terça-feira, 31 de março de 2020

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 07



Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.
 Excepcionalmente esta aula 07 só conta com o texto, não tem o vídeo, pois não achei necessário o acompanhamento de vídeo.

O texto da sétima aula está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

sábado, 28 de março de 2020

Discografia Fernando Tavares

Olá pessoal!

Deixo abaixo alguns álbuns que participei e que estão disponíveis gratuitamente nos serviços de streaming.
Deixo os links do Spotify, mas eles podem ser encontrados em outros serviços.

- Apostrophe' Trio - Apostrophe'  - CD



- Medusa Trio - 10 Anos - CD



- Liar Symphony – Choosing The Live Side – CD/DVD



- Dead Man Walking - All My Hate - CD


- Hotspot Project – Volume 1 - CD




Abraços e até a próxima postagem!

terça-feira, 24 de março de 2020

Transcrição do Mês - The Beatles - Something


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Something" da banda The Beatles que conta com o baixista Paul McCartney disponível gratuitamente no meu site.

The Beatles - Something

Link para Transcrição Completa - Clique aqui



Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

domingo, 22 de março de 2020

Lista de Documentários


Olá amigos!

Segue uma lista aqui com 65 documentários de música para vocês assistirem durante a quarentena. Esta lista tem uns dois anos, portanto não sei se todos os links funcionam... mas fiquem a vontade, tem de diversos estilos para vocês.

Esta lista foi atualizada em 2018 com referência na lista presente no site:
https://pedroconsortebr.wordpress.com/2012/10/30/documentarios-sobre-a-musica-brasileira-lista-completa/
  1. 20 Anos Na Estrada Do Rock – Its Only Rolling Stones - https://youtu.be/5uAB4usJVek
  2. A Maestrina Chiquinha Gonzaga Série 500 anos de História do Brasil -https://www.youtube.com/watch?v=xovks5pFOvs&list=PL-axtG0JPXARDbfxYHZSZbR8KC71KUrA&index=4
  3. A Revolução Gótica - https://youtu.be/6nKV4gx_qdE?list=PLtnzwFUT1dF09uI5dFsKNmoIMxzT0bAdP
  4. A Sede do Peixe – Milton Nascimento - https://youtu.be/Hu_gVBtOgoA
  5. A Verdadeira História do Samba - https://www.youtube.com/watch?v=N45k0NMBr-A
  6. Alquimistas do Som – a experimentação na MPB - https://youtu.be/oFdEbC_RRNY
  7. America Brasil – Seu Jorge - https://youtu.be/UHz8PS5_hy4
  8. Ave Sangria – Sons de gaitas, violões e pés - https://www.youtube.com/watch?v=hNYF5gHlFRs
  9. Bach e o Legado Luterano - https://youtu.be/w0blpA4-9co?list=PLtnzwFUT1dF09uI5dFsKNmoIMxzT0bAdP
  10. BBC Brasil Brasil – Episódio 01 – Do Samba a Bossa (2007) - https://www.youtube.com/watch?v=9WOgH4gs0R8
  11. BBC: Brasil Brasil - Episódio 02 - Revolução Tropicalia (2007) - https://www.youtube.com/watch?v=I4ErAXqoS20
  12. Bezerra Da Silva – Onde a Coruja Dorme - https://youtu.be/bm-LSDkPqYg
  13. BIZZ – Jornalismo, causos e Rock and Roll - https://youtu.be/pg0KuPIXvRE
  14. Bossa Nova – Coisa Mais Linda - https://www.youtube.com/watch?v=qq6TsJkCDSc
  15. Botinada – A história do Punk no Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=9LahfLOou8o
  16. Cazuza – Sonho de uma noite no Leblon - https://youtu.be/HAWT4AliUDo
  17. Chico Science – Movimento Manguebeat - https://youtu.be/E-H_sDlXWWw
  18. Chico Science Caranguejo Elétrico - https://www.youtube.com/watch?v=z203BRRBc14
  19. Clube da Esquina – Sobre Amigos e Canções - https://www.youtube.com/watch?v=SACaczm6gA4
  20. Daquele Instante em Diante – Itamar Assumpção - https://www.youtube.com/watch?v=be2n1tpJjf0
  21. Documentário Heitor Villa-Lobos - https://youtu.be/Ghs1re18cHw
  22. Documentário Saravah - Pierre Barouh, 1969 - https://www.youtube.com/watch?v=nPGcQM5nb8M
  23. Dona Joventina – Maracatu Estrela Brilhante - https://youtu.be/tnd0fvrQa-M
  24. Eles Ainda Acreditam – Cena independente em SP - https://www.youtube.com/watch?v=Zi5eaBdzVjY
  25. Ernesto Nazareth – canal STV - https://youtu.be/git4Ua_QoTw
  26. Fabricando Tom Zé - https://youtu.be/QKuXIisaBdc
  27. Guidable – A verdadeira História do Ratos de Porão - https://youtu.be/DDHlCywn0nA
  28. Hermeto Pascoal – Os Sons de Hermeto - https://www.youtube.com/watch?v=6Kiie_wVYIk
  29. Hermeto Pascoal – Quebrando Tudo - https://www.youtube.com/watch?v=9hb_Q3VCViI
  30. História Da Música Brasileira - https://www.youtube.com/watch?v=MXD_BVH0ae4&list=PLBq-t0kfNkClxuZmwN0CeVJTFgr3ioK3-
  31. LÓKI – Arnaldo Baptista (parte 1) - https://youtu.be/RDDo6SB0qII
  32. Maestro Invisível – A História do primeiro DJ - https://youtu.be/QulTcEZSCAc
  33. Maracatu – Ritmos Sagrados – de Eugênia Maakaroun (parte 1) - https://youtu.be/wp3MgPmNmB0
  34. MPB: A história que o Brasil não conhece - https://www.youtube.com/watch?v=U7oy3KbB_U
  35. MPB nos tempos da ditadura - https://www.youtube.com/watch?v=P4BNAZmok6o
  36. Mulheres no Metal - https://youtu.be/jj2EI8keIBs
  37. Na levada do choro – Minas Gerais - https://youtu.be/X4Sgf6GCJQE
  38. Neguinho da Beija-Flor, Quinho e Diogo Nogueira – Samba na Gamboa - https://youtu.be/WV4qhSJaStg
  39. Nelson Freire - https://youtu.be/rpdoE7iWbJk
  40. Novos Baianos F.C. 1975 - https://www.youtube.com/watch?v=eW5rjGmfbAs
  41. O Rock Brasiliense Invade o Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=Qkykt7qFl4Q
  42. O Som do Vinil – Tropicália - https://youtu.be/yEh2IqtoER8
  43. O Sonho não acabou – O rock paulista da década de 80 - https://youtu.be/jZubyF5HgFI
  44. Os Doces Bárbaros - https://youtu.be/z-IwkP5AOi4
  45. Os Paralamas do Sucesso – Paralamas em Close Up (1998) - https://youtu.be/x-7CuuKoeFI
  46. Palestrina e Os Papas - https://youtu.be/IFbb-1hHkmI?list=PLtnzwFUT1dF09uI5dFsKNmoIMxzT0bAdP
  47. Partido Alto - https://www.youtube.com/watch?v=EVmOGG6Dn74
  48. Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje - https://www.youtube.com/watch?v=IwWCjaWRZfE
  49. Reggae na Estrada (ep.1) - https://youtu.be/QH7XsjJF300
  50. Ruído Das Minas – O Heavy Metal mineiro - https://youtu.be/swzlCTzc0zQ
  51. Samba Carioca – Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil - https://youtu.be/6TR2WnlKeJ0
  52. Samba Riachão - https://www.youtube.com/watch?v=pD3Upot5H-I
  53. Saravah – Pierre Barouh - https://youtu.be/nPGcQM5nb8M
  54. Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei - https://youtu.be/wSS2_gi0tuY
  55. Tallis, Byrd e os Tudors - https://youtu.be/hBPk38sSUUI?list=PLtnzwFUT1dF09uI5dFsKNmoIMxzT0bAdP
  56. Titãs – A vida até parece uma festa - https://youtu.be/gQbcDm7KGKk
  57. Titãs – Tudo Ao Mesmo Tempo Agora – Documentário - https://www.youtube.com/watch?v=o32XjmqSivg
  58. Um Choro Mineiro – Eterno Retorno - https://youtu.be/0xATmxERLDc
  59. Uma noite em 67 - https://www.youtube.com/watch?v=FOsXaaW4Pkk
  60. Velha Guarda Da Portela - O Mistério Do Samba - https://www.youtube.com/watch?v=IJc5VFkd-Z4
  61. Villa-Lobos – Manchete - https://www.youtube.com/watch?v=Ghs1re18cHw&list=PLnkemINf3YXjqCiYk3S4WVdI89QDOTroK
  62. Villa-Lobos – Índio de Casaca - https://www.youtube.com/watch?v=3WNDf03560c
  63. Violões de Minas - https://www.youtube.com/watch?v=TzOxFNslbV8&t=12s
  64. RPM – Documentário - https://www.youtube.com/watch?v=lnwkbFtcTHg
  65. Rock Progressivo - https://youtu.be/y0SOhQCnnCM


