sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Artigos & Resenhas - CD Older Than Time / Canyon - Por Luiz Domingues

 

Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o álbum "Older Than time" do grupo de Rock Progressivo Canyon.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

http://luiz-domingues.blogspot.com/2019/07/cd-older-than-time-canyon-por-luiz.html

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.
http://luiz-domingues.blogspot.com.br/
http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/
http://luizdomingues3.blogspot.com.br/

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

CD Older Than Time / Canyon - Por Luiz Domingues


O CD “Older Than Time”, é o mais recente lançamento da excelente banda, Canyon, oriunda de São Luís, a capital do estado do Maranhão. 

Bem, como é público e notório, essa bela capital nordestina tem uma forte tradição em torno do Reggae e para muitos críticos musicais, é considerada um pedaço da Jamaica no Brasil, tamanha a força de tal cena ali. Entretanto, é um erro crasso estigmatizar uma cidade (e um estado), por um único estilo musical, pois é evidente que isso não é uma verdade absoluta, visto que outros segmentos são bem apreciados, ainda mais ao tratar-se de uma capital com vida cultural pulsante e sintonizada no pensamento cosmopolita, naturalmente. 

Pois o Canyon é um bom exemplo de como a cidade tem artistas sintonizados em outras escolas, pois eis aqui uma banda fortemente influenciada pelo Rock dos anos setenta, e sobretudo focada nas vertentes do Hard-Rock e Progressive Rock. Desde 2009 na estrada, essa banda já tem muitos lançamentos em sua ótima discografia e agora acrescenta o excelente álbum, “Older Than Time” em seu currículo.

Neste novo trabalho, o Canyon mantém a sua determinação em trabalhar com afinco entre essas duas vertentes citadas acima, com muita qualidade técnica, criatividade e inspiração. E também segue a cantar em inglês, uma escolha certamente a visar uma adequação ao mercado internacional, portanto trata-se de uma aspiração válida. 

Gostei muito do capricho da banda no tocante aos arranjos. Nada escapa, há um trabalho minucioso para dar um bom acabamento, com pontes e convenções que enriquecem o trabalho. Os timbres dos instrumentos também agradaram-me bastante, a buscar o máximo da identidade vintage, algo vital para um tipo de banda que busca a sua inspiração em influências tão nobres do passado. 

E para completar o assunto sobre o áudio, esse álbum detém um padrão de gravação muito bom, com uma mixagem correta, onde ouve-se tudo no lugar, devidamente. 

É também sensacional, saber que o baterista da banda, Ítalo Silva, foi o técnico de som no processo de captura, mixagem e masterização, deste trabalho, ao demonstrar talento extra e mais do que isso, saber como ninguém que som buscar nessa complexa operação técnica, em suas três etapas.


No tocante à capa, gostei bastante da ilustração frontal. Plena em simbolismo, evoca muitos signos do esoterismo, shamanismo, sabedoria ancestral e afins. Trata-se da figura de um ancião (talvez indígena pelas suas feições), devidamente desconstruído no sentido abstrato, a lembrar vagamente uma menção ao estilo cubista, com uma caverna às suas costas, a sugerir muitas camadas e denotar dessa forma, a questão da passagem do tempo. 

De fato, como o título da obra sugere, é mais velho que o tempo o local onde alojam-se os segredos herméticos. Em suma, uma bela ilustração para sacramentar uma temática tão grandiosa e misteriosa. Além do mais, gostei muito da sua resolução em si, rica em sua arte, com muitos detalhes nas bordas, ou seja, a se tratar de um trabalho muito caprichado. 

E tudo melhora quando toma-se conhecimento de que o responsável pela criação e lay-out desse ótimo trabalho gráfico é um outro um componente da própria banda, no caso, Ramon Silva. Portanto, o controle total da embalagem, tanto no áudio, quanto na parte gráfica, faz do Canyon uma banda com a uma qualidade a mais, e que revela-se como algo extraordinário em termos de autossuficiência artística e operacional.

Por enquanto, o álbum existe apenas virtualmente, entretanto, a banda planeja o seu lançamento em plataforma física, em formato de CD tradicional, para breve. Em relação às canções em si, eu tenho algo mais a acrescentar. 

Ouça o álbum na plataforma, “Bandcamp”, enquanto segue a ler esta resenha.


“Fight Them”

Eis aqui umm belo Hard-Rock, com ênfase no riff bem construído, a conter peso e com elementos Prog-Rock, inclusos. Revela-se muito boa a intervenção de um solo de sintetizador, além de uma parte desdobrada da condução rítmica. Apreciei também o peso do baixo a sugerir o uso de bicordes como um recurso interessante.

“Hard Life”

O início a conter arpejos rápidos, lembrou-me bastante o trabalho do Rush em seus primeiros dias. A ótima melodia é amparada por uma base harmônica bem bonita. O refrão manteve o padrão, com uma fluência muito boa. 

Gostei também da parte desdobrada e dos efeitos obtidos via sintetizador. Uma mudança brusca vem a seguir e a música caminha para um tema mais pesado, onde a linha de bateria impressiona pela condução técnica, muito boa. Eis que mais um riff muito criativo surge, e desta vez com um ar diferente, quiçá inspirado em trilha sonora para o cinema, tamanha a sua grandiloquência. E o detalhe ao final, é singelo, quando ouve-se um harmônico a sugerir o sinal sonoro que antecede recados em saguão de aeroporto.

“Sorceress”

A impressão que eu tive ao ouvir esse vigoroso Hard-Rock, foi imediata em lembrar-me do som do grupo de Rock britânico, "UFO", nos anos setenta, onde a boa melodia sempre andava em sintonia com a condução vibrante e trata-se exatamente dessa prerrogativa que o Canyon fez uso nesta música.

“Sleeping Lady”

Essa é uma bela balada e a conter surpresas em seu decorrer. Começa com um emotivo solo de guitarra com a banda a estabelecer uma condução excelente e onde sobressai o bom uso dos timbres para cada instrumento. E a seguir, não há nada melhor que uma sonoridade mais amena, onde a massa sonora mais atenuada dá margem para que se preste uma melhor atenção em tal tipo de detalhe. 

