander Bourbon (guitarra e voz). Click de Vinicius Oliveira

Falando sobre as faixas, o disco abre com a canção homônima ao título do álbum, “Terra em Transe”, que entra com um riff de forte vocação Blues-Rock, lembrando muito o som de grandes feras dessa vertente ao final dos anos sessenta. Poderia citar vários que passaram-me pela cabeça, e sabedor que tais influências são de fato as mesmas dos rapazes, creio que pensamos igual nesse sentido. Gostei do solo; linha de baixo & bateria e a voz de Vander Bourbon tem uma certa similaridade em termos de timbre, com o grande Luiz Carlos Porto. 

Na segunda faixa, chamada "Segunda-Feira", a aposta na psicodelia sessentista é total, com a louca inclusão do trompete pelo músico convidado, Reinaldo Soares, fazendo intervenções nonsense. Outra intervenção muito feliz dá-se com uma linha de piano elétrico nada usual e cuja estranheza é muito criativa, gostei muito. Numa parte adiante, a banda engrena uma passagem em 6/8 com um órgão ao estilo “Farfisa”, agudo, “muito sixties”. Gostei do som seco do baixo, sem sustain, também evocando aquela sonoridade da década de sessenta. Vander canta coisas como :   

“Segunda Feira, o trânsito passa e você indo de bobeira, trocou as dúvidas por suas certezas, e vem a próxima Segunda-Feira”...   

“Quebre as Regras”, apresenta o som do baixo do ótimo, Eduardo Osmedio, bem na frente e com peso, gostei muito. Outra vez o baterista Uly Nogueira intervém tocando teclados muito bem. Ouvindo aquele som de órgão, é impossível não lembrar-se dos Doors, mas também do Iron Butterfly e outras tantas bandas daquela década maravilhosa. Gostei muito dos vocais de apoio com intenções onomatopaicas muito boas.

Bluesman” é isso o que o título sugere, ou seja, um blues rasgado, cuja harmonia lembra a tradição de um clássico como “Key to Highway”, portanto, claro que é deveras agradável. Gostei do peso, com aquela sujeira Rocker no solo ardido, e uma cozinha pontuando com várias sutilezas na divisão rítmica, num arranjo muito feliz. A letra é bastante poética, falando do sonho de um artista em ser um “bluesman” e evocando os signos típicos dessa escola, falando em estações de trem, ambientação rural inspiradora etc. Como é bom ver um artista a resgatar as raízes e o Blues, tão esquecido pelos pseudo Rockers das últimas décadas, é reverenciado como se deve nessa canção, ou seja, como célula primordial de tudo que adveio na história do (bom) Rock.


“O Preço da Loucura” fala dessa outra conexão perdida no Rock, com bastante propriedade. De fato, perdemos a loucura faz tempo no Rock e tal elemento sempre foi primordial como uma espécie de fator surpresa, trazendo o toque inusitado, o diferencial, o insólito... Sendo assim, se enxergarmos a loucura como um tipo de alimento em desuso, seria como descobrir um livro de receitas precioso e esquecido num baú encontrado no fundo do mar. Hora boa portanto para voltar à tona. Gostei da intensidade da base da guitarra em contraponto com o órgão. Tal faixa é uma viagem no tempo, como se estivéssemos vendo uma banda no palco do Whisky a Go Go de Los Angeles, num delírio psicodélico em 1967. E não podia faltar o sutil toque a la Arnaldo Baptista, numa intervenção vocal de louco (ou Loki), literalmente. Muito bom.

“Ulysses Perdido” é um Rock’n Roll rasgado. Tem muito do Rock brasileiro setentista em muitos aspectos, fazendo todo mundo botar os “Ya-Yás” para fora.

“Alma Perdida” lembra bastante os Blues clássicos dos primeiros álbuns do Led Zeppelin, com peso e sentimento mesclados. Gostei muito da guitarra, tanto na base quanto solos, com timbres marcantes, muito bom gosto nos desenhos criados e nessa faixa tem um solo duplo aberto no pan do stereo, uma rara intervenção de overdubing. Tem apoio de órgão e lembra “Since I’ve Been Loving You” do grande Zepelim de Chumbo. A interpretação vocal de Vander assemelha-se bem ao estilo do vocalista Nasi, quando este enveredou pelo universo do Blues, com seu combo : “Nasi & Os Irmãos do Blues”. Em suma, um Blues perfeito em todos os quesitos.

Em “Elixir do Amor”, a oitava faixa, o vibrato usado por Vander na guitarra, é sensacional, remetendo à canção “Crimson & Clover” do grupo “Tommy James & The Shondells”, direto dos anos sessenta (viva !). Tal canção é pop, passeando pelo Bubblegum daquela década, com resvalo na Jovem Guarda e a letra que parece romântica numa primeira audição, é na verdade uma ode à loucura, tal como o sonho lindo e delirante do cantor / compositor, Fábio, digamos assim.

“Oráculo Blues” é mais um blues peso pesado. Parece que estamos ouvindo o Rory Gallagher tocando com o "Taste" no Festival da Ilha de Wight, em 1970, ou seja, que (ins)piração !

