terça-feira, 20 de outubro de 2020

Leitura Rítmica - Parte 2


Olá pessoal!

Dando continuidade aos exercícios de leitura rítmica, segue um exercício somando a semínima as figuras de semibreves e mínimas estudadas na aula anterior.

Este material faz parte do conteúdo das minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações envie um e-mail para femtavares@gmail.com

Acompanhe as postagens semanais no site.
Abraços e até a próxima coluna!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Artigos & Resenhas - CD Death and Life / Chico Suman - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "Death and Life" do excelente cantor, guitarrista e compositor Chico Suman.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

http://luiz-domingues.blogspot.com/2018/08/cd-death-and-life-chico-suman-por-luiz.html


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/

http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/

http://luizdomingues3.blogspot.com.br/


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:


Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.


Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

CD Death and Life / Chico Suman - Por Luiz Domingues


Eis que eu fico a saber que o excelente guitarrista, cantor e compositor, Chico Suman, preparava a produção de um trabalho solo, autoral. O álbum mal começara a ser preparado e eu já deduzi que seria ótimo. 
Conheço Chico Suman, há muitos anos, já havia compartilhado shows com sua ótima banda, o The Suman Brothers, em três ocasiões (por duas vezes, quando eu toquei no “Pedra” e uma com “Kim Kehl & Os Kurandeiros”), e tocamos diretamente uma vez, quando eu fui componente da Magnólia Blues Band” e ele foi o guitarrista especialmente convidado para uma das nossas apresentações. Em síntese, eu já sabia há tempos, que Chico Suman trata-se de um guitarrista da pesada, versado pelas melhores tradições do Rock, com diversas especializações em vertentes múltiplas a transitar pelo Blues, Black Music, Folk e Country Rock e sob diversas nuances clássicas desses gêneros citados e muitos outros, em um alcance a atingir principalmente a faixa temporal contida entre os anos cinquenta a setenta do século anterior, ou seja, a sua base de inspiração vem da nata da nata. 
Além de ser também um cantor com muita qualidade, Chico Suman igualmente compõe muito bem e por ser um aficionado da poesia Folk de Bob Dylan e congêneres, Chico gosta de caprichar nas letras que escreve. E para completar, é claro que cercar-se-ia de uma turma de músicos da melhor qualidade para acompanhá-lo, muitos dos quais eu conheço muito bem e sei da sua genialidade ímpar. 


Portanto, como poderia um disco que eu sabia de antemão que seria ótimo, surpreender-me em algum aspecto, no sentido de superar a minha expectativa inicial? Pois é... algum tempo depois, eis que mediante uma audição proporcionada, através do nosso amigo em comum, Cleber Lessa, ouço o álbum na íntegra, como som ambiente da casa de espetáculos, Santa Sede Rock Bar, em São Paulo, e impressiono-me com a sua audição. Mas foi mesmo quando recebi em mãos uma cópia do álbum, que pude enfim mergulhar em sua sonoridade e constatar, que sim, ele é bem melhor do que eu deduzira anteriormente, por incrível que pareça. 
Para início de conversa, Chico Suman é um raro artista no panorama do Rock brasileiro (refiro-me à atualidade de final da década dez, do século XXI), que professa um compromisso verdadeiro, umbilical e sem nenhum receio, com as mais belas tradições do Rock, Blues, da Black Music em geral e do Folk-Country Rock e sem que isso seja necessariamente uma bandeira desfraldada em torno de um acintoso resgate vintage, retrô ou a estabelecer uma ponte proposital com o passado, mas simplesmente, por Chico viver intensamente essa realidade em sua expressão artística, de uma maneira absolutamente natural, ao revelar-se alheio ao que demarcaria uma opção confessa em prol do passado. 
Na verdade, ele simplesmente vibra por tais moléculas e nesse sentido, pouco importa em que época atue, pois a sua verdade é essa e ponto final. Dessa maneira, não vejo uma melhor forma em atuar, do que ser atemporal e acaso o seu trabalho soe como algo que remeta aos anos cinquenta a setenta da década anterior, é melhor pensar que isso não importa pelo ponto de vista do “hype”, como raciocinam os críticos obtusos e/ou mal intencionados, sempre obcecados em decretar o que entra e sai da moda, mas muito pelo contrário, queiram admitir ou não, foi nesse espectro da história, onde criou-se uma excelência artística inquestionável e se Chico bebe dessa fonte, revela mais que um bom gosto pessoal, porém, acima de tudo, que possui uma base sólida, indestrutível.
E assim, o passeio que esse disco faz entre vertentes, estilos e tendências dessa fase de ouro da música em geral e do Rock, em específico, é muito bonito. Chico conduz o ouvinte ao âmago do Blues e da Folk Music, passa pelo Country-Rock e R’n’B, insinua o Blues-Rock; mergulha-nos nas águas sagradas do Rio Ganges onde as ragas espalham luzes multicoloridas e típicas dos anos sessenta. Dessa forma, voamos para bem longe, o suficiente para constatarmos que Chico conseguiu estabelecer o “religare” e de fato, a boa música está aqui, de volta, e basta apenas que liguemo-nos, entremos em sintonia e que caiamos fora do baixo astral da anticultura, que está lá fora...


Sobre as canções em específico, o álbum inicia-se com: “Morning Sunshine”, sob uma atmosfera Country Rock muito alvissareira. Ouvir tal canção, é como viajar dentro de uma Pick up, em um manhã ensolarada a trafegar de Minessota para Ohio, digamos assim. Gostei muito da pureza dos timbres dos instrumentos, principalmente na bateria, a soar com seu som natural, sem muito processamento, principalmente no tocante ao exagero do reverber, ato falho comum para nove entre dez técnicos de áudio em estúdio. Noto a presença do orgão Hammond, com pontuais desenhos bem agradáveis e dois solos de guitarra com timbres diferenciados e muito bonitos, ambos. Tem violão bem tocado e uma linha de baixo agradável. Apreciei o refrão com um sentido sob contraponto no backing vocals, que lembrou-me bastante o trabalho do "Lovin Spoonful". A letra reforça a ideia do espírito livre, que a música evoca: 

“Let my hair blow free 
 let my spirit guide me”...

A segunda faixa, apresenta: “Livin’ Alone”, a embalar um Folk-Rock muito melódico. É muito bom ouvir o som da gaita, com a vassourinha a desenhar na caixa da bateria, os belos desenhos de guitarra a propor contra-solos emotivos, violão batido, órgão Hammond a harmonizar e ao seu final, até o cântico de pássaros para fechar a canção. É como ouvir um bom disco de Bob Dylan e lembrar que o Rock tinha e precisa voltar a ter poesia, também. 

“Time has come to be alone
Dissapear like a rolling stone
sadness is eating up my heart”...

“Band of Brothers” vai fundo no Blues-Rock, com muito vigor. Solos e contra-solos de guitarra são excelentes e a banda faz uma base poderosa, com bateria, baixo, e órgão Hammond, sob forte pegada. Certas partes faladas a esmo, são bem sessentistas, a garantir uma boa dose de loucura, que é sempre essencial. Uma interessante passagem da letra, despertou a minha atenção:

“When I first started playing the blues 
more than 15 years ago 
never tried to make any money 
‘cause that’s something I don’t know 
just tried to bring some happy hours 
when my friends come home home from work”...

