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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Baixistas do Rock - Parte 10


Olá, pessoal!

Nesta coluna, vamos estudar a técnica de pizzicato com base no baixista Steve Harris do Iron Maiden. Esta é a segunda coluna sobre o baixista.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

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Exercícios

Os três primeiros exercícios foram elaborados especificamente para o desenvolvimento do pizzicato. Inicie a prática utilizando dois dedos — abordagem bastante comum entre baixistas como Steve Harris. Somente passe para o uso de três dedos quando a execução rítmica estiver firme e controlada, adotando sempre a sequência: anelar, médio e indicador.

Exercício 1

Execute tercinas durante quatro tempos na nota A da corda Mi. Em seguida, toque quatro tempos na nota D da corda Lá, depois na nota G da corda Ré e, por fim, na nota C da corda Sol. Após concluir essa sequência ascendente, retorne pelo caminho inverso até a corda Mi, mantendo a regularidade rítmica e a alternância correta dos dedos.


Exercício 2

Repita o mesmo procedimento do exercício anterior, executando tercinas, porém realizando a mudança de nota a cada dois tempos. Mantenha atenção especial à consistência do tempo e à uniformidade da articulação.



Exercício 3

Novamente, mantenha a execução em tercinas e a mesma sequência de cordas, mas agora mudando de nota a cada tempo. Este exercício exige maior controle motor e precisão rítmica, portanto, pratique inicialmente em andamento lento, aumentando a velocidade gradualmente.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos um trecho da música Rime of the Ancient Mariner. Nele, o baixo executa uma frase de maior complexidade rítmica, baseada na divisão de três notas por tempo. Procure estudar o trecho lentamente, garantindo clareza na articulação e estabilidade do pulso antes de aumentar o andamento.



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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Harmonia - Aula 12 – Escalas Padrões – Parte 2


Olá, pessoal!

Nesta semana, temos a última aula de harmonia da primeira fase do nosso curso. Foram doze colunas, nas quais estudamos os intervalos, formação da escala maior, da menor natural, da menor harmônica e da menor melódica. Além disso, estudamos ideias para aplicarmos os estudos técnicos de maneira criativa, aliadas à compreensão de como funciona o sistema e com o objetivo de entender o que podemos utilizar em determinados momentos musicais.

Nesta coluna temos a continuação do estudo das escalas que vimos na aula 11, visando um estudo mais técnico para aplicação destas em frases para improvisação e composição.

Vamos aplicar o padrão melódico de quatro notas nas escalas maior e menor natural. Você pode aplicar também nas escalas, menor harmônica e menor melódica.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem:

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Estude este exercício com o auxílio de um metrônomo e tente tocar com precisão as quatro notas que estão dentro de um tempo. Comece em 60 bpm. E aumente de 4 em 4 conforme se sentir confortável.


Vídeo



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Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 9


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Steve Harris do Iron Maiden e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Steve Harris

Steve Harris é baixista, compositor e fundador do Iron Maiden, uma das bandas mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1956, em Londres, Harris desenvolveu um estilo inconfundível, marcado por linhas de baixo melódicas, uso intenso de palhetadas alternadas com os dedos e forte presença rítmica. Além de assinar grande parte das composições do grupo, ele também atua na direção musical e visual da banda. Seu trabalho ajudou a definir a sonoridade do metal britânico dos anos 1980 e influenciou gerações de baixistas ao redor do mundo.

Steve Harris e suas principais características técnicas e rítmicas serão abordados. Alguns elementos que ele utiliza, principalmente a cavalgada, serão explorados em outra oportunidade. Optei por enfatizar a tercina, uma vez que a cavalgada já foi comentada em outras ocasiões, enquanto essa figura rítmica foi pouco explicada até agora.


Exercício 1

No primeiro exemplo, são apresentadas quiálteras de tercina. A quiáltera consiste em uma subdivisão rítmica irregular, devendo ser sempre indicada graficamente a alteração realizada.

Primeiro compasso: as semínimas, que normalmente ocupariam um tempo cada em um compasso de 2/4, são reorganizadas em três unidades no lugar de duas. Essa modificação é indicada pelo número “3” sobre o grupo.

Segundo compasso: a mesma lógica é aplicada às colcheias, configuração que corresponde ao uso mais comum das tercinas.

