terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Transcrição do Mês - Jota Quest – O Sol


Olá pessoal!

Neste mês temos a transcrição completa da linha de baixo da canção
O Sol da banda Jota Quest.
Esta música foi lançada no álbum Até Onde Vai de 2005 e conta com o talentoso PJ no contrabaixo.
A música apresenta um groove de baixo bem legal na sua introdução e está na tonalidade de Lá Maior. A harmonia da música é basicamente a mesma e utiliza a sequencia I – V –bVII e IV, sendo este bVII um empréstimo muito utilizado em música pop, cuidado que em muitos casos o empréstimo utilizado é o IV/IV que utiliza a mesma tríade, diferenciando deste grau pela sétima (menor no bVII e maior no IV/IV). No Refrão temos uma harmonia diferente que trabalha com o I – V – IV – I.
A primeira levada é feita pensando nos intervalos de fundamental, 5ª e 7ª muito comuns em música pop. Todos os acordes seguem em sua maior parte o mesmo padrão, exceto o compasso 9 que prepara a entrada da voz e o baixista utiliza uma aproximação cromática para a fundamental do próximo acorde, alternada com algumas notas abafadas que dão um efeito bem legal.
A base de voz é feita com a rítmica e o fraseado um pouco mais simples. No trecho são tocadas somente as tônicas de cada acorde e a partir do compasso 14 o baixista insere algumas variações. A base de voz ocorre entre os compassos 10 e 17 e 26 e 33 (sendo que a partir do compasso 30 temos algumas frases um pouco mais complexas pensando na pentatônica maior dos respectivos acordes).
O refrão tem uma linha muito parecida com a introdução, a variação ocorre na sequencia harmônica em que o baixista trabalha com a mesma ideia de fraseado sobre os acordes de A, E e D. Este trecho ocorre entre os compassos 18 e 25, 34 e 38 e 47 e 55. No final da música o baixista trabalha algumas variações sobre as mesmas notas do refrão, estas variações são feitas pensando na pentatônica de A maior para o acorde de A, a escala Mixolídio de E para o acorde de E e a escala de D lídio (apesar de não utilizar a quarta aumentada, podemos pensar nesta escala por causa do grau) para o acorde de D.


Jota Quest - O Sol

Estude com calma todas as partes separadamente e coloque no metrônomo para fazer com que o groove fique bem preciso.


Um abraço e até a próxima coluna!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Documentário do Mês - BBC: Brasil Brasil - Episódio 01 - Do Samba À Bossa (2007)


Olá pessoal!

Neste mês temos como sugestão o documentário "BBC: Brasil Brasil - Episódio 01 - Do Samba À Bossa (2007)". Este documentário faz parte de uma pequena série de 3 documentários produzida pela BBC sobre a música brasileira. Neste primeiro documentário temos a evolução do Samba até a Bossa. O documentário está em Inglês com legendas em Português.
O documentário foi escrito e produzido por Robin Denselow
No site da BBC podem ser encontradas diversas informações como playlist, vídeos com os artistas e muito mais.
http://www.bbc.co.uk/musictv/brasilbrasil/episodes/1/

Ficha Técnica

Ano de produção: 2007

País de origem: Inglaterra

Áudio original: Inglês

Tracklist:

1. Yemanjá - Virginia Rodrigues
2. Pescaria - Dorival Caymmi
3. Disseram que Voltei Americanizada - Carmen Miranda
4. Forró Número 1- Luíz Gonzaga
5. Salve a Mocidade - Elza Soares
6. Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida - Paulinho da Viola
7. Desafinado - João Gilberto
8. Aguas de Março - Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim)
9. Canto de Ossanha - Vinícius de Moraes & Baden Powell

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Técnicas Para Contrabaixo - Mão Direita - Parte 2


Olá pessoal!
Nesta semana temos a segunda parte da coluna sobre a técnica de Pizzicato. Nela vou passar uma série de exercícios para melhorar a execução de notas quando alternamos as cordas e também quando fazemos alguns saltos. Tente manter a sonoridade de todas as cordas em equilíbrio usando os apoios passados na primeira coluna.
Vamos trabalhar sobre dois acordes (Am e Dm), sendo que cada um terá a fundamental em uma corda diferente.