A beleza dessa harmonia, muito bem amparada pela divisão rítmica, ativou a minha memória no sentido para lembrar-me do trabalho do "Renaissance", outra memorável banda Pro-Rock britânica dos anos setenta. Bem ao estilo Progger, a suíte evolui para apresentar um ótimo solo ao sintetizador, com o apoio de um ritmo quebrado e assim vai até o final, mediante mais sutilezas rítmicas e o bom uso dos teclados.

“Iron Giant”

Apesar do Riff com teor Bluesy, temos aqui um tema com forte orientação Prog-Rock, de novo e certamente a lembrar em alguns aspectos o som do grupo germânico, "Guru-Guru", para que dessa maneira, se possa igualmente buscar a identidade da escola Krautrock setentista. Em suma, só boas influências para redundar em uma boa resolução.

“Lunar Eclipse”

Mais uma canção a explorar muito bem o uso de teclados. Há um solo super climático, realizado com extrema sensibilidade, gostei muito.

“Older Than Time”

Há novamente, como na faixa anterior, uma certa percepção em prol do Blues-Rock. Uma parte amena sobrevém e a canção encerra-se mediante o uso de um Riff que finaliza-se, abruptamente.

“Questions No Answers”

Eis um Soft-Folk com um trabalho muito bonito dos vocais, inclusive com o uso do recurso do contraponto. Mostra-se muito bom o solo de guitarra e o mesmo se observa em relação à parte mais pesada e igualmente, o uso de uma locução com a voz bem processada, a conferir uma eloquência.

Estou feliz por verificar que o Canyon está a prosseguir com muita força em sua trajetória. Mais do que persistir, enxergo um frescor em seu trabalho, fruto naturalmente da experiência adquirida em conjunto com a qualidade individual de seus componentes e com um dado a mais, a criatividade que é uma questão de talento nato. 

Além de todos esses elementos, há a questão da cultura Rocker avantajada que esses rapazes possuem e assim, parece muito óbvio que fazer boa música é algo natural para quem conhece profundamente, as suas próprias influências. Sendo assim, a minha recomendação é evidente, o Canyon merece a nossa atenção, apreço e apoio, sempre.


Gravado, mixado e masterizado no Aeon Studio de São Luís-MA
Técnico de som (captura, mixagem e masterização): Ítalo Silva
Produção: Ítalo Silva e Canyon
Capa (criação e Lay-out): Ramon Silva

Formação do Canyon:
Ítalo Silva: Bateria
Jobson Machado (Guitarra, Teclados e Voz)
Leo Vieira (Baixo e Flauta)
Ramon Silva (Guitarra e Voz)

Para conhecer melhor o trabalho da banda, acesse:
Página do Canyon no Facebook:


E através das plataformas digitais:
Spotify, Deezer, Onerpm, Apple, Google Play e Bandcamp.


É isso aí pessoal!
Espero que curtam o som desta super banda!

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Transcrição Exclusiva para Alunos - Jamiroquai - Seven Days In Sunny June

  


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Seven Days In Sunny June" da banda Jamiroquai disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Coluna de Baixistas - O Estilo de Jeff Berlin


Olá Pessoal!

Nesta semana temos no site uma matéria especial sobre o estilo musical de Jeff Berlin. Nela demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Este material faz parte de um acervo disponível como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Jeff Berlin


Nascido em 17 de Janeiro de 1953 em Long Island, NY. Jeff Berlin é um dos maiores virtuoses do Contrabaixo Elétrico e é considerado um dos maiores nomes do Jazz-Rock/Fusion. Dono de uma técnica espetacular, possui profundo conhecimento sobre harmonia e improvisação e também domina as técnicas de Slap e Two Hands, as quais utilizou no início de sua carreira.

Seus pais eram músicos e iniciou sua carreira musical aos nove anos tocando violino, aos 14 decidiu tocar contrabaixo tendo como principal influência o baixista Jack Bruce (Cream). 

Berlin desenvolveu sua carreira em Nova York durante os anos 70 tocando com Allan Holdsworth e Tony Willians. Em 1975 gravou na Europa o disco “Story of I” com o tecladista Patrick Moraz (Yes) e voltou a seguir para Nova York e passou a trabalhar como músico de estúdio e sideman. A lista de músicos com quem o baixista trabalhou é extensa, mas podemos citar seu trabalho nos discos solos do baterista Bill Bruford (Yes, Genesis e King Crimson), com Herbie Man, com Allan Holdsworth, com o projeto Anderson-Bruford-Wakeman-Howe entre outros. Iniciou sua carreira solo em 1985 com o álbum “Champion” lançando diversos álbuns durante os anos 2000, lançou também duas vídeo aulas.

Exemplo 1 - Bach 


No exemplo 1 temos um trecho da música “Bach”, este é um ótimo exercício para pedal Point.


Exemplo 2 - Bach 

No exemplo 2 temos uma sequencia de Arpejos bem legais extraídos da mesma música.
Esta música foi publicada por mim em várias revistas e sites, de uma “vasculhada” pela net, não será difícil achar a transcrição completa.


Exemplo 3 - Road Games 

No exemplo 3 temos um dueto feito por Jeff Berlin e o guitarrista Allan Holdsworth na música Road Games.


Exemplo 4 - Joe Frazier (Round Two) 


No exemplo 4 temos o tema principal da música Joe Frazier (Round Two).


Discografia

Álbuns indicados para audição vêm com um * antes.

