terça-feira, 31 de agosto de 2021

Estudos de Jazz - PARTE 9 - Aproximação Cromática


Olá pessoal!

Nesta coluna continuamos falando sobre conceitos importantes do Jazz. Após estudarmos as ideias básicas de walking, utilizando as tétrades e o acento 2-4, vamos inserir as aproximações cromáticas nos nossos estudos.
Esta ferramenta é importantíssima para desenvolver a linguagem do estilo e será utilizada também quando estudarmos a improvisação.

Exercício 1


Neste exercício temos o walking ascendente com aproximação cromática no quarto tempo aplicado sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 2


Neste exercício temos o walking descendente com aproximação cromática no quarto tempo aplicado sobre o II, V, I de Dó maior.


Exercício 3


Neste exercício temos uma ideia misturando o walking ascendente e descendente com aproximação cromática sobre o II, V, I de Dó maior.


Estude o walking e aplique sobre a harmonia de Autumn Leaves que estamos utilizando como música base para o repertório. Mas lembre-se de aplicar em outras músicas.

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Transcrição Exclusiva para Alunos - Allan Holdsworth - Road Games

  

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de baixo da música "Road Games" do guitarrista Allan Holdsworth, com o sensacional baixista Jeff Berlin, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.

Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 linhas de baixo disponíveis como material de apoio para as minhas aulas de contrabaixo presencial e on-line.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Artigos & Resenhas - CD Solar / Prognoise - Por Luiz Domingues


Olá pessoal! 

Estamos de volta com mais uma coluna Artigos e Resenhas aqui no nosso site. Dessa vez o sensacional Luiz Domingues nos fala sobre o o CD Solar, trabalho da banda de Rock Progressivo, Prognoise.

A matéria original pode ser encontrada neste link.

Lembrando que o nosso amigo possui três blogs diferentes que estão nos links abaixo.

Um breve release do Luiz feito pelo próprio:

Sou músico e escrevo matérias para diversos Blogs. Aqui neste Blog particular, reúno minha produção geral e divulgo minhas atividades musicais. Como músico, iniciei minha carreira em 1976, tendo tocado em diversas bandas. Atualmente, estou atuando com Os Kurandeiros.

Sem mais, vamos ao texto do Luiz:

CD Solar / Prognoise - Por Luiz Domingues


O Rock Progressivo, vertente tão criativa e que ajudou a elevar o Rock ao patamar de uma Art-Rock superior, foi duramente vilipendiado ao final dos anos setenta por conta de uma ação torpe, arquitetada por marqueteiros que usaram tal escola como um autêntico bode expiatório para criar uma atmosfera favorável para que um tipo de arte menor, dominasse os espaços, despoticamente. 

Portanto, tirante a propaganda antagonista que gerou esse paradigma errôneo e deveras injusto, a verdade é que tal vertente sublime (por conta da sua natureza tão bem amparada nas influências que teve para expressar-se), resistiu bravamente aos ataques sistemáticos, ainda que muito paulatinamente, a atuar em nichos minúsculos e praticamente invisíveis do grande público (e sobretudo de certos setores da mídia, que adotou a ideia de adorar odiá-la), atravessou os anos, 1980 e 1990, com dificuldades e já na primeira década do século XXI, demonstrou pequenos, mas firmes sinais de renascimento.

Que bom, temos uma geração jovem que nasceu sem saber que no passado, tal estilo fora tão execrado, de forma torpe e gratuita e assim, livre para pensar, o redescobriu, saiu à cata de informação para vir a conhecer os seus ótimos artífices do passado e sobretudo, nutriu vontade para formar bandas e entrar em estúdio para produzir o Rock Progressivo, aqui e agora. 

Pois este é o caso de uma banda oriunda de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, chamada: Prognoise. Formada em 2012, por um grupo de amigos e entusiastas do Rock Progressivo clássico, da década de setenta, eis que mostraram talento e muita determinação em dar o seu recado, quando lançaram em 2015, o EP “Esquizóide”. Após algumas reformulações na sua formação, lançaram recentemente, em 2018, o CD “Solar”.


Trata-se de um trabalho feito com muita qualidade artística, a demonstrar claramente as ótimas influências do Rock Progressivo setentista e também ao acrescentar uma boa dose de MPB, a música erudita in natura (considere-se naturalmente que a música erudita é um dos pilares do Rock Progressivo clássico, assim como a Folk Music europeia de uma maneira geral), Jazz e o Neo-Progressivo mais contemporâneo. 