Terceiro compasso: o princípio é estendido às semicolcheias. No primeiro tempo, temos três tercinas de semicolcheia no lugar de duas; no segundo tempo, é possível substituir quatro semicolcheias por seis sextinas. Há, entretanto, uma diferença sutil entre essas duas formas de subdivisão.



Exercício 2 

No segundo exercício, execute as tercinas ao longo dos quatro tempos e, posteriormente, realize a mudança para a nota localizada na corda inferior. Inicie a prática em andamento lento e aumente gradualmente a velocidade, de forma controlada.


 

Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos as escalas de G maior e de E menor, ambas amplamente utilizadas por Steve Harris na construção de suas linhas melódicas. Caso você ainda não tenha familiaridade com o estudo de escalas, recomenda-se buscar a orientação de um professor, uma vez que esses conteúdos constituem elementos essenciais para o desenvolvimento musical. As escalas de G maior e de E menor possuem as mesmas notas: G, A, B, C, D, E e F#.



Exercício 4

No exercício 4, é apresentado um trecho de “Rime of the Ancient Mariner”, no qual o baixista executa a escala maior relativa a cada um dos acordes da progressão harmônica.


Concluindo, o estudo das linhas de Steve Harris evidencia como recursos rítmicos, como a tercina e a cavalgada, aliados ao uso consciente de escalas, podem gerar frases marcantes e altamente expressivas no contrabaixo elétrico. A análise desses elementos não apenas amplia o vocabulário técnico do instrumentista, como também desenvolve a percepção rítmica e melódica aplicada ao rock e ao heavy metal. A prática dos exercícios propostos oferece uma base sólida para compreender a estética musical de Harris e, ao mesmo tempo, contribui para a formação de uma linguagem própria por parte do estudante.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Harmonia - Aula 11 – Escalas – Padrões – Parte 1


Olá, pessoal!

Nesta semana, temos mais uma aula de harmonia. Seguimos com o estudo das escalas e, desta vez, iniciaremos um trabalho mais técnico, voltado à aplicação dessas escalas na construção de frases para improvisação e composição.

Nesta aula, aplicaremos as escalas maior e menor natural utilizando o padrão melódico de três notas. Você também pode estudar o mesmo padrão com as escalas menor harmônica e menor melódica.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Estude este exercício com o auxílio de um metrônomo e tente tocar com precisão as três notas que estão dentro de um tempo. Comece em 60 bpm e aumente de 4 em 4 conforme se sentir confortável.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Jaco Pastorius - Come On, Come Over


Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Come On, Come Over" do baixista Jaco Pastorius, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Abraços e até a próxima matéria!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Álbuns Clássicos - Stanley Clarke - School Days


Olá, pessoal!

Nesta semana temos o álbum School Days, do genial baixista Stanley Clarke, na coluna Sugestão do Mês.
Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Este álbum é uma das maiores referências para contrabaixistas do mundo inteiro. Foi lançado originalmente em 1976 e gravado no Electric Lady Studios, em Nova York, no mês de junho daquele ano — com exceção da faixa “Life Is Just a Game”, registrada no A&M Studios, em Los Angeles. O álbum foi produzido pelo próprio Stanley Clarke.

Os destaques do disco são:

  • School Days — faixa-título, na qual o baixista utiliza as técnicas de string skipping e slap com maestria, além de apresentar um dos solos mais incríveis de contrabaixo que já ouvi.

  • Quiet Afternoon — belíssimo tema executado no piccolo bass.

  • Hot Fun — um groove simplesmente matador criado por Stanley.


Faixas

01 — School Days — 7:52
02 — Quiet Afternoon — 5:08
03 — The Dancer — 5:24
04 — Desert Song — 6:55
05 — Hot Fun — 2:52
06 — Life Is Just a Game — 9:00

*Todas as faixas compostas por Stanley Clarke.