Álbuns como Artista Solo
1985 Jeff Berlin & Vox Humana - Champion
*1986 Jeff Berlin - Pump It!
1997 Jeff Berlin - Taking Notes
1998 Jeff Berlin - Crossroads
*2000 Jeff Berlin - In Harmony's Way
2004 Jeff Berlin - Lumpy Jazz
2006 Jeff Berlin - Aneurythms/Ace of Bass
2010 Jeff Berlin - High Standards
2013 Jeff Berlin - Low Standards

Álbuns como Sideman ou como Integrante da banda
1976 Patrick Moraz - The Story of!
1976 Esther Phillips - Capricorn Princess
1976 Patti Austin - End of a Rainbow
1976 David Matthews with Whirlwind - Shoogie Wanna Boogie
1976 Gil Evans - Tokyo Concert
1977 Ray Barretto - Eye of the Beholder
1977 David Liebman - Light'n Up, Please!
1977 Ernie Krivda - Satanic
*1977 Bill Bruford - Feels Good to Me
1977 Pee Wee Ellis - Home in the Country
1978 Don Pullen - Montreux Concert
*1979 Bill Bruford - One Of A Kind
1980 Bill Bruford - Gradually Going Tornado
1980 Bill Bruford - Bruford Tapes
1980 Poussez! - Leave That Boy Alone!
1980 Passport - Lifelike
1980 David Sancious - Just as I Thought
*1981 Herbie Mann - Mellow
*1983 Allan Holdsworth - Road Games
1983 Janis Ian - Uncle Wonderful
1984 Clare Fischer - Crazy Bird
1985 Schumate-Reno Jazz Quintet - Hurricane
1986 Bill Bruford - Master Strokes 1978-1985
1986 T Lavitz - Story Time
*1987 Henderson-Berlin-Smith-Lavitz - Players
*1987 Kazumi Watanabe - The Spice of Life
1988 Kazumi Watanabe - The Spice of Life Too
1989 KD Lang - Even Cowgirls Get The Blues
1990 Pete Levin - Solitary Man
1993 Anderson-Bruford-Wakeman-Howe - An Evening of Yes Music Plus
1994 Nathan Cavaleri Band - Nathan
1995 Richie Kotzen - The Inner Galactic Fusion Experience
1995 Michael Zentner - Playtime
1996 T Lavitz - Gossip
2000 Richard Davies - Barbarians (Bateria)
2001 Herbie Mann - Mellow/Hold On, I'm Coming
2001 Klaus Doldinger - Works & Passion
2002 Herbie Mann - Best of the Atlantic Years
2002 Twinemen - Twinemen
2002 Various Artists - Grand Theft Auto: Vice City (Soundtrack)
2002 Yes - In a Word
2004 Richard Drexler - Señor Juan Brahms
2004 Catie Curtis - Dreaming in Romance Languages (Bateria)
2004 Weepies - Happiness (Bateria)
2004 Novocento - Featuring...
2006 Bow Thayer - Maintenance for Mood Swings (Bateria)
*2006 Chambers-Berlin-Fiuczynski-Lavitz - Boston T Party
2006 Richie Kotzen - Instrumental Collection: The Shrapnel Years
*2006 Billy Cobham - Drum N Voice 2
2007 Paddy Saul - One Town Tasted
2008 Meg Hutchinson - Come Up Full
2008 Erica Wheeler - Good Summer Rain (Bateria)
2009 Bill Bruford - Best of Winterfold
2010 Meg Hutchinson - The Living Side
2010 Dann Glenn - Eleven Eleven Orchestra Ace of Bass King
2012 Henderson-Berlin-Chambers – HBC
2013 Nick Miller – My Memories

Videografia
2000 Jeff Berlin - Star Licks (VHS)
2006 Jeff Berlin - Mel Bay Bass Logic (DVD)
2007 Bill Bruford - Rock Goes To College (DVD)

Bons estudos, um abraço e até a próxima!

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Transcrição do Mês: Frank Zappa - Sofa Nº 1

  

 

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Sofa Nº 1" do guitarrista Frank Zappa disponível gratuitamente no meu site. Esta música conta com o baixista Tom Fowler.

Link para Transcrição Completa - Clique aqui

https://www.dropbox.com/s/9f8q02yheof5o80/Frank%20Zappa%20-%20Sofa1.pdf?dl=0


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.


Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Álbuns Clássicos - Deep Purple - Burn


Olá pessoal!

Nesta semana temos o álbum "Burn" do Deep Purple na coluna Álbuns Clássicos.


O álbum Burn é o oitavo álbum de estúdio da banda Deep Purple e foi gravado em Montreux, Suíça em novembro de 1973 e lançado em fevereiro de 1974.

Este é o primeiro disco com a participação de David Coverdale e do baixista Glenn Hughes, sendo que eles trouxeram uma nova roupagem e novas influencias para o Hard Rock que a banda fazia.

Faixas


1. Burn - 6:00
2. Might Just Take Your Life - 4:36
3. Lay Down, Stay Down - 4:15
4. Sail Away - 5:48
5.You Fool No One - 4:47
6.What's Goin' On Here - 4:55
7. Mistreated - 7:25
8.'A' 200 - 3:51

Formação


Ritchie Blackmore - guitarra
David Coverdale - vocais
Glenn Hughes - baixo e vocal
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria

As grandes músicas deste álbum são as faixas, Burn, Lay Down, Stay Down, Might Just Take Your Life, You Fool No One, Mistreated.


No spotify


Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Estudos de Jazz - PARTE 9 - Aproximação Cromática


Olá pessoal!

Nesta coluna continuamos falando sobre conceitos importantes do Jazz. Após estudarmos as ideias básicas de walking, utilizando as tétrades e o acento 2-4, vamos inserir as aproximações cromáticas nos nossos estudos.
Esta ferramenta é importantíssima para desenvolver a linguagem do estilo e será utilizada também quando estudarmos a improvisação.

Exercício 1


Neste exercício temos o walking ascendente com aproximação cromática no quarto tempo aplicado sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 2


Neste exercício temos o walking descendente com aproximação cromática no quarto tempo aplicado sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 3


Neste exercício temos uma ideia misturando o walking ascendente e descendente com aproximação cromática sobre o II, V, I de Dó maior.


Estude o walking e aplique sobre a harmonia de Autumn Leaves que estamos utilizando como música base para o repertório. Mas lembre-se de aplicar em outras músicas.