Em “Solar”, o Prognoise mergulha sem temores nos longos temas fatiados em suítes, um elemento tradicional dentro dessa escola e assim, demonstra não importar-se com questões mercadológicas que empurram os artistas a compor e arranjar canções mediante parcos “três minutos” de duração, para seguir o paradigma radiofônico da música Pop. Que maravilha, esses artistas estão interessados em produzir arte e não artigos descartáveis para vender no varejo dos supermercados. 

Banda formada por ótimos instrumentistas, que compõem e arranjam muito bem as suas canções, mediante execução vocal e instrumental em alto nível, como manda a cartilha do gênero e sobretudo, os seus componentes mostram inspiração em suas criações. 

No quesito das letras, discorre-se sobre questões existenciais do Ser Humano, em via de regra, a demonstrar uma preocupação em abordar questões mais profundas da natureza humana, com uma boa dose de poesia.

Sobre a capa do CD Solar, assinada pela artista gráfica, Bárbara Ugalde, o simbolismo é imediato ao mostrar um bebê em gestação, ao sugerir que está a desenvolver-se em um ventre, que na verdade representa o sol. Tal imagem dá margem a várias interpretações, naturalmente, mas de uma maneira geral, faz menção à criação da vida e entenda-se tal conceito pelos aspectos micro e macro, portanto, é algo bastante amplo. Como diziam famosos Proggers setentistas brasileiros: “Tudo Foi Feito Pelo Sol”, e assim, faz todo o sentido que o Prognoise resgate tal conceito no mundo de 2019, e ao ir além, nestes tempos trevosos, precisamos mesmo da luz do sol de outrora.

A respeito do áudio, este mostra-se consistente, com um bom trabalho de estúdio. Muitos timbres dos instrumentos remetem às sonoridades tradicionais observadas por grandes ícones do Rock Progressivo dos anos setenta, entretanto, há também um certo conceito moderno em alguns aspectos, a estabelecer uma média como resultado final. Sobre as faixas, quase todas mostram-se longas para honrar as tradições desse gênero e com duas mais curtas, apenas, em seu bojo. Devo acrescentar mais algumas observações sobre as canções.

Ouça abaixo, o CD “Solar” do Prognoise, enquanto continua a ler esta resenha: 



“Especulações”

Trata-se de uma canção amena, ricamente arranjada por uma camada de instrumentos (guitarras e teclados) a trabalhar com arpejos. Existe uma bela melodia solada por uma das guitarras, com o uso muito bonito do efeito do delay.

“Incandescente”

Esta música inicia-se com um belo Riff versado pelo Hard-Rock setentista, em duo pelas guitarras e com apoio do órgão Hammond a sustentar-se com um timbre grave, muito belo. Usa-se uma fórmula de compasso não usual neste instante (7/4), com bastante criatividade. Vem a seguir uma longa convenção com um solo estabelecido por um sintetizador a evocar o velho Mini Moog, muito bonito. Eis que sob uma desdobrada rítmica, vem a parte inicial cantada, com rica harmonia a sustentar tal base. Bonitos backings vocals enriquecem bastante a beleza dessa melodia e a cozinha (baixo e bateria), mostra-se bastante firme, gostei muito. 
Advém uma parte adicional pesada, com ares mais modernos, mas a conter um solo feito pelos teclados, que simula o efeito de um theremim e isso produz um colorido psicodélico incrível à canção. Gostei muito do solo de guitarra, também.
Bruscamente apresenta-se uma nova parte e a conter mais um solo de guitarra. Desta feita com um balanço muito acentuado e a contar com o apoio do órgão Hammond, lembra muito o som de bandas como o Triumvirat, Trace, Omega, ou seja, só remete a exemplos edificantes, ao meu ver. 
Eis que mais um trecho ocorre, desta vez com extrema doçura, a mostrar violões muito bem timbrados e tocados, além de uma insinuação ao Flute Organ. A voz flutua em meio a um ritmo agradável e pontuado por contra-solos produzidos pelo sintetizador, intercalados com guitarra. A música finaliza-se com mais uma longa convenção, com brilhantismo.