sexta-feira, 20 de março de 2020

Aulas de contrabaixo e música a distância com Fernando Tavares

Olá pessoal!


Estou aqui para informar que disponibilizo o serviço de aulas on-line há mais de 10 anos.

Para tanto, me formei em educação musical e me especializei em Educação a distância pela UFSCar.
O conteúdo da aula é o mesmo, porém, como os meios de transmissão mudam, é necessário uma adaptação deste.
Assim, eu organizo minhas aulas de modo que o aluno consiga se organizar para estudar em sua casa, obtendo uma evolução continua e eficaz. O material é enviado em PDF seguindo aquilo que o aluno quer e necessita aprender.
Além disso, há um banco de dados disponível para os meus alunos, tanto presenciais quanto a distância para complementar os seus estudos.

Para informações sobre o curso, envie um e-mail para femtavares@gmail.com ou entre em contato pelas redes sociais.

Outras informações sobre aulas, conteúdos e vídeos no link:

Abraços!

quinta-feira, 19 de março de 2020

Artigos & Resenhas - Juliana Galdeano / EP For Export - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Este espaço é reservado para artistas independentes e que mantém a música ativa por aí. Todo mês, repostamos resenhas do sensacional escritor Luiz Domingues, pois queremos sempre divulgar a música e é sempre legal relembrar lançamentos antigos dos músicos. Para este mês, Luiz nos apresenta Juliana Galdeano e o seu EP For Export. 

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Juliana Galdeano / EP For Export - Por Luiz Domingues



Juliana Galdeano, apesar de ser bem jovem, tem uma sólida formação musical, tendo estudado piano e teoria com afinco. Sua aproximação natural é com o Jazz, sob múltiplas vertentes (e inclua-se nesse rol, a Bossa Nova), mas neste trabalho, o EP “For Export”, ela investe numa sonoridade pop, buscando maior espaço midiático, naturalmente. Trabalhando canções com apelo R’n’B numa audição geral, mas passando pelo Folk com desenvoltura igualmente, o EP “For Export” mostra uma roupagem moderna, com áudio bastante processado, buscando certamente um padrão para soar bem em pistas de dança de casas noturnas e de certa forma até podendo flertar com o público que acompanha e aprecia a música eletrônica.

No quesito letras, a temática investe forte em questões mais sutis na relação homem / mulher, mas fugindo de clichês e apelações, tão comuns nesse tipo de abordagem poética. E há uma outra questão importante, que é a opção pelo uso da língua inglesa em 99% do tempo, com um pequeno excerto em português, apenas. Com tal determinação, Juliana deixa claro que busca o mercado internacional acima de tudo. E nos arranjos, apesar da robustez de sua base teórica, Juliana não abusou desse trunfo ao optar por um instrumental comedido, sem grandes voos instrumentais, investindo mais num tipo de acompanhamento a valorizar o aspecto pop das canções, ou seja, algo claramente deliberado de sua parte e coadunado com seus objetivos artísticos. Tratando-se de um EP com cinco canções, sendo a quinta faixa “You Know What I Mean”, tendo sido lançada anteriormente como single (junto a outra canção, “Hope You Agree”), o álbum traz uma boa coleção de composições, das quais falarei a seguir.


 “Danger !”, abre o disco e trata-se da mais “Techno” do álbum, com uso e abuso de muitas camadas de teclados sobrepostos e bateria eletrônica, dando a impressão do flerte com a música eletrônica (acrescente-se uma certa influência da Disco Music dos anos setenta e o Techno Pop dos anos oitenta, nessa receita), que citei parágrafos atrás. Gostei dos fraseados sob efeito de contrasolo de alguns sintetizadores, até agressivos pelos timbres usados, conferindo uma certa dose de ousadia. Achei a voz demasiada alta na mixagem final. Mesmo levando-se em conta que o objetivo é buscar o Pop como resultado prático, creio que ficou além um pouco do aceitável, mesmo pensando no velho padrão da MPB, onde produtores exageravam nesse quesito, principalmente no caso das cantoras, no afã de dar maior ganho para as vozes femininas.