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Transcrição Exclusiva para Alunos - Allan Holdsworth - Road Games

  

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Road Games" do guitarrista Allan Holdsworth, com o sensacional baixista Jeff Berlin, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Artigos & Resenhas - CD Solar / Prognoise - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o o CD Solar, trabalho da banda de Rock Progressivo, Prognoise.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

CD Solar / Prognoise - Por Luiz Domingues


O Rock Progressivo, vertente tão criativa e que ajudou a elevar o Rock ao patamar de uma Art-Rock superior, foi duramente vilipendiado ao final dos anos setenta por conta de uma ação torpe, arquitetada por marqueteiros que usaram tal escola como um autêntico bode expiatório para criar uma atmosfera favorável para que um tipo de arte menor, dominasse os espaços, despoticamente. 

Portanto, tirante a propaganda antagonista que gerou esse paradigma errôneo e deveras injusto, a verdade é que tal vertente sublime (por conta da sua natureza tão bem amparada nas influências que teve para expressar-se), resistiu bravamente aos ataques sistemáticos, ainda que muito paulatinamente, a atuar em nichos minúsculos e praticamente invisíveis do grande público (e sobretudo de certos setores da mídia, que adotou a ideia de adorar odiá-la), atravessou os anos, 1980 e 1990, com dificuldades e já na primeira década do século XXI, demonstrou pequenos, mas firmes sinais de renascimento.

Que bom, temos uma geração jovem que nasceu sem saber que no passado, tal estilo fora tão execrado, de forma torpe e gratuita e assim, livre para pensar, o redescobriu, saiu à cata de informação para vir a conhecer os seus ótimos artífices do passado e sobretudo, nutriu vontade para formar bandas e entrar em estúdio para produzir o Rock Progressivo, aqui e agora. 

Pois este é o caso de uma banda oriunda de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, chamada: Prognoise. Formada em 2012, por um grupo de amigos e entusiastas do Rock Progressivo clássico, da década de setenta, eis que mostraram talento e muita determinação em dar o seu recado, quando lançaram em 2015, o EP “Esquizóide”. Após algumas reformulações na sua formação, lançaram recentemente, em 2018, o CD “Solar”.


Trata-se de um trabalho feito com muita qualidade artística, a demonstrar claramente as ótimas influências do Rock Progressivo setentista e também ao acrescentar uma boa dose de MPB, a música erudita in natura (considere-se naturalmente que a música erudita é um dos pilares do Rock Progressivo clássico, assim como a Folk Music europeia de uma maneira geral), Jazz e o Neo-Progressivo mais contemporâneo. 

Em “Solar”, o Prognoise mergulha sem temores nos longos temas fatiados em suítes, um elemento tradicional dentro dessa escola e assim, demonstra não importar-se com questões mercadológicas que empurram os artistas a compor e arranjar canções mediante parcos “três minutos” de duração, para seguir o paradigma radiofônico da música Pop. Que maravilha, esses artistas estão interessados em produzir arte e não artigos descartáveis para vender no varejo dos supermercados. 

Banda formada por ótimos instrumentistas, que compõem e arranjam muito bem as suas canções, mediante execução vocal e instrumental em alto nível, como manda a cartilha do gênero e sobretudo, os seus componentes mostram inspiração em suas criações. 

No quesito das letras, discorre-se sobre questões existenciais do Ser Humano, em via de regra, a demonstrar uma preocupação em abordar questões mais profundas da natureza humana, com uma boa dose de poesia.

Sobre a capa do CD Solar, assinada pela artista gráfica, Bárbara Ugalde, o simbolismo é imediato ao mostrar um bebê em gestação, ao sugerir que está a desenvolver-se em um ventre, que na verdade representa o sol. Tal imagem dá margem a várias interpretações, naturalmente, mas de uma maneira geral, faz menção à criação da vida e entenda-se tal conceito pelos aspectos micro e macro, portanto, é algo bastante amplo. Como diziam famosos Proggers setentistas brasileiros: “Tudo Foi Feito Pelo Sol”, e assim, faz todo o sentido que o Prognoise resgate tal conceito no mundo de 2019, e ao ir além, nestes tempos trevosos, precisamos mesmo da luz do sol de outrora.

A respeito do áudio, este mostra-se consistente, com um bom trabalho de estúdio. Muitos timbres dos instrumentos remetem às sonoridades tradicionais observadas por grandes ícones do Rock Progressivo dos anos setenta, entretanto, há também um certo conceito moderno em alguns aspectos, a estabelecer uma média como resultado final. Sobre as faixas, quase todas mostram-se longas para honrar as tradições desse gênero e com duas mais curtas, apenas, em seu bojo. Devo acrescentar mais algumas observações sobre as canções.

Ouça abaixo, o CD “Solar” do Prognoise, enquanto continua a ler esta resenha: 



“Especulações”

Trata-se de uma canção amena, ricamente arranjada por uma camada de instrumentos (guitarras e teclados) a trabalhar com arpejos. Existe uma bela melodia solada por uma das guitarras, com o uso muito bonito do efeito do delay.

“Incandescente”

Esta música inicia-se com um belo Riff versado pelo Hard-Rock setentista, em duo pelas guitarras e com apoio do órgão Hammond a sustentar-se com um timbre grave, muito belo. Usa-se uma fórmula de compasso não usual neste instante (7/4), com bastante criatividade. Vem a seguir uma longa convenção com um solo estabelecido por um sintetizador a evocar o velho Mini Moog, muito bonito. Eis que sob uma desdobrada rítmica, vem a parte inicial cantada, com rica harmonia a sustentar tal base. Bonitos backings vocals enriquecem bastante a beleza dessa melodia e a cozinha (baixo e bateria), mostra-se bastante firme, gostei muito. 
Advém uma parte adicional pesada, com ares mais modernos, mas a conter um solo feito pelos teclados, que simula o efeito de um theremim e isso produz um colorido psicodélico incrível à canção. Gostei muito do solo de guitarra, também.
Bruscamente apresenta-se uma nova parte e a conter mais um solo de guitarra. Desta feita com um balanço muito acentuado e a contar com o apoio do órgão Hammond, lembra muito o som de bandas como o Triumvirat, Trace, Omega, ou seja, só remete a exemplos edificantes, ao meu ver. 
Eis que mais um trecho ocorre, desta vez com extrema doçura, a mostrar violões muito bem timbrados e tocados, além de uma insinuação ao Flute Organ. A voz flutua em meio a um ritmo agradável e pontuado por contra-solos produzidos pelo sintetizador, intercalados com guitarra. A música finaliza-se com mais uma longa convenção, com brilhantismo.