Exercício 01 

No primeiro exercício temos uma levada simples de colcheia utilizando apenas a fundamental de cada acorde. 


Exercício 02

No segundo exercício temos aplicações para alternar o pizzicato em duas cordas diferentes. Na primeira linha foi utilizado um padrão com a fundamental e a quinta de cada acorde, neste exercício podemos variar a mão direita de duas maneiras, alternando os dedos ou utilizando a técnica de sweep, opção escrita na segunda linha do exercício, preste atenção na combinação de dedos. Na terceira linha utilizamos a oitava, sendo que neste padrão é necessário variar os dedos, pois a técnica de sweep não é possível.


Exercício 03

Aqui temos um exercício combinando a fundamental, a quinta e a oitava de cada acorde, explorei diferentes combinações em cada compasso justamente para criar alternativas de aplicações para os exercícios anteriores. Tente criar novos padrões para obter um melhor domínio da mão direita. Observe que nos exercícios sempre optei por utilizar o sweep quando possível, pois é como costumo utilizar o pizzicato.


Estes exercícios foram pensados para se obter uma melhor sonoridade ao trabalhar com cordas alternadas, por isso faça-os devagar e prestando atenção no som.

Vídeo


Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Artigos e Resenhas - Cantos da Estrada por Luiz Domingues


Olá pessoal!
Nesta semana temos mais uma resenha do amigo e talentoso Luiz Domingues. Esta resenha e outras matérias maravilhosas podem ser encontradas nos blogs do autor. Segue abaixo o link deste artigo e os links dos blogs.


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:
Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Então vamos a resenha:


Há muito tempo atrás, o processo de surgimento de novos artistas no panorama cultural, tinha um curso natural. Iniciava-se geralmente entre a infância e adolescência, quando a garotada começava a se interessar por arte de uma maneira em geral e no campo da música em específico, admirando artistas consagrados. Tudo é lúdico e mágico nessa fase e o glamour de seu artista predileto proporcionava o surgimento de uma semente no seu âmago, que frutificava de tal maneira a ser quase uma epifania messiânica. 
Bons tempos esses, onde o celeiro de novos artistas era sempre forjado pela safra boa e perpetuando-se, uma nova geração surgia sempre amparada e inspirada pela qualidade em relação aos artistas consagrados, em detrimento à uma outra concepção, onde artistas de plástico são criados como peças meramente descartáveis por produtores embotados, obcecados por dinheiro e nada mais.
O sonho de ser artista, acompanhou um grupo de adolescentes do bairro da Freguesia do Ó, tradicional bairro da zona norte de São Paulo, nos idos de 1981. Ainda adeptos da velha fórmula, queriam tocar, compor e cantar como seus ídolos da música e nessa predisposição positiva, esmeravam-se em estudos & ensaios. Sob o nome de "Leito de Pedra", esses rapazes imberbes começaram a sua luta com galhardia, garra e cabeças focadas no sonho.
Em sua primeira formação, seus componentes eram : João Carlos Ferraresso (guitarra e voz); Izal de Oliveira (baixo); Mario Moreno (guitarra); Marco Massarelli (bateria) e João Gilberto Bacchetti (voz).