“Ballad” é uma canção muito interessante, gostei muito da sua proposta sonora, embora tenha uma metragem bem curta, quase caracterizando-a como a uma vinheta. Tem uma forte influência do Folk Rock e como Juliana tem formação Jazzistica em tese, ouso dizer que por associação, essa canção lembrou-me o trabalho da maravilhosa Joni Mitchell, quando de seus flertes com o Jazz.

“Dyllan”, numa explicação ofertada em conversa informal que tive com a própria artista, tem duplo sentido. Sim, tem a ver com a admiração que ela nutre pelo astro do Folk / Protest Song, norteamericano, mas também é uma homenagem a um cão de estimação que ela teve e que foi brutalmente assassinado, lastimavelmente (daí, “Dyllan” com dois “L”). É uma balada pop bem construída, e denota na sua melodia, a emoção que Juliana soube passar na sua interpretação vocal.

"Jogos Perigosos” é a canção que tem trechos em português, mesclando-se ao inglês predominante no álbum. A sonoridade geral dos instrumentos, optando pelo som seco, sem muito tratamento no processamento geral, agradou-me bastante. Isso destoa do conceito pop do bojo do disco, mas por isso mesmo, é interessante, pois denotou um diferencial. Gostei muito da voz, pelo fato de que Juliana mostra que além de ser uma tecladista de classe, é também uma cantora com bastante potencial. E o eco da grande Carole King também ressoa como influência nítida e muito bem vinda, certamente.

A faixa bônus, “You Know What I Mean”, é fortemente calcada no R’n’B moderno, mas no bom sentido do termo, lembrando o Jazz Pop de artistas como Nora Jones e Diana Krall, ou seja, Juliana Galdeano investe firme na sua vocação mais forte que é manter-se no tripé : pianista / cantora / compositora, tal como suas colegas que citei. Gostei de alguns acentos mais sutilmente comprometidos com o Blues, lembrando-me Nina Simone, mas claro, impressão pessoal minha, nem tenho certeza que Juliana possui tal influência pessoal.



Em suma, Juliana Galdeano mostra-se uma artista jovem, portanto com muita margem para o crescimento, além de ostentar bastante embasamento técnico e teórico, coisa rara nos dias atuais e digno de enaltecimento, portanto. Além disso, apresenta criatividade, boas influências como compositora e dotes vocais muito interessantes. Multi instrumentista, pois também tocou baixo nas faixas, além de pilotar piano e diversos sintetizadores. Demonstrou igualmente que tem potencial poético como letrista. Acrescentando ainda mais, assinou a produção gráfica de capa e encarte do disco.

Por falar nesse quesito da arte gráfica, achei a capa simples, contudo bem funcional, pois privilegiou a foto da artista, uma prática mercadológica antiga no mundo fonográfico, mas certeira para artistas novos que precisam “mostrar a cara e a coragem”, literalmente, em trabalhos iniciais. Todavia, não posando numa foto convencional em estúdio fotográfico, mas sim fazendo uso de uma postura de sutil perfil, levemente inclinado e mostrando-a com o olhar para cima, com semblante leve, mas determinada, mirando o alto, muito provavelmente a sugerir uma intenção recôndita de percepção do futuro. Qual futuro ? Fica a resposta a cargo de cada observador da foto. Eu penso que ela enxerga a projeção de sua própria carreira, que espero, seja ascendente. 

O encarte é bem funcional, com as letras das canções disponibilizadas (sempre cai bem quando o artista usa desse dispositivo), além de uma ficha técnica bem caprichada e também acho que em todo disco deveria constar tais informações, com fartura de dados.

Juliana Galdeano já excursionou pelos Estados Unidos, tocando num circuito de casas de espetáculos, muito interessantes, principalmente na costa leste daquele país, portanto, tal bagagem internacional muito rica que ostenta, engrandece sua obra e muito contribui para a construção de uma carreira sólida, assim espero.


Gravado nos estúdios “Armazém” e Fillipe Sibioni’s Studio
Produção geral : Fillipe Sibione                  
Técnico de gravação; mixagem & masterização : Fillipe Sibione
Fotos : Daniela Schwery
Arte Gráfica : Juliana Galdeano                  

Juliana Galdeano : Voz; Teclados e Baixo

Músicos Convidados :
Bento : Guitarra e Bateria Eletrônica
Gabriela Gaspar : Violão e Guitarra
Alex Marques : Bateria
Henrique Polak : Bateria

Produção independente, lançado em 2017

Para ouvir o EP “For Export” na íntegra e conhecer melhor o trabalho de Juliana Galdeano, acesse: 


Canal de You Tube :

Leiam a resenha, mas o mais importante é conhecer o trabalho da Juliana Galdeano.
Abraços e boa música!

terça-feira, 17 de março de 2020

Técnicas para Contrabaixo - Slap - Aula 03


Olá pessoal!

Nesta semana continuaremos com a nossa coluna de Slap, trabalhando agora com as aproximações cromáticas. Basicamente é o mesmo trabalho que o executado nos exercícios anteriores, inserindo as aproximações para a construção das frases.

Exercício 1


Neste primeiro exercício temos a aproximação com o Thumb em semínimas.

Exercício 2


Neste exercício temos as aproximações no Thumb tocando em colcheias.


Exercício 3


Agora temos as aproximações acrescentando às respectivas oitavas com o Pop.


Exercício 4


Agora temos uma variação rítmica no Thumb utilizando semicolcheias.


Esta sequência pode ser praticada com a música “Allright” do Jamiroquai, apesar de a harmonia ser um pouco diferente as fundamentais tocadas são iguais.

Vídeo-aula - Slap 03

Aqui temos a vídeo aula completa desta coluna.



Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 14 de março de 2020

Álbuns Clássicos - Beatles, The - Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band



Olá pessoal!

Nesta semana temos o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band da banda The Beatles na coluna sugestão do mês.



Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band foi o oitavo álbum lançado pelos The Beatles. Este álbum é considerado como o mais influente da música Pop e do Rock, levou mais de 4 meses para ser gravado e foi lançado em 1 de Junho de 1967 na Inglaterra e no dia seguinte nos Estados Unidos. Sgt. Peppers mudou os conceitos de gravação, composição e produção de um disco, uma das curiosidades é que ele foi o primeiro disco gravado em 8 canais. 
A produção do álbum ficou a cargo de George Martin, .