“Hanging Garden”

Esta canção inicia-se com uma harmonia bela, sob a delicadeza de uma arranjo bem engendrado, a dar vazão para que o som do violino expresse uma linda melodia introdutória. A letra, como sugere o título da canção, foi escrita em inglês. Lembrou-me pela sua singeleza, o trabalho do Genesis, em seus áureos tempos. 
Um pouco adiante, o som esquenta, com uma mudança de ritmo e para tal, existe mais solos de violino e guitarra, ornados por um ótimo trabalho com piano. Baixo e bateria muito bons, gostei bastante da atuação de ambos. Eis que uma soturna parte chega abruptamente e lembra bastante o caráter sombrio do King Crimson. Efeitos muito bons são acrescentados, com muita criatividade, principalmente pelos teclados. O piano sobra com uma base de sintetizador ao fundo e a voz solo dá o seu recado. A banda volta a dar peso para o grande final, a valorizar a melodia cantada, com o violino a pontuar com riqueza tal trecho e assim a abrir o caminho para um lindo solo de guitarra, que revela-se épico, sob a ação de um efeito de "looping".

“Insolação”

Sob uma estrutura quebrada, em termos rítmicos, a canção inicia-se com tal ênfase muito interessante. Entra a parte cantada com peso e é possível até encarar tal trecho como algo mais palatável aos ouvidos não acostumados ao Prog Rock, com certa característica Pop. Mas que não engane-se o leitor, pois soar Pop não significa subtrair o nível e assim, tudo é bem tocado ao extremo. 
Logo a suíte encaminha o ouvinte para outras sonoridades, pois uma convenção intrincada é cheia de colorido pelo arranjo e uma parte mais orientada pelo "Space-Rock" chega, mediante efeitos produzidos pelos teclados, tudo muito bonito e a garantir o direito à epifania de quem costuma mergulhar em digressões viajantes, sem nenhuma preocupação em saber quando isso acaba (e pelo contrário, a depender da situação, deseja-se mesmo é não voltar mais, se é que o leitor permite-me tal divagação). 
Uma parte rica em balanço, traz uma melodia muito bonita e permite ao baixo estabelecer uma linha com notas dobradas, deveras rica, gostei muito e com essa desenvoltura, também oferta a oportunidade para o baterista soltar-se. Uma surpreendente etapa bem centrada no Blues-Rock, tem um peso contundente. A suíte desemboca na parte cantada mais uma vez e sob a repetição de uma elaborada convenção, encerra a obra. Bravo!

“Singular”

Bela e singela canção a trazer um arranjo com violões e viola, muito bem concatenados. Contém um elaborado trabalho melódico, inclusive enriquecido com a presença de uma cantora convidada, Mariana Gonçalves, a trazer o timbre feminino em contraste, o que sem dúvida, garantiu um élan para a canção. Há também um bom trabalho dos teclados, com efeitos estabelecidos ao sintetizador e um singelo mellotron que encerra o trabalho.

“Não tema, apenas se deixe levar / A vida é singular”, diz um trecho da letra e em suma, creio que a síntese seja essa mesmo, em torno de não haver amarras, e assim, que jamais deixemo-nos seguir os parâmetros estabelecidos por outrem. A vida é singular, e a grande viagem é para dentro de nós mesmos, perfeito.

Recomendo o trabalho do Prognoise, certamente, e torço para que esse ótimo grupo siga em frente, com uma longa carreira adiante. 


O CD físico "Solar" está a venda com preço muito acessível, através da página da banda no Facebook

Gravado no Pl@y Sonora Estúdio, em 2018

Produção de Hugo Borges e Prognoise
Capa (arte e lay-out): Bárbara Ugalde
Selo Masque - Rio de Janeiro / RJ

Formação do Prognoise:
Alessandro Amorim: Baixo e Violão
Anderson Benvindo: Teclados
Ícaro Dickow: Bateria
Victor Salles: Guitarra
Zeno Germano: Voz,; Guitarra e Violão

Músicos Convidados: 
Alessandro da Cunha Bateria em “Insolação”
Mariana Gonçalves: Voz em “Singular”
Hercílio Santana: Viola em “Singular”
Paulo Cesar: Teclados em “Hanging Garden”
Eduardo Barros: Violino em “Hanging Garden”
Vandrin Rodrigues: Backing Vocal em “Incandescente”
Jefferson Almeida: Teclados e Efeitos em “Singular”

Para conhecer melhor o trabalho do Prognoise, acesse:

Página do Facebook:
Prognoise Pvh – Rock Progressivo

Canal do Youtube:
Prognoise Pvh Oficial

Contato direto com a banda, pelo E-mail: 
prognoisepvhoficial@gmail.com

Contato para shows:
Fones : (69) 99236-5900 ou (69) 99286-9264


Espero que gostem do som da banda e até a próxima coluna!

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Rush - Moving Pictures


Olá pessoal!
Nesta semana estamos de volta para falar das linhas de baixo de Geddy Lee no álbum Moving Pictures do Rush.


Moving Pictures é o oitavo álbum de estúdio do Rush, tendo sido lançado no ano de 1981 e pode ser considerado o álbum de maior sucesso da banda. O álbum contém linhas de baixo repleta de variações e inspiradas nas linhas construídas no Pop Rock dos anos 80, mas o trio não abandonou as linhas complexas inspiradas no Rock Progressivo da década anterior. Neste álbum existem músicas com mudanças constantes na fórmula de compasso e alguns solos (curtos, porém muito marcantes) de baixo em quase todas as faixas.
Procurei separar um exemplo de cada musica que exemplifique bem a ideia musical de cada faixa deste extraordinário álbum.