O começo heroico dessa trajetória adolescente foi o comum de tantas outras bandas, ou seja, festivais colegiais; festas, feiras e eventos públicos no bairro e adjacências. A primeira apresentação que guardam com orgulho na memória, foi na sede social da Igreja do Largo Nossa Senhora do Ó, a principal do bairro, onde tocaram um repertório básico de Beatles e sucessos do Rock brasileiro oitentista em voga, de artistas como Ira e Lulu Santos, por exemplo.
Um pouco além, uma mudança de formação, trouxe Milton Moreno substituindo Marco Massarelli na bateria; o vocalista João Gilberto Bacchetti deixa a banda e o irmão de João Carlos Ferraresso, Nelson Ferraresso, entra na banda, como tecladista e backing vocal.
Surgem as primeiras composições, onde a influência maior era o Rock dos anos setenta, em vertentes como o Progressivo e o Hard-Rock. 
Bandas internacionais como Yes; Pink Floyd; Focus; Led Zeppelin; Grand Funk Railroad; Rolling Stones, e Deep Purple, entre outras, faziam a cabeça dos meninos, mas havia também a generosa parcela de influência do Rock brasileiro e da MPB, com artistas como 14-Bis; O Terço; Milton Nascimento e Lô Borges, frequentando a vitrola deles, o tempo todo.
Em 1984, mais maduros e compondo e tocando bem, mudam o nome da banda para "Sigma", que perdurou assim até o final das suas atividades, no início dos anos noventa.
Antenados, frequentavam o circuito de shows de São Paulo, sempre procurando a adequação ao mercado e buscando interação com a cena musical da época. Frequentavam os teatros alternativos (Lira Paulistana, o Teatro Mambembe, os teatros de bairro da prefeitura etc), o Centro Cultural São Paulo, danceterias que promoviam shows de rock aos borbotões etc.
Mas com o fim das atividades da banda, muitas músicas ficaram engavetadas por anos, pois o "Sigma" houvera sido um celeiro de músicos e compositores de talento, mas que dispersaram pelo mundo, tocando em outros projetos, atuando como side-man de artistas consagrados etc.

Foi quando os irmãos Ferraresso, João Carlos e Nelson, uniram forças e resolveram tirar do ostracismo essas canções esquecidas e em 2007, gravaram o CD "Cantos da Estrada".


A proposta era tocar esse projeto como uma banda, embora não tivesse sido possível reunir todos os membros originais. O trabalho criado nos anos oitenta finalmente veio à tona, e com o acréscimo deles estarem absolutamente maduros, portanto, o fator experiência adquirida pela vivência na música nesses anos todos de hiato, foi benéfico para o trabalho.Com um apuro incrível, gravaram suas canções com um belíssimo trabalho de arranjos, execução e escolha de timbres primorosa. Claro, as composições, independentemente dessa roupagem enriquecida, tinham no seu bojo, muita qualidade. Com todas as influências que acumularam durante toda a carreira, não poderia ser de outra forma, o trabalho contido no CD "Cantos da Estrada", é excepcional. 

A começar pela canção homônima do título do álbum. "Cantos da Estrada" tem atmosfera progressiva, com teclados em profusão, muito bem executados, percussão criativa e um vocal que interpreta bem a bela melodia principal.

Ouça a canção "Cantos da Estrada"


"Nave Incandescente" tem ares de balada, com a inclusão de um interessante Riff de guitarra, com ares Hard-Rock e a voz lembra de certa forma o estilo de Cazuza, dos anos oitenta.
"Mundão", traz roupagem de Country-Rock, com execução perfeita.
"Isso Tudo Passa" lembra Cazuza novamente, na interpretação de João Carlos Ferraresso e com uma agradável intervenção dos teclados de Nelson Ferraresso, encerra-se em grande estilo.
"Girassol" tem um irresistível swing de MPB dançante, de acento soul. Tem muito balanço na linha de baixo e uma percussão muito bem tocada e colocada. Destaco o piano elétrico de Nelson Ferraresso, com nítida influência da MPB mineira de Lô Borges.
Em "Livre da Poeira", o violão bem brasileiro e muito bem tocado de João Carlos Ferraresso, impressiona.
"Livre da Poeira II", é um Blues rasgado, daqueles que só os bluesman sabem extrair das entranhas.
"Gelo Seco" é um bonito tema instrumental, onde os irmãos Ferraresso e seus convidados puderam criar uma atmosfera auspiciosa.
"Amor de Verdade" é uma canção de violão, onde João Carlos Ferraresso usou o recurso da declamação. Foi ousado, pois esse expediente é norteado pela linha tênue que separa a intensidade declamatória (onde se exige talento de ator para monólogos, por exemplo), e a pieguice, onde a maioria escorrega no tobogã da cafonice. João Carlos Ferraresso acertou e incluiu-se no primeiro rol que citei.