“Hanging Garden”

Esta canção inicia-se com uma harmonia bela, sob a delicadeza de uma arranjo bem engendrado, a dar vazão para que o som do violino expresse uma linda melodia introdutória. A letra, como sugere o título da canção, foi escrita em inglês. Lembrou-me pela sua singeleza, o trabalho do Genesis, em seus áureos tempos. 
Um pouco adiante, o som esquenta, com uma mudança de ritmo e para tal, existe mais solos de violino e guitarra, ornados por um ótimo trabalho com piano. Baixo e bateria muito bons, gostei bastante da atuação de ambos. Eis que uma soturna parte chega abruptamente e lembra bastante o caráter sombrio do King Crimson. Efeitos muito bons são acrescentados, com muita criatividade, principalmente pelos teclados. O piano sobra com uma base de sintetizador ao fundo e a voz solo dá o seu recado. A banda volta a dar peso para o grande final, a valorizar a melodia cantada, com o violino a pontuar com riqueza tal trecho e assim a abrir o caminho para um lindo solo de guitarra, que revela-se épico, sob a ação de um efeito de "looping".

“Insolação”

Sob uma estrutura quebrada, em termos rítmicos, a canção inicia-se com tal ênfase muito interessante. Entra a parte cantada com peso e é possível até encarar tal trecho como algo mais palatável aos ouvidos não acostumados ao Prog Rock, com certa característica Pop. Mas que não engane-se o leitor, pois soar Pop não significa subtrair o nível e assim, tudo é bem tocado ao extremo. 
Logo a suíte encaminha o ouvinte para outras sonoridades, pois uma convenção intrincada é cheia de colorido pelo arranjo e uma parte mais orientada pelo "Space-Rock" chega, mediante efeitos produzidos pelos teclados, tudo muito bonito e a garantir o direito à epifania de quem costuma mergulhar em digressões viajantes, sem nenhuma preocupação em saber quando isso acaba (e pelo contrário, a depender da situação, deseja-se mesmo é não voltar mais, se é que o leitor permite-me tal divagação). 
Uma parte rica em balanço, traz uma melodia muito bonita e permite ao baixo estabelecer uma linha com notas dobradas, deveras rica, gostei muito e com essa desenvoltura, também oferta a oportunidade para o baterista soltar-se. Uma surpreendente etapa bem centrada no Blues-Rock, tem um peso contundente. A suíte desemboca na parte cantada mais uma vez e sob a repetição de uma elaborada convenção, encerra a obra. Bravo!

“Singular”

Bela e singela canção a trazer um arranjo com violões e viola, muito bem concatenados. Contém um elaborado trabalho melódico, inclusive enriquecido com a presença de uma cantora convidada, Mariana Gonçalves, a trazer o timbre feminino em contraste, o que sem dúvida, garantiu um élan para a canção. Há também um bom trabalho dos teclados, com efeitos estabelecidos ao sintetizador e um singelo mellotron que encerra o trabalho.

“Não tema, apenas se deixe levar / A vida é singular”, diz um trecho da letra e em suma, creio que a síntese seja essa mesmo, em torno de não haver amarras, e assim, que jamais deixemo-nos seguir os parâmetros estabelecidos por outrem. A vida é singular, e a grande viagem é para dentro de nós mesmos, perfeito.

Recomendo o trabalho do Prognoise, certamente, e torço para que esse ótimo grupo siga em frente, com uma longa carreira adiante. 


O CD físico "Solar" está a venda com preço muito acessível, através da página da banda no Facebook

Gravado no Pl@y Sonora Estúdio, em 2018

Produção de Hugo Borges e Prognoise
Capa (arte e lay-out): Bárbara Ugalde
Selo Masque - Rio de Janeiro / RJ

Formação do Prognoise:
Alessandro Amorim: Baixo e Violão
Anderson Benvindo: Teclados
Ícaro Dickow: Bateria
Victor Salles: Guitarra
Zeno Germano: Voz,; Guitarra e Violão

Músicos Convidados: 
Alessandro da Cunha Bateria em “Insolação”
Mariana Gonçalves: Voz em “Singular”
Hercílio Santana: Viola em “Singular”
Paulo Cesar: Teclados em “Hanging Garden”
Eduardo Barros: Violino em “Hanging Garden”
Vandrin Rodrigues: Backing Vocal em “Incandescente”
Jefferson Almeida: Teclados e Efeitos em “Singular”

Para conhecer melhor o trabalho do Prognoise, acesse:

Página do Facebook:
Prognoise Pvh – Rock Progressivo

Canal do Youtube:
Prognoise Pvh Oficial

Contato direto com a banda, pelo E-mail: 
prognoisepvhoficial@gmail.com

Contato para shows:
Fones : (69) 99236-5900 ou (69) 99286-9264


Espero que gostem do som da banda e até a próxima coluna!