A décima faixa é uma releitura de uma canção do mítico / místico, Raul Seixas (que por sua vez inspirou-se numa canção do Little Richard para a compô-la com outra letra, tratando-se de “Slippin’ and Slidin” em sua estrutura melódica e harmônica). Chamada “Não Fosse o Cabral”, dada a coincidência de sobrenome do nosso descobridor com um ex-político / presidiário bastante criticado da atualidade, parece ser até uma canção composta hoje em dia. Mas não foi, e infelizmente mostra que o Brasil padece do mesmo mal, faz séculos e haja “Lava Jato” para dar jeito nisso, se é que vai dar... sobre o arranjo da música, gostei de tudo, vocalizações malucas com sentido onomatopaico, além do órgão e um saxofone insano, que ajudou a imprimir uma pitada do som do “Gong” nessa história. Bem, nesta altura, Raulzito e o Daevid Allen devem estar em altas confabulações com Aleister Crowley, lá do outro lado, com certeza.

“Carandiru Blues” é um blues de raiz, semi acústico, e com letra áspera, falando de desilusão, erros cometidos e melancolia sob cárcere privado, mas apesar dessa atmosfera lúgubre, tem beleza poética na desolação, com certeza.

“Sombras da Noite”, é uma canção densa, com peso, certo sabor Acid Rock, com um pé no Blues e belo arranjo. Vander nessa interpretação lembrou-me o vocal exasperante de Arthur Brown e a sonoridade da banda, com certa aproximação com o som de Alice Cooper (referindo-me aos seus primeiros dois discos, com bastante experimentalismo).

A última faixa, sem título, é na verdade uma vinheta, curta, provavelmente uma Jam de improviso que fizeram no estúdio e foi gravada e acrescentada, porque ficou legal. Essa espontaneidade marcada pelo imponderável é também um recurso perdido no tempo, que a banda resgata, portanto, mais uma ação salutar. Parece o "Ten Years After" tocando no Marquee de Londres, trafegando entre o Rock’n Roll; Blues e com certo sabor de Jazz, através de um baixo andante ao estilo do Leo Lyons, a dar o suporte para Alvin Lee poder voar de helicóptero, enfim...

Esse disco foi gravado no estúdio “Corações de Pedra” de São Paulo, durante 2015 e 2016. Existe duas artes para a capa / contracapa, porque planejam no futuro, lançar também em bolacha de vinil. Bela arte psicodélico assinada por Uly Nogueira.

A formação do Capitão Bourbon no disco foi a seguinte :
Vander Bourbon : Guitarra e Voz
Eduardo Osmedio : Baixo
Uly Nogueira : Bateria; Voz & Teclados

É bom ressalvar que Eduardo Osmedio e Uly Nogueira também mantém outros projetos musicais, entre os quais as excelentes bandas, “Os Haxinins”, "Os Subterrâneos" e outros, que vem a ser outros grupos fortemente identificados com a estética dos anos sessenta, sob várias vertentes e que fazem parte portanto, da mesma confraria a que o Capitão Bourbon pertence. Uly gravou o disco e o produziu, mostrando grande versatilidade, mas não fixou-se como componente, cedendo a vaga de baterista para Fábio Batista.

Uly também chama a atenção por ter gravado os teclados do disco, capturado bem a essência da década de sessenta, buscando timbres fidedignos e belas referências, as quais já citei quando comentei as faixas individualmente. E como se não bastasse tudo isso, ainda é o responsável pela arte e lay-out final da capa, portanto, trata-se de um artista e produtor musical completo, e com belíssimas influências em sua formação pessoal. Uma raridade nos dias atuais.

Excelentes as participações dos músicos convidados. Tanto Reinaldo Soares (trompete), quanto Fabio Bizarria (saxofone), trouxeram colorido ao disco e mais que isso, uma porção de loucura a mais, sendo assim, uma contribuição fantástica.

Em síntese, o Capitão Bourbon com seu CD “Terra em Transe”, honrou o cinema de Glauber Rocha no qual inspirou-se para produzir seu trabalho, trazendo sentido libertário, mediante signos de loucura inerentes e imprescindíveis a arrancar-nos dos anos e anos em que fomos obrigados a viver, sob um mundo de plástico a compactuar com um estilo de vida “pegue e pague”, sem contestar nada, e principalmente sem loucura alguma, portanto, extremamente chato. Que bom que alguém faça-nos aludir a um tempo onde houve sopro criativo, com gritos de liberdade a ecoar por todos os lados, num bombardeio de cores e magia, sob a doce psicodelia de outrora.

Eis o álbum na íntegra para a audição do leitor :


Para obter mais informações sobre o trabalho do Capitão Bourbon, acesse :

Facebook :

Soundcloud :

É isso aí!
Espero que gostem desta resenha e o principal, conheçam o som bem legal desta banda.
Abraços e até a próxima!

sábado, 9 de novembro de 2019

Projeto TMF - Aula 02 - Ritmo


Olá pessoal!