Todas as faixas foram compostas por John Lennon e Paul McCartney, exceto por "Within You Without You", composta por George Harrison.

Faixas


01. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band 2:02
02. With a Little Help from My Friends 2:44
03. Lucy in the Sky with Diamonds 3:28
04. Getting Better 2:47
05. Fixing a Hole 2:36
06. She's Leaving Home 3:35
07. Being for the Benefit of Mr. Kite! 2:37
08. Within You Without You 5:05
09. When I'm Sixty-Four 2:37
10. Lovely Rita 2:42
11. Good Morning Good Morning 2:41
12. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise) 1:18
13. A Day in the Life 5:33

As músicas que merecem maiores destaques em minha opinião neste disco são:
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band por ser a música com maior "punch" do disco, With a Little Help from My Friends cantada pelo baterista Ringo Starr pela linha maravilhosa de Contrabaixo, Getting Better também pela linha de baixo e por ter transformado as estruturas do Rock, She's Leaving Home por ser uma das mais belas do disco e A Day in the Life, na minha é sem dúvida a mais belas dentre todas as faixas do álbum.

Abaixo, temos um vídeo da música A day in the life.


A ideia desta coluna é que vocês tenham a disposição informações sobre grandes álbuns de música, obviamente os álbuns escolhidos aqui, fazem parte da minha formação musical e são apenas sugestões para audição.

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 10 de março de 2020

Transcrição para alunos - Albert King - Kansas City


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Kansas City" do guitarrista Albert King com o baixista Donald "Duck" Dunn disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 3 de março de 2020

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 06


Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da sexta aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Vídeo do Mês - Apostrophe' Trio - Meu Irmão É Um Cara Livre?!?!


Olá pessoal!

Este é o clipe da música "Meu irmão é um cara livre?!?!" do Apostrophe' Trio.


Informações:

Apostrophe' Trio
Música: Meu Irmão é Um Cara Livre?!?!
Autor: Fernando Tavares

Performance:
Lucas Fragiacomo - Guitarra
Fernando Tavares - Contrabaixo
Thiago Sonho - Bateria

Filmado no Family Mob por Bruna Torrezani
Editado por Renata Pereira

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Transcrição do Mês - B.B. King & Eric Clapton - Ride With The King


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Ride With The King" dos guitarristas B.B. King & Eric Clapton disponível gratuitamente no meu site.

B.B. King & Eric Clapton - Ride With The King

 Link para Transcrição Completa - Clique aqui



Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Técnicas para Contrabaixo - Slap - Aula 02


Olá pessoal!

Nesta semana temos a aula 2 da coluna de Slap, acrescentando agora a técnica de Pop ou Plucked.

Pop ou Plucked


É a puxada com um dos dedos da mão direita, o mais comum é o indicador, mas alguns baixistas utilizam todos os dedos.

Exercício 1


Neste primeiro exercício temos o Pop em cada corda tocado em semínima, para os mais avançados o exercício pode ser feito utilizando o Thumb na corda Mi, o Pop com o indicador na Lá, o Pop com o médio na corda Ré e o Pop com o anelar na corda Sol.



Exercício 2


Agora alterne o Thumb e o Pop em cada corda tocando em colcheias.


Exercício 3


Toque a fundamental e oitava de cada acorde da sequência a seguir utilizando o Thumb e o Pop em semínimas.




Exercício 4


Toque a fundamental e a oitava de cada acorde da sequência a seguir com o Thumb e o Pop em colcheias.


Esta sequência pode ser praticada em cima da música “Allright” do Jamiroquai, apesar da harmonia ser um pouco diferente as fundamentais tocadas são iguais.

Vídeo-Aula

Aqui segue o link da vídeo-aula desta coluna!




É isso aí pessoal!

Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Baixista do Mês - James Jamerson


Olá pessoal!

Neste mês temos uma coluna sobre o baixista James Jamerson.

Nome: James Lee Jamerson



Nascimento: 29 de janeiro de 1936 em Edisto Island, South Carolina , EUA
 

Bandas: Baixista sem créditos na maioria dos hits nos anos 1960 e início dos anos 1970 da gravadora Motown (a Motown não listava os créditos para os músico em seus lançamentos até 1971)
 

Discografia: Temptations, 4 Tops, Marvin Gaye, The Miracles, The Marvelettes, Stevie Wonder, Martha & The Vandellas, Isley Brothers, Diana/Supremes, etc.
 

Vídeo Link:


Website: http://bassland.net/jamerson.html

Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Artigos & Resenhas - Ivo Rodrigues / CD O Velho Homem do Folk - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "O Velho Homem do Folk" do compositor Ivo Rodrigues.  Esse álbum foi gravado e engavetado inicialmente e infelizmente só foi lançado algum tempo após a morte do artista, graças aos esforços de seu filho e esposa que lutaram bravamente para lançá-lo. Além do mais, trata-se de um belo trabalho, com o Ivo a desenvolver o seu lado mais Folk como compositor, como sugere o título do disco, certamente.

A matéria original pode ser encontrada neste link.


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

Ivo Rodrigues / CD O Velho Homem do Folk - Por Luiz Domingues


É a primeira que vez que elaboro uma resenha póstuma e não posso deixar de registrar que ao ouvir o trabalho em questão, fiquei dividido entre a tristeza e a alegria. Parece bem óbvio o que quero exprimir, mas acho conveniente deixar bem claro para não dar margem alguma à interpretação errônea do leitor. É o seguinte: alegre por ouvir um trabalho ótimo que mostra-se consistente enquanto peça artística; bem gravado, executado; arranjado e com muita expressividade. Todavia, triste por ter que constatar que trata-se de um trabalho póstumo da parte de um artista de primeira linha que deixou-nos há muitos anos atrás e não há sentimento de resignação que suplante a ideia de que ele nos faz falta, e o ideal seria que estivesse entre nós, atuando e criando sem parar.