Pois é... música que vem do coração não é produto para vender na gôndola do supermercado, mas algo verdadeiro, ou seja, um fator observado fartamente por quem militou na senda artística musical daquelas décadas de ouro na música, e certamente que Chico Suman faz parte dessa estirpe, por falar a mesma linguagem.

“A Small Part of You” é um Slow Blues dos mais inspirados que tenho escutado nos últimos tempos. Tem uma carga emocional fortíssima, envolta em sutilezas múltiplas a conferir-lhe uma beleza incrível. Ao ouvir tal melodia linda, amalgamada por uma bela poesia, é impossível não lembrar-me que um dia tivemos a "The Band", a atuar neste planeta e certamente que o mundo foi muito melhor enquanto ela esteve a brindar-nos com a sua plena magnitude artística. A mencionar o arranjo em si, tudo soa muito belo. Teclados, "cozinha" (baixo e bateria) espetacular, e um trabalho de guitarras, magnífico. São arpejos e desenhos pontuais (clap guitar, sensacional, no melhor estilo de Steven Cropper), a marcar de forma indelével a base e com solos para arrepiar. 
O trabalho vocal destaca-se muito nessa faixa, igualmente. Trata-se de uma interpretação muito emocionante, cuja entrega total, muito lembrou-me o mestre, John Lennon, em seus momentos mais exasperantes. Tem muito do grito primal nessa construção vocal, com a inclusão de uma segunda voz, muito boa e várias intervenções a esmo, nesse sentido. É forte, intenso e muito emocionante. 

“You gave me your view about this world while all of your friends 
were watching you eyes wide open so you wouldn’t cry again"...

Em resumo, trata-se de uma canção fortíssima, e memorável.

A quinta faixa: “Keep the Light on“, investe no balanço, com um sentido mais próximo do R’n’B. Tem um riff muito bom e a banda imprime um balanço forte, para fazer o ouvinte levantar de sua confortável poltrona e balançar-se. Gostei muito das palmas, um recurso pouco usado nos dias atuais, mas que é funcional ao extremo para gerar uma interação contagiante com os ouvintes. A canção contém peso, com aquela pegada Rocker. E há também, uma chave para revelar a ideia que norteia o título do álbum, quando Chico diz: 

“Hey brother! 
Don’t pay your troubles no mind, because
 Death and life walk together”

A canção seguinte, é na verdade um mantra, literalmente. “Ganges”, investe na sonoridade da Índia, mas sob aquela estimulante roupagem ocidental e sessentista, quando o Rock mergulhou em suas águas sagradas e escreveu uma das páginas mais belas de sua história (grato, Mahatma Harrison, jai jai!). 
Sob uma batida tribal, a cítara canta solta, e em certos momentos lembrou-me o trabalho do grupo de Rock britânico, "Kula Shaker" que tentou fazer esse religare nos anos noventa e embora a raiz cultural fosse outra, também lembrou-me o trabalho do Aphrodite’s Child em “Babylon” (essa banda era grega e sessenta-setentista). Adorável a menção ao recurso do solo de guitarra em estilo “backwards”, outra marca típica dos anos sessenta. E o mantra entoado dispensa maiores explicações:  

“Namah Parvati pathaye 
Hare Hara Shankara Mahadev 
Hare Hare Hare Mahadev 
Hare Hare Hare Mahadev 
Namah Parvati pathaye 
Hare hare mahadev 
Namah Parvati pathaye”... 

“Capricorn” é um tema instrumental e muito belo. Brilha muito o baixo, com um solo espetacular e que busca o sentido melódico, sobretudo. Gostei muito da harmonia e da melodia central, proposta pela guitarra, que contém uma beleza muito grande. A base com a presença do órgão Hammond, empolga por não nos deixar respirar, mediante a ação contínua da caixa Leslie, ao espalhar-se aos quatro ventos, pela sua ventoinha. É muito bonita também a presença de um violão batido, com lindo timbre e várias camadas de guitarras a desenhar por todos os lados do pan do estéreo. Se o leitor ouvir essa canção com fone de ouvido, há de apreciar tais detalhes meticulosos.

E o disco chega ao seu final, com: “Time to Say Goodbye”, uma balada belíssima, super sessentista, pela sua construção harmônica, melódica e rítmica. Adorei a concepção da linha de bateria, com inspiradíssimas passagens pelos tambores. O efeito "staccato" em algumas partes, evoca o trabalho de bandas como, The Beatles, The Kinks, Small Faces e congêneres britânicos, mas tem também um lado norte-americano muito efusivo, quando esbarra forte no som de Crosby; Stills; Nash & Young. 
Há, paralelamente, muitos estímulos sutis nessa canção, proporcionados por todos os instrumentos que constam em sua constituição. É uma canção muito bem arranjada e tudo sob belos timbres. Inclusive ao conter um solo em duo, que abre vozes para as guitarras. A canção termina com um enigmático efeito ao teclado, a sugerir a presença de uma ventania, a levar tudo embora e de fato, a vida e a morte são manifestações do mesmo sopro vital que traz e leva... leva e traz...
Gostei dessa parte da letra:

“Don’t be afraid to fall on 
The moment you’ve been waiting for 
The future in a minute will be gone 
Take pictures of your new life 
Grow stronger from the inside 
our love will live forever in this song”... 

A respeito da capa, “Death and Life” investiu na sobriedade. O artista com a sua guitarra sobre um fundo bege e nada mais. No encarte e na contracapa, mantém o conceito, com fotos do mesmo ambiente a lembrar uma ambientação urbana mas bem rústica, com a porta de uma residência antiga, bem do início do século passado e além do artista, há uma foto com dois gatos a observar a paisagem.
 

O encarte tem uma explicação do trabalho, assinada pelo próprio, Chico Suman, em pessoa, mas sob uma forma bem poética, quase a caracterizar um manifesto de sua parte. Além de conter as letras das canções e uma boa ficha técnica.
A opção por cantar no idioma inglês, tem tudo a ver com as influências que calam mais forte na construção da personalidade artística de Chico Suman, e nesse sentido, não cabe questionamentos sobre estratégias de marketing, adotadas por ele.

Um promo com a música “Capricorn”, disponível no You Tube:


 https://www.youtube.com/watch?v=U6sehnmgCGs

Death and Life – Chico Suman

Gravado no Estúdio Gallo de São Paulo
Técnico de Som e mixagem: Bruno Mulinario
Assistente de áudio: Sidiney Souza
Assistência de Luthieria: Ivan Pieri
Arte de capa / lay-out: Geraldo Bezerra
Fotos: Gabriela Piragibe

Chico Suman: Guitarra; Violão; Voz; Harp

Músicos convidados:
Rodrigo Ramos:  Bateria e Percussão
Rafael Stranguini: Baixo (faixas 1; 6 & 7) e Órgão Hammond (faixa 4)
Daniel “Kid”: Baixo (faixas 3; 4 & 5)
Rodrigo Hid: Órgão Hammond (faixas 1 e 5)
Adriano Grineberb: Órgão Hammond (faixas 3 e 6)
Luiz Bueno: Cítara elétrica (faixa 6)
Kleiton Sabaini: Baixo (faixa 8)
Maurício Pilksuc: Baixo (faixa 8)
Collins Freitas: Órgão Hammond (faixa 7)
Mateus Schanoski: Órgão Hammond (faixa 8)
Leandro Lantin: Órgão Hammond (faixa 2)
Simone Dantas: Guitarra (faixa 8)
Victor Mulinario: Backing Vocals (faixa 1)
Fernando Olivo: Backing Vocals (faixa 1)
DJ Sgrufs: Scratch (faixa 5)

Composições; letras; arranjos e produção geral: Chico Suman

Para conhecer melhor o trabalho de Chico Suman, acesse:

Para escutar o álbum “Death and Life”, na íntegra, acesse na plataforma, Spotify:



Eis aí um trabalho que eu sabia que ficaria bom, mas que na verdade, ficou ainda melhor do que previ. Recomendo o álbum, “Death and Life” e a arte de Chico Suman!  