Já viram a série de vídeos do projeto TMF?
Nela falamos sobre diversos temas sobre música e estudos em geral.


Este é o segundo vídeo da série, no qual falamos sobre ritmo.


Curtam nossas redes e acompanhe o nosso trabalho, sempre estaremos postando novidades.

Informações:
Vídeo sobre ritmo com os músicos Fernando Tavares (contrabaixo) e Mauricio Fernandes (guitarra).
Neste vídeo conversamos sobre a importância de se estudar variações rítmicas e aplicá-las em frases.
Filmado e editado por Renata Pereira.

O projeto TMF Trio engloba aulas, composições próprias, workshops e muito mais, sempre com muita música.
Fique de olho em nossas redes sociais @oficialtmf

Muita música para todos vocês!

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Transcrição para alunos - Tribal Tech - Face First


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição com explicação da linha de baixo da música "Face First" da banda Tribal Tech com o sensacional baixista Gary Willis disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 02



Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da segunda aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Videoaula do Mês - Bass Player Brasil #45


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.

Matéria de capa com vídeo que fiz para a edição 45 da antiga revista Bass Player Brasil.



Nesta matéria de capa eu escrevi um guia completo para os estudos de escalas aplicadas no contrabaixo. O conteúdo tem: formação, digitação, estudos e aplicação das mais diferentes escalas que usamos dentro de diversos sistemas como o tonal e o modal, além das escalas simétricas. Além disso a matéria veio acompanhada desta vídeo aula.


Link para a edição da revista: http://www.bassplayerbrasil.com.br/?area=edicoes&id=72

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Transcrição do Mês - Duran Duran - Save a Prayer


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Save a Prayer" da banda Duran Duran disponível gratuitamente no meu site.

Duran Duran - Save a Prayer

 Link para Transcrição Completa - Clique na foto


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Matéria para alunos - Paralamas do Sucesso - Trac Trac


Olá pessoal!

Nesta semana temos uma lição especial sobre a linha de contrabaixo da música "Trac Trac" dos Paralamas do Sucesso disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Nesta matéria temos todas as partes da linha explicadas e detalhadas.

Para maiores informações envie um e-mail para: femtavares@gmail.com

Abraços e bons estudos!

sábado, 12 de outubro de 2019

Projeto TMF - Aula 01 - Harmonia

E aí galera!

Já viram a série de vídeos do projeto TMF?



Este é o primeiro vídeo do nosso canal.
Curtam nossas redes e acompanhe o nosso trabalho, sempre estaremos postando novidades.


Informações:

Vídeo sobre harmonia com os músicos Mauricio Fernandes​ (guitarra) e Fernando Tavares​ (contrabaixo).

Filmado e editado por Renata Pereira​.

O projeto TMF Trio​ engloba aulas, composições próprias, workshops e muito mais, sempre com muita música.

Fique de olho em nossas redes sociais @oficialtmf

Muita música para todos vocês!

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Artigos & Resenhas - A Estação da Luz / CD O Segundo - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "O segundo" da Estação da Luz. Para quem se interessar, aqui no blog já saiu a resenha do primeiro álbum da banda e pode ser lida no link http://www.femtavares.com.br/2018/01/artigos-01-estacao-da-luz-por-luiz.html

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

A Estação da Luz / CD O Segundo - Por Luiz Domingues


Após um excepcional primeiro registro fonográfico, demorou, mais eis que a excelente banda, “A Estação da Luz”, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, anuncia seu segundo álbum. E vem com o sugestivo título de "O Segundo", sendo bastante enfática em sua intenção em demarcar o lançamento em sua discografia.

E a demora para mostrar-nos seu novo trabalho foi amplamente compensada, pois “O Segundo” revela-nos a banda mantendo sua proposta estética firmada em seu álbum de estreia, e mais que isso, é um prazer mergulhar em sua audição e constatar que a banda apresenta ainda mais entrosamento, gerando amadurecimento natural e tudo dentro de uma lógica fundamentada por fatos concretos. Como primeiro ponto, a permanência da mesma formação, desde o primeiro disco, é fator fundamental para o bom andamento da carreira da banda. Em segundo lugar, os anos de labuta na estrada, certamente calejaram-na. Depois de muitas viagens, incluso shows em diversos estados do país, isso contribuiu decisivamente para o fortalecimento do grupo, solidificando-o tremendamente. E um terceiro ponto e aí trata-se de um ato de fé : a banda não mostra-se nem um pouco preocupada com o que está ou não em voga no mundo da difusão cultural oficial, a dita mídia "mainstream". E não preocupando-se em galgar degraus para "chegar lá", tal qual artistas popularescos que costumam contratar escritórios especializados em gestão de carreira antes de pensar na sua própria música, os componentes da Estação da Luz dão de ombros para esse sucesso de plástico, efêmero e que não dura até o próximo verão, e dessa forma mergulham em sua produção para o âmago da arte verdadeira, a que vem do coração e da alma, ou seja, fazer obra valorosa a perpetuar-se. Em suma, raciocinam como artistas genuínos e não como essa turba que domina o mundo mainstream e que usa a música meramente para ficar "famoso".


