segunda-feira, 1 de junho de 2026

Baixistas do Rock - Parte 12


Olá, pessoal!

Nesta coluna, continuamos a falar sobre as técnicas e abordagens musicais de Cliff Burton.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Exercício 1

Neste primeiro exercício, trabalhamos uma frase inspirada na música The Four Horsemen, construída em tercinas e baseada na escala de Mi menor blues. O objetivo é desenvolver a precisão rítmica na subdivisão ternária e a familiaridade com o vocabulário típico do estilo.



Exercício 2

No segundo exercício, iniciamos o estudo do pizzicato com três dedos, técnica bastante utilizada no heavy metal e no thrash metal. Uma das principais dificuldades desse recurso está no fato de termos três dedos para executar quatro notas por tempo (semicolcheias). Por esse motivo, diversas combinações podem ser empregadas, sendo a mais comum a sequência anelar–médio–indicador. Observe que, ao manter essa sequência contínua, a primeira nota de cada grupo de quatro semicolcheias recairá sempre em um dedo diferente. Pratique lentamente e com atenção para consolidar a coordenação motora e a estabilidade rítmica.



Exercício 3

No terceiro exercício, mantemos a mesma sequência de dedos da mão direita, mas introduzimos variações na mão esquerda por meio de movimentos cromáticos. O foco aqui é integrar a independência das mãos, preservando a regularidade do ataque e a clareza das notas.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo inspirado na música Ride the Lightning, utilizando a semicolcheia como célula rítmica de referência. Procure manter o pulso firme e a articulação homogênea, evitando tensões desnecessárias na mão direita.



Ao longo destas duas colunas, exploramos diferentes aspectos da linguagem do contrabaixo no metal, desde a aplicação de levadas ternárias e influências do blues até o desenvolvimento técnico do pizzicato com dois e três dedos. Os exercícios propostos buscam não apenas aprimorar a coordenação motora e a precisão rítmica, mas também aproximar o estudo técnico do repertório real, permitindo que compreendamos como esses recursos aparecem na prática musical. A consolidação dessas habilidades contribui para maior segurança interpretativa, ampliação do vocabulário estilístico e melhor controle do instrumento em contextos de alta demanda rítmica.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Vídeo: Como usar variações rítmicas em sua música.


Olá, pessoal! 

Já viram a série de vídeos que eu fiz com o meu amigo Mauricio Fernandes?

Nela, falamos sobre diversos temas relacionados à música e aos estudos em geral. Este é o segundo vídeo da série, no qual falamos sobre ritmo aplicado em suas músicas.

Curtam nossas redes e acompanhem o nosso trabalho; estaremos sempre postando novidades.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:
http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

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Vídeo

Informações:

Vídeo sobre harmonia com os músicos Mauricio Fernandes (guitarra) e Fernando Tavares (contrabaixo).
Filmado e editado por Renata Pereira.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Steve Ray Vaughan – Pride and Joy

Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Pride and Joy" de Stevie Ray Vaughan, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem:

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

Abraços e até a próxima matéria!

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Coluna de baixistas - O estilo de Jeff Berlin - Parte 3

Olá, pessoal!

Nesta semana, temos no site a terceira parte da matéria sobre o estilo musical de Jeff Berlin. Nela, demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Nessa coluna, damos sequência à matéria sobre Jeff Berlin com pequenos trechos extraídos de exercícios.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Jeff Berlin

Nascido em 17 de janeiro de 1953, em Long Island, Nova York, Jeff Berlin é amplamente reconhecido como um dos maiores virtuoses do contrabaixo elétrico e uma das figuras centrais do jazz-rock/fusion. Dono de uma técnica notável, Berlin destaca-se pelo profundo domínio de harmonia e improvisação, além de ter explorado, especialmente no início de sua trajetória, recursos como o slap e a técnica de two hands.

Blues em Bb

Five G

Técnica

In Search of the Lost Chord Tone

Mother Load



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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Transcrição - Apostrophe' Trio - Ilusões

 

Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Nesta semana, temos a transcrição da música Ilusões.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Ilusões


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Apostrophe' Trio: Ilusões

Música por Fernando Tavares

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

EP - Apostrophe' Duo -Smoking Pipe

 

Olá, pessoal!