Músicos

Stanley Clarke — contrabaixo; piccolo bass (faixas 2, 3 e 6); contrabaixo acústico (faixa 6); voz (faixas 1 e 6); piano (faixas 2 e 3)
Gerry Brown — bateria (faixas 1, 3 e 5); handbells (faixa 1)
John McLaughlin — violão (faixa 4)
Steve Gadd — bateria (faixa 2)
Billy Cobham — bateria e Moog 1500 (faixa 6)
Milt Holland — percussão (faixas 3 e 4)
David Sancious — guitarra (faixa 5); teclado (faixa 1); órgão (faixa 3); Minimoog (faixas 2 e 3)
Icarus Johnson — guitarra (faixa 6)
Ray Gomez — guitarra (faixas 1, 3 e 5)
George Duke — teclado (faixa 6)

Metais: Albert Aarons, William Peterson, Robert Findley, Buddy Childers, Dalton Smith, Gary Grant, George Bohanon, Jack Nimitz, Lew McCreary, Stuart Blumberg

Cordas: David Campbell, Dennis Karmazyn, Gordon Marron, Janice Adele Gower, John Wittenberg, Karen Jones, Lya Stern, Marcia Van Dyke, Marilyn Baker, Robert Dubow, Rollice Dale, Ronald Strauss, Thomas Buffum


Vídeo



A ideia desta coluna é oferecer a vocês informações sobre grandes álbuns de música. Naturalmente, os discos escolhidos fazem parte da minha formação musical e são sugestões de audição.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

MKK BASS SESSIONS - Programa 14 - Fretless

Olá, pessoal!

Durante vários anos, produzi e apresentei um programa totalmente dedicado ao contrabaixo na MKK Web Radio (https://mkkwebradio.com.br/. O programa ultrapassou a marca de 100 edições e, por esse motivo, decidi compartilhar com os ouvintes os episódios anteriores para os quais desenvolvi pesquisas e roteiros especiais.

Todos os programas podem ser ouvidos no Spotify e no Mixcloud. Os links estão disponíveis abaixo:


https://www.mixcloud.com/discover/


Programa 14 - Fretless



No programa 14, apresentamos um especial dedicado ao contrabaixo fretless. A seguir, você encontra a pauta e o roteiro completos do programa. 

Música 1 – Jaco Pastorius – “Continuum”

Os primeiros registros do baixo fretless remontam às experiências de Bill Wyman (Rolling Stones), no início dos anos 1960. O primeiro modelo comercial surgiu em 1966, com o Ampeg AUB-1. Posteriormente, músicos como Ralphe Armstrong e Jack Bruce contribuíram para a consolidação do instrumento. A grande transformação, entretanto, ocorreu em 1976, com o álbum de estreia de Jaco Pastorius, que leva seu próprio nome.


Música 2 – Claudio Bertrami – “Cheiro Verde”

No Brasil, o fretless ganhou destaque com Claudio Bertrami, já no álbum “LeGal” (1970), de Gal Costa. Nos anos 80, ele fundou o grupo Medusa. Em “Cheiro Verde”, do álbum “Ferrovias” (1983), Bertrami utiliza um fretless piccolo, explorando timbres singulares. Considerado um dos pilares do contrabaixo brasileiro, Bertrami deixou uma contribuição imensa para a música instrumental no país.


Música 3 – Michael Manring – “The Enormous Room”

Michael Manring é reconhecido por sua abordagem experimental do contrabaixo, explorando múltiplos instrumentos e afinações alternativas. Um exemplo marcante é “My Three Moons”, apresentada no Bass Day 1998.

Além disso, Michael Manring faz uso de uma grande variedade de efeitos e desenvolve linhas extremamente criativas ao longo de seus álbuns.

Para este especial, selecionamos uma música construída com o auxílio de seu baixo Zon, equipado com tarraxas e um mecanismo na ponte que permitem alterar a afinação do instrumento em tempo real. Grande parte do que vocês ouvirão nessa faixa é executado utilizando cordas soltas.

Seguimos, então, com “The Enormous Room”, do álbum “Thonk” (1994).

Manring é um excelente compositor.

Para quem não sabe, ele foi aluno de Jaco Pastorius, mas trilhou o seu próprio caminho e, diferentemente de seu mestre, utiliza diversas técnicas, como two-hands, slap, entre outras, além de dominar o fretless e explorar os harmônicos, assim como seu mentor.

O músico é dono de uma das maiores obras para o contrabaixo, pois levou o instrumento ao extremo de suas possibilidades sonoras.


Música 4 — Pino Palladino — “Everytime You Go Away”

Agora vamos falar de Pino Palladino, que é um dos maiores baixistas a empunhar o fretless.

Um importante músico de estúdio nos anos 80, Pino obteve grande destaque com o álbum “I, Assassin”, de Gary Numan. Também tocou com Paul Young, Go West, John Mayer Trio, The Who, Jeff Beck, entre outros.

Ele utilizava um Music Man StingRay fretless de 1979.

