terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Artigos e Resenhas - Edilson Hourneaux - Captadores: Corrida Decibélica - Parte 1.7


Olá pessoal!
Nesta semana temos mais um artigo do luthier de Santos, Edilson Hourneaux e a sétima e última parte da coluna sobre construção de instrumentos. Esta e outras matérias podem ser encontradas no site do Edilson que se encontra neste link:

Já a matéria deste mês se encontra completa neste link:

Então vamos a sétima parte desta matéria:

Selmer-Maccaferri


Na Europa de 1932, o italiano Mário Maccaferri também deixava seu legado na busca pelos decibéis.
Um violão com faixas laterais e fundo de rosewood laminado, tampo de spruce sólido e uma grande abertura sonora em forma de “D”.
A ideia por trás dos Maccaferri é um compartimento “coletor de vibrações”, localizado na metade inferior do instrumento e conectado por um duto a um outro compartimento, instalado na boca sonora. A grande massa sonora gerada no compartimento maior é enviada, pelo duto, ao compartimento menor, por onde é projetada para fora do instrumento com maior intensidade.
O projeto de aumento de volume sonoro não teve continuidade, pois os compartimentos instalados no interior do instrumento vibravam muito, gerando ruídos indesejáveis. Após ser abolida a ideia inicial, os violões Selmer-Maccaferri passaram a ser instrumentos convencionais, bem feitos e desejados, mas que não mais apresentavam algum diferencial relevante.

Lloyd Loar

Engenheiro e músico que trabalhou na Gibson entre 1919 e 1924 e já tinha ganhado notoriedade por ter desenhado os f-holes, idealizou os primeiros protótipos e fez os primeiros testes com captadores.
O sistema de Loar consiste em duas folhas paralelas de cobre do tamanho de uma moeda e acomodadas em um recipiente de baquelite.
As folhas vibram, aumentando e diminuindo a distância entre elas, o que induz uma corrente alternada, muito similar aos captadores de contato, utilizados atualmente em instrumentos acústicos.
No entanto,  esse dispositivo era extremamente sensível à umidade e de impedância muito alta,  obrigando a utilização de cabos curtos para evitar a degeneração do sinal.
Isto pode explicar o fracasso, pelo menos à época,  do projeto de Loar.
A ideia era perfeita. A tecnologia,  não.

Adolph Rickenbacher

Em 1925, fundou a Rickenbacker Manufacturing Company e em 1927, trouxe seu amigo, George Beauchamp, para trabalhar na sua empresa.
Em 1931, Beauchamp e sua equipe desenvolveram um captador magnético para guitarra, com conceitos utilizados nos captadores magnéticos contemporâneos.
Neste mesmo ano, a Rickenbacker lançou o A-22, conhecido como Frying Pan: um lap steel de metal, em cujo catálogo original trazia a curiosa frase: “VOLUME CONTROLÁVEL – mais que suficiente para as grandes orquestras”.
Objetivo alcançado!
A despeito de toda a fascinação que o captador magnético imprime nas pessoas, um dos maiores males que o ele nos trouxe foi gerar o desinteresse por experimentos que buscavam o aumento da projeção sonora em instrumentos convencionais.
Os únicos instrumentos que nunca pararam de ser procurados e copiados são o Gibson J200 e o Martin Dreadnought.
Gibson J200

Espero que tenham gostado das matérias do Edilson Hourneaux. No próximo ano retornaremos com novas matérias deste talentoso amigo
Um abraço e bons estudos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Documentário do Mês - Rush - Beyond the Lighted Stage


Olá pessoal!
Neste mês temos como sugestão o documentário da banda Rush - Beyond the Lighted Stage. Este documentário retrata a carreira da banda canadense de maneira muito detalhada e com performances incríveis da banda.

Mais informações: https://www.imdb.com/title/tt1545103/



Ficha Técnica

Direção e produção: Sam Dunn e Scot McFadyen
Atores: Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart
Musica: Rush
Edição: Mike Munn
Lançamento : 2010
País: Canada
Idioma: English

Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Técnicas Para Contrabaixo – Notas Abafadas – Parte 6


Olá pessoal!
Estamos de volta para a última coluna em que estudamos as notas abafadas. Foram seis colunas demonstrando, a parte técnica, a aplicação em levadas, aplicação em músicas e por fim em diversos estilos. Nesta aula vamos aplicar as notas abafadas sobre os estilos de Blues e Rock.


Exercício 1 – Blues

No Blues as levadas são feitas em shuffle, ou seja, devemos dividir o tempo em três partes iguais (tercinas de colcheia) e tocar na primeira e na terceira colcheia. As levadas são construídas com a Pentatônica Maior de cada acorde e também com aproximações cromáticas. Os abafados são utilizados na passagem de uma nota para outra.


Exercício 2 – Rock

Para o Rock preferi utilizar um trecho da música Sultans of Swing da banda Dire Straits para demonstrar a aplicação. A levada é construída basicamente com uma semínima, uma pausa de colcheia e uma colcheia no contratempo. Neste exemplo o abafado geralmente é aplicado sobre o contratempo.


Vídeo



Apliquem em vários outros estilos, como vocês puderam perceber as notas abafadas são universais e funcionam como um ótimo recurso para construir linhas mais complexas e variadas.
Abraços e até a próxima coluna!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Sugestão do Mês - Carlos Almada - Harmonia Funcional


Olá pessoal!
Estamos de volta para mais uma coluna com sugestões sobre CDs, DVDs, livros entre outros materiais que fizeram parte da minha formação musical.
Dentre eles um com certeza virou o meu livro de cabeceira, que é esta preciosidade do autor Carlos Almada chamado Harmonia Funcional. Este é com certeza um dos melhores livros para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre esta matéria maravilhosa chamada harmonia.

 

Vejam a sinopse deste livro no site da Unicamp, além de também poder adquirir o livro no mesmo link:
http://www.unicamp.br/unicamp/ju/536/livro-da-semana

Informações (retiradas do portal da Unicamp e que pode ser encontrado no link acima).

Autor: Carlos Almada
ISBN: 978-85-268-0969-7
Ficha técnica: 2a edição, 2012; 288 páginas; formato: 21 x 28 cm; peso: 0,70 kg

Sinopse: Este livro tem como meta apresentar o curso de Harmonia Funcional da música popular de uma maneira objetiva e clara, ao mesmo tempo em que procura consistentemente fundamentar os seus principais conceitos, propondo uma abordagem teórica aprofundada de um assunto que, em geral, é tratado apenas pelo viés da praticidade. Divide-se em três partes: uma breve revisão de aspectos da Teoria Musical, o curso de Harmonia Funcional propriamente dito e uma seção de Harmonia Aplicada, na qual são apresentadas as principais características harmônicas e fórmulas de acompanhamento de dois dos mais brasileiros gêneros musicais: o samba e o choro.

Autor: Carlos Almada é compositor, arranjador e autor de Arranjo (Editora da Unicamp, 2000), A Estrutura do Choro (Da Fonseca, 2006) e de diversos métodos sobre música brasileira publicados pela editora norte-americana Mel Bay. Atualmente é professor de harmonia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutorando em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Abraços e até a próxima coluna!