Tom Sawyer


Este trecho se refere a base do solo de Guitarra e foi construído sobre a escala de E Mixolídio e com um padrão de terças invertido. Além do mais ele tem uma fórmula de compasso bastante utilizada pela banda (7/8), reparem que a primeira frase (os três primeiros tempos do compasso) se repete novamente com pequenas variações rítmicas. O segundo e terceiro compassos são repetições do primeiro. No quarto compasso a frase é cortada para entrar a convenção do quinto compasso, por isso a fórmula pouco usual (7/16 e 3/8) nestes dois compassos. O trecho ocorre por volta de 1'58" e tempo é de 92bpm.


Red Barchetta


Este trecho ocorre por volta de 1'59" e corresponde à base da voz. Este exemplo contém uma característica bem marcante do baixista, que é a linha do baixo acentuando a frase da bateria nos compassos ímpares do trecho e com frases diferentes nos compassos pares, esta ideia se repete nas bases de voz e é utilizada em outras músicas como “Spirit of Radio” do álbum anterior e “The Camera Eye” neste álbum.
Nesta faixa o acento é feito sobre o bumbo da bateria e utiliza a Fundamental do acorde nos compassos 1, 3, 5 e 7. No compasso dois a frase é construída utilizando os intervalos de quinta e oitava do acorde de A11, no compasso 4 é utilizada a F, 6 e 7 do acorde de F#m6, no sexto compasso é utilizada a F, 5, 6 e 7M da escala de Sol e no oitavo compasso a 7M, F, 2 e 6 do acorde de Dsus2.



Yyz


Neste primeiro exemplo temos a linha principal da música. Ela ocorre por volta de 0'43" e foi construída com a Pentatônica Menor de cada acorde (F#m e Am), este trecho é muito rápido (semicolcheia em 144 bpm) e o baixista não utiliza notas ligadas. No terceiro tempo dos compassos ímpares temos uma mínima feita sobre a quinta do acorde e um sinal de vibrato em cima da nota. A dificuldade está no fato do baixista mudar a “Blue Note” de lugar entre as frases. Reparem que no primeiro compasso a “Blue Note” é feita sobre a 7ª maior do acorde e no segundo compasso é feita sobre a 4ª aumentada.


Yyz


Aqui temos exemplificados os três pequenos solos de baixo que ocorrem na música, eles são feitos intercalados com pequenos solos de bateria. Todos os solos são feitos sobre o acorde de C. No primeiro solo temos uma frase sobre o arpejo de Csus2, preparando para o solo no segundo compasso. O solo é feito utilizando a escala de C Lídio, e é finalizado com um slide descendente sobre a 3ª e a 6ª do acorde, este trecho ocorre por volta (1'41").


Yyz


No segundo solo temos um arpejo sobre Csus2 novamente preparando para o solo no segundo compasso, percebam que a frase é um pouco mais complexa neste trecho e o solo é feito utilizando a escala Pentatônica de Dó com uma Blue Note (Ab) no meio da frase. Este trecho ocorre por volta (1'55").


Yyz


No terceiro solo (2'09") temos um compasso preparando para o solo nos dois compassos posteriores. O solo é feito sobre a escala de C Lídio com alguns cromatismos para as notas da escala, e é finalizado com harmônicos naturais sobre o 5º e 4º trastes nos dois últimos tempos.


Limelight


Este trecho refere-se a introdução da música e utiliza a fórmula de compasso 7/4 na sua construção. O trecho ocorre em 0'12" e utiliza os intervalos de 5ª e 8ª para a construção da frase sobre os acordes de B5 e A5, para o acorde de E5 o baixista utiliza a Pentatônica de E Maior para construir a frase. Este trecho reaparece varias vezes durante a faixa.


The Camera Eye


Este exemplo corresponde à base da voz que se inicia em 3'36", sendo construída sobre as notas dos dois acordes (Csus2 e F). Reparem nos sinais de acentuação do trecho que fazem com que estes compassos (6/4 e 5/4) se tornem mais difíceis de se contar.


Witch Hunt


Este trecho se inicia em 4'13", na parte final da música e contém um pequeno solo de contrabaixo. No primeiro compasso temos a frase construída com a Pentatônica de Bb maior, no segundo compasso são tocadas as fundamentais de cada acorde e no terceiro compasso temos uma frase sobre a escala de C menor, voltando a utilizar a fundamental no quarto compasso.


Vital Signs

Este trecho corresponde a introdução e a base de voz da música. Ele foi construído sobre a escala de C menor e possui duas frases diferentes. No primeiro compasso temos um frase construída com a F, 3ª menor, 5ª justa e 6ª menor, a frase é finalizada utilizando a 3ª menor, 6ª menor e 7ª menor. No segundo compasso a frase é montada com a mesma ideia do primeiro compasso, mudando a finalização da frase para os intervalos de 5ª justa, 4ª justa e 3ª menor.


Link do álbum para escutar


É isso aí. Espero que gostem desta coluna. 
Bons estudos e até a próxima!

MKK BASS SESSIONS #27 - Baixistas brasileiros que trabalham com música autoral

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #27" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 



No programa de hoje temos um especial com baixistas brasileiros que trabalham com música autoral. 

Teremos neste programa os baixistas Vagner Siqueira da "A Estação da Luz", Marcelo Frizzo do "Javali", Pepe Bueno, Gabriel Golfetti do "Stratus Luna", Jorge Carvalho do "Arcpelago", Fabio Carito do "Instincted", Rubem Farias da "Lu Vitti" e Edu Malta do "Tiago Mineiro". 

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.


Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00

Chega de Bunda Music - Baixe nossos Apps Grátis pelo Google Play Store (Android) ou App Store (IOS) - WhatsApp 9 82916790!

Conecte-se www.mkkwebradio.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Transcrição do Mês: Stevie Ray Vaughan - Couldn't Stand the Weather

 

 

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Couldn't Stand the Weather" do guitarrista Stevie Ray Vaughan disponível gratuitamente no meu site.  Esta música conta com o baixista Tommy Shannon.

Link para Transcrição Completa - Clique aqui

https://www.dropbox.com/s/idsl51ar706zw5r/Stevie%20Ray%20Vaughan%20-%20Couldnt%20Stand%20The%20Weather.pdf?dl=0


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.


Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Baixista do Mês - Jack Bruce


Olá pessoal!

Nesta semana temos uma coluna especial com o baixista Jack Bruce.