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Rush - Moving Pictures


Olá pessoal!
Nesta semana estamos de volta para falar das linhas de baixo de Geddy Lee no álbum Moving Pictures do Rush.


Moving Pictures é o oitavo álbum de estúdio do Rush, tendo sido lançado no ano de 1981 e pode ser considerado o álbum de maior sucesso da banda. O álbum contém linhas de baixo repleta de variações e inspiradas nas linhas construídas no Pop Rock dos anos 80, mas o trio não abandonou as linhas complexas inspiradas no Rock Progressivo da década anterior. Neste álbum existem músicas com mudanças constantes na fórmula de compasso e alguns solos (curtos, porém muito marcantes) de baixo em quase todas as faixas.
Procurei separar um exemplo de cada musica que exemplifique bem a ideia musical de cada faixa deste extraordinário álbum.

Tom Sawyer


Este trecho se refere a base do solo de Guitarra e foi construído sobre a escala de E Mixolídio e com um padrão de terças invertido. Além do mais ele tem uma fórmula de compasso bastante utilizada pela banda (7/8), reparem que a primeira frase (os três primeiros tempos do compasso) se repete novamente com pequenas variações rítmicas. O segundo e terceiro compassos são repetições do primeiro. No quarto compasso a frase é cortada para entrar a convenção do quinto compasso, por isso a fórmula pouco usual (7/16 e 3/8) nestes dois compassos. O trecho ocorre por volta de 1'58" e tempo é de 92bpm.


Red Barchetta


Este trecho ocorre por volta de 1'59" e corresponde à base da voz. Este exemplo contém uma característica bem marcante do baixista, que é a linha do baixo acentuando a frase da bateria nos compassos ímpares do trecho e com frases diferentes nos compassos pares, esta ideia se repete nas bases de voz e é utilizada em outras músicas como “Spirit of Radio” do álbum anterior e “The Camera Eye” neste álbum.
Nesta faixa o acento é feito sobre o bumbo da bateria e utiliza a Fundamental do acorde nos compassos 1, 3, 5 e 7. No compasso dois a frase é construída utilizando os intervalos de quinta e oitava do acorde de A11, no compasso 4 é utilizada a F, 6 e 7 do acorde de F#m6, no sexto compasso é utilizada a F, 5, 6 e 7M da escala de Sol e no oitavo compasso a 7M, F, 2 e 6 do acorde de Dsus2.



Yyz


Neste primeiro exemplo temos a linha principal da música. Ela ocorre por volta de 0'43" e foi construída com a Pentatônica Menor de cada acorde (F#m e Am), este trecho é muito rápido (semicolcheia em 144 bpm) e o baixista não utiliza notas ligadas. No terceiro tempo dos compassos ímpares temos uma mínima feita sobre a quinta do acorde e um sinal de vibrato em cima da nota. A dificuldade está no fato do baixista mudar a “Blue Note” de lugar entre as frases. Reparem que no primeiro compasso a “Blue Note” é feita sobre a 7ª maior do acorde e no segundo compasso é feita sobre a 4ª aumentada.


Yyz


Aqui temos exemplificados os três pequenos solos de baixo que ocorrem na música, eles são feitos intercalados com pequenos solos de bateria. Todos os solos são feitos sobre o acorde de C. No primeiro solo temos uma frase sobre o arpejo de Csus2, preparando para o solo no segundo compasso. O solo é feito utilizando a escala de C Lídio, e é finalizado com um slide descendente sobre a 3ª e a 6ª do acorde, este trecho ocorre por volta (1'41").


Yyz


No segundo solo temos um arpejo sobre Csus2 novamente preparando para o solo no segundo compasso, percebam que a frase é um pouco mais complexa neste trecho e o solo é feito utilizando a escala Pentatônica de Dó com uma Blue Note (Ab) no meio da frase. Este trecho ocorre por volta (1'55").


Yyz


No terceiro solo (2'09") temos um compasso preparando para o solo nos dois compassos posteriores. O solo é feito sobre a escala de C Lídio com alguns cromatismos para as notas da escala, e é finalizado com harmônicos naturais sobre o 5º e 4º trastes nos dois últimos tempos.