Então, vamos escutar a música “Everytime You Go Away”, de Paul Young, lançada em 1985.

Prestem atenção nessa super linha de baixo.

Outra música com uma linha marcante de fretless, com a mesma dupla, é “Wherever I Lay My Hat”. E, já que estamos falando dos anos 80, outras músicas com linhas memoráveis de fretless são “Lady in Red” (Chris de Burgh), “As the World Falls Down” (David Bowie, com Will Lee no baixo) e “King of Pain” (The Police).


Música 5 — Yuri Popoff — “Vida e Música”

Agora vamos falar de um baixista brasileiro de Montes Claros.

Yuri Popoff é um daqueles músicos que deveriam, obrigatoriamente, ser estudados nos cursos de contrabaixo. Ele domina o instrumento e sua linguagem como poucos. Preste atenção em como ele faz cada nota soar: parece que todas as notas têm vida própria.

Tocou em algumas orquestras nos anos 70 e começou a utilizar o fretless no final dessa década.

Segundo Benjamin “BJ” Bentes, em 1982, Popoff foi o primeiro a gravar uma música com solo de fretless. O registro está no disco “Instrumental”, de Mara do Nascimento.

Além disso, trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Beto Guedes, Toninho Horta, Cássia Eller e Tavinho Moura.

Na matéria da Bass Player, BJ escreve que ele possui dois baixos Pedulla fretless — um de 5 cordas e outro de 8 cordas (em pares oitavados, como em um violão de 12 cordas) — além de um modelo Yamaha, um baixolão e um Tokai japonês, todos fretless.

Para este especial, escolhemos a canção “Vida e Música”, do álbum “De Paris a Minas” (2019). Esta música foi indicada pelo próprio Yuri.

A formação da faixa é: Yuri Popoff — baixo fretless; Manuel Rocheman — piano; Olivier Ker Ourio — harmônica; Christophe Bras — bateria.

O álbum “De Paris a Minas” foi gravado no Sextan Studio, em Paris (França), entre os dias 11 e 13 de junho de 2017.

Ele contou com a colaboração de renomados músicos do cenário contemporâneo do jazz europeu.

O álbum traz temas inéditos, além de sua mais conhecida criação, “Era Só Começo o Nosso Fim”.

As informações foram gentilmente fornecidas por Berenice Chaves.


Música 6 — João Baptista — “Clube da Esquina 2”

Agora vamos escutar uma música de Milton Nascimento que conta com o baixista João Baptista no fretless.

A música é a belíssima “Clube da Esquina 2”, gravada com um fretless de 5 cordas.

Ela está no álbum “Angelus”, que contou com a participação de diversos músicos, como Pat Metheny, Jon Anderson (Yes), Wayne Shorter e James Taylor. Além de João, o disco traz também a lenda do contrabaixo acústico Ron Carter.

Se vocês quiserem conferir o desempenho de Carter, Metheny e Shorter, escutem a música “Vera Cruz”.

Vamos, então, ouvir a linda canção de Milton Nascimento, em parceria com os irmãos Lô e Márcio Borges: “Clube da Esquina 2”, do álbum “Angelus” (1993).


Música 7 — Brenda Martin — “Sin La Red”

Como sempre, abrimos espaço aqui no nosso programa para os baixistas latino-americanos e, desta vez, o destaque vai para a sensacional Brenda Martin.

Brenda é uma baixista argentina que desenvolve um trabalho incrível com a banda Eruca Sativa. Se vocês ouvirem a banda, perceberão que ela utiliza diversos modelos de contrabaixo.

Para este especial, escolhemos a música “Sin La Red”, na qual ela toca fretless e realiza um belo solo no meio da canção.

Brenda é bacharel em Música pela Escuela Superior de Música Popular La Colmena (Córdoba, Argentina).

Posteriormente, tornou-se professora na própria escola e também em outras instituições, como a Academia Musical Sol e a Academia Yamaha, além de trabalhar com alunos particulares.

A banda Eruca Sativa foi formada na Argentina em 2007, e seus integrantes são: Lula Bertoldi (guitarra e voz), Brenda Martin (baixo e voz) e Gabriel Pedernera (bateria e voz).


Música 8 — Steve Di Giorgio — “The Philosopher” (Death)

Agora vamos escutar o fretless no thrash metal.