Falo sobre Ivo Rodrigues, um artista com muitos atributos, tendo sido um cantor com incrível poder de interpretação e qualidade na voz, mas também um ótimo instrumentista e sobretudo, um compositor de mão cheia. Ivo é um dos principais nomes do Blues e do Rock paranaense, de todos os tempos, tendo feito história em duas bandas seminais daquele pujante estado sulista, e que estão na história do Rock Brasileiro : “A Chave” e “Blindagem”.  Com A Chave, foi um desbravador ao lado de seus valorosos e talentosos companheiros de jornada, com um curriculum construído numa época onde as dificuldades eram enormes. Falo dos anos setenta, onde o Rock não era reconhecido na grande mídia e tendo como agravante a ditadura em voga no país, nada simpática aos "cabeludos em geral", digamos assim, acrescentando o fato de ser uma banda fora do Eixo Rio-São Paulo, portanto, com menos oportunidades ainda. Mesmo assim, A Chave fez muito em sua carreira, colocando-se  com méritos no panteão do Rock Brasileiro, onde deixou seu legado inquestionável. Tenho uma lembrança pessoal muito boa, por ter visto a banda ao vivo uma vez, no Teatro Bandeirantes de São Paulo, no hoje longínquo ano de 1977, e apesar da distância temporal elástica, minha recordação da Chave é muito querida no sentido de ter reconhecido naquele palco, uma banda vigorosa da escola do Blues-Rock e que em nada ficava devendo a bandas similares de origem norteamericana ou europeia, em geral. Ivo Rodrigues impressionava por seu vozeirão, ao centro do palco e seus colegas eram igualmente ótimos, caso dos grandes, Carlos Gaertner no baixo; Orlando Azevedo na bateria e Paulo Teixeira na guitarra. Já na década de oitenta, Ivo Rodrigues foi fazer parte de uma outra banda paranaense de muita categoria. Integrando o “Blindagem”, mantinha a velha pegada Blues-Rock, mas essa banda teve mais chances, por estar numa época onde a mídia deu abertura ao Rock e na vácuo de artistas que chegaram ao estrelato mainstream, escreveu uma história tão forte quanto A Chave, artisticamente falando, porém, com maior alcance ante as circunstâncias externas mais favoráveis.


E mais uma lembrança boa, de cunho pessoal, quando eu fui componente oficial da Patrulha do Espaço entre 1999 e 2004, tive o prazer de tocar ao vivo, uma música e até gravado-a (versão ao vivo extraída de um show realizado em 2004, mas está no CD coletânea : “Aventuras Rockeiras no Século XXI”, lançado em 2016), de autoria do Ivo em parceria com seus companheiros d'A Chave, que a Patrulha gravou e incorporou ao seu repertório (“Vampiros”). O Rolando Castello Junior, baterista e único remanescente original desde a fundação da Patrulha, sempre citava o Ivo com muito carinho, enaltecendo suas qualidades artísticas, mas igualmente falando bem dele. Não o conheci pessoalmente, mas baseado nesses depoimentos do Rolando, formulei a melhor imagem possível de sua pessoa. Segundo o Rolando (e eu acredito nisso, mesmo porque a obra artística deixada por Ivo confirma tal preceito), ele era um Rocker genuíno, “um dos nossos”, na acepção do termo. Mas eis que a finitude humana o chamou muito mais cedo que esperaríamos e assim, Ivo Rodrigues deixou-nos muito precocemente em 2010, abrindo uma lacuna irreversível, digo com pesar.

Já em plena época de amizades construídas através das redes sociais da Internet, fiquei amigo da viúva de Ivo, Suka Rodrigues, que falou-me muitas coisas sobre a obra de Ivo e o legado todo, sobre a sua atuação com “A Chave” e “Blindagem”, a parceria com o poeta Paulo Leminski e sua própria parceria com ele, visto que Suka também é uma poetisa. Como se não bastasse, um dos filhos do casal (Ivan Rodrigues), é um grande músico nos dias atuais e envolvido igualmente na produção musical. Para incrementar ainda mais, estreitei amizade com o excepcional baixista, Carlão Gaertner, que foi companheiro de Ivo, n’A Chave. Aliás, tive um grande prazer em entrevistá-lo no meu Blog 2, onde ele fez um relato impressionante sobre a sua trajetória na música, e claro, quando cita a sua passagem pela “A Chave”, mencionou Ivo Rodrigues muitas vezes, e eu convido o leitor a procurar tal relato impressionante, uma verdadeira aula sobre a história do Rock e do Blues do Paraná, mediante o link abaixo :


Bem, eis que em 2017, esforços foram empreendidos e um álbum com material inédito do grande Ivo Rodrigues é anunciado e minha amiga Suka Rodrigues, enviou-me gentilmente uma cópia para a minha apreciação. Logo que mirei a capa e vi a foto em close-up de Ivo a cantar diante de um microfone, já senti a força do intérprete sensacional que ele foi em vida (foto aliás, do Ivo atuando com A Chave ao vivo, em 1975). Bastava colocar o CD no aparelho de som para constatar o que já era presumível, ou seja, trata-se de uma bela coleção de canções de sua autoria (nem todas, tem uma do compositor italiano, Vasco Rossi), sendo a maioria só dele, e algumas com parcerias. O nome do disco é o mesmo de uma canção do álbum, e revela uma verdade implícita : “O Velho Homem do Folk”. É isso mesmo, Ivo era Rocker e bluesman por natureza, mas esse lado “Folk” também caía-lhe bem enquanto compositor e cronista do cotidiano. Tal trabalho foi gravado em algum momento do primeiro semestre de 2009, num estúdio caseiro, segundo consta na ficha técnica do álbum, mas apresenta um áudio muito bom em minha avaliação, dignificando a memória de Ivo e sendo portanto um item vital na coleção de quem o admirava pela sua atuação nas bandas em que foi componente. Trata-se de nove canções muito interessantes, trazendo um alento aos seus fãs, carentes desde que deixou-nos.


Logo na primeira canção, homônima ao título do disco, matamos a saudade do velho Ivo, ouvindo sua voz potente, com aquela verdade implícita na sua maneira de interpretar. Sim, o “O Velho Homem do Folk” vive em sua poesia imortal. Senti um verdadeiro híbrido, no ótimo sentido da palavra, entre o Folk americano e o Folk sulista do Brasil e na prática, mesmo não sendo um musicólogo a prestar um parecer técnico bem embasado, tenho em mente que a música Folk é igual em qualquer lugar do planeta, em sua essência e o que muda são as nuances étnico / culturais de cada região / nação. Gostei muito dessa canção com arranjo simples, porém muito feliz no uso de violões, banjo, baixo e bateria. Tem também uma boa intervenção de gaita e a voz do Ivo está muito límpida no tratamento de áudio dessa produção, usando o mínimo de processamento, e assim privilegiando seu timbre e emissão natural. Ivo canta :

"Quanta saudade vou deixando
sonhos de infância, rancho e banjo
...pra saber que a resposta vem com o vento
pra saber que a resposta vem como vento".