Em 2023, lançamos o novo EP do Apostrophe' em formato duo, chamado Smoking Pipe.

Ele está disponível em todas as plataformas de streaming. Alguns links para escutar o álbum são:

Spotify: https://open.spotify.com/album/0b1dKsSAhvrP6YoetxXXdV?si=Tqj_N4iuRJ62Kbupse_jVg

Deezer: https://deezer.page.link/NiiSzyV6Qp6pZZLcA

Apple: https://music.apple.com/us/album/apostrophe-duo-ep/1677683263

Youtube:

O EP "Smoking Pipe", do Apostrophe' Duo, é o segundo trabalho do projeto Apostrophe'. 

Desta vez o contrabaixista Fernando Tavares e o guitarrista Lucas Fragiacomo se reuniram para gravar um EP com quatro músicas, sendo três inéditas e uma regravação da faixa Apostrophe' em formato jazz.

Esse álbum foi composto no primeiro semestre de 2022 e registrado no início de 2023. 

As gravações possuem um clima ao vivo, pois o Duo procurou manter a sonoridade que conseguiu extrair nos ensaios. O álbum foi gravado no Insound Estúdio e é o primeiro a sair pela Insound Produtora, e contou com a produção de Clayton Souza. Mais sobre a produtora no link https://insoundprodutora.com/.

A capa foi criada pelo artista Pedro Terra, que utilizou um quadro do artista plástico Gilberto "Giba" Tavares como fonte principal.

O designer e o logo da banda foram feitos por Rommel Lima.


As faixas são:

1 - Smoking Pipe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

2 - Apostrophe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

3 - Sons da Mente III - Lucas Fragiacomo

4 - Ventos da Liberdade II - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo


O álbum está em todas as plataformas de streaming.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Transcrição do mês - Tim Maia - Lábio de Mel com Jamil Joanes no baixo

 
Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento uma transcrição com texto explicativo no site. Para esta coluna, escolhemos uma música de Tim Maia, com Jamil Joanes no contrabaixo.

Nesta coluna, abordaremos aspectos importantes da construção de grooves no contexto da música brasileira, com ênfase no swing, na articulação e no desenvolvimento de variações a partir de estruturas harmônicas recorrentes. Este material foi originalmente publicado na revista Bass Player Brasil (v. 15, p. 74–78, 03 dez. 2012).

O vídeo com a explicação está no canal de Bass Player Brasil.



Lançado no segundo semestre de 1979 pela gravadora EMI-Odeon, Reencontro é o décimo primeiro álbum de estúdio de Tim Maia e marca seu retorno ao circuito fonográfico após o período vinculado à Cultura Racional. O disco se inicia com “Boogie Esperto”, parceria com Hyldon, evidenciando uma sonoridade fortemente orientada ao funk, com presença marcante de metais e linhas de baixo em destaque. A produção do álbum é assinada pelo próprio Tim Maia, com arranjos e regência de Lincoln Olivetti, configurando um padrão estético caracterizado pela densidade tímbrica e pela sofisticação rítmica.

A banda é composta por músicos de destaque da cena brasileira, incluindo o contrabaixista Jamil Joanes, cuja atuação é central na construção do groove do álbum. A seção rítmica conta ainda com Paulinho Braga (bateria) e Don Chacal (percussão), enquanto os arranjos de metais — com nomes como Paulinho Trompete e Marcio Montarroyos — e a presença de cordas reforçam a complexidade textural das faixas. Nesse contexto, o álbum consolida uma síntese entre soul, funk e música popular brasileira, reafirmando o lugar de Tim Maia como um dos principais articuladores dessas linguagens no Brasil.


Biografia — Jamil Joanes

Jamil Joanes (nascido em 12 de março de 1952, em Belo Horizonte) é um dos mais importantes contrabaixistas da música popular brasileira, com atuação destacada a partir da década de 1970.

Integrou grupos fundamentais como a Banda Black Rio e o Som Imaginário, consolidando-se como um dos principais representantes da fusão entre música brasileira e influências do soul e do funk norte-americano. Sua atuação nesses contextos foi decisiva para a construção de uma linguagem de baixo marcada pelo groove, pela síncope e pela interação entre estilos.