É isso aí pessoal!
Espero que gostem desta resenha e principalmente do álbum deste talentoso artista, Chico Suman.
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Transcrição do Mês - Barão Vermelho - Bete Balanço


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Bete Balanço" da banda Barão Vermelho que conta com o baixista Dé Palmeira disponível gratuitamente no meu site.

Barão Vermelho - Bete Balanço

Link para Transcrição Completa - Clique abaixo


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Apostrophe' - Vídeo e transcrição

 Olá pessoal!

Segue a parte final da música "Apostrophe'" do Apostrophe' Trio.

Neste trecho nós tocamos as partes A, B e C da música.




Na parte "A", temos a escala de Mi menor como base para a construção das frases. Ao usar esta escala como base, montamos algumas frases para cada tempo, variando tríades e saltos de notas.

 Na parte "B", temos a escala DomDim de E. As frases do baixo são construídas com os arpejos invertidos de cada nota e uma técnica de dedilhado de violão na mão direita, o famoso padrão p-i-m.

Na parte "C", temos uma variação em Lá maior. Os acordes utilizados são A - E - D, e as frases envolvem arpejos construídos com tríades e o acorde com nona, além das notas da escala da tonalidade.

A ideia principal desta música está na sobreposição de frases entre baixo e guitarra, que fornecem os efeitos que desejamos para os trechos.

Espero que curtam as frases.

Informações:

Apostrophe' Trio
Música: Apostrophe'
Autor: Fernando Tavares

Performance:
Lucas Fragiacomo - Guitarra
Fernando Tavares - Contrabaixo
Thiago Sonho - Bateria

Filmado no Family Mob por Bruna Torrezani
Editado por Renata Pereira

Abraços e até a próxima!

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Técnicas para Contrabaixo - Slap 10


Olá pessoal!

Nesta semana abordaremos o Slap em estilos diferentes dos estudados até o momento.

Exercício 1


Este exercício é feito sobre uma levada simples de samba, utilizando a colcheia pontuada e uma semicolcheia para a construção da célula rítmica, quanto a parte harmônica são exploradas a Fundamental e a Quinta do acorde com suas respectivas oitavas.


Exercício 2


Este exercício explora um Slap sobre o partido alto que é um samba mais complexo em relação a parte rítmica. A parte harmônica é construída com a tétrade de Cmaj7.


Exercício 3


Aqui o Slap é feito utilizando uma levada de Country, este exercício é executado com o pop fazendo Double-stops, ou seja, duas cordas simultâneas. Monte o acorde pois assim a execução do exercício será mais fácil.


Exercício 4


Este exercício explora uma levada de Funk e é de difícil execução, pois neste lick tentei explorar várias técnicas que já estudamos anteriormente. Cuidado com os ligados e as notas abafadas.


Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 3 de outubro de 2020

Baixista do mês - Paul McCartney


Olá pessoal!

Nesta semana temos uma coluna especial com Paul McCartney.

Nome: James Paul McCartney

Nascimento: 18 de junho de 1942 em Liverpool, Inglaterra


Bandas: Solo, The Beatles

Discografia: 
-The Beatles
1963-Please Please Me
1963-With the Beatles
1964-A Hard Day's Night
1964-Beatles for Sale
1965-Help!
1965-Rubber Soul
1966-Revolver
1967-Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
1967-Magical Mystery Tour
1968-The Beatles "White Album"
1969-Yellow Submarine
1969-Abbey Road
1970-Let It Be

-Solo
1970-McCartney 
1971-Ram
1980-McCartney II
1982-Tug Of War
1983-Pipes Of Peace
1986-Press To Play
1988-CHOBA B CCCP
1989-Flowers In The Dirt
1993-Off The Ground
1997-Flaming Pie
1999-Run Devil Run
2001-Driving Rain
2005-Chaos and Creation in the Backyard
2007-Memory Almost Full
2012-Kisses on the Bottom    

-Wings
1971-Wild Life
1973-Red Rose Speedway
1973-Band on the Run
1975-Venus and Mars
1976-Wings At The Speed Of Sound
1978-London Town
1979-Back To The Egg

-The Fireman
1993-Strawberries, Oceans, Ships, Forest
1998-Rushes
2008-Electric Arguments

Vídeo Link: 


Website: www.paulmccartney.com

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Transcrição para Alunos - Jaco Pastorius - Donna Lee


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Donna Lee" com o genial baixista Jaco Pastorius disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Leitura Rítmica - Parte 1



Olá pessoal!

Segue um exercício de leitura rítmica com semibreves e mínimas para aqueles que acompanham o site.
O estudo passo a passo das figuras musicais é importante para o desenvolvimento da leitura a primeira vista.

Este material faz parte do conteúdo das minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações envie um e-mail para femtavares@gmail.com

Acompanhe as postagens semanais no site.

Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 19 de setembro de 2020

Discografia Fernando Tavares

Olá pessoal!

Compartilho aqui alguns álbuns que participei e que estão disponíveis gratuitamente nos serviços de streaming.

Deixo os links do Spotify, mas eles podem ser encontrados em outros serviços.

- Apostrophe' Trio - Apostrophe'  - CD



- Medusa Trio - 10 Anos - CD



- Liar Symphony – Choosing The Live Side – CD/DVD



- Dead Man Walking - All My Hate - CD




- Hotspot Project – Volume 1 - CD




- Lee Recorda - Olhando a Vida de Cima do Ponto Central  - CD





Abraços e até a próxima postagem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Artigos & Resenhas - CD Ao Vivo 30 Anos / Golpe de Estado - por Luiz Domingues


 Olá pessoal! 


Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o "CD Ao Vivo 30 Anos" da banda Golpe de Estado. Esta é uma das maiores bandas do rock nacional e passa por uma nova fase com músicos excepcionais


A matéria original pode ser encontrada neste link:


http://luiz-domingues.blogspot.com/2018/07/cd-ao-vivo-30-anos-golpe-de-estado-por.html


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/

http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/

http://luizdomingues3.blogspot.com.br/


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:


Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.