Isso mesmo! Um dos maiores nomes do contrabaixo no estilo é Steve Di Giorgio, que utiliza um baixo fretless para gravar a maior parte de seu trabalho.

Para este especial, separamos uma música da banda Death.

Procurem no YouTube — há vários vídeos desse baixista tocando com esse tipo de instrumento.


Por falar em som pesado, uma música bem famosa com fretless nesse estilo é “Until It Sleeps”, do Metallica, com Jason Newsted no baixo.


Música 9 — Steve Bailey — “Stan the Man”

Steve Bailey é um dos grandes nomes do contrabaixo.

Ele utiliza um fretless de seis cordas e vocês podem conferir suas performances nesse trabalho interessante ao lado de Victor Wooten.

Eles montaram um projeto chamado Bass Extremes, que foi muito importante para o contrabaixo na década de 90. O projeto envolveu uma vídeo-aula e um livro com as linhas e lições, acompanhado de um CD. Em todos os shows, Steve empunhou o seu fretless. Posteriormente, eles lançaram músicas novas com a participação de outros músicos.

Para este especial, separamos uma música de que eu gosto muito, feita em homenagem a Stanley Clarke. O nome da música é “Stan the Man”, e prestem atenção aos acordes executados com harmônicos artificiais.

Para quem não sabe, essa técnica consiste em tocar com um dedo da mão direita enquanto outro dedo da mesma mão produz o harmônico — na maior parte das vezes, uma oitava acima. Porém, como podemos perceber, Steve explora diversos intervalos. Geralmente, o baixista utiliza o indicador para gerar o harmônico e, apenas para registrar, Jaco executava os harmônicos artificiais com o polegar.

O baterista do trio é Gregg Bissonette.

Nesse trabalho, há também uma música solo de Steve chamada “Moonridge”.

Espero que escutem o programa.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

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Bons estudos e até a próxima coluna!


Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 8


Olá, pessoal!

Nesta coluna, apresentamos a segunda parte da coluna sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Nesta coluna, vamos explorar o elemento de articulação denominado slide, que consiste, basicamente, em arrastar um dos dedos da mão esquerda sobre a escala do braço do instrumento. As três maneiras mais comuns de se realizar o slide estão apresentadas nos três primeiros exercícios.

No primeiro exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, emitindo-a assim que alcançar essa nota. Tenha cuidado para não fazer soar o Si antes de articulá-lo com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso. Repita o exercício em todas as cordas.


Exercício 2

No segundo exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, sem emitir esta última com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso.


Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos um tipo de slide bastante comum: inicie o movimento do slide e, somente após isso, articule a nota com a mão direita. Nesse tipo de slide, a casa de origem é indiferente, pois o efeito sonoro produzido será o mesmo. No segundo compasso, articule a nota e, em seguida, deslize em direção descendente por meio do slide.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos a linha de base da música “Purple Stain”, na qual são empregadas diversas formas de slide.


Concluindo, o slide constitui um importante recurso de articulação, capaz de ampliar as possibilidades expressivas do instrumento. A prática sistemática dos exercícios apresentados contribui para o desenvolvimento da coordenação entre as mãos, do controle sonoro e da consciência de movimento ao longo do braço do instrumento. Ao dominar as diferentes formas de slide, o músico passa a dispor de um vocabulário técnico mais rico para aplicação em contextos de improvisação, acompanhamento e composição.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Harmonia - Aula 10 - Escalas Menores - Parte 3


Olá, pessoal!

Nesta aula, damos continuidade aos estudos das escalas menores. Chegamos à décima aula de harmonia e, até aqui, já abordamos diversos temas, entre eles: intervalos, escala maior, aplicação de 5ª e 8ª, escala menor e menor harmônica. Agora, estudaremos a escala menor melódica, encerrando o primeiro ciclo de escalas fundamentais para os nossos estudos de harmonia no contrabaixo.

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Escala Menor Melódica

A escala menor melódica distingue-se da escala menor natural pelo uso da sexta maior e da sétima maior. Essa escala apresenta uma forma descendente diferente da ascendente: ao subir, os intervalos são T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7M, enquanto, ao descer, correspondem aos da escala menor natural. Conhecer essa forma é importante para a condução de vozes, aspecto muito comum no trabalho de músicos arranjadores e compositores.

No jazz e no fusion, porém, a escala menor melódica costuma ser utilizada mantendo os mesmos intervalos tanto na forma ascendente quanto na descendente. Nesses contextos, ela também recebe o nome de escala menor bachiana.