Ao longo de sua carreira, participou de gravações e apresentações com importantes nomes da música brasileira, como Tim Maia, Maria Bethânia, João Bosco e Gonzaguinha, além de colaborar internacionalmente com George Duke.

Sua trajetória também inclui trabalhos como compositor e intensa atividade em estúdio e em turnês, sendo reconhecido por sua versatilidade e pela capacidade de articular elementos da música popular brasileira com a tradição da música negra norte-americana.


Esta música foi lançada no álbum Reencontro e tornou-se um dos maiores sucessos de Tim Maia, contando também com a presença do não menos genial Jamil Joanes nos graves.

A introdução, a base da voz e o refrão são construídos sobre os acordes de Emaj9, Bmaj9 e um II–V–I para Ré maior (Em7, A7 e Dmaj7). No pré-refrão, ocorre um II–V–I para Si maior (C#m7, F#7 e Bmaj7) e, em seguida, o mesmo II–V sem resolução no primeiro grau, conduzindo ao acorde de Dmaj7; na repetição do trecho, essa cadência resolve no acorde de Bmaj7 (I grau do trecho).

A música apresenta caráter fortemente swingado, com diversas variações e uso recorrente de notas abafadas. Sua memorização é relativamente acessível, pois o baixista mantém um princípio construtivo recorrente nas frases. Na introdução, na base de voz e no refrão, utiliza-se a fundamental, a quinta e a oitava do acorde de Emaj9, antecipando a fundamental do acorde seguinte (Bmaj9) por meio de sua quinta (nota fá sustenido). Cabe observar que esse acorde surge sistematicamente uma colcheia antes do primeiro tempo do segundo compasso, mantendo a nota sustentada até o segundo tempo.

No II–V (Em7 e A7), o baixo trabalha predominantemente com a fundamental de cada acorde. Já sobre Ré maior, há ampliação do campo variacional, com uso recorrente da pentatônica de Ré maior, sendo nesse ponto que se concentram as maiores variações do trecho. A introdução ocorre entre os compassos 1 e 8; a base de voz entre os compassos 9 e 16, 33 e 40 e 57 e 64; e o refrão entre os compassos 25 e 32, 49 e 56 e a partir do compasso 73 até o final.

O pré-refrão situa-se entre os compassos 17 e 24, 41 e 48 e 65 e 72, mantendo essencialmente os mesmos princípios construtivos das seções anteriores.

Esta música constitui um ótimo estudo para baixistas interessados em swing e improvisação na construção de grooves. Embora não apresente grande densidade teórica na elaboração de Jamil Joanes, trata-se de uma linha que exige atenção à articulação, ao timbre e ao feeling característicos da gravação.


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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Baixistas do Rock - Parte 11


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Cliff Burton do Metallica e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Cliff Burton

Cliff Burton foi baixista do Metallica e um dos músicos mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1962, na Califórnia, destacou-se por sua abordagem musical sofisticada, incorporando ao metal elementos do rock progressivo, da música erudita e do blues. Seu estilo era marcado pelo uso expressivo de distorção, pela aplicação de técnicas pouco comuns ao baixo elétrico na época e por uma forte preocupação com a construção melódica das linhas de baixo. Além de instrumentista, Burton também contribuiu significativamente para o desenvolvimento composicional do Metallica em seus primeiros álbuns. Sua musicalidade e visão artística ajudaram a ampliar as possibilidades do contrabaixo no rock pesado, influenciando gerações de músicos.

Cliff Burton e alguns aspectos de sua linguagem musical serão abordados a seguir. Entre os elementos recorrentes em sua forma de tocar, destacam-se o uso de levadas com influência do blues, a aplicação de escalas pentatônicas com blue notes e a exploração de texturas timbrísticas por meio de efeitos. Nesta oportunidade, enfatizaremos a levada de shuffle, recurso que aparece em diversos contextos do rock e do blues e que também pode ser observado em passagens do repertório do Metallica.


Exercício 1

O shuffle é uma levada muito característica do blues e é construída a partir da subdivisão ternária do pulso, resultando na relação de uma semínima tercinada seguida de uma colcheia tercinada. Na escrita musical, costuma ser grafado com colcheias regulares, acompanhadas da indicação de que devem ser interpretadas em shuffle feel.