Sobre a questão estética, para quem não conhece a banda e nem leu a minha resenha anterior sobre ela, na qual englobou seu primeiro disco no contexto, convido a realizar tal leitura. Eis abaixo o link para tomar conhecimento desse primeiro apanhado sobre a banda : 


Reitero que a banda mantém sua coerência artística inalterada e de forma ilibada, eu acrescento. Sua intenção em beber na fonte de influências do Rock brasileiro e internacional das décadas de 1960 e 1970, é um fator preponderante para que expresse sua criação adotando uma riqueza inquestionável no tocante às mais nobres referências. Eu sei, nem todo mundo que ama essa estética automaticamente reúne condições para fazer sua criação ficar à altura, pois não basta ouvir música de qualidade, porém outros múltiplos fatores precisam estar no bojo. Caso contrário, alguém que ame Frederic Chopin, mas nunca chegou perto de um piano na vida, tocaria e comporia “noturnos” divinamente só pela boa influência, porém não basta apenas ouvir a melhor música do passado. Nesses termos, A Estação da Luz é uma banda muito bem embasada na sua identidade artística, pois não só é municiada pelas melhores influências no mundo do Rock (fora boas doses de Black Music, incluso o Soul, Blues & Jazz; MPB; Folk Music etc), mas também é muito rica tecnicamente por ter em suas fileiras, instrumentistas / vocalistas de alto padrão e por conseguinte, que compõem e arranjam muito bem o seu material. Se existe um ponto mais frágil nessa estrutura, esse não chega a desabonar o trabalho, e pode ser melhor apurado em outros trabalhos futuros, tranquilamente. Refiro-me à parte de texto, com letras não muito profundas na maior parte das canções. São poesias bem escritas, mas a temática em sua maioria, versa mais pela relação Homem / Mulher, sem maiores voos, e nesse caso, aprofundar mais, seria mais estimulante para temas mais complexos, principalmente ao esbarrar no Prog Rock explícito, mas neste trabalho e no anterior, igualmente, não houve essa preocupação mais acentuada (há exceções), contudo, repercuto melhor isso quando falar das faixas, logo mais.

Ouvir “O Segundo” é como escutar um bom disco de Rock brasileiro da década de setenta, mas também é como se fosse algum da safra da MPB daquela década, mesmo porque, a MPB setentista era em essência, híbrida, mostrando-se praticamente como um Folk Rock Hippie, apesar de nossos acentos culturais regionais nítidos e sem nenhum demérito, muito pelo contrário, tendo isso como mérito, deixo isso bem claro. Sobre as faixas desse trabalho, tenho muitas observações positivas.


“Sem Direção” inicia o álbum e o seu embalo remetendo ao Country-Rock é muito saboroso, enquanto clima ameno e fugindo da máxima que todo produtor fonográfico prega, dando conta de que a primeira faixa de um álbum tem que ter o poder de um “soco no estômago do ouvinte”, visando gerar impacto primordial. Não acho errado o conceito em si, mas quebrar o paradigma e apresentar um começo ameno também pode ser agradável, e é exatamente o que acontece com essa canção. Musicalmente, lembrou-me muito o velho e bom “Rock Rural” de "Sá; Rodrix & Guarabyra", mas também canções oriundas dos primeiros discos solo dos ex-Beatles, notadamente os de George Harrison e Ringo Starr. Tem um delicioso Steel Guitar permeando uma voz suave e intermitente ao longo da canção, muito inspirado da parte do ótimo guitarrista, Cristhiano Carvalho e como base harmônica, o tecladista Alberto Sabella arrebenta, não só pela execução, mas pelo feliz arranjo que criou, utilizando vários teclados sobrepostos. É muito rica a intervenção do piano Fender Rhodes, inclusive imprimindo desenhos como contraponto e a presença do imponente órgão Hammond, impressiona, inclusive pela sua sobra estratégica, ao final. Gostei muito do timbre do baixo, bem encorpado, mas igualmente da linha criada, todavia convenhamos, das mãos de um baixista da categoria de Vagner Siqueira, só vem coisa boa, naturalmente. E a melodia principal, entoada pela cantora, Renata Ortunho, tem a docilidade compatível com o clima da canção, onde o arranjo muito adequado, faz com que a banda flutue ao ritmo do slide-guitar.