Nesse trabalho, além dos irmãos Ferraresso, participaram : Daniel "Lanchinho" Rodrigues (bateria); Aden Santos (baixo e guitarra); Marcel Rico (baixo) e Edu Gomes (guitarra).
Segundo Nelson Ferraresso (que aliás auxiliou-me com informações valiosas para que eu pudesse elaborar a matéria), há planos de dar seguimento ao trabalho e naturalmente um novo CD deve sair. 
Torço muito por isso !!

Falando da minha relação com essa rapaziada, tive um contato inusitado com eles, inicialmente em 1986. Através de uma namorada que eu tinha nessa ocasião, fui assistir um ensaio do "Sigma", pois eles eram conhecidos dela do bairro da Freguesia do Ó, onde morava. Mas perdi o contato e só na início dos anos noventa, fui estabelecer amizade com o baixista Izal de Oliveira, quando ele solidificou-se como um ótimo baixista na banda "Caça Níqueis", com bom trabalho na área do Blues-Rock, tendo lançado vários CD's, fazendo muitos shows etc. E no ano de 2011, quando tornei-me integrante da banda de Kim Kehl & Os Kurandeiros, retomei o contato com Nelson Ferraresso, que é tecladista da banda. Foi o meu amigo Kim Kehl, que mostrou-me o trabalho "Cantos da Estrada", do qual encantei-me. Kim Kehl, sabedor do fato que escrevo matérias em Blogs, deu-me a ideia de falar sobre esse trabalho e diante desse incentivo, ponderei sobre dois aspectos : 
1) É inacreditável que um trabalho dessa qualidade artística esteja despercebido perante mídia e grande público e ; 
2) Eu escrevo normalmente sobre diversos assuntos e difícilmente falo sobre música, o que chega a ser insólito se considerarmos que talvez fosse o tema que mais esperariam que eu abordasse em minhas matérias. Portanto, acho que se for para falar de música, esse nicho me interessa muito, que é o de enfocar artistas de extrema qualidade, mas com pouca ou nenhuma visibilidade na mídia.
Sendo assim, aguardem mais matérias com esse teor, doravante, pois se por um lado vemos um panorama tétrico na música mainstream, por outro, existe uma gama de artistas de muita qualidade, sem chance alguma de mostrarem seus talentos, diante da massacrante opressão que forças ocultas exercem para dominar a difusão cultural de baixo nível, no Brasil.
Não vou ficar fazendo discurso inflamado ou cutucando máfias, mas usar meu humilde Blog para dar minha contribuição no sentido oposto, ou seja, mostrando artistas de verdade, com qualidade, coração e alma.
E os irmãos Ferraresso representam exatamente isso. 


É isso aí pessoal. Espero que curtam esta resenha do Luiz e principalmente, conheçam o trabalho desta banda. Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sugestão do Mês - Rush: Classic Albums - 2112 & Moving Pictures


Esta série lançada pela Eagle Records contém vários títulos em DVD de bandas que fizeram a história da música nas últimas décadas. Neles as bandas falam sobre os processos de gravação através das fitas originais, imagens da época e outros detalhes que envolveram a produção destes álbuns. A série é aconselhável para qualquer músico, mas obrigatória para aqueles que querem conhecer mais a fundo os processos de confecção de músicas e álbuns.
Nesta coluna vamos sugerir o DVD (também em Blue-Ray) da banda Rush, na qual os músicos Geddy Lee (voz, contrabaixo e teclados) Alex Lifeson (guitarras e backing vocals) e Neil Peart (bateria e percussão) explicam em entrevistas o que os levaram a lançar os álbuns 2112 e Moving Pictures. Gravado em 1976 o álbum 2112”, foi um divisor de águas da banda. A banda investiu em um álbum cuja faixa título ocupava todo um lado do disco e foi uma maneira dela mostrar o que realmente eles queriam fazer em detrimento a todas as pressões que sofriam da gravadora para ir em uma direção mais comercial. Este álbum apontou o direcionamento que a banda teria nos próximos trabalhos com letras reflexivas e melodias complexas. “Moving Pictures”, lançado em 1981, é o álbum mais bem sucedido da banda e contém os clássicos Tom Sawyer”, “Red Barchetta”, “Limelight” e a instrumental “YYZ.