Exercício 2

Neste exercício, toque a nota Mi primeiro com colcheias regulares e, em seguida, execute o mesmo padrão utilizando o shuffle feel, a fim de perceber claramente a diferença entre as duas levadas.



Exercício 3

No terceiro exercício, temos a escala Pentatônica de Lá menor no primeiro compasso e, no segundo, a escala Blues de Lá menor. A escala Blues corresponde à pentatônica acrescida da quarta aumentada, conhecida como blue note, que geralmente funciona como nota de passagem e acrescenta tensão expressiva ao fraseado.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo extraído da música The Four Horsemen, construído a partir da levada em shuffle.


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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Vídeo: Aplicando harmonia em composições próprias


Olá, pessoal! 

Já viram a série de vídeos que eu fiz com o meu amigo Mauricio Fernandes? 

Nela, falamos sobre diversos temas relacionados à música e aos estudos em geral. Este é o primeiro vídeo da série, no qual abordamos harmonia.

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Vídeo


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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Milton Nascimento - Clube da Esquina 2

Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Clube da Esquina 2" do cantor Milton Nascimento, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Coluna de baixistas - O estilo de Jeff Berlin - Parte 2

Olá, pessoal!

Nesta semana temos no site a segunda parte da matéria sobre o estilo musical de Jeff Berlin. Nela, demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Nessa coluna, damos sequência a coluna sobre Jeff Berlin com um material apresentado tem como base a matéria publicada em O Estilo de Jeff Berlin, na revista Bass Player Brasil, v. 22, p. 50–55, jul. 2013.

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Jeff Berlin

Nascido em 17 de janeiro de 1953, em Long Island, Nova York, Jeff Berlin é amplamente reconhecido como um dos maiores virtuoses do contrabaixo elétrico e uma das figuras centrais do jazz-rock/fusion. Dono de uma técnica notável, Berlin destaca-se pelo profundo domínio de harmonia e improvisação, além de ter explorado, especialmente no início de sua trajetória, recursos como o slap e a técnica de two hands.

James

Nesta versão desta belíssima música do guitarrista Pat Metheny, está transcrita a parte da melodia executada por Jeff Berlin no contrabaixo, utilizando diversos ornamentos e apresentando uma interpretação bastante interessante. Preste atenção nos ligados e slides indicados na transcrição. Vale a pena conhecer a melodia original e compreender como o baixista a interpreta de maneira sofisticada, modificando levemente os tempos e inserindo algumas notas adicionais. Todas as notas pertencem à escala do tom, que é Ré maior.


Joe Frazier (Round Two)

Esta música possui duas versões com pequenas diferenças: a primeira está no álbum do baterista Bill Bruford, e a segunda no álbum Pump It, de Jeff Berlin. Apesar das variações, ambas têm em comum o tema principal, transcrito neste exemplo. Nesse trecho, utiliza-se basicamente a escala de Mi Mixolídio com blue notes, conferindo uma sonoridade bem característica da música americana. A divisão rítmica base para a construção é a semicolcheia, e a digitação é bastante complexa.


Tears In Heaven

Belíssimo arranjo de Chord Melody (técnica em que se executam acordes e melodia simultaneamente), criado por Jeff Berlin para a música de Eric Clapton. A peça está na tonalidade de Mi maior, e o arranjo é construído a partir das notas dessa escala. Tente montar os acordes indicados na cifra, pois os dedilhados são realizados respeitando essas estruturas harmônicas. É necessária atenção especial à execução das melodias e frases criadas pelo baixista para enriquecer o arranjo. Observe também os elementos técnicos utilizados, como ligados, slides e alguns vibratos, característica marcante no fraseado de Berlin.


This Is Your Brain On Jazz

Esta melodia apresenta um grande desafio, pois o andamento é altíssimo e o baixista insere muitas pausas ao longo do trecho. Tenha cuidado com a execução e a fluidez das notas. Não foi anotada a harmonia, pois há apenas o baixo da melodia e um contrabaixo acústico executando o walking bass. As notas pertencem à escala de Fá maior, com exceção de um Dó sustenido, que aparece frequentemente como blue note.