Sem mais, vamos ao texto do Luiz:


CD Ao Vivo 30 Anos / Golpe de Estado - por Luiz Domingues



Uma banda de Rock genuína, que consegue manter uma longevidade tão expressiva e sobretudo, sem jamais ter apelado para atender as pressões do mercado, já merece aplausos. Mas se isso ocorre em um país como o Brasil, onde o apoio e o respeito dos grandes difusores culturais, inexiste, então merece uma estátua pela extrema demonstração de resiliência ante as piores intempéries impostas pela total falta de condições para montar-se um grupo de Rock, por aqui. 

É o caso do Golpe de Estado, banda que está na ativa desde 1985, e após passar por altos e baixos e entenda-se tais fases difíceis, a ostentar entre outras dificuldades, uma perda dramática em suas fileiras, eis que o grupo dá a volta por cima em grande estilo, em torno de um belíssimo álbum duplo e ao vivo, a revisitar a sua carreira completa, sob um belo apanhado de toda a sua discografia. Com a atual e ótima formação da banda, totalmente reformulada após a perda do saudoso e querido amigo, Hélcio Aguirra, convidados para lá de especiais e dois ex-componentes, para emocionar todos os seu fãs.

Com o título bem direto a grafar: “Ao Vivo 30 Anos”, o álbum é um verdadeiro nock-out, tamanha a quantidade de sucessos da banda, executados muito próximo dos arranjos originais dos álbuns de estúdio, com peso, brilho, interpretação inspirada (e emocionada em muitos momentos), e a mostrar sobretudo, uma banda revigorada, plena em energia Rocker para seguir em frente e assim pronta para escrever novas histórias, que espero, sejam muitas, doravante. 

Para fugir um pouco da minha linha habitual de elaboração de uma resenha para a análise de um álbum (visto ser uma resenha de um disco ao vivo de uma banda consagrada), e não o trabalho de estúdio de um artista novo, como geralmente eu costumo produzir como resenha, creio que não cabe, neste caso, estabelecer considerações sobre cada faixa, separadamente. Neste caso, farei apenas algumas observações pontuais sobre as canções. O Set list por si só, já denota o quilate da obra, senão vejamos:




CD 1:


Na Vida (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Underground (1º LP homônimo)

Noite de Balada (LP Forçando a Barra)

Feira de Rato (CD Direto do Fronte)

Zumbi (LP Zumbi)

Paixão (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Filho de Deus (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Quantas Vão (LP Zumbi)

Todo Mundo Tem um Lado Bicho (Bônus Track do Álbum, 10  Anos ao Vivo)

Forçando a Barra (LP Forçando a Barra)

Cobra Criada (LP Forçando a Barra)


CD 2:


Olhos de Guerra (1º LP homônimo)

Caso Sério (LP Quarto Golpe)

Terra de Ninguém (LP Forçando a Barra)

Mal Social (LP Quarto Golpe)

Velha Mistura (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Ignoro (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Real Valor (LP Quarto Golpe)

Não é Hora (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Solo de bateria

Onde Há Fumaça, Há Fogo (LP Nem Polícia, Nem Bandido)

Libertação Feminina (1º LP Homônimo)


Portanto, como já salientara anteriormente, trata-se de um sucesso após o outro, sem chance do ouvinte e fã da banda, respirar, sequer.

Sobre a sonoridade, a performance da banda mostra-se matadora do começo ao final. Mediante um áudio excelente, que garantiu não apenas a possibilidade de ouvir-se notáveis timbres de todos os instrumentos, como ao estabelecer uma simbiose entre o conceito vintage e a modernidade, visto que se os timbres belos do passado mostram-se proeminentes, ao mesmo tempo a pressão geral do CD é moderna, dentro do que há de mais atual da era digital. 

Em suma, trata-se de um disco ao vivo, com um tremendo som e apenas por uma questão de gosto pessoal e não por achar uma falha, creio haver um certo excesso de reverber geral e um outro ponto que não foi o ideal, mas como músico eu entendo perfeitamente a situação da gravação ao vivo, os cortes entre as faixas ficaram um tanto quanto abruptos, mas considere o leitor que ao gravar-se ao vivo, existe uma infinidade de situações alheias ao bom andamento da gravação, a depor contra, e assim revela-se ainda mais complicado quando o artista depende de um único show para fazer a captura geral, ou seja, nessas circunstâncias, foi quase um milagre que as canções tenham sido aproveitadas sem restrições. 

O normal para qualquer artista que planeja lançar um disco ao vivo, é gravar a turnê inteira e dessa forma poder escolher as faixas que irão compor o álbum, em um universo municiado por dezenas, talvez centenas de versões de cada canção, mas ao gravar um show único, realmente além da banda estar muito bem ensaiada e a contar com um performance ao vivo, brilhante e inspirada, é preciso rezar para não acontecer nenhuma falha técnica, seja do equipamento do show em si, ou do maquinário da gravação, portanto, mais um mérito para o Golpe de Estado e a equipe técnica do estúdio Orra Meu, nesta produção.

Sobre as performances individuais, não há muito o que registrar, a não ser a obviedade de que o membro fundador e último remanescente da formação original, fez um trabalho magnífico em reagrupar a banda e a colocar de novo na estrada com tais valores arregimentados e também pela produção deste álbum. Mas não é só isso, pois o grande, Nelson Brito, brilha muito neste disco, a pilotar o seu baixo com técnica, criatividade e a dignificar as suas belas linhas de baixo, criadas ao longo da carreira toda do Golpe de Estado, com extrema maestria. E não posso deixar de mencionar que o timbre do seu baixo está absolutamente destruidor. Aquele “estalo” de baixo Fender Jazz Bass (ele usou também o Rickenbacker, outra ferramenta demolidora por natureza), que eu como baixista, igualmente, muito aprecio. 

Roby Pontes não é exatamente um novo membro, pois está na banda há alguns anos (entrou em 2010), e a sua bateria é monstruosa pelas suas criações rítmicas, que primam pelo bom gosto nas escolhas de levadas & frases e quem já assistiu a sua performance ao vivo, sabe bem que ele tem um dos melhores gestuais entre os bateristas do Rock brasileiro. Não é só muito bom poder ouvi-lo, mas também pelo aspecto visual de sua performance, pois ele toca de uma forma bonita, com uma classe, impressionante. E tem mais um dado sobre o Roby, a sua missão, quando ingressou na banda não foi nem um pouco fácil, pois substituíra ninguém menos que Paulo Zinner, um dos maiores bateristas da história do Rock brasileiro e amplamente idolatrado pelos fãs do Golpe de Estado. Portanto, Roby não apenas supriu tal lacuna com total competência, como impôs o seu estilo, a sua marca registrada, com bastante personalidade. Inclusive, a corroborar tudo o que eu disse, ele registrou um solo de bateria neste álbum. Assim, manteve uma tradição nos shows da banda, desde a passagem de Paulo Zinner, em sua história, mas a imprimir o seu estilo pessoal, logicamente. 

É o mesmo caso de Marcello Schevano, que teve a difícil missão em substituir o mítico, Hélcio Aguirra. Com a perda do Hélcio, em 2014, que deixou-nos precocemente, seria difícil imaginar a continuidade da banda sem o seu guitarrista fundador, grande mestre dos riffs e ídolo dos fãs da banda. No entanto, Marcello teve a sabedoria em absorver tal responsabilidade com muita hombridade artística, inclusive por ter sido amigo pessoal do próprio, Hélcio e assim, sabedor do teor dessa missão que teria. Além do mais, Marcello é um dos mais impressionantes talentos do Rock Brasileiro contemporâneo, por ser multi-instrumentista e brilhante em tudo o que executa. Portanto, mediante uma performance sob alto nível instrumental, ele respeitou os arranjos do grande, Hélcio Aguirra, e colocou a sua marca pessoal, com uma participação incrível.

