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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Teoria e Análise: Modelos harmônicos e o estudo da improvisação no Jazz e no Fusion

 

Olá, pessoal!

Nesta semana, damos continuidade à nossa coluna de Teoria e Análise. Diferentemente das outras colunas deste blog, nas quais apresento estudos teóricos e práticos sobre os assuntos abordados, neste espaço buscamos refletir sobre os conteúdos e instigar novas pesquisas por parte dos leitores.

Ao longo da minha carreira, deparei-me diversas vezes com diferentes “padrões” de análise, como a harmonia funcional, as teorias tradicionais e outros modelos conhecidos e estudados pelos músicos.

Em 2017, fui apresentado, no LAMUS, à teoria de Robert Gjerdingen, que envolve os esquemas contrapontísticos do período galante — veja a coluna anterior, na qual apresentamos algumas referências bibliográficas sobre o assunto. A partir desse contato, comecei a refletir sobre a possibilidade de utilizar outros modelos, para além dos mais tradicionais, na análise da música popular como um todo.

Vamos começar pelo Jazz e pelo Fusion, a partir da minha experiência com o estudo desses estilos.

Entre os diversos autores que estudei, dois me chamaram especialmente a atenção, e busquei me aprofundar nas propostas apresentadas por eles. O primeiro foi Jamey Aebersold, autor do seminal Como Improvisar Jazz e Tocar —  veja a coluna sobre este livro aqui  — e, posteriormente, de uma extensa coleção de livros sobre o estilo — veja os livros para compra neste link. Nessas obras, o autor demonstra a aplicação de escalas e arpejos sobre sequências harmônicas e standards de jazz.

O segundo autor foi Mozart Mello, com quem tive a oportunidade de conviver não apenas como aluno, mas também como amigo e sócio. Ao longo desse período, tivemos extensas conversas sobre a música em toda a sua dimensão — você pode conferir os seus cursos aqui.

Em ambos os autores, chamou-me a atenção a semelhança com o modelo de ensino e estudo do período galante. Em outras palavras, encontramos a construção de protótipos sonoros — harmônicos, no caso do Jazz, e contrapontísticos, no caso do estilo galante — que serviam como base para a construção composicional e para a prática musical em ambos os universos.

Obviamente, não estou dizendo que exista uma conexão direta entre esses dois universos musicais, muito menos que os músicos de Jazz tenham se inspirado diretamente nos músicos do período galante. O que realmente quero dizer é que a criação e a utilização de esquemas constituem processos recorrentes na transmissão do conhecimento musical. O uso desses modelos faz parte, inclusive, de formas de transmissão de conhecimento “informais” entre músicos. Em outras palavras, trata-se de um código que o músico precisa dominar para transitar pelas sonoridades que deseja produzir.

Assim, sugiro que vocês não apenas observem o conteúdo apresentado por esses dois professores que citei, mas que procurem compreender também aquilo que está nas entrelinhas de seus escritos e métodos:

Pratiquem exaustivamente os protótipos musicais e busquem ampliá-los por meio da utilização de diferentes ferramentas sonoras, que poderão transformar positivamente a sua sonoridade.

John Coltrane (23 de setembro de 1926 — 17 de julho de 1967) dominou o estudo da forma Blues — como podemos observar em Mr. P.C. e Equinox — e dos standards, explorando suas sequências harmônicas, como o ii–V–I, tão recorrente no Jazz.

Após anos de prática sobre esses esquemas, o músico passou a buscar novas possibilidades e a explorar outras sonoridades, como aquelas apresentadas pelo músico e teórico Nicolas Slonimsky no livro Thesaurus of Scales and Melodic Patterns.

Esse estudo contribuiu para que Coltrane alcançasse um patamar de exploração sonora que o coloca entre os grandes nomes do Jazz. Sua sonoridade pode parecer inalcançável para muitos músicos, mas podemos compreender parte desse desenvolvimento a partir de um processo contínuo de estudo e experimentação sobre modelos de fraseado e esquemas harmônicos recorrentes no estilo.

Em suma, o que pretendo demonstrar para vocês é a necessidade de compreender os esquemas do Jazz e do Fusion e estudá-los progressivamente, desde as formas mais tradicionais até os modelos mais modernos.

Assim, aconselho ao aluno iniciante ou intermediário na prática da improvisação que estude exaustivamente arpejos, escalas e frases dentro de alguns dos esquemas básicos do repertório:

  • V7 – I ou V7 – i
  • ii – V7 – I ou iiø – V7 – i
  • Blues Maior
  • Blues Menor
  • ii – V7/III – III – VI – iiø – V7 – i – % (abertura de Autumn Leaves)
  • I – % – V7/V – % – ii – V7 – I – %

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

Fernando Tavares é pesquisador, professor e contrabaixista. Contribuiu com diversas publicações para revistas especializadas