“Inspiração” (em parceria com Luiz Rettamozo), é uma faixa deliciosa. Lembrou-me o trabalho da banda gaúcha, "Almôndegas", nos anos setenta. Aquele sentido do Folk-Rock que é raro, para não dizer inexistente nos dias atuais, infelizmente. Muito bom o passeio de slide-guitar. Nada mais silvestre e de fato, inspirador.  

“Vento”, a terceira faixa, traz um bom arranjo de piano em perfeita sincronia com os violões. Apreciei os backing vocals, muito pertinentes. Ivo investe na delicadeza poética :

"Vento, ouço você chamar
Folhas caem dos teus olhos"...

“Diga-me Onde Mora”, a faixa seguinte, é um Country-Rock muito bom. Gostei bastante dos vocais, condução da boa "cozinha" (baixo e bateria), e mais uma intervenção criativa do slide-guitar. Senti-me ouvindo um bom disco dos "Byrds"; "Quicksilver Messenger"; "Flying Burrito", enfim, essas e outras tantas bandas norteamericanas sessentistas boas, que praticavam essa seara rural do Rock.

“Típicos” (em parceria com Raymundo Rolim), é um Blues, ao estilo “slow”, belíssimo. Gostei de tudo nessa faixa, a começar pelo órgão com pegada Hammond; guitarras, e mais uma condução perfeita de baixo & bateria. Ivo arrebenta com seu vozeirão. A letra é forte, a investir na crítica ao comportamento humano em sociedade, mas com elegância, sem nenhuma apelação, o que é notável, visto que tem muito artista que deseja enveredar por tal tipo de denúncia sócio-comportamental, mas apela para grosserias que beiram a raiva recôndita, através dos seus recalques pessoais etc. Não foi o caso dessa letra, que tratou tal questão com maior classe. Eis um exemplo :

"Que essa gente maltratada pela vida
é tão jovem e tem suficiente idade pra morrer de tédio pelas ruas da cidade
sem direito ao sorriso ou ao juízo"...

A próxima canção, “Comigo não tem Vacilo”, é a mais balançada do álbum. Tem muito do R’n’B e da Soul Music e também agradou-me bastante os belos desenhos melódicos executados pelo violão.

“Voyeur Amigo” é uma parceria com sua esposa, Suka. É um reggae em linhas gerais pelo arranjo com as típicas acentuações em contratempo, mas é ao mesmo tempo pop com vocação radiofônica. E no texto, tem um teor erótico, como sugere seu título, mas com bom gosto, sem passar do ponto.

A penúltima música chama-se “Vivendo por Dois”. É um blues em tese, mas tem nuances do R’n’B e do Rock’n Roll cinquentistas, ao longo do seu desenrolar. Gostei bastante do piano e do belo solo de guitarra, com timbre limpo, provavelmente advindo de uma Fender Stratocaster, pelo seus estalos de harmônicos bem agudos, coisa bela, por sinal.

O disco encerra-se com “Vida Gozada”, numa versão bem "Classic" Folk, mesmo, com voz e violão, apenas. Trata-se de uma versão da música “Vita Spericolata”, do excelente compositor italiano, Vasco Rossi, que a Blindagem já havia gravado em disco de estúdio e também apresentada posteriormente numa versão grandiloquente, com apoio de uma orquestra sinfônica, ao vivo e com Ivo Rodrigues numa interpretação de arrepiar. Aqui, apesar desta versão ser bem mais comedida no seu arranjo, a interpretação é também, belíssima. É o tipo de faixa que não dá para ouvir e simplesmente desligar o CD Player, mas que pede mais uma nova audição, pelo menos.

Sintetizando, “O Velho Homem do Folk” é muito mais que uma bela homenagem ao saudoso Ivo Rodrigues, mas um sopro de vida, revelando-se um verdadeiro presente que ele oferece-nos, tantos anos depois de sua partida. Ouvindo-o, fica a certeza de que Ivo Rodrigues vive e continua sendo um artista que tem o que dizer e muito bem dito.

A capa do álbum é sóbria e o encarte segue o mesmo padrão. A foto de Ivo cantando ao vivo, parece ser dos anos setenta, no tempo em que atuava n’A Chave. O uso de uma matiz de verde musgo profundo, mesclou-se à foto em preto e branco de forma magnífica. Remeteu-me ao campo, às raízes camponesas, portanto tudo a ver com o conceito do menestrel “folk”.


Gravado em estúdio caseiro - 1º semestre de 2009 
Direção musical a cargo de Ivo Rodrigues e Neto Nonino
Técnico de gravação e pré-mixagem : Neto Nonino
Mixagem : Neto Nonino; Charlie e Claudio Thompson
Mixagem final : Neto Nonino e Ivo Rodrigues
Mixagem da música “Vida Gozada” : Alberto Rodriguez Ovelar 
Masterização : Virgílio Milléo 
Foto : Nelida Kurtz Retamozo
Projeto gráfico : Bruno Pianaro Souto
Produção Geral : Rafael Martins e Ivan Rodrigues
Prefácio do encarte : Sandro Moser.

Selo independente, com apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba / Fundação Cultural de Curitiba

Ouça o álbum na íntegra, no Spotify :


Ivo Rodrigues : Voz & violão

Músicos convidados :
Neto Nonino : Violão / banjo / guitarra
Rodrigo Panzone : Baixo / teclados
Vander Ferreira : Bateria
Bene Chireia : Gaita
Paulo Teixeira : Guitarra
Charlie Thompson : Violão / guitarra / teclados
Claudio Thompson : Percussão
Christopher Michael : Teclados
Gerson Marçal : Baixo

Agradeço a Suka Rodrigues pelo envio de uma cópia do álbum

Ivo Rodrigues no Wikipedia

É isso aí!
Espero que gostem desta resenha e o principal, conheçam o sensacional som deste queridíssimo e saudoso artista.
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Transcrição para Alunos - Red Hot Chili Peppers - Californication


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Californication" da banda Red Hot Chili Peppers com o baixista Flea disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Abraços e até a próxima matéria!

Transcrição - Cássia Eller - Malandragem


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Malandragem" da cantora Cássia Eller com o baixista Fernando Nunes disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Harmonia Aplicada ao Contrabaixo - Aula 05



Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da quinta aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Playlists no canal do Youtube


Olá pessoal!