Limelight


Este trecho refere-se a introdução da música e utiliza a fórmula de compasso 7/4 na sua construção. O trecho ocorre em 0'12" e utiliza os intervalos de 5ª e 8ª para a construção da frase sobre os acordes de B5 e A5, para o acorde de E5 o baixista utiliza a Pentatônica de E Maior para construir a frase. Este trecho reaparece varias vezes durante a faixa.


The Camera Eye


Este exemplo corresponde à base da voz que se inicia em 3'36", sendo construída sobre as notas dos dois acordes (Csus2 e F). Reparem nos sinais de acentuação do trecho que fazem com que estes compassos (6/4 e 5/4) se tornem mais difíceis de se contar.


Witch Hunt


Este trecho se inicia em 4'13", na parte final da música e contém um pequeno solo de contrabaixo. No primeiro compasso temos a frase construída com a Pentatônica de Bb maior, no segundo compasso são tocadas as fundamentais de cada acorde e no terceiro compasso temos uma frase sobre a escala de C menor, voltando a utilizar a fundamental no quarto compasso.


Vital Signs

Este trecho corresponde a introdução e a base de voz da música. Ele foi construído sobre a escala de C menor e possui duas frases diferentes. No primeiro compasso temos um frase construída com a F, 3ª menor, 5ª justa e 6ª menor, a frase é finalizada utilizando a 3ª menor, 6ª menor e 7ª menor. No segundo compasso a frase é montada com a mesma ideia do primeiro compasso, mudando a finalização da frase para os intervalos de 5ª justa, 4ª justa e 3ª menor.


Link do álbum para escutar


É isso aí. Espero que gostem desta coluna. 
Bons estudos e até a próxima!

MKK BASS SESSIONS #27 - Baixistas brasileiros que trabalham com música autoral

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #27" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 



No programa de hoje temos um especial com baixistas brasileiros que trabalham com música autoral. 

Teremos neste programa os baixistas Vagner Siqueira da "A Estação da Luz", Marcelo Frizzo do "Javali", Pepe Bueno, Gabriel Golfetti do "Stratus Luna", Jorge Carvalho do "Arcpelago", Fabio Carito do "Instincted", Rubem Farias da "Lu Vitti" e Edu Malta do "Tiago Mineiro". 

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.


Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00

Chega de Bunda Music - Baixe nossos Apps Grátis pelo Google Play Store (Android) ou App Store (IOS) - WhatsApp 9 82916790!

Conecte-se www.mkkwebradio.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Transcrição do Mês: Stevie Ray Vaughan - Couldn't Stand the Weather

 

 

Olá Pessoal!


Nesta semana temos a transcrição da linha de contrabaixo da música "Couldn't Stand the Weather" do guitarrista Stevie Ray Vaughan disponível gratuitamente no meu site.  Esta música conta com o baixista Tommy Shannon.

Link para Transcrição Completa - Clique aqui

https://www.dropbox.com/s/idsl51ar706zw5r/Stevie%20Ray%20Vaughan%20-%20Couldnt%20Stand%20The%20Weather.pdf?dl=0


Esta transcrição faz parte de um acervo com mais de 1000 tablaturas/partituras que são usadas como material de apoio nas aulas do meu curso de contrabaixo presencial e on-line.


Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Bons estudos e até a próxima coluna!

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Baixista do Mês - Jack Bruce


Olá pessoal!

Nesta semana temos uma coluna especial com o baixista Jack Bruce.

Nome: Symon John Asher "Jack" Bruce


Nascimento: 14 de maio de 1943 em Bishopbriggs , East Dunbartonshire na Escócia 

Bandas: Cream e Solo

Discografia: 
-Solo
1969-Songs for a Tailor 
1970-Things We Like
1971-Harmony Row
1974-Out of the Storm
1975-Live at Manchester Free Trade Hall '75 (2-CD - lançado em 2003)
1977-How's Tricks
1971–1978-Spirit- Live at the BBC 1971-1978 (3-CD - lançado em 2008)
1978-Jet Set Jewel (lançado em 2003)
1980-I've Always Wanted To Do This
1983-Automatic
1987-Something Else (lançado em 1993)
1990-A Question of Time
1994-Cities of the Heart
1995-Monkjack
2001-Shadows in the Air
2001-Live at the Milky Way (lançado em 2010)
2003-More Jack than God
2007-Live with the HR Big Band
2008-The Anthology - Can You Follow? (6-CD)


-Cream
1966-Fresh Cream
1967-Disraeli Gears
1968-Wheels of Fire
1969-Goodbye
Álbuns ao vivo
1970-Live Cream
1972-Live Cream Volume II
 2003 -BBC Sessions
 2005-Royal Albert Hall London May 2-3-5-6, 2005

Vídeo Link:


Website: www.jackbruce.com

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Estudos de Jazz - PARTE 8 - O Conceito 2 e 4



Olá pessoal!