E finalmente o vocalista, João Luiz, também não teve vida fácil ao assumir a responsabilidade em comandar a voz solo dessa banda, sabedor que a comparação com os vocalistas que precederam-no, seria inevitável da parte da crítica e principalmente dos fãs que tendem a ser muito exigentes nesse sentido, desde que o vocalista original do grupo, Catalau, evadira-se. E assim como os demais, João comanda o vocal e com toda a galhardia de um frontman, sob nível internacional, ao abrilhantar o disco. Experiente, a ostentar uma escola oriunda do Hard-Rock, João tem uma voz muito potente, excelente presença de palco e comunicação fácil com o público e assim, a banda está suprida para seguir em frente, com segurança.

Sobre os convidados, o tecladista, Matheus Schanoski, dispensa maiores apresentações. É aquele típico tecladista moldado pela orientação setentista, a pilotar múltiplos teclados, com muita técnica & criatividade e tudo mediante uma escolha primorosa dos timbres vintage. Portanto, para quem gosta de música bem tocada, é o tecladista certo, na hora certa. 

Dois super guitarristas históricos, tocam em algumas faixas, como convidados. A lenda viva, Luiz Carlini, e o mundialmente famoso, Andreas Kisser, que são músicos de altíssima estirpe e claro que abrilhantam o álbum, com as suas respectivas participações. 

E finalmente, dois ex-membros históricos da banda. O vocalista, Rogério Fernandes, não teve uma participação longeva com a banda, mas certamente que a sua participação marcou época. Dono de uma voz impressionante, Rogério tem o nível de um cantor de Hard-Rock internacional. E o outro convidado, Catalau, foi o vocalista original dessa banda e assim, cantou na maioria dos álbuns da banda. O seu carisma é mastodôntico, e por conta dessa qualidade nata, tornou-se uma lenda entre os fãs da banda e assim, eis que a sua participação nesse disco, é bastante emocionante, certamente. Responsável pela criação de muitas letras das canções da banda, que os fãs amam cantar em uníssono, muito da popularidade que a banda alcançou em sua carreira, tem o mérito da sua criação ao exprimir o cotidiano do jovem brasileiro e urbano, nos anos oitenta e noventa, sob linguagem coloquial e assim estabelecer empatia instantânea com os seus fãs.



O projeto gráfico do álbum merece um bom destaque. Com embalagem luxuosa e a conter um encarte rico em fotos e informações, o Golpe de Estado colocou um produto sob alto padrão à disposição de seus fãs e assim dignificou a história da banda. 

Está de parabéns a banda e o criador do Lay-Out dessa capa/encarte/ embalagem, João Duarte (www.jduartedesign.com)

Uma das fotos do encarte, é muito emocionante, ao exibir uma guitarra que pertencera ao grande, Hélcio Aguirra. Ela ficou o tempo todo durante o espetáculo, no pedestal, bem em frente ao praticável da bateria, portanto, mais que uma emocionante homenagem ao saudoso membro fundador, ficou a certeza de que ele esteve ali, junto aos companheiros de jornada. Em suma, um belo registro, com alta performance da banda, também da parte de seus convidados e ex-membros, mediante uma produção sob alto padrão, em termos de áudio e também pela apresentação gráfica e observação de um encarte recheado com fotos e muita informação técnica dessa gravação.


Trata-se de um ótimo álbum ao vivo, de uma grande banda com história e forte currículo, feito com esmero e a honrar não apenas as suas próprias tradições, mas o Rock brasileiro como um todo.


Assista acima, um compacto do show que originou a gravação desse álbum. Filmagem de Bolívia & Cátia.

https://www.youtube.com/watch?v=cr1sxh35LxI


CD Ao Vivo 30 Anos

Gravado ao vivo no Clash Club de São Paulo, em 10 de junho de 2017

Unidade Móvel do Orra Meu Estúdio

Técnicos de Gravação: Gustavo Barcellos; André Miskalo e Ricardo Schevano

Técnicos de mixagem: Gustavo Barcellos e André Miskalo

Técnico de masterização: Heros Trench

Fotos : Edu Guimarães

Arte e lay-out da capa/encarte: João Duarte

Direção artística: Nelson Brito

Produção geral: Golpe de Estado


Golpe de Estado:

Nelson Brito: Baixo

Roby Pontes: Bateria

Marcello Schevano: Guitarra e Voz

João Luiz: Voz


Ex-componentes convidados:

Catalau: Voz e violão

Rogério Fernandes: Voz


Músicos convidados:

Mateus Schanoski: Teclados

Luiz Carlini: Guitarra

Andreas Kisser: Guitarra


Visite a página do Golpe do Estado no Facebook:

Facebook.com/bandagolpedeestado


Site oficial:

www.bandagolpedeestado.com.br


É isso aí pessoal!
Espero que gostem desta super resenha do Luiz e sigamos em frente divulgando a música.
Abraços e até a próxima!


terça-feira, 15 de setembro de 2020

Transcrição do Mês - Primus - Here Comes The Bastards



Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Here Comes The Bastards" da banda Primus, que conta com o baixista Les Claypool, disponível gratuitamente no meu site.

Primus - Here Comes the Bastards

Link para Transcrição Completa - Clique abaixo


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Técnicas para Contrabaixo - Slap - Aula 09


Olá pessoal!

Nesta nova coluna vamos trabalhar com variações sobre a escala dentro do Slap, esta coluna vai proporcionar novas possibilidades de frases e combinações para suas levadas.

Exercício 1


No primeiro exercício é apresentada a escala a ser utilizada nesta coluna, ela é executada com o Thumb seguido de um Hammer-on para a próxima nota da escala.


Exercício 2


Neste exercício a variação é feita colocando um abafado no Thumb logo após o Hammer-on.


Exercício 3


Neste exercício o abafado entra após o Hammer-on só que utilizando o Pop para executá-lo.


Exercício 4


Neste último exercício após o Hammer-on ser executado, é tocado um abafado com o Thumb seguido de um abafado com o Pop.


Estude com calma as frases e sempre tenha um repertório para aplicar o que você estuda.

Abraços e até a próxima coluna!

sábado, 5 de setembro de 2020

Álbuns Clássicos - Cannonball Adderley - Mercy, Mercy, Mercy



Olá pessoal!

Na coluna sugestão do mês temos o álbum mais emblemático de Cannonball Adderley, gravado em Outubro de 1966. Apesar do nome do disco ser “Live at the Club”, este foi gravado no estúdio Capitol em Los Angeles com uma plateia de convidados especiais. Adderley colocou o “The Club” no nome para ajudar na publicidade do bar de um amigo em Chicago.



Considero Adderley um dos grandes improvisadores do Jazz, possui um fraseado próprio com incursões no Blues, além de possuir um desenvolvimento melódico considerável.
A faixa título Mercy, Mercy, Mercy, surpreendentemente atingiu a posição de número 11 na Billboard e contou com inúmeras regravações.