DVD/Vídeo, lançado em 2010

Faixas
1. Intro
2. Before 2112
3. 2112
4. A Passage To Bangkok
5. The Twilight Zone
6. Move To Moving Pictures
7. Red Barchetta
8. YYZ
9. Tom Sawyer

Bônus Material

1. 2112 Overture
2. Influences
3. Something For Nothing
4. This Is Not A drum Solo (Neil warms up)
5. Geddy On Neil And Alex
6. Neil On Geddy And Alex
7. Red Barchetta
8. Neil Waxes Lyrically
9. Tom Sawyer
10. Alex On Geddy And Neil
11. Why YYZ?
12. YYZ


Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Transcrição - Primus - Here Comes The Bastards


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Here Come The Bastards" da banda Primus com o baixista Les Claypool disponível  para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Harmonia - Aula 02 - Escala Maior


Olá pessoal!
Nesta semana daremos continuidade ao curso de harmonia aqui no site, sendo que nesta coluna estudaremos a Escala Maior.
Vamos começar respondendo a pergunta, o que é uma escala?
Segundo a Enciclopédia do Estudante da editora Moderna "escala é a sucessão de notas ordenadas do grave para o agudo (ascendente) ou do agudo para o grave (descendente). Existem vários tipos de escala, derivando da quantidade de notas e dos intervalos que as formam. Esta é a definição mais precisa e abrangente, visto que outras definições acabam esbarrando em algumas exceções". 
A escala maior é formada por Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom e Semitom.
Utilizando como base a escala de teremos:


Do 1º ao 2º grau a distância é de tom, do 2º ao 3º grau é de tom, do 3º ao 4º grau é de semitom, do 4º ao 5º grau é de tom, do 5º ao 6º grau é de tom, do 6º ao 7º grau é de tom e do 7º ao 8º grau a distância é de semitom.
As outras escalas são montadas utilizando a mesma regra.
Exemplo: Escala de Sol Maior.
G - Sol, A - Lá, B - Si, C - Dó, D - Ré, E - Mi, F - Fá e G - Sol
Perceba que entre o 6º (Mi) e o 7º () grau não temos a distância que se pede de um tom, e sim de um semitom. Então devemos alterar o sétimo grau em um semitom ascendente, passando de para Fá sustenido.
Concluindo que a escala de Sol maior é formada por:


Todas as escalas maiores são formadas pelos mesmos intervalos (T, 2ª Maior, 3ª Maior, 4ª Justa, 5ª Justa, 6ª Maior e 7ª Maior), lembrando que estudaremos intervalos em uma aula posterior. Como trabalhamos sempre com as mesmas distâncias entre as notas, as escalas maiores terão a mesma digitação que a escala de maior. Abaixo o modelo padrão para a escala de maior. 


Estude este modelo e para transportá-lo para outra escala, basta mudar sua fundamental para a nota desejada e digitar o resto da escala da mesma maneira que o desenho acima.

Vídeo



Bons estudos e até a próxima coluna!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Fernando Tavares na TV Farroupilha

Olá pessoal!
Gravei este programa para a TV Farroupilha. Foi um papo super legal com o Alexandre Freitas. Agradeço aos amigos Alexandre Freitas (apresentador), Alexandre Ivo de Moura (câmera e edição), Saulo van der Ley (operações), Wilson Cortez Ribeiro (câmera e edição) pela simpatia, atenção ao meu trabalho como músico e compositor. Obrigado Lucas Barbosa Fragiacomo pelo contato e também aos amigos que contribuíram com minha carreira. 