Estamos de volta com a nossa coluna mensal sobre Jazz. Nas colunas anteriores trabalhamos com a compreensão de como o estilo funciona, além de introduzirmos os walking bass. Ademais aplicamos estas ideias em Autumn Leaves.

Lembrando que são dois pontos que norteiam estas nossas colunas: (1) passar como os músicos do estilo pensam, por meio de ideias harmônicas, melódicas e rítmicas e (2) aplicar em um repertório que tenha elementos suficientes para contribuir para o crescimento do estudante.

Desta forma, buscamos aprimorar o conhecimento do estilo por músicas clássicas que formem o vocabulário do estudante.

Antes de continuarmos, precisamos saber, como andam as tétrades sobre Autum Leaves?

Nesta semana vamos utilizar as tétrades da coluna anterior só que pensando em um conceito rítmico muito utilizado pelos músicos de Jazz.

No Jazz é importantíssimo que o segundo e o quarto tempo soem mais fortes que o primeiro e o terceiro. Deste modo, quando estiver estudando tente tocar as notas sobre o segundo e o quarto tempos acentuadas. Vale ressaltar que muitos músicos estudam o walking com o metrônomo marcando somente estes dois tempos.

Entendemos a dificuldade para se estudar desta maneira, então vamos demonstrar um passo a passo para adquirir a proficiência para tal execução.

Exercício 1


Vamos trabalhar as pulsações de semínimas a uma velocidade de 140bpm. Em nossos estudos, normalmente utilizamos o metrônomo marcando cada semínima no compasso 4/4.

Podemos visualizar esta ideia, com a sílaba "Tá" representando o metrônomo:

Metrônomo:        Tá          Tá          Tá          Tá
                             1            2            3             4

No Jazz, o metrônomo deve marcar o tempo desta maneira:

Metrônomo:                        Tá                        Tá
                               1            2            3             4

Para tanto, coloque o metrônomo pulsando em 70bpm e marque o dois e quatro. Aconselho contar até se sentir confortável com a marcação. Além do mais, isso fará com que você aprenda a tocar com suingue similar ao dos músicos de Jazz.

Abaixo segue um II, V, I em Dó maior com as notas que devem ser acentuadas marcadas com o sinal de >.


O ideal seria o auxílio de um professor para vocês desenvolverem este conceito. Para aqueles que tiverem dificuldades, utilizem uma bateria eletrônica com o ritmo de jazz, pois ela provavelmente o auxiliará a tocar com o suingue. Mas lembre-se, a bateria é como uma rodinha de bicicleta, uma hora você terá que abandoná-la para poder andar, ou seja, o estudo de jazz com o metrônomo marcando o dois e o quatro é imprescindível para quem quiser desenvolver a linguagem do estilo.

Abraços e até a próxima coluna!

MKK BASS SESSIONS #25 - Especial de Aniversário com grandes álbuns clássicos para o Contrabaixo

 HOJE temos o programa INÉDITO às 22:00 HORAS, "MKK BASS SESSIONS #25" aqui pela sua "MkkWeb Rádio". 

No programa de hoje temos um especial para o aniversário do Fernando com álbuns clássicos para o contrabaixo.

Teremos neste programa os baixistas internacionais Paul Chambers (Kind of Blue), Pino Presti (Libertango), Paul Carmichael (I.O.U.), Trey Gunn e Tony Levin (Thrak) e os brasileiros Liminha (Tecnicolor), Zeca Assumpção (Works), Tião Neto (Getz/Gilberto), Luiz Alves (Clube da Esquina).

Ainda falaremos de aspectos históricos e técnicos destes baixistas e claro, teremos muita música.

Nosso programa inédito vai ao ar terças às 22:00 e com reprise nos domingos às 20:00

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