No meu canal do Youtube tem algumas playlists organizadas para aqueles que querem conhecer melhor o meu trabalho.

Vídeo - Aulas - Lições



Vídeo - Aulas - Repertórios



Bandas



Abraços e bons estudos!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Matéria Glenn Hughes - Revista Bass Player Brasil


Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.

Matéria de capa com vídeo que fiz para a edição 39 da antiga revista Bass Player Brasil.


Nesta matéria de capa eu falei sobre o estilo do baixista Glenn Hughes. São diversos exemplos explorando a parte técnica, harmônica e rítmica desta lenda do contrabaixo elétrico.

Vídeos




Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Transcrição do Mês - Metallica - Enter Sandman


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Enter Sandman" da banda Metallica disponível gratuitamente no meu site.

Metallica - Enter Sandman

 Link para Transcrição Completa - Clique aqui


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Técnicas para contrabaixo - Slap - Aula 01


Olá pessoal!

Nesta semana temos a primeira matéria sobre a técnica de Slap, esta aula é acompanhada de uma videoaula com explicação e demonstração dos exercícios.

A técnica de Slap consiste basicamente na execução dos movimentos de Thumb (batida com o polegar da mão direita), Pop ou Pluck (puxada com um dos dedos da mão direita, sendo a puxada com o dedo indicador a mais comum).
Nesta primeira aula temos a técnica de thumb demonstrada em quatro exercícios.

Thumb


É a batida do polegar na corda do baixo, procure bater com o lado de fora do dedo, existem maneiras diferentes de bater com o polegar na corda, tente achar a que se adapta melhor ao seu estilo, eu tenho como referência três baixistas para pensar esta batida. O primeiro é o Flea, a batida dele é muito útil para aqueles que tocam com o contrabaixo bem embaixo, o segundo é o Marcus Miller, com a batida mais de frente e o terceiro é o Victor Wooten que bate e repousa o dedo na corda de baixo.

Exercício 1


Toque cada corda do baixo com o thumb em semínimas.


Exercício 2


Toque cada corda em colcheia.


Exercício 3


Toque as tônicas de cada acorde da sequencia a seguir com o thumb em semínimas.


Exercício 4


Toque as tônicas de cada acorde da sequencia a seguir com o thumb em colcheias.


Esta sequencia pode ser praticada em cima da música “Allright” do Jamiroquai, apesar de a harmonia ser um pouco diferente as tônicas tocadas são iguais.

Vídeo



É isso aí pessoal!

Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 18 de janeiro de 2020

Sugestão do Mês - Marcus Miller - M2



Olá pessoal!
Neste mês temos o álbum M2 do genial baixista Marcus Miller como sugestão do mês.


Marcus Miller é conhecido pelo seu virtuosismo e bom gosto ao tocar contrabaixo, o músico domina completamente a técnica de Slap e participou como sideman de trabalhos de diversos artistas renomados.
Seu álbum mais influente foi lançado em 2001 e se chama “M2”, sendo os destaques as músicas Power, Goodbye Pork Pie Hat e Red Baron.


Faixas


1 - Power – Miller 4:37
2 - Lonnie's Lament – Coltrane 5:39
3 - Boomerang - Miller     5:49
4 - Nikki's Groove – Miller 3:28
5 - Goodbye Pork Pie Hat – Mingus 3:34
6 - Ozell (Interlude 1) – Miller 0:48
7 - Burning Down the House - Byrne, Frantz, Harrison, Weymouth 6:54
8 - It's Me Again – Miller 6:05
9 - Cousin John     - Miller  4:42
10 - Ozell (Interlude 2) – Miller     0:39
11 - 3 Deuces – Miller 5:51
12 - Red Baron - Cobham 6:38
13 - Ozell (Interlude 3) – Miller     1:01
14 - Your Amazing Grace – Miller 7:43

Músicos


Marcus Miller - Baixo, Programação Bateria, Sintetizador, Voz
Poogie Bell - Bateria
Hiram Bullock - Guitarra
Mino Cinelu - Percussão
Vinnie Colaiuta - Bateria
Joel Derouin - Violino
Larry Corbett - Cello
Djavan     Scat - Voz
Matt Funes - Viola
Kenny Garrett - Sax (Alto)
Herbie Hancock - Piano
Paul Jackson, Jr. - Violão
Chaka Khan - Voz
Hubert Laws - Flauta
Branford Marsalis - Sax (Soprano)
Maceo Parker -     Sax (Alto)
Raphael Saadiq - Voz
Wayne Shorter - Sax (Soprano)
Leroy Taylor – Baixo Sintetizado
Fred Wesley - Trombone
Lenny White – Percussão, Baixo Sintetizado
Bernard Wright - Orgão


A ideia desta coluna é que vocês tenham a disposição informações sobre grandes álbuns de música, obviamente os álbuns escolhidos aqui, fazem parte da minha formação musical e são apenas sugestões para audição.

Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Artigos & Resenhas - Os Subterrâneos / EP Subterrâneos - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Nesta semana temos mais uma coluna Artigos & Resenhas do nosso amigo Luiz Domingues. A nossa ideia com esta coluna é sempre deixar em evidência trabalhos de bandas autorais que estão fora do mainstream. Leiam o texto do Luiz, mas não deixem de fazer o mais importante que é curtir o som da banda apresentada aqui. 
Dessa vez o sensacional Luiz nos fala sobre o EP "Subterrâneos" da banda Os Subterrâneos.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:


Os Subterrâneos / EP Subterrâneos - Por Luiz Domingues


É inacreditável, eu sei, mas em pleno 2017, com quase todo mundo a destilar lamúrias pelas redes sociais, em tom de crítica pela anti música que ocupa o mainstream (e na contrapartida não haver espaço algum para artistas do underground), nos confins da zona leste de São Paulo, uma turma jovem, ultra dinâmica e entusiasmada, vai nadando contra a maré do baixo astral generalizado e alheia ao “mimimi” dos perdedores (e por quê não, dos perdidos, também...), está a produzir uma música profundamente influenciada pelos anos 1960, resgatando inúmeros aspectos revolucionários daquela década memorável. É uma turma boa que produz shows; festivais, não quer nem saber de crise e sem “frescuras”, produz seu agito contracultural onde houver espaço, e nem importa-se se não tem infraestrutura adequada, por que se não houver, eles mobilizam-se e fazem acontecer. Só por tal mentalidade, já merecem todo o enaltecimento, mas não fica só nessa boa vontade extrema, pois trata-se de um celeiro de artistas talentosos, que tem o que dizer, portanto, agregue-se tal valor. E entre esses rapazes obstinados, muitos tem duas, três ou mais bandas mantidas em simultaneidade, e todos os amigos dessa fraternidade interagem, nem que seja em participações uns nos discos dos outros.