Na segunda faixa, “Pensar em Você” (“Tudo é Saudade”), mergulha-se num clima sessentista muito agradável. Parece aquele tipo de Bubblegum, típico da metade daquela década, mesclado com a tendência típica daquela safra de artistas britânicos dessa seara, que revisitaram com extrema felicidade o cancioneiro popular europeu dos anos trinta, do século passado. E assim, naquela levada rítmica bem característica, com condução harmônica bem forte em acentuações de tônica e quinta acima ou tônica e quarta abaixo, a banda soa como o "Small Faces" a brincar no Itchycoo Park, ou os "Mutantes" na Rua Augusta, portanto, A Estação da Luz resgata tal tradição perdida no Rock (infelizmente), com bastante inspiração. Gostei muito do apuro no arranjo vocal dos Backings, com desenhos engenhosos passando por baixo da voz principal. Num dado instante, uma intervenção muito rica de percussão (que deduzo ter sido ideia do excepcional baterista, Junior Muelas), é sutil, mas de uma riqueza enorme. Ali ele risca o guiro, literalmente, e gera um efeito incrível. Também chamou-me a atenção o solo de guitarra de Cristhiano Carvalho, com uma linda interpretação ao fazer uso de notas longas, esticadas ao estilo de um “ebow”, e uma sutileza que ficou ótima, ao trabalhar com a chavinha de mudança de captação, acintosamente, na tradição do mago, Ritchie Blackmore. Em seu término, a música apresenta uma mudança rítmica acentuada, com teclados; baixo & bateria imprimindo um balanço "soul" incrível. O piano insinua-se como clavinete, mesmo, e a “setenteira” nessa hora é irresistível em seu apelo para balançarmos o esqueleto, mesmo que for só o pezinho discretamente marcando o ritmo no chão, caso o ouvinte seja muito tímido...

A terceira faixa, chama-se : “Dia de Domingo” e tem uma levada incrível. O groove da banda nessa faixa é impressionante, com todos os instrumentos soando de forma magnífica. Não dá para destacar apenas um, gostei de todos os arranjos individuais. Baixo sensacional, guitarra estupenda, bateria fantástica e o órgão Hammond comandado por Alberto Sabella, arrebenta, parecendo o som dos discos solos do Billy Preston, e com o “negão” em pessoa naquela pilotagem alucinante, que eu achava que só ele sabia fazer, mas o Sabella provou que eu estava errado... sem exagero algum. O vocal desenhado no início é muito bonito e a seguir surge a presença de uma voz masculina que conduz a melodia principal, quebrando um pouco a marca da voz feminina oficial da banda, portanto é Cristhiano quem comanda desta feita, ao invés de Renata. A canção tem muito da influência dos "Secos & Molhados", mas posso acrescentar nesse caldeirão, a presença do som de Zé Rodrix e basta ouvir seus discos solo (ótimos), dos anos setenta, para constatar a minha impressão. Os timbres também ficaram magníficos, tudo soa encorpado e brilhante ao extremo. Adorei uma convenção feita com intenção de groove, absolutamente incrível.

A seguir, uma faixa instrumental sensacional, com mais um Funk Rock de enorme balanço. É até chato usar a palavra “Funk” nos dias atuais, dada a apropriação indébita em que o termo foi submetido, mas ora bolas, o que temos aqui é o genuíno "funkão" setentista, nobre derivado da Soul Music e do R’n’B, portanto, é isso, aí, podes crer, amizade...
Sobre o tema em si, digo que é mais uma prova cabal de que os membros d’A Estação da Luz não estão para brincadeiras, pois eles descem o braço ao imprimir um balanço maravilhoso que muito lembrou-me o trabalho do "Som Nosso de Cada Dia", quando esta banda histórica brasileira aventurou-se no Funk Rock, ao final dos anos setenta. Não sem antes apresentar uma introdução muito técnica, ao estilo do Jazz-Rock da banda argentina, "Crucis", ao menos na minha percepção pessoal. Tudo soa bem nessa faixa, de forma impecável. Gostei também da rica intervenção de um músico convidado, Victor Hugo, que trouxe seu providencial saxofone a produzir o crescente típico produzido por sessões de metais de bandas como "Chicago"; "Blood; Sweat and Tears" e "Tower of Power", só para citar algumas poucas desse estilo, em temas funkeados assim. Portanto, um acréscimo genial, cereja no bolo. A destacar-se igualmente os solos e timbres diferenciados nos sintetizadores e na guitarra, inclusive um belo duelo de solos entre os instrumentos, outra tradição esquecida, mas essa banda orgulha-se em buscar o fio da meada perdido, amém !!

“O Segundo”, faixa título do álbum, inicia-se com efeitos de sonoplastia. Trata-se de barulho urbano da madrugada, com carros passando distante e latidos de um cachorro, tudo muito sutil. Logo a instrumentação começa e mostra uma balada muito boa, com melodia e força interpretativa bastante condizente. Renata Ortunho nessa faixa lembrou-me bastante cantoras não tão conhecidas do público atual, como Luisa Maria; Tuca e Olivia Byington. O slide da guitarra produz uma melodia bastante melancólica, mas no bom sentido do termo, portanto evocando o "Mahatma" George Harrison, que era mestre em criar pérolas lindas assim. Gostei muito de alguns acentos convencionados, mostrando mais uma vez que esses artistas sabem arranjar bem as suas canções. Na parte final, o timbre do sintetizador e a condução rítmica desdobrada remeteu-me ao som dos discos do David Bowie bem no início dos anos setenta, tais como "Space Oddity"; "The Man Who Sold the World" e "Hunky Dory". Tem algo do "Uriah Heep" também, via Ken Hensley, naturalmente. Bem interessante o efeito fantasmagórico no encerramento.

