terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sugestão do Mês - DVD - Zuzo Moussawer - Em Casa


Olá pessoal!
Estamos de volta para mais uma coluna "Sugestão do Mês". Lembrando que nesta coluna eu passo álbuns, DVDs, livros, entre outros que fizeram parte da história da música e que também me ajudaram a conhecer um pouco mais a respeito deste maravilhoso universo.


Neste mês temos o DVD "Em casa" do genial baixista brasileiro Zuzo Moussawer que foi gravado na cidade de Santos. O show conta com uma parte solo em que o baixista desfila muito bom gosto utilizando diversas técnicas no contrabaixo. A parte do trio tem o talentoso Mauro Hector na guitarra e Plinio Romero na bateria, além de uma vídeo aula com as técnicas que Zuzo criou em seus álbuns e entrevistas.

Ficha Técnica:
Músicos
Zuzo Moussawer - Contrabaixo
Mauro Hector - Guitarra
Plinio Romero - Bateria

Músicas

Show Solo

  1. A Night in Tunisia
  2. Odeon
  3. Donna Lee
  4. Stella by Starlight
  5. Lazybird
  6. Desafinado
  7. Percussivo
  8. The Chicken
  9. Jessica's Smile
Show Trio
  1. Jessica's Smile
  2. Express
  3. Atitude
  4. Saber o que quer
  5. As influências
  6. Quebrar no pelô, pode?
  7. Atmosphere
  8. Cowboy de Caruaru
  9. Superstition
  10. Vera Cruz
  11. Créditos
  12. Entrevistas



Espero que assistam ao DVD e conheçam este que é um dos melhores trabalhos do contrabaixo brasileiro.
Bons estudos e até a próxima coluna!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Transcrição - Queen - Crazy Little Thing Called Love


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "Crazy Little Thing Called Love" da banda Queen com o baixista John Deacon disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Artigos e Resenhas - Edilson Hourneaux - Captadores: Corrida Decibélica - Parte 1.5


Olá pessoal!
Nesta semana temos mais um artigo do luthier de Santos, Edilson Hourneaux e a quinta parte da coluna sobre construção de instrumentos. Esta e outras matérias podem ser encontradas no site do Edilson que se encontra neste link:

Já a matéria deste mês se encontra completa neste link:

Então vamos a quinta parte desta matéria:

Gibson

Orville H. Gibson sempre trabalhou com estéticas incomuns, mas seus instrumentos possuíam um diferencial muito mais significativo: o tampo e o fundo feitos com madeira maciça escavada, conhecidos como arched top e arched back side, respectivamente. Ao contrário de outras empresas de sua época (de acordo com a prática comum, as laterais dos violões e guitarras são lâminas planas de madeira que, quando expostas ao aquecimento intenso, de 150 a 200 graus Celcius, suas fibras amolecem e se flexibilizam de tal maneira que permitem a deformação na forma das curvas laterais do instrumento, de maneira relativamente fácil), Gibson também esculpia as laterais, acreditando que madeiras não tensionadas e não deformadas possuem características vibratórias superiores.

Ele já tinha observado a construção de violinos e concluído que estes instrumentos tinham ótima projeção sonora, também, graças às madeiras escavadas.

Consultei o luthier Régis Bonilha sobre a afirmação de Gibson. Bonilha diz que, segundo sua experiência, instrumentos com tampo tensionado proporcionam maior volume para cordas beliscadas, seja com plectro (palheta) ou com os dedos. Instrumentos escavados oferecem melhor resultado para cordas friccionadas.

Além disso, Gibson trabalhava com tamanhos muito maiores do que os padrões da época.
Esses instrumentos, conhecidos como “Grand Concert”, eram sinônimo de glamour e excelência na sonoridade.
As alterações de projeto resultaram num instrumento com muito mais volume e qualidade sonora.

O primeiro Grand Concert conhecido foi o Style O, de 1902.


Outro grande destaque foi o L-4, lançado em 1912.


Mas o instrumento que redefine o conceito de Grand Concert foi a guitarra modelo L-5, apresentada em 1922.
Este foi o primeiro arched top com f-holes e logo se tornou objeto de desejo entre os músicos de jazz  da época.
Outras novidades presentes na L-5 foram o reposicionamento da escala, que ficou mais alta e longa e o aumento da medida de escala, que adicionou mais tensão às cordas, melhorando a sonoridade e a projeção.


A L-5 fez parte da série Master Line Master Tone, que agrupava, junto com ela, a mandola H-5, o mando-cello K-5 e o mandolin F-5: o time de elite da Gibson, no início da década de 1920.

Espero que estejam curtindo as colunas do Edilson Hourneaux. Na próxima coluna veremos a continuação deste artigo.
Um abraço e bons estudos!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Técnicas Para Contrabaixo – Notas Abafadas – Parte 3


Olá pessoal!
Nesta semana temos a terceira coluna sobre técnica de notas abafadas. 
Nos exercícios à seguir demonstrarei as principais aplicações do abafado em músicas mais suingadas. É importante que os exercícios anteriores estejam bem desenvolvidos e também as divisões rítmicas bem "seguras" para obtermos a sonoridade desejada. Se você ainda tiver dúvidas sobre ritmo, tente saná-las antes de seguir.

Os exercícios são aplicados sobre a mesma sequencia harmônica das colunas anteriores, uma cadência formada pelos acordes de Em7 (II) e A7 (V).

Exercício 1

No exercício 1, temos a levada construída com a colcheia tocada no contratempo, ou seja, no tempo fraco. Para aqueles que tem dificuldade com este tipo de levada aconselho contar 1 e 2 e 3 e 4 e, e tocar sempre que disser a letra "e". Nos compassos 3 e 4 temos aplicada a nota abafada em uma semicolcheia antes da nota executada, se você dividir o tempo em quatro semicolcheias o abafado é executado na segunda semicolcheia e a nota na terceira semicolcheia, este artifício é muito usado por baixistas de diversos estilos quando procuram dar um suingue maior no seu groove.


Exercício 2

No exercício 2, temos uma levada muito comum em músicas do estilo Pop, o baixo "cola" no bumbo executando as divisões rítmicas apresentadas nos dois primeiros compassos do exercício. Já nos compassos 3 e 4 temos a ideia de colocar um abafado uma semicolcheia antes das notas. Cuidado para não "sujar" o groove atrasando a nota e saindo do bumbo.


Exercício 3

No exercício 3, temos uma condução com frases sobre cada acorde, para o Em7 utilizei uma frase com a escala de Mi Dórico e sobre o A7 utilizei uma frase com a escala Blues Maior de Lá. No s dois primeiros compassos temos a frase simples e nos compassos 3 e 4, as variações utilizando abafados. Percebam que neste exercício já temos a ideia de substituir algumas notas pelos abafados e também os abafados dobrados no último tempo do compasso.



Agora os exercícios já estão sendo feitos com uma ideia bem mais musical. Ainda são exercícios e visam um maior domínio da técnica. Pratique-os com calma, pois usaremos estas ideias nas próximas colunas.

Vídeo



Um abraço e bons estudos!