 

Abraços e agradeço a Deus por mais esta oportunidade! 


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Artigos e Resenhas - Edilson Hourneaux - Captadores: Corrida Decibélica - Parte 1.1


Olá pessoal!
Nesta semana temos mais um artigo para esta coluna, na qual eu coloco matérias escritas por profissionais gabaritados e que tem a minha confiança e que serão úteis para os estudantes e apreciadores de música.
E para este mês temos o sensacional luthier de Santos, Edilson Hourneaux e uma matéria especial sobre captadores. Esta e outras matérias podem ser encontradas no site do grande luthier que se encontra neste link:
https://laboratoriodeluthieria.wordpress.com/

Já a matéria deste mês se encontra completa neste link:
https://laboratoriodeluthieria.wordpress.com/2017/09/25/captadores-parte-1-corrida-decibelica/

Então vamos a primeira parte desta matéria:

Captadores – parte 1: Corrida decibélica


O captador é a resposta a uma antiga necessidade dos músicos de cordas: volume!

E esta necessidade se mostrou presente logo no primeiro instrumento: o arco musical, que descende do arco de caça.
Logo após sua idealização como instrumento musical, surge a ideia de se instalar um recipiente em sua base, que podia ser um crânio de animal envolvido em couro ou uma cabaça, com o intuito de amplificar o som do instrumento.
A partir dessa primeira variação do arco musical, acontecida por volta de 12.000 anos a.C.,  já considero iniciada uma corrida que resultaria nos captadores magnéticos.

A arte da luthieria visa alguns objetivos específicos: ergonomia, estética visual, timbre e projeção sonora (este último, um dos objetos de estudo deste artigo).

Desde sempre, podemos analisar o histórico de determinada família de instrumentos e constatar aprimoramentos em sua estrutura, na maioria dos casos, para beneficiar a projeção sonora.

Os benefícios da projeção sonora são conseguidos através da manipulação das vibrações da caixa de ressonância, que tem por objetivo expulsar a maior quantidade possível de ar do interior do instrumento.

Por sua vez, a manipulação das vibrações são conseguidas, entre outras coisas, através da combinação entre tensão de cordas, tamanho da caixa de ressonância e espessuras de madeiras.

Com relação às madeiras, é imprescindível que estas sejam de qualidade inquestionável, conhecidas como “tonewoods”, e que haja uma combinação de resistência com elasticidade.

Em muitas situações, para que o instrumento tenha uma boa projeção sonora, é necessário abdicar de certas nuanças e sutilezas de timbre.
Também, há casos, na história da música, de surgimento de novas identidades sonoras (timbres) e linguagens musicais em decorrência da busca por maior projeção sonora.
Em outras palavras, a coexistência de determinado timbre e boa projeção sonora no mesmo instrumento nem sempre é algo simples de ser conseguido.
De uma forma ou de outra, um sempre será consequência do outro e o ideal é que se busque, sempre, um equilíbrio entre os dois.

É notório que a evolução dos instrumentos musicais, até os dias atuais, foi uma longa e gradual caminhada, onde os passos aconteciam a partir de ideias inspiradas nas limitações dos instrumentos da época.
Mas, em minha humilde opinião, 3 instrumentos, em especial, são os grandes marcos, os maiores “check points” da história da música e dos instrumentos musicais.
Cada um deles foi “o primeiro” em algum detalhe que desencadeou todo um processo evolutivo, gerando grandes saltos nos avanços tecnológicos e propondo soluções que se tornaram definitivas e mudaram para sempre os rumos da genealogia musical, no que diz respeito à busca pela melhor projeção sonora.
Eles são o arco musical, o alaúde e a vihuela.

Na próxima coluna do Edilson veremos a continuação deste artigo.
Um abraço e bons estudos!