“Na Contra Mão” é uma faixa que tranquilamente poderia figurar num álbum como “Atrás do Porto Tem uma Cidade”, de Rita Lee & Tutti-Frutti. Impressionante a proximidade de sua estética, com a desse trabalho que citei. Belo timbre de piano, e com o baixo marcando com peso e também com timbre muito bom. Numa parte C, outra vez a banda busca a inspiração sessentista ótima. Aquela doce evocação da década de trinta, mas com visão Rocker, uma marca registrada, entre tantas, dos “sixties”. Solo de guitarra de arrepiar, curto, mas intenso. Adorei o staccato, além da campana dos pratos, percutida com muita classe por Junior Muelas. A letra tem um quê de tomada de posição em quebrar paradigmas, portanto, casa-se com o astral de anos sessenta & setenta que ela carrega. Gostei desse trecho da letra : “Por isso eu vou dizer p’ra todos o que eu quiser, p’ra todos que eu quiser, p’ra todo mundo".  Uma afirmação forte e com suas sutilezas inerentes e pontuadas pelas vírgulas bem colocadas, portanto um bom jogo de palavras.

“Meu Amigo George” começa com um alarme falso. A contagem verbal dá o comando para o ataque inicial dos instrumentos, mas logo a seguir uma nova contagem surge, para aí sim, a música deslanchar. Faz anos que não ouvia uma banda fazer uso desse recurso num disco, portanto outro sutil resgate que a banda promove. Lembrou-me “I Want Freedom” do "Grand Funk" (LP "Survival" - 1971), por exemplo. Aqui, trata-se de uma canção com forte intenção psicodélica, com bela linha de baixo e condução muito boa do órgão Hammond, tendo o devido reforço da Caixa Leslie a girar em velocidade rápida. E gostei muito dos backing vocals entoados, sem letra, numa bela melodia.

“Vício Sem Fim” tem muito colorido harmônico. Arpejos de guitarra com um brilho intenso, baixo encorpado e a tecladeira de Alberto Sabella trabalhando com multiplicidade. Apreciei muito a escolha de timbres dos sintetizadores, alguns fazendo uso do efeito Theremim, sensacional, além do órgão Hammond usando o som de flauta, trazendo uma docilidade. Numa outra parte há uma acento brasuca muito interessante, que remeteu-me ao som de Elis Regina nos anos setenta, quando esta cantora histórica e seu marido, o brilhante Cesar Camargo Mariano, incorporaram o Rock no seu trabalho, através da eletricidade encontrada e assumida. Adorei o timbre da bateria, aliás no disco inteiro, tem o mesmo padrão, mas nesta faixa com andamento mais reduzido, deu para apreciar cada peça com maior precisão e esse som seco, com o mínimo de reverber na resolução final é sem dúvida o que eu mais gosto, igualmente. Ou seja, como é bom ouvir uma bateria soar como se deve, ou seja, como uma bateria verdadeiramente, no seu som puro e deixar a cargo do baterista, a missão de explorar seus timbres.

“Real Loucura” fecha o disco, e de fato é uma faixa intensa. Aqui a banda deixa um pouco de lado seu lado mais doce e investe forte em sonoridade progressiva, verdadeiramente, trazendo uma quebradeira rítmica e harmônica, muito grande e obrigando assim a melodia a ser mais ousada. Lembra “Cais” do Milton Nascimento, logo no início, dada a sua característica soturna, mas intensamente bela, como a canção do Milton e principalmente na interpretação da Elis Regina. Alguns trechos remetem ao "Gentle Giant" e para situar mais na nossa realidade brasuca, o "Terreno Baldio" do saudoso João Kurk. Na parte final, um Prog Rock nervoso, deveras cerebral e com a introdução de um solo de saxofone incrível (mais uma vez graças a participação do músico convidado, Victor Hugo), e a insanidade instigante está garantida, portanto faz jus ao título da canção. É de fato uma “Real Loucura”. Por um segundo, o ouvinte desatento pode achar estar a ouvir o LP “Lizard” do "King Crimson" (lançado em 1971), mas é A Estação da Luz a quebrar tudo, numa loucura intensa. A letra investe nessa perspectiva, também : “Sobriedade te faz entender, real loucura é sobreviver, ainda insiste em ser sentido, na esperança de ser compreendido”


Sobre a arte gráfica, é muito bela a imagem de uma locomotiva, uma velha “Maria Fumaça” indo com tudo sob os trilhos, com faróis acesos. A metáfora é boa a mostrar sim uma máquina do passado, mas indo para frente e retrata o que A Estação da Luz de forma contundente faz na prática, ao unir o melhor do passado à realidade contemporânea. Uma banda que busca as melhores influências possíveis, mas que está atuante aqui e agora, tocando com muito vigor. Destaca-se também a foto da banda sob efeito 3D e inevitavelmente salta-me da memória o LP "Shinin' on" do "Grande Funk", que usou desse mesmo expediente em 1974.