Faixas:


01-Fun (Nat Adderley) – 8:26
02-Games (N. Adderley) – 7:19
03-Mercy, Mercy, Mercy (Joe Zawinul) – 5:10
04-Sticks (Cannonball Adderley) – 3:54
05-Hippodelphia (Joe Zawinul) – 5:49
06-Sack O' Woe (Cannonball  Adderley) – 10:29

Músicos:


Cannonball Adderley – Saxofone Alto
Nat Adderley – Trompete
Joe Zawinul – Piano
Victor Gaskin – Contrabaixo
Roy McCurdy – Bateria


Abraços e até a próxima coluna!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Videoaula para contrabaixo: Melhore Sua Técnica

 

Olá pessoal!

Estou aqui hoje para falar sobre as matérias de capa da Revista Bass Player Brasil das quais participei na construção e elaboração. Estas matérias eram feitas pensando no melhor desenvolvimento do estudante de contrabaixo, sendo que nelas, eu buscava transmitir informações teóricas e práticas de uma maneira bem leve e que proporcionasse um melhor aprendizado. Estas matérias são acompanhadas de vídeo e se transformam em verdadeiras videoaulas dos assuntos abordados.

Nesta semana eu apresento a matéria de capa da edição #49 intitulada "Melhore sua técnica". Nela eu apresento diversos exercícios desde o nível iniciante até o mais avançado para melhorar o desenvolvimento de ambas as mãos. 


Este material é parte do meu acervo de aulas de contrabaixo que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Transcrição para Alunos - Guns N' Roses - Rocket Queen


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Rocket Queen" da banda Guns N' Roses com o sensacional baixista Duff McKagan disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Harmonia Aplicada no Contrabaixo - Aula 12


Olá pessoal!

No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.

O texto da décima segunda aula está neste link:


O vídeo está neste link:


Inscreva-se no canal do youtube:

Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.

Abraços e bons estudos!

sábado, 22 de agosto de 2020

Apostrophe' Trio



Olá pessoal!

Já escutaram o CD do Apostrophe' Trio?
Ele está disponibilizado em todas as plataformas de streaming.


Este link da tratore contém todas as plataformas digitais nas quais você pode encontrar o nosso álbum.

Nas plataformas:




Youtube:


Ficha técnica:


01 – Apostrophe'
02 – Clima
03 – Ilusões (Incluindo Sonhos e Realidade)
04 – Corações da Noite
05 – Sons da Mente (Parte 1)
06 – Sons da Mente (Parte 2)
07 – Thaís e a Festa
08 – Meu Irmão é um Cara Livre?!
09 – Ventos da Liberdade

Produzido por Fernando Tavares
Todas as músicas arranjadas por Apostrophe'
Guitarra Base na Faixa 07 por Sergio Casalunga, Pianos nas faixas 05 e 06 por Fernando Tavares
Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Tecnoarte por Armando Leite entre Julho e Dezembro
de 2016.
Todas as músicas compostas por Fernando Tavares, exceto faixa 02 por Mozart Mello.

Abraços!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Workshop "As funções de cada instrumento numa banda de Rock" - Medusa Trio

Olá!

Confira um pouco o workshop "As funções de cada instrumento numa banda de Rock" com o Medusa Trio​, realizado em 24/07/2019, no Sesc Santos!

Acompanhe os nossos sites, redes sociais e acompanhem os nossos trabalhos como professores.

Fernando Tavares​ - Contrabaixo
Milton Medusa​ - Guitarra 
Luis Pagoto​ - Bateria 

Entre em contato conosco!

Abraços.

Filmagem e edição: Renata Pereira




terça-feira, 18 de agosto de 2020

Transcrição do Mês - Inca Roads - Frank Zappa


Olá pessoal!

Nesta semana temos a transcrição completa da linha de contrabaixo da música "Inca Roads" do Frank Zappa, esta música conta no baixo com Tom Fowler e disponível gratuitamente no meu site.

Inca Roads - Frank Zappa

Link para Transcrição Completa - Clique abaixo


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Artigos & Resenhas - Último Adeus / Ricardo Dezotti - Por Luiz Domingues

 

Olá pessoal! 


Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Esta coluna é dedicada a divulgação de bandas e artistas autorais que estão fora do mainstream, é um trabalho feito em parceria com o sensacional escritor Luiz Domingues. Todo mês apresentamos uma resenha e esperamos que vocês curtam os álbuns e sigam os artistas que aqui apresentamos. Desta vez, Luiz nos fala sobre o álbum "Último Adeus" do compositor Ricardo Dezotti, vale a pena conferir.


A matéria original pode ser encontrada neste link.


http://luiz-domingues.blogspot.com/2018/06/cd-ultimo-adeus-ricardo-dezotti-por.html


Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/

http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/

http://luizdomingues3.blogspot.com.br/


Um breve release do Luiz feito pelo próprio:


Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.


Sem mais, vamos ao texto do Luiz:


 Último Adeus / Ricardo Dezotti - Por Luiz Domingues


O Blues-Rock clássico, lado a lado com baladas melódicas, bem ao estilo “Power Ballads”; R’n’B & Soul Music com a pegada de outrora, uma boa dose de Rock’n Roll e tudo amalgamado por letras com teor romântico, mas a apostar na sensibilidade rara e não na pieguice da música brega que toca no mainstream, enfim, essa mistura tão normal para vários artistas que militaram nos anos de ouro do Rock, mas completamente fora do imaginário da juventude atual, ainda seria possível nos dias presentes? 

Se vivemos em uma época onde não temos mais um Peter Frampton a produzir Pop Music com qualidade, sob pegada Rocker e nem contamos mais com artistas do quilate de Derek and the Dominos, Bread, Creedence Clearwater Revival e igualmente com os primeiros discos solo do Eric Clapton e George Harrison, entre tantos outros exemplos (centenas de outros, essa é a verdade), é um alento ter contato com o trabalho de um jovem guitarrista paulista, oriundo da pequena cidade interiorana de Porto Ferreira, chamado: Ricardo Dezotti, que traz essa proposta bem delineada em seu recente álbum, denominado: “Último Adeus”.  

Bem versado como guitarrista, mediante experiência adquirida em boas bandas na seara do Hard-Rock, como por exemplo o “Freak”, ao lado do baterista, Junior Muelas (atual “A Estação da Luz”), aliás, foi quando o conheci, em 2003, e também quiando ele fez parte da quase formação de uma outra banda com esse mesmo time e a acrescentar, Dudu Chermont, (ex-guitarrista da Patrulha do Espaço e Made in Brazil), Ricardo Dezotti teve inclusive uma participação curta no line-up da Patrulha do Espaço, ao lado do baixista, Vagner Siqueira (Ex-“Freak” e atual, “A Estação da Luz”), logo após a dissolução da formação da qual eu fiz parte, com Rodrigo Hid & Marcello Schevano). 

Depois disso, Ricardo Dezotti trabalhos anos pela noite em diversas cidades interioranas e daí começou enfim a articular o seu trabalho próprio.

