terça-feira, 10 de julho de 2018

Sugestão do Mês - Miles Davis - Kind of Blue


Olá pessoal!
Estamos de volta para mais uma coluna "Sugestão do Mês". Lembrando que nesta coluna eu passo álbuns, DVDs, livros, entre outros que fizeram parte da história da música e que também me ajudaram a conhecer um pouco mais a respeito deste maravilhoso universo.

Neste mês temos o álbum "Kind of Blue", do gênio Miles Davis, obrigatório para qualquer músico que queira conhecer um pouco de jazz. O álbum foi lançado em 17 de agosto de 1959 pela Columbia Records, sendo gravado em duas sessões nos dias 2 de março e 22 de abril do mesmo ano no 30th Street Studio, na cidade de Nova Iorque.


Como praticamente em todas as bandas formadas por Miles, este sexteto contava com músicos fenomenais e que também seriam considerados mais tarde, músicos essenciais de Jazz. Lógico que não poderíamos deixar de citar o genial Paul Chambers que em minha opinião é um dos maiores baixistas de Jazz de todos os tempos.
O álbum contém grandes clássicos do Jazz como "So What", "All Blues" e Blue In Green.
No youtube tem um vídeo com a transcrição completa dos improvisos dos instrumentos, vale a pena conferir a performance deste sexteto.


Ficha Técnica:
Músicos
Miles Davis – Trompete 
Julian "Cannonball" Adderley – Sax Alto (exceto "Blue in Green")
John Coltrane – Sax Tenor
Bill Evans – Piano (exceto "Freddie Freeloader")
Wynton Kelly – Piano em "Freddie Freeloader"
Paul Chambers – Contrabaixo
Jimmy Cobb – Bateria

Músicas
1. So What - Miles Davis - 9:04
2. Freddie Freeloader - Miles Davis - 9:34
3. Blue in Green - Miles Davis, Bill Evans - 5:27
4. All Blues - Miles Davis - 11:33
5. Flamenco Sketches - Miles Davis, Bill Evans - 9:26

Espero que escutem o álbum e gostem deste pedaço da história da música.
Bons estudos e até a próxima coluna!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Transcrição - Dream Theater - 6:00


Olá Pessoal!

Nesta semana temos a transcrição da música "6:00" da banda Dream Theater com o baixista John Myung disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo presencial e online.

Para maiores informações sobre o curso entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

Abraços e até a próxima matéria!

terça-feira, 26 de junho de 2018

Harmonia - Aula 07 - Escala Maior - Estudos


Olá pessoal!
Estamos na sétima coluna sobre harmonia e vamos voltar a falar sobre a escala maior, sendo que anteriormente estudamos a formação e as opções de digitação destas.
Na coluna de hoje vamos propor um estudo bem interessante para escala maior. Antes, vamos entender que tendo como referência a fundamental, pode-se gerar as escalas maiores sempre respeitando a mesma distância entre as notas. Esta ideia gera um desenho padrão para qualquer escala, exemplificado anteriormente em Dó maior.

O estudo a seguir é feito através das quintas, ou seja, a primeira escala estudada é a de Dó, a seguir, a escala parte da quinta de Dó, no caso Sol, depois a de Ré que é a quinta de Sol, e assim sucessivamente. Este é um estudo importante e bem interessante para melhor conhecer o braço do instrumento e também melhorar a parte técnica.

Estude com um metrônomo ou bateria eletrônica.
Abraços e bons estudos!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Artigos e Resenhas - Edilson Hourneaux - Captadores: Corrida Decibélica - Parte 1.3


Olá pessoal!
Nesta semana temos mais um artigo para esta coluna, na qual eu coloco matérias escritas por profissionais gabaritados e que tem a minha confiança e que serão úteis para os estudantes e apreciadores de música.
E para este mês temos o sensacional luthier de Santos, Edilson Hourneaux e a continuação da matéria especial sobre captadores. Esta e outras matérias podem ser encontradas no site do Edilson que se encontra neste link:

Já a matéria deste mês se encontra completa neste link:

Então vamos a terceira parte desta matéria:

Captadores – parte 1: Corrida decibélica (continuação)

Alaúde



O alaúde surgiu entre os Sumérios, na Mesopotâmia, há aproximadamente 3.000 a.C., e é o primeiro registro de instrumento a ter caixa de ressonância e braço, determinando, definitivamente, a estrutura deste gênero de instrumentos musicais, que abrange o próprio alaúde, o violino, o violão, a guitarra elétrica e suas respectivas famílias. 
Ele chegou na Europa através das invasões na Península Ibérica pelos árabes e mouros, numa guerra conhecida como Batalha de Guadalete, liderados pelo general Tarik ibn Ziyad, no início do séc. VIII. Os países europeus absorveram, inevitavelmente, os costumes e a cultura de seus invasores.
Na música árabe, havia um instrumento conhecido como “al oud”, cuja tradução é “madeira”. Após as invasões, este instrumento se alastrou rapidamente pela Europa e, devido a adaptações idiomáticas de cada país, o oud ganhou vários novos nomes. Na França, recebeu o nome de lute e o artesão que o construía era chamado de luthier, ou “construtor de instrumento de cordas feito em madeira”. Na Itália, ficou conhecido como liuto e seu construtor, liutaio. O alaúde árabe não tinha trastes. Já o europeu, devido à música temperada ocidental, ganhou uma versão com trastes, muito embora a estrutura dos dois instrumentos seja praticamente a mesma.

Vihuela 


Por volta do séc. XVII, os instrumentos de corda beliscada (que utilizam plectro, palheta ou dedos) sofrem uma importante alteração: o formato de meia pêra, proveniente do alaúde, ganha uma cintura (antes da vihuela, tem-se apenas o registro da vielle, no séc. X, na França, que se diferencia por ser um instrumento de cordas friccionadas, antecessor do violino). 
As metades superior e inferior são separadas por um estreitamento no formato do corpo que, entre outras coisas, auxilia na vibração e consequentemente no aumento do volume. Essa mudança de formato se mantém nos descendentes da vihuela, como a fidícula, até os dias de hoje e, embora signifique uma melhoria em relação ao formato dos alaúdes, as sonoridades são levemente metálicas e de pouco volume, devido: 
1- à pouca área de tampo onde se encontra o cavalete; 
2- à espessura maior das madeiras, que impedem o instrumento de vibrar livremente e 
3- às barras harmônicas, que são posicionadas perpendicularmente em relação às fibras do tampo.
Além destes, as melhores empresas e os melhores luthieres do mundo participaram de uma corrida disputadíssima, em busca dos maiores decibéis.

Espero que estejam curtindo as colunas do genial Edilson Hourneaux. Na próxima coluna veremos a continuação deste artigo.
Um abraço e bons estudos!