Nome: Symon John Asher "Jack" Bruce


Nascimento: 14 de maio de 1943 em Bishopbriggs , East Dunbartonshire na Escócia 

Bandas: Cream e Solo

Discografia: 
-Solo
1969-Songs for a Tailor 
1970-Things We Like
1971-Harmony Row
1974-Out of the Storm
1975-Live at Manchester Free Trade Hall '75 (2-CD - lançado em 2003)
1977-How's Tricks
1971–1978-Spirit- Live at the BBC 1971-1978 (3-CD - lançado em 2008)
1978-Jet Set Jewel (lançado em 2003)
1980-I've Always Wanted To Do This
1983-Automatic
1987-Something Else (lançado em 1993)
1990-A Question of Time
1994-Cities of the Heart
1995-Monkjack
2001-Shadows in the Air
2001-Live at the Milky Way (lançado em 2010)
2003-More Jack than God
2007-Live with the HR Big Band
2008-The Anthology - Can You Follow? (6-CD)


-Cream
1966-Fresh Cream
1967-Disraeli Gears
1968-Wheels of Fire
1969-Goodbye
Álbuns ao vivo
1970-Live Cream
1972-Live Cream Volume II
 2003 -BBC Sessions
 2005-Royal Albert Hall London May 2-3-5-6, 2005

Vídeo Link:


Website: www.jackbruce.com

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Estudos de Jazz - PARTE 8 - O Conceito 2 e 4



Olá pessoal!

Estamos de volta com a nossa coluna mensal sobre Jazz. Nas colunas anteriores trabalhamos com a compreensão de como o estilo funciona, além de introduzirmos os walking bass. Ademais aplicamos estas ideias em Autumn Leaves.

Lembrando que são dois pontos que norteiam estas nossas colunas: (1) passar como os músicos do estilo pensam, por meio de ideias harmônicas, melódicas e rítmicas e (2) aplicar em um repertório que tenha elementos suficientes para contribuir para o crescimento do estudante.

Desta forma, buscamos aprimorar o conhecimento do estilo por músicas clássicas que formem o vocabulário do estudante.

Antes de continuarmos, precisamos saber, como andam as tétrades sobre Autum Leaves?

Nesta semana vamos utilizar as tétrades da coluna anterior só que pensando em um conceito rítmico muito utilizado pelos músicos de Jazz.

No Jazz é importantíssimo que o segundo e o quarto tempo soem mais fortes que o primeiro e o terceiro. Deste modo, quando estiver estudando tente tocar as notas sobre o segundo e o quarto tempos acentuadas. Vale ressaltar que muitos músicos estudam o walking com o metrônomo marcando somente estes dois tempos.

Entendemos a dificuldade para se estudar desta maneira, então vamos demonstrar um passo a passo para adquirir a proficiência para tal execução.

Exercício 1


Vamos trabalhar as pulsações de semínimas a uma velocidade de 140bpm. Em nossos estudos, normalmente utilizamos o metrônomo marcando cada semínima no compasso 4/4.

Podemos visualizar esta ideia, com a sílaba "Tá" representando o metrônomo:

Metrônomo:        Tá          Tá          Tá          Tá
                             1            2            3             4

No Jazz, o metrônomo deve marcar o tempo desta maneira:

Metrônomo:                        Tá                        Tá
                               1            2            3             4

Para tanto, coloque o metrônomo pulsando em 70bpm e marque o dois e quatro. Aconselho contar até se sentir confortável com a marcação. Além do mais, isso fará com que você aprenda a tocar com suingue similar ao dos músicos de Jazz.

Abaixo segue um II, V, I em Dó maior com as notas que devem ser acentuadas marcadas com o sinal de >.


O ideal seria o auxílio de um professor para vocês desenvolverem este conceito. Para aqueles que tiverem dificuldades, utilizem uma bateria eletrônica com o ritmo de jazz, pois ela provavelmente o auxiliará a tocar com o suingue. Mas lembre-se, a bateria é como uma rodinha de bicicleta, uma hora você terá que abandoná-la para poder andar, ou seja, o estudo de jazz com o metrônomo marcando o dois e o quatro é imprescindível para quem quiser desenvolver a linguagem do estilo.

Abraços e até a próxima coluna!

MKK BASS SESSIONS #25 - Especial de Aniversário com grandes álbuns clássicos para o Contrabaixo

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #25" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 

No programa de hoje temos um especial para o aniversário do Fernando com álbuns clássicos para o contrabaixo.

Teremos neste programa os baixistas internacionais Paul Chambers (Kind of Blue), Pino Presti (Libertango), Paul Carmichael (I.O.U.), Trey Gunn e Tony Levin (Thrak) e os brasileiros Liminha (Tecnicolor), Zeca Assumpção (Works), Tião Neto (Getz/Gilberto), Luiz Alves (Clube da Esquina).

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.

Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00

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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Apostilas e songbooks para contrabaixo

 Olá pessoal!

Eu produzo diversos livros e songbooks para contrabaixo.

Neste vídeo eu falo um pouco sobre eles.


Neste link tem todas as informações dos livros

http://www.femtavares.com.br/p/livros-e-songbooks.html

Abraços e até a próxima!

terça-feira, 27 de julho de 2021

Genesis - Selling England by the Pound


Olá pessoal!
Estamos de volta nesta semana com as análises das linhas de baixo de Mike Rutheford em Selling England by the Pound do Genesis.