Neste ótimo novo trabalho que nos apresenta, “Último Adeus”, Ricardo Dezotti mostra-nos o seu potencial como compositor; letrista, arranjador e cantor, ao lado de sua ótima performance como guitarrista e o seu esforço atingiu um resultado muito além do que esperar-se-ia. 


Sob um apanhado de boas canções, Dezotti dá o seu recado muito bem dado e empolga, certamente. Trata-se de um trabalho que busca uma raiz perdida no Rock e dadas as circunstâncias, pode-se afirmar até que a atual geração, e talvez as duas anteriores, igualmente, nem possui contato com tal conceito remoto. A raiz primordial do Rock, inserida no âmago do Blues, foi deixada de lado, há anos e assim, muitos equívocos são cometidos com o seu nome pronunciado em vão, essa é que é verdade. E amarguemos o indefectível, "mallocchio", que fique aqui esta mensagem subliminar que os bons entendedores haverá por compreender...

Escute : "Blues das Estrelas", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti
  

Determinado em sua proposta e sem relutar, portanto, Ricardo Dezotti inicia o seu disco com: “Blues das Estrelas”, um "slow blues" vigoroso, mediante requintes. Sob uma harmonia bela, a apoiar-se em acordes menores e modulações com diminutas, há uma linha de baixo e bateria muito bonita, igualmente, incluso um belo "rulo" inicial na caixa e algumas intervenções muito criativas no pedal do bumbo, ao melhor estilo do saudoso, John Bonham. 

Gostei muito das bases de guitarra, com uso de drive, inclusive, e contrasolos a colorir a canção, sob a boa distribuição no pan do estéreo. Eis então que uma convenção bem concatenada muda o panorama da canção, com a aceleração do seu andamento e aí a interpretação fica ainda mais intensa e abre caminho para um solo de Rock, clássico, em sua influência clara em prol do Blues-Rock mais dramático. Sobre a letra, a canção fala sobre solidão e melancolia, a amargura pela partida da pessoa amada e o vazio, mas tudo com classe, sem nem chegar perto da pieguice como infelizmente artistas popularescos simplesmente não conseguem fugir, ao abordar a mesma temática.    

“Onde é que isso para?
onde é que seguro?
Me sinto no meio de um palco escuro”...  

Aqui não trata-se da “sofrência” proposta por artistas popularescos, mas a melancolia que a dor transforma na beleza do Blues e induz o Bluesman a buscar a sua inspiração nas estrelas, para fazer de seu lamento, uma arte pura, mesmo que seja em cima de um palco escuro.

Escute "Alone", do CD Último Adeus, do guitarrista, Ricardo Dezotti.   

https://www.youtube.com/watch?v=wzFXTHY3EvU

“Alone”, a segunda faixa, é uma Power Ballad, aquelas bem clássicas, com fortes raízes no Folk, e na Country Rock, através de  uma condução sensacional de baixo e bateria, mais um passeio excelente de violões pontuais a produzir belos dedilhados e uma base pesada de guitarra, na medida certa. O refrão é tão bom, que desperta-nos aquele velho questionamento que beira a revolta, no sentido de que é um disparate um tipo de canção desse nível, não ter espaço algum no mainstream. Se fosse um artista norte-americano, Dezotti certamente teria notoriedade em emissoras de rádio e um belo circuito para trilhar, a viajar e apresentar-se de costa a costa, só pelo advento dessa canção e o seu refrão que é ótimo, mas no Brasil...

E como se não bastasse tais atributos elencados, a canção tem mais atrativos, como um riff pesado perpetrado pelo baixo e guitarra em duo, nos momentos finais, com batida seca e desdobrada da bateria, que remete ao som do "Aerosmith" em seus melhores dias e com a rápida dobrada do andamento, que vem a seguir, Dezotti solta o Joe Perry que tem dentro de si, com bastante contundência. Em suma, a canção poderia constar em qualquer álbum do "Black Crowes", outra banda que tem similaridade com essa sonoridade, com certeza, tamanha a sua qualidade e comprometimento com o conceito do que é ser “vintage”, na acepção da palavra e por estar fora de seu tempo. 

Escute : "Chicote Blues", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti 
https://www.youtube.com/watch?v=EW2V4-7Sp90

A terceira faixa, “Chicote Blues” investe no Blues rural tradicional, com aquela sonoridade de violão, inclusive a simular o “dobro”, mas apresenta também o recurso das guitarras com "drive" na sua base, através de seu desenrolar, além de um solo, bem na pegada de guitarristas como, Rory Gallagher, com certeza.

Escute : "Coração Aberto", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti 
https://www.youtube.com/watch?v=GT-aowKHwpY 

“Coração Aberto” é um R’n’B com atmosfera bluesy. Lembra muito o trabalho do Eric Clapton em seus primeiros (e melhores) discos, solo. Apresenta a sua estrutura harmônica bem concatenada, para dar vazão a uma construção melódica, excelente. Mais um caso onde dispara as minhas reminiscências mais queridas, de onde o conceito do que foi o Rock, realmente, vinha envolto sob um manto de euforia que é até difícil descrever para quem não viveu essa outra realidade, mas enfim, Dezotti, consegue resgatar esse elo perdido, ainda bem. Gostei muito das bases de guitarra e com o apoio de uma cozinha tão firme, a consistência do trabalho ficou assegurada.

Mais uma vez a letra versa sobre a relação homem/mulher, mas apesar do tema ser tão usual na música Pop em geral, existem as suas resoluções interessantes, como por exemplo, quando ele canta: 

"Parecia que o dia estava ao contrário
Dormia quando era para estar acordado
Mesmo fazendo o certo, saía tudo errado”... 

Dessa maneira, a exprimir estar inconformado com o rumo da relação amorosa, não bem resolvida.

Escute: "Corda Bamba" do CD "Último Adeus" do guitarrista, Ricardo Dezotti.  

https://www.youtube.com/watch?v=EQ3bdKovZgQ

“Corda Bamba” tem riff versado pelo Blues-Rock com aquela pegada funkeada, a lembrar o estilo de Joe Walsh, à frente da sua maravilhosa, "James Gang". Gostei muito da linha de baixo, com um balanço muito grande, a gerar aquele molho mais do que necessário para o que a canção pede. Idem para a bateria, que "swinga" forte e quebra bastante, tanto nos tambores, quanto no chimbau, a lembrar o som do grande, Carmine Appice, nos seus bons dias com o "Vanilla Fudge" e o "Cactus". Apreciei bastante a voz dobrada na parte "B", a criar uma atmosfera preparatória muito criativa para o refrão, que é muito bom, também. E o solo pesado, embalado nesse balanço todo, é curto, mas belo, certamente.

Escute : "Fama de Mau", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti

https://www.youtube.com/watch?v=RhS6SvtNBC8 

A próxima canção, “Fama de Mau”, tem sabor “zeppelineano”, a parecer algum out-take do LP Physical Graffiti. Contém aquela gostosa simbiose entre o Blues de raiz e o Hard-Rock, sob a ultra amplificação, uma marca do velho Zepelim de chumbo. O arranjo geral favorece a canção, a realçar acentos estratégicos a cada final de módulo da parte "A", por ser agradabilíssimo e aliado ao uso muito inspirado do cowbell, intermitente, garante a festa. Gostei muito do solo duplicado, slide de um lado e bendings do outro, no pan do estéro, e assim realçou-se mais uma vez o comprometimento de Dezotti, com as suas ótimas influências. 