Hoje, quero tratar de mais uma banda dessa cena (já abordei o Capitão Bourbon, anteriormente), chamada “Os Subterrâneos”. Banda profundamente influenciada por bandas de garagem dos anos sessenta, não necessariamente famosas e daí, realça-se a extrema originalidade dessa banda em buscar sonoridades perdidas no tempo e no espaço, sendo que em realidade, tal estética jamais poderia ter sido obscurecida, nem mesmo pela ação do tempo. Contudo, muita coisa aconteceu na história do Rock e até o vilipêndio usado como arma / ação de marketing, tratou de obscurecer tal corrente histórica e agora, uma banda como Os Subterrâneos está fazendo o trabalho arqueológico e ao mesmo tempo mágico em reatar o fio da meada perdido, ou seja, o “religare” no Rock, um fato que Rockers genuínos aos quais incluo-me, sonham em ver acontecer, há décadas.


Os Subterrâneos tem em sua formação como quarteto, os seguintes membros : Eduardo Osmedio (Guitarra / Voz); Ronnie Pedroso (Órgão / Gaita / Guitarra e Voz); Guilherme Torquato (Baixo) e Rogério Antônio (Bateria e Voz). Seu EP, chamado “Subterrâneos”, foi lançado em 2017, contendo quatro faixas. A sonoridade da banda, em termos de áudio, soa bastante rústica, parecendo de fato um bootleg concebido em poucos canais, sob a égide do mundo antigo das gravações (leia-se analógico), e isso é sensacional enquanto fidedignidade às influências que eles seguem, com dedicação. Até a foto da banda na capa do álbum, com os rapazes trajados como se estivessem em 1966, em meio ao “fog” de Londres, é incrível. E fica ainda mais interessante se levarmos em conta que são paulistanos da zona leste e que estão fazendo isso em 2017...

Sobre as quatro faixas, ouvi-las no headphone é um mergulho direto aos “sixties”, uma viagem no Túnel do Tempo, quiçá na companhia de Anthony Newman e Douglas Phillips, absorto em cambalhotas num Kaleidoscópio psicodélico e muito louco.


A primeira faixa, “Ruas de Soweto”, tem um som de órgão hipnótico. É aquele timbre agudo e maravilhoso desses teclados tipicamente sessentistas como os órgãos Voz e Farfisa, inigualáveis pela suas respectivas características no tocante aos timbres. Gostei muito dos backing vocals ao fundo, quase sombrios, repetindo frases proferidas pela voz principal e lembrando muito diversos artistas egressos da Jovem Guarda e estes por sua vez, que beberam forte no Pop francês e italiano, principalmente, naquela década.  Muito boa uma parte desdobrada em compasso 3/4, insinuando uma valsa lisérgica. Gostei também do solo de guitarra e o timbre do baixo, quase sem sustain, com aquele timbre anasalado, também muito usado naquela época.

“Borboleta Branca” é a segunda canção e apresenta-se com forte orientação do Acid Rock sessentista. Nessa faixa, um músico convidado tocou guitarra, Jun Santos. A letra investe forte na loucura psicodélica, buscando imagens surreais. Eis um trecho :

"Era uma borboleta voando mais branca que a neve
sobrevoava o jardim colorido a procura das tulipas negras"...

A terceira faixa, “Dia Lindo”, tem em sua parte inicial uma divisão rítmica fragmentada, sob compasso 2/4, muito interessante. Convenções duras ocorrem em diversos trechos trazendo um peso incrível. Tem muito do som da pouco conhecida banda sessentista americana, “The Music Machine” (aliás, uma influência confessa dos rapazes). Gostei do solo de guitarra executado pelo artista convidado, Uly Nogueira, outro músico com forte participação nessa cena, tocando em várias bandas irmãs e também produzindo e ofertando apoio como ilustrador de capas de discos e cartazes de shows a evocar a psicodelia sessentista, sendo um talento impressionante. E não obstante ser um baterista ótimo em outras bandas, aqui contribuiu com um belo solo de guitarra ao pisar no “Fuzz”, sem parcimônia.

“Jardim Psicodélico” fecha o EP e não pude deixar de enxergar o “Iron Butterfly” a flutuar fortemente como influência ótima para os rapazes. Trata-se de uma viagem psicodélica, uma autêntica good trip. Ouvir essa faixa de olhos fechados pode levá-lo diretamente aos bastidores do Auditório Fillmore West, em algum momento de 1967, quando em meio a tal epifania, a vontade de não voltar para a realidade do século XXI em curso, será imensa, tenha essa certeza. Gostei muito da condução da bateria, evoluindo com bastante criatividade nos tambores, e também do solo de guitarra, muito bonito. A letra investiu forte no surrealismo explícito, na melhor tradição dos ditos, lindos sonhos delirantes.

"acordei, mas ainda estava a sonhar
encontrei o jardim psicodélico dos sonhos meus"...

O disco foi gravado no estúdio “Corações de Pedra”, em São Paulo. Jonas Morbach foi o técnico da captura de gravação e mixagem / masterização. Foto e arte da capa a cargo de Fernanda Heitzman (um trabalho muito bom da parte dela, por sinal).

Em postagens que vejo pelas Redes Sociais a anunciar seus shows, percebo que gostam de brincar com o fato de que são da zona leste de São Paulo, referindo-se a ela como “Zona Lost”, numa alusão ao seriado de TV que fez sucesso, anos atrás. Mas creio que esses artistas na verdade não perderam nada, mas ao contrário, estão achando um caminho muito interessante a resgatar raízes remotas do Rock, ou seja, fazem um trabalho notável.

Recomendo o bom trabalho dos Subterrâneos, tanto acompanhando-os ao vivo aonde quer que estejam, quanto pela audição de seu EP, aqui analisado. E que venham mais trabalhos nessas características. Viva a psicodelia sessentista !

Ouça o EP, abaixo : 


Escute o álbum na íntegra, através da sua postagem de You Tube:

Também disponível no spotify:



Para saber mais informações sobre a banda, acesse sua página na Rede Social Facebook:

É isso aí!
Espero que gostem desta resenha e o principal, conheçam o som bem legal desta banda.
Abraços e até a próxima!