Selling England by the Pound


O Genesis foi formado na Inglaterra no ano de 1967 por Peter Gabriel (vocal, flautas, percussão e oboé), Mike Rutherford (contrabaixo, guitarra e cítara), e Tony Banks (órgão, guitarra, piano e teclado). Com aproximadamente 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, a banda é considerada uma das 30 maiores de todos os tempos. 
A banda se destacou por mais de três décadas e é conhecida por duas fases musicais diferentes. Na fase inicial da carreira, durante a década de 70, tornaram-se uma das bandas mais reverenciadas do Rock Progressivo por apresentar em seus trabalhos, estruturas musicais complexas, instrumentação elaborada e apresentações teatrais. Criações clássicas da banda nesse período incluem os álbuns "Nursery Crime", "Foxtrot" e "Selling England by the Pound" de 1973 que seria o primeiro disco a alcançar o mercado americano, sendo que desde então todos os álbuns da banda foram sucessos absolutos de vendas. A partir da década de 1980, sua música tomou um caminho distinto em direção ao pop, os tornando mais acessíveis para a cena musical.
O álbum analisado nesta coluna é “Selling England by the Pound”. Composto de 8 faixas ele é rico em composição, elementos de música erudita, compassos alternados, duetos entre os instrumentos e longas seções instrumentais nas músicas, uma obra prima criada por cinco músicos geniais. 
Este disco conta com Steve Hackett (Guitarras), Phil Collins (bateria, percussão, backing vocal e vocal em "More Fool Me) além de Rutherford, Peter Gabriel e Tony Banks. 
O baixista inglês Mike Rutherford (nascido Michael John Cleote Crawford Rutherford em 2 de outubro de 1950 em Guildford, Surrey) além do Contrabaixo, toca neste álbum guitarra e cítara, então não estranhem as partes das músicas em que não há contrabaixo. A linha de baixo de Rutherford é conhecida por ser bem construída e com grande base técnica e de inovação. As faixas que compõe o álbum são, "Dancing with the Moonlit Knight", "I Know What I Like (In Your Wardrobe)", "Firth of Fifth", "More Fool Me", "The Battle of Epping Forest", "After the Ordeal", "The Cinema Show", "Aisle of Plenty".

Análises


Dancing With a Moonlit Knight

A música abre o álbum em grande estilo, com vários trechos em contraponto, como a base da voz. A parte transcrita corresponde ao dueto de baixo e teclado que ocorre por volta de 4’59”. Preste atenção nas fórmulas de compasso, que mudam diversas vezes ao longo do trecho. Sem harmonia fixa, as frases são executadas em uníssono sobre a escala de G Maior, com alguns cromatismos nas passagens.


The Battle of the Epping Forest

A quinta faixa do álbum possui uma linha de baixo muito bem construída, com frases de difícil execução. Abaixo esta transcrito o trecho relativo à base de voz, que se inicia em 1’13”. A levada foi criada sobre uma fórmula de compasso pouco usual (7/4) e com base na escala de B maior. Esta frase é alternada com outras durante os momentos cantados.


I Know What I Like

Esta é a música mais conhecida do álbum. É simples, mas com refrão marcante e uma linha de baixo inteligente de Mike Rutherford. Nos dois primeiros compassos, o baixista utiliza a escala de A Mixolídio e, no terceiro e quarto, de D maior. Preste atenção nas células rítmicas construídas com as subdivisões de semicolcheia.


Firth of Fifth

O trecho transcrito, que está na tonalidade de Bb , diz respeito a base do tema do teclado, que começa por volta de 4’33”. É preciso bom conhecimento de leitura musical para interpretá-lo, já que é usada uma fórmula de compasso difícil de ser entendida (13/16). O baixo executa diversas aproximações cromáticas com oitavas no segundo compasso.


Link do álbum para escutar


É isso aí pessoal. Espero que curtam esta coluna com algumas linhas de Rutheford neste grande clássico do Rock Progressivo.
Bons estudos e até a próxima!

MKK BASS SESSIONS #24 - Especial com bandas formadas por mulheres

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #24" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 


No programa de hoje temos um especial para o mês do rock só com bandas formadas por mulheres.

Teremos neste programa os baixistas internacionais Kathy Valentine, Share Pedersen, Jenifer Finch, Miho, Majsan Lindberg, Mia Wallace da banda Nervosa, e as baixistas brasileiras Julia da banda Hexwife, Dan Cox da banda Sapataria,  Déia Marinho da banda Time Bomb Girls, Camila Brandão da banda Valentine e Camila Araújo da banda Venus Waves.

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.

Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00
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Conecte-se www.mkkwebradio.com.br

Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Harmonia aplicada ao contrabaixo - Parte 8

 Olá pessoal!


No site e no meu canal oficial do Youtube, tem disponibilizado gratuitamente um curso de harmonia com texto e uma videoaula sobre o assunto passado.


O texto da oitava aula está neste link:

http://www.femtavares.com.br/2018/08/harmonia-aula-08-escalas-menores-parte-1.html


O vídeo está neste link:

https://youtu.be/hC_kBIZ14so

Inscreva-se no canal do youtube:

https://www.youtube.com/femtavares


Acompanhe todas as aulas que tenho lançadas por lá.


Abraços e bons estudos!

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Harmonia - Estudos de Jazz - PARTE 7 - Walking Bass



Olá pessoal!

Estamos de volta com a nossa coluna mensal sobre Jazz. Nas colunas anteriores trabalhamos com a compreensão de como o estilo funciona, além de introduzirmos as primeiras ideias de walking.
São dois pontos que temos em mente. (1) passar como os músicos do estilo pensam, por meio de ideias harmônicas, melódicas e rítmicas e (2) aplicar em um repertório que tenha elementos suficientes para contribuir para o crescimento do estudante.
Desta forma, buscamos aprimorar o conhecimento do estilo por músicas clássicas que formem o vocabulário do estudante.
Assim, nesta coluna começamos a trabalhar com o "walking bass" em semínimas. Além do estudo de walking, estes exercícios serão muito úteis para a fixação das tétrades, pois estas são importantes não só para o desenvolvimento da condução do baixo, mas também para os primeiros conceitos de improvisação.

Exercício 1


Neste exercício temos as tétrades ascendentes aplicadas sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 2

Neste exercício temos as tétrades descendentes aplicadas sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 3


Neste exercício temos uma ideia misturando as tétrades ascendentes e descendentes sobre o II, V, I de Dó maior.


Estude estas ideias de walking bass e aplique sobre a harmonia de Autumn Leaves. No exercício abaixo segue uma ideia alternando as tétrades na harmonia da canção. Vale lembrar que uma ideia importante é tentar tocar o walking sobre o tema sem ler o exercício abaixo.

Exercício 4


Autumn Leaves - Página 1


Autumn Leaves - Página 2


Abraços e até a próxima coluna!