Escute: "Novo Amanhecer", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti   

https://www.youtube.com/watch?v=JPMGHDKk8k4 

“Novo Amanhecer” é uma canção densa, com pegada bluesy, e que apresenta um caldeirão de boas tendências em seu bojo. A base de guitarra, com aquele “drive”, lembra muito o som de Paul Kossof, em seus melhores trabalhos no "Free". Há uma participação de teclados, muito boa. Não só pelo reforço da harmonia, mas a pontuar com desenhos muito ricos, principalmente no piano elétrico, e também no órgão, portanto, acrescenta muito. Surge uma parte mais pesada ao final da canção, onde a melodia desenha por cima de um riff peso-pesado que lembra a virulência dos primeiros álbuns do "Grand Funk", e por isso, soa magnífica. 

Aqui, Dezotti fala sobre a questão da esperança, força interior e vontade de vencer, sob quaisquer circunstância :  

“O Sol já vai nascer
Espere só pra ver
Um novo amanhecer
Pra começar de novo”...

Escute: "Revelation Blues", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti 

https://www.youtube.com/watch?v=Wx-JhCYxYz4 

“Revelation Blues” tem a sua estrutura harmônica e rítmica baseada no Blues-Rock tradicional e lembra bastante o som de bandas nacionais clássicas, com essa mesma pegada. Gostosa de ouvir, traz o pontual piano com os seus momentos de atuação em staccato e a intercalar com trinados agudos e certamente indispensáveis para esse tipo de condução. O solo de guitarra, com o uso de bicordes em bendings, também respeita a arte de Chuck Berry e congêneres. Na letra, há uma certa influência do Erasmo Carlos, naquela sua costumeira felicidade em expressar-se sob uma forma coloquial, leve e a dar o recado certeiro, sem deixar de ser Rocker, jamais (o Tremendão é demais, mesmo).

E o recado fica ainda mais contundente, quando é dado com o clássico "gran finale" desdobrado, ao estilo do blues malandro de New Orleans: 

“Mas se o papai não te ajudar
não vai adiantar chorar
encontre o seu próprio caminho, meu bem”.

Escute: "Te Gosto Tanto", do CD "Último Adeus", do guitarrista, Ricardo Dezotti 

https://www.youtube.com/watch?v=Rhjb4FMWQkA 

“Te Gosto Tanto” é uma balada super Folk-Country, que remete-me aos discos de Crosby; Stills, Nash & Young e também aos bons discos dessa turma, em duplas separadas ou solo de cada um. A entrada mais Folk, com violões muito bem desenhados e com o baixo a manter condução clássica, a marcar tônica e quinta acima e tônica/quarta abaixo, é obviamente uma delícia e a bateria vai na mesma construção da batida tradicional, inclusive em alguns momentos pontuais a inserir uma nota semibreve com "sustain", executada no surdo, em contratempo, ou seja, uma ideia criativa de arranjo. 

Outro detalhe bem colocado, foi o processamento da voz com trêmulo na parte inicial, o que conferiu um charme retrô, sensacional à canção, onde até a sobra provocada pela respiração do cantor, acaba por tornar-se um resíduo aleatório a enriquecer o acabamento. Já na parte "B", que tem um quê de Beatles e Rolling Stones no fim da década de sessenta, acrescentou-se mais peso, é bem verdade, com enorme consistência a fazer uma junção com o Blues-Rock e dessa forma, ao abrir caminho para um belo refrão, mais um aliás, para abrilhantar o trabalho do disco inteiro. 

Escute: "Último Adeus", do CD homônimo, do guitarrista, Ricardo Dezotti 

https://www.youtube.com/watch?v=UDJZIKIZgpU 

O disco finaliza-se com a canção homônima. “Último Adeus” é mais uma balada pesada, com uma base harmônica muito bonita que assim facilitou a criação de uma ótima melodia. Gostei muito do arranjo geral. Base pesada mais uma vez, a usar e abusar de acentos, com violões na sombra e devidamente respaldados por uma linha de baixo e bateria muito bem concatenada e bela. Apresenta uma sombra de uma segunda voz com reverber e delay, muito bem colocada na mixagem, a provar que tanto Dezotti quanto os técnicos de áudio (na captura, trabalhou André Prezotto e na mixagem, Rodrigo Francalacci), não sucumbiram à tentação em deixá-la mais alta, portanto, como fundo estratégico, funcionou perfeitamente. E o solo de guitarra principal, é de arrepiar, com uma carga de emoção extra, a consolidar o álbum inteiro.

Sobre a capa, ela é simples em sua concepção, mas bem funcional. Gostei do lay-out a privilegiar um fundo levemente escarlate sobre a despojada foto de Ricardo Dezotti, a empunhar a sua guitarra Gibson Les Paul, agachado sob um piso de madeira a denotar um quarto residencial, mas a apresentar alguns galhos secos de uma vegetação por trás e uma insinuação de eletricidade (ou algo gasoso), próxima do braço do seu instrumento. O quarto de sua reclusão meditativa, onde solitário, busca as suas respostas na inspiração para compor e certamente que o a luz gasosa ali insinuada é a fonte metafísica da inspiração que aproximou-se para ele criar as suas belas canções. Lay-out da capa por Beto Giocondo e foto de José Valdinei Cuel.


Gravado; mixado e masterizado no Villa Music Studio, de Porto Ferreira / SP
Captura de áudio: André Prezotto
Mixagem : Rodrigo Francalacci e Ricardo Dezotti
Produção geral: Ricardo Dezotti


Banda:
Ricardo Dezotti: Guitarra, Violão e Voz
Régis Berreta: Bateria e Percussão
Léo Vituri: Baixo

Músicos convidados:
Felipe “Piu” Lopes: Violão e Backing Vocals
João Paulo Godoy: Teclados

O álbum, “Último Adeus”, de Ricardo Dezotti, já foi lançado, em plataforma física tradicional. As suas faixas também podem ser escutadas no entanto, em várias plataformas virtuais, tais como “Spotify”; “Deezer”, “Amazon” e “You Tube”.

Para conhecer melhor o trabalho de Ricardo Dezotti, acesse:

Página do Facebook:

Instagram:

Canal do You Tube:

Ouça também o trabalho do Freak !, lançado em 2004, cujas canções : “O Novo Amanhecer” e “Revelation Blues”, foram regravadas por Dezotti em seu disco solo. Link abaixo: 


Eis aqui um álbum, que resgata muitas tradições esquecidas no Rock, a começar pelas suas raízes mais genuínas dentro do Blues, e mais alguns elementos importantes e enriquecedores, tais como a Folk Music; Country-Rock, Blues-Rock, Pop, R’n'B” e Soul Music. Recomendo o “Último Adeus”, a torcer para que não seja de fato o último adeus, mas apenas o início de uma bela trajetória para o guitarrista; cantor & compositor, Ricardo Dezotti. 

É isso aí pessoal!
Mais um trabalho que nos é apresentado pelo querido amigo Luiz e não deixe de escutar este grande álbum de Blues do sensacional Ricardo.
Um abraço e até a próxima coluna!