O disco foi gravado; mixado & masterizado no estúdio “Área 13”, de São José do Rio Preto / SP. Criação da capa, lay-out  final e fotos a cargo de Fabio Mata

A formação da banda nesse disco foi :
Renata Ortunho : Voz e Percussão
Cristhiano Carvalho : Guitarra; Violão e Voz
Junior Muelas : Bateria; Percussão e Voz
Alberto Sabella : Teclados e Voz
Vagner Siqueira : Baixo

Músico especialmente convidado :
Victor Hugo : Saxofone em “Papo Furado” e “Real Loucura”

A Estação da Luz da esquerda para a direita : 
Vagner Siqueira; Alberto Sabella; Renata Ortunho; Cristhiano Carvalho e Junior Muelas 

Ouça esse álbum na íntegra, nas seguintes plataformas virtuais :
Deezer; Spotify; Google Play; Itunes ou Apple Music, acessando o mesmo Link abaixo :


E também disponível no espetacular Site "Nave dos Deuses", um dos maiores, senão o maior arquivo vivo do Rock Brasileiro de todos os tempos :

Recomendo a audição do álbum, com ênfase e convido o leitor a não perder um show dessa banda, quando ela estiver em sua cidade.

Para conhecer melhor o trabalho da banda, acesse :

Página no Facebook :

Contato por E-Mail :      
aestacaodaluz@gmail.com

É isso aí!
Espero que gostem desta resenha e o principal, conheçam o som bem legal desta banda.
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 8 de outubro de 2019

King Crimson


Olá pessoal!

Aproveitando a passagem do King Crimson​ pelo Brasil, estou divulgando as matérias que fiz no site sobre eles.

Uma delas, é uma análise das linhas construídas por Tony Levin para o álbum Discipline.

Temos também uma coluna sobre o baixista Tony Levin.

E por fim, a sugestão do DVD "Eyes Wide Open".

No site tem diversas matérias com excelentes músicos, além de aulas, transcrições, análise do estilo de baixistas, sugestões de discos, vídeos e muito mais... 

Boa semana!

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Transcrição para alunos - Tower of Power - Soul with a capital "S"


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição com explicação da linha de baixo da música "Soul with a capital "S" da banda Tower of Power, com o genial baixista Francis "Rocco" Prestia disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 01



Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da primeira aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Sugestão - Bass Player Brasil #14 - Geddy Lee


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.


Na edição #14 eu fiz uma matéria com 12 exemplos de músicas do Rush para dissecar toda a técnica e características do baixista Geddy Lee. Uma videoaula para quem quer aprender e desvendar todos os segredos deste mestre do contrabaixo.

Vídeo



A edição
Neste link vocês podem visualizar as matérias que saíram nesta edição:


E neste link você pode adquirir esta edição:
https://www.editoramelody.com.br/bp/?area=anteriores

Bons estudos e até a próxima!

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Transcrição do Mês - Queen - We Are The Champions


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "We are the champions" da banda Queen disponível gratuitamente no meu site.

Queen - We Are The Champions

 Link para Transcrição Completa - Clique aqui

WATC-Qu (1).pdf

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Sugestão do Mês - Apostrophe' Trio




Olá pessoal!

Já escutaram o CD do Apostrophe' Trio lançado em 2017.


Neste link da tratore vocês podem encontrar todas as plataformas nas quais o CD está disponibilizado.

O trio é composto por:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Ficha técnica:
01 – Apostrophe'
02 – Clima
03 – Ilusões (Incluindo Sonhos e Realidade)
04 – Corações da Noite
05 – Sons da Mente (Parte 1)
06 – Sons da Mente (Parte 2)
07 – Thaís e a Festa
08 – Meu Irmão é um Cara Livre?!
09 – Ventos da Liberdade

Produzido por Fernando Tavares.
Todas as músicas compostas por Fernando Tavares, exceto faixa 02 por Mozart Mello.
Todas as músicas arranjadas por Apostrophe'.
Guitarra Base na Faixa 07 por Sergio Casalunga, Pianos nas faixas 05 e 06 por Fernando Tavares.
Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Tecnoarte por Armando Leite entre Julho e Dezembro
de 2016.

Abraços!