Tokio Dream

Música do álbum homônimo do guitarrista Allan Holdsworth, na qual o baixista cria uma linha repleta de acordes e musicalidade. No primeiro trecho, exploram-se as notas dos acordes nos quatro primeiros compassos. A partir do compasso 5, o baixista utiliza a Penta Sus4 (segundo modelo das pentatônicas geradas pela Pentatônica Maior, também conhecida por alguns músicos como Híbrida) para construir a frase.

No compasso 10, inicia-se uma nova seção do tema. Além das ideias anteriores, o baixista explora dedilhados baseados nos modelos dos respectivos acordes, preenchendo a música de maneira bastante interessante. Vale ressaltar a importância de montar previamente os shapes dos acordes e, em seguida, tocar as notas conforme a ordem apresentada na tablatura. Esses dedilhados ocorrem nos compassos 11 ao 14.


Whisper Not

Mais uma famosa música de jazz interpretada por Berlin. Aqui está transcrita a melodia principal da peça. Vale aplicar as mesmas ideias discutidas nas outras melodias e compará-la com a versão original, percebendo as variações de execução e interpretação.


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Transcrição - Apostrophe' Trio - Clima

 

Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Neste mês, temos a transcrição da música Clima.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Clima


Esta composição foi escrita por Mozart Mello e cedida gentilmente por ele para o nosso álbum de estreia. A sua uma forma estrutural é composta por quatro partes distintas: A-A-B-A-B-C-D = solos-A-B-C.

Transcrição

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Apostrophe' Trio: Clima

Música por Mozart Mello

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraço e até a próxima coluna!

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Artigo: I miss the comfort in being sad: a representação da melancolia do grunge na utilização dos modos maior e menor

 Olá, pessoal!

Estou aqui hoje para apresentar o artigo acadêmico “I miss the comfort in being sad: a representação da melancolia do grunge na utilização dos modos maior e menor”, de minha autoria em coautoria com o querido amigo Aldo Luiz Leoni, no livro “Histórias locais e translocais da música: aproximações às narrativas pós-coloniais”.
A obra foi organizada por Diósnio Machado Neto (Universidade de São Paulo – Escola de Artes, Ciências e Humanidades) e Fátima Graciela Musri (Universidad Nacional de San Juan – Instituto de Estudios Musicales), e publicada em 25 de agosto de 2025 pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).
O livro pode ser encontrado no link:

Livro: Histórias locais e translocais da música: aproximações às narrativas pós-coloniais

Lançamento: 25 de Agosto de 2025.

Local: Porta de Livros Abertos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Bons estudos e até a próxima coluna!


Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.


Fernando Tavares é pesquisador, professor e contrabaixista. Contribuiu com diversas publicações para revistas especializadas em contrabaixo e hoje é membro do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH-USP Leste), do CEMUPE (Centro de Musicologia de Penedo) e do LEDEP (Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico da EACH-USP Leste).

É Mestre e Doutorando em Musicologia pela ECA-USP e é bolsista da CAPES.

"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Partimentos com graus conjuntos: uma perspectiva para a análise e realização de esquemas de contraponto e harmonia

 Olá, pessoal!

Estou aqui hoje para falar do trabalho "Partimentos com graus conjuntos: uma perspectiva para a análise e realização de esquemas de contraponto e harmonia" de 2021. 

Ele foi apresentado no IV Congresso da Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical, realizado entre os dias 24 e 27 de novembro de 2021.

O programa do congresso pode ser encontrado no link: 

https://tema.mus.br/eventos/public/conferences/1/schedConfs/6/program-pt_BR.pdf

O vídeo da apresentação pode ser assistido no link:


Resumo do trabalho

Os partimentos tinham como principal característica o ensino de contraponto e harmonia por meio de linhas de baixo que instruíam os estudantes de música. Tais linhas possuíam fragmentos e sequências de notas que seguiam determinados modelos apreendidos pelos músicos do período galante para improvisar e compor (figura 1, exemplo de partimento). A partir da compreensão desses movimentos de baixo, o músico os utilizava como base gramatical e como apoio para o sucesso do projeto discursivo organizado pela retórica musical. Esses movimentos de baixo poderiam ser feitos de diversas maneiras: por cromatismos ascendentes ou descendentes; por movimentos padronizados, como o da Romanesca (figura 2), que é caracterizado pelo movimento de quinta descendente, seguido por uma segunda ascendente e por graus conjuntos. Em suma, tais fragmentos instruíam o músico na melhor resolução para determinada sequência, ou partimento.