Em nossa coluna, tratarei apenas da forma ascendente, na qual os tons e semitons estão organizados da seguinte maneira:



Agora temos a digitação da escala menor melódica.

Estudem a parte teórica e prática desta escala partindo de outras fundamentais.


Vídeo:



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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 7


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos duas matérias sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Flea utiliza variações rítmicas baseadas na subdivisão de semicolcheias. As três mais frequentes estão exemplificadas no primeiro exercício.

  1. Primeiro compasso: Pratique semicolcheias contínuas nos dois tempos para se habituar à subdivisão.
  2. Segundo compasso: A primeira ligadura une as duas primeiras semicolcheias, transformando-as em uma colcheia. O segundo tempo apresenta a célula escrita corretamente.
  3. Terceiro compasso: A ligadura une as duas semicolcheias do meio, com o segundo tempo demonstrando a escrita da célula.
  4. Quarto compasso: A ligadura conecta as duas últimas semicolcheias, e no segundo tempo vemos a célula correspondente.


Exercício 2

Este exercício apresenta o pré-refrão da música "Californication", exemplificando as variações rítmicas frequentemente utilizadas por Flea.


Exercício 3

Aqui trabalhamos as escalas de Fá maior e Ré menor, que compartilham as mesmas notas: F, G, A, Bb, C, D, e E.
No terceiro compasso, a escala é tocada na região que será explorada na música.


Exercício 4

Utilizando as escalas exemplificadas, podemos criar frases dentro da tonalidade. Em "This Velvet Glove", Flea explora a escala de Ré menor para construir linhas melódicas. Quando a harmonia atinge o acorde de Bb, ele utiliza a sonoridade da escala Lídia (quarto modo grego de Fá) para criar um efeito característico.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 3

Olá pessoal!

Nesta semana, damos continuidade à nossa série sobre os baixistas de Frank Zappa, com a terceira parte da matéria. Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Na terceira e última parte desta série de colunas, abordamos o período entre o final da década de 1970 e o começo dos anos 1980. Para esta fase, extraímos exemplos de três discos, que considero particularmente influentes e importantes desse período:

  • Zappa in New York (Patrick O'Hearn)
  • You Are What You Is (Arthur Barrow)
  • Sheik Yerbouti (Patrick O'Hearn)

Esses álbuns são marcos na carreira de Frank Zappa e trazem novos elementos de experimentação e inovação, continuando a evolução do trabalho do compositor e de seus baixistas.

Exemplo 1

O primeiro exemplo é extraído da música “Titties & Beer” e refere-se à base principal da música. A frase foi construída utilizando a escala de F# Dórico e uma aproximação cromática para a fundamental do acorde no quarto tempo.


Exemplo 2

No segundo exemplo, temos a base de voz da música “Doreen”. Este trecho foi construído utilizando a fundamental de cada acorde. No final da música, o baixista cria variações sobre os acordes utilizando a escala de F maior.


Exemplo 3

Este exemplo foi extraído da música “The Black Page” na versão do álbum Zappa In New York com o baixista Patrick O'Hearn. A música foi construída sobre um baixo pedal em Sol, e nesta versão, o baixista dobra algumas frases do tema, desviando-se um pouco dessa ideia. Perceba que o tema trabalha com algumas quiálteras de quintina e sextina, e a fórmula de compasso muda constantemente.



Exemplo 4

Este exemplo corresponde à introdução da música e foi construída utilizando a Pentatônica de Dó Maior. "Flakes" está no álbum Sheik Yerbouti.

-Zappa in New York (Patrick O’Hearn)


-You Are What You Is (Arthur Barrow)


-Sheik Yerbouti (Patrick O’Hearn)


Esta é a terceira e última parte da coluna sobre os baixistas de Frank Zappa. A intenção dessas colunas é destacar a importância dos músicos nas composições desse importante compositor. A maioria dos músicos que trabalharam com Zappa eram virtuoses em seus respectivos instrumentos e construíram carreiras sólidas após saírem de sua banda.

Estudem as músicas, as frases e as fórmulas de compasso utilizadas. Zappa compunha sem o auxílio de instrumentos, o que significava que suas composições não seguiam "shapes" nem "padrões", pois tudo era criado diretamente do que o compositor "ouvia" em sua mente. Por isso, sua música é extremamente complexa e de difícil execução.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.