domingo, 15 de setembro de 2019

Fernando Tavares

  • Contrabaixista profissional, pesquisador, compositor, professor de contrabaixo, harmonia e de metodologia do ensino musical.
  • Iniciou seus estudos como contrabaixista em 1995.
  • Estudou Contrabaixo, teoria, harmonia com professores renomados da música popular na cidade de São Paulo.
  • Graduou-se em Licenciatura em Música pela Unimes.
  • Especialista em Docência no Ensino a Distância pela UFSCar.
  • Mestrando da ECA-USP na linha de Musicologia e sua pesquisa envolve os métodos de composição e improvisação desde o século XVII.
  • Professor de Contrabaixo desde 1998 e hoje trabalha em São Paulo, no bairro de Pinheiros e no IB&T (Instituto de Baixo & Tecnologia) da EM&T (Escola de Música & Tecnologia) e on-line via Skype.
  • Contrabaixista e compositor do Apostrophe’ (que lançou o primeiro álbum "Apostrophe’" em abril de 2017).
  • Contrabaixista da banda do guitarrista Mauricio Fernandes (com o qual lançou o álbum “Alone in the Night” em 2017).
  • Contrabaixista do Medusa Trio (com o qual lançou o álbum “10 Anos” em 2017).
  • Contrabaixista e compositor da banda Dead Man Walking (com a qual lançou o álbum “All my Hate” em 2019).
  • Contrabaixista da banda Lee Recorda.
  • Contrabaixista da banda do cantor Willie de Oliveira (ex-Radio Táxi).
  • Pesquisador no LAMUS (Laboratório de Musicologia) na EACH – USP Leste.
  • Pesquisador no LEDEP (Laboratório de educação e desenvolvimento psicológico) na EACH – USP Leste.
  • Produz apostilas para contrabaixo elétrico, escreve matérias em seu site/blog semanalmente, realiza Workshops e Bass Clinics.
  • Trabalhou como transcripter da antiga revista Coverbaixo, entre 2005 e 2008.
  • Foi coordenador didático, editor didático, colunista e transcripter da revista Bass Player Brasil, na qual participou de todas as edições.
  • Participou de várias bandas, das quais pode-se destar, Liar Symphony (com o qual gravou o CD/DVD "Choosing The Live Side"), Opus Jazz Band, Hotspot Project (com o qual gravou o álbum Volume 1) e
  • Eleito o melhor baixista de 2018 pelo grupo “Quem sabe faz autoral”.
  • É endorser técnico da Giannini.
  • Utiliza cordas Giannini, cabos Datalink e monitores e fones Edifier.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Artigos & Resenhas - Tony Babalu / CD Live Sessions II - Por Luiz Domingues

Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum Live Sessions II do guitarrista Tony Babalu. Para quem se interessar aqui no blog já saiu a resenha do Live Sessions I e pode ser lida no link http://www.femtavares.com.br/2018/05/artigos-e-resenhas-live-sessions-at.html

A matéria original pode ser encontrada neste link.

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Tony Babalu / CD Live Sessions II - Por Luiz Domingues


Existem inúmeros guitarristas fantásticos no país, com técnica exuberante; conhecimento teórico; bom gosto na preparação de seu áudio; muita criatividade e atuando em diversos nichos da música, indiscutivelmente. O guitarrista Tony Babalu está nesse rol, certamente, contudo, possui um diferencial marcante e que não depende necessariamente de estudo para alcançar-se, mas alguns poucos conquistam de forma indelével. Trata-se de uma personalidade musical única, portador daquela capacidade de fazer com que os ouvintes consigam identificá-lo, ao soar de poucas notas que produz. Carlos Santana; David Gilmour; Johnny Winter e Brian May (sei que o leitor vai elucubrar outros nomes como exemplos, naturalmente), são alguns desses que tem essa capacidade e Tony Babalu pode ser incluído nessa seleta lista.


Assim que lançou o álbum “Live Sessions at Mosh”, em 2014 (leia a minha resenha sobre ele através desse link abaixo : http://luiz-domingues.blogspot.com.br/2014/07/live-sessions-at-mosh-tony-babalu-por.html), ficara no ar a expectativa por mais um disco nesse teor, em face da qualidade e apuro artístico de uma música instrumental inspiradora. Demorou, mas eis que Tony Babalu anuncia enfim o lançamento de um novo álbum e bingo... mais uma vez reunindo sua banda para uma sessão gravada ao vivo no estúdio Mosh, de São Paulo.


Em “Live Sessions II”, a mesma dinâmica foi usada, com um resultado excelente, mostrando mais uma vez que a capacidade em produzir música instrumental de extrema qualidade e ao mesmo tempo com apelo pop, é possível, portanto, não trata-se de um disco de Jazz-Fusion passível de ser admirado apenas por músicos e / ou experts do gênero, mas capaz de agradar a diversas camadas de ouvintes.
Outro trunfo, a extrema versatilidade com que Babalu e sua banda trafegam por estilos diferentes. Ao longo do álbum, ouve-se Jazz; groove de Black Music; pitadas de Blues; ritmos latinos; brasilidade e Rock, tudo junto e misturado, com uma fluidez tamanha que impressiona. E além disso tudo, o bom gosto impera como um todo. Apesar de ser um disco instrumental e haver uma aura "fusion" que permeia o trabalho como uma amálgama, não existe excesso. Todos os solos, não só da guitarra, mas dos outros instrumentos, são feitos com muito critério, usando do bom senso, evitando devaneios em demasia, dessa forma tornando o trabalho bem enxuto.
Outra marca registrada de Tony Babalu como guitarrista e que incorporou-se aos demais, enquanto conceito, nota-se uma delicadeza ímpar nos arranjos, tanto coletivo, quanto nas linhas individuais de cada um. Essa sensibilidade aguçada, que é típica de Tony Babalu ao lidar com sua guitarra Fender Stratocaster, impregnou-se no álbum, e claro que isso valoriza-o, tremendamente.