segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 3

Olá pessoal!

Nesta semana damos continuidade a coluna sobre os baixistas de Frank Zappa.

A terceira e última parte das colunas sobre os baixistas de Frank Zappa abrange o final a década de 70 e o começo dos anos 80.
Desta fase temos exemplos extraídos basicamente de três discos, que eu particularmente considero os mais influentes e importantes desta fase.

Os discos são:
-Zappa in New York (Patrick O’Hearn)
-You Are What You Is (Arthur Barrow)
-Sheik Yerbouti (Patrick O’Hearn)

Exemplo 1


O primeiro exemplo é extraído da música “Titties & Beer” e é referente à base principal da música. A frase foi construída utilizando a escala e F# Dórico e uma aproximação cromática para a Fundamental no quarto tempo.


Exemplo 2


No segundo exemplo temos a base de voz da música “Doreen”, este trecho foi construído utilizando a Fundamental de cada acorde, no final da música o baixista cria variações sobre os acordes utilizando a escala de F maior.


Exemplo 3


Este exemplo foi extraído da música “The Black Page” na versão do álbum “Zappa In New York” com o baixista Patrick O’Hearn, esta música foi construída sobre um baixo pedal em Sol, nesta versão o baixista dobra algumas frases do tema, fugindo um pouco desta ideia. Perceba que o tema trabalha com algumas quiálteras de quintina e sextina e a fórmula de compasso muda a todo o momento.



Exemplo 4


Este exemplo corresponde à introdução da música e foi construída utilizando a Pentatônica de Dó Maior.


Esta é a terceira e última parte da coluna sobre os baixistas de Frank Zappa. A intenção destas colunas é, mostrar a importância que os músicos tiveram dentro das composições de Frank Zappa, a maioria dos músicos que trabalharam com Zappa eram virtuoses do seu instrumento e construíram carreiras sólidas após saírem da sua banda, estudem as músicas, as frases e as fórmulas de compassos utilizadas. Zappa compunha sem utilizar instrumentos, então suas composições não seguiam “Shapes” nem “Padrões”, tudo era feito diretamente do que o compositor “ouvia” dentro da sua cabeça, por isso sua música é extremamente complexa e de difícil execução.
Abraços e até a próxima coluna!

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