Figura 1: Exemplo de partimento extraído do caderno Francesco Durante, Principi e Regole: per accompagnare del sig.e Francesco Durante. 1760-1800, p. 15. Disponível em: http://www.internetculturale.it/


Figura 2: Exemplo do schema Romanesca extraído de Gjerdingen (2007, p. 32)

Assim, o objetivo principal deste trabalho é demonstrar as realizações de partimentos por graus conjuntos. Para tanto, um dos tópicos de ensino do modelo italiano, a Regra da Oitava, é demonstrado de maneira sintetizada, pois, em trabalhos anteriores deste grupo de estudo, ela foi contextualizada em seus pormenores, tanto na sua forma mais comum — a harmonização das escalas ascendentes e descendentes (figura 3) — quanto nas relações de fragmentos entre pequenos movimentos de baixo, com harmonizações particulares para cada grau da escala, denominada regola delle corde del tono.

Figura 3: Exemplo da Regra da Oitava nas formas ascendente e descendente com base no modelo de Fedele Fenroli (1775). Fonte: Tavares (2021, p. 88).

Assim, tendo como base essa regra tão difundida, iniciamos a comparação com outros modelos de harmonização para graus conjuntos. Para tanto, comparamos fragmentos que constituem a base de determinadas schemata e de combinações harmônicas estabelecidas como padrões utilizados pelos compositores e improvisadores, dentre elas a Romanesca (variação galante), Prinner, Do-Re-Mi, Fenaroli, entre outras. Além desses esquemas, comparamos com outro tópico chamado movimento de baixo por grau conjunto ascendente (figura 4) e descendente (figura 5), que demonstram ideias de realizações diferentes das demonstradas na Regra da Oitava.

Figura 4: Movimentos de baixo ascendente nomeados como 5-6, 7-6 e 9-8. Estes movimentos foram editados por Tavares (2021, p. 99) com base nos modelos de Fenaroli (1775) e Sanguinetti (2012)


Figura 5: Movimentos de baixo descendente nomeados como 6-5, 6-6 e 7-6. Estes movimentos foram editados por Tavares (2021, p. 100) com base nos modelos de Fenaroli (1775) e Sanguinetti (2012)

Para fins de compreensão de como montar as realizações de baixo, Fedele Fenaroli (1775) indica três níveis de resolução para os partimentos: (1) apenas com as consonâncias, que, na teoria do partimento, significam os intervalos que constroem os acordes na Regra da Oitava; (2) utilizando as dissonâncias, que seriam intervalos obtidos por meio da preparação por ligadura; e, por fim, (3) a utilização da diminuição e da imitação, que conferem ao partimento o seu estágio de arte.

A compreensão desses três tipos de resolução auxiliará o leitor na próxima etapa do nosso trabalho, que compreende a demonstração dessas ferramentas dentro de um acervo musical. Para tanto, foram utilizadas obras do Padre José Mauricio Nunes Garcia (1767–1830) e de Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791), compositores do período galante.

Como conclusão, afirmamos que este trabalho se enquadra nas pesquisas do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH/USP), que desenvolve uma atualização constante de informações teóricas cruzadas com modelos analíticos anteriores e posteriores ao período galante, para garantir aos pesquisadores de música as ferramentas adequadas para a análise dos compositores desse período.

PALAVRAS-CHAVE: Partimento. Esquema Galante. Ensino de Música. Contraponto. Harmonia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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Abraços e até a próxima coluna!


Fernando Tavares é pesquisador, professor e contrabaixista. Contribuiu com diversas publicações para revistas especializadas em contrabaixo e hoje é membro do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH-USP Leste), do CEMUPE (Centro de Musicologia de Penedo) e do LEDEP (Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico da EACH-USP Leste).
É Mestre e Doutorando em Musicologia pela ECA-USP e é bolsista da CAPES.
"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001
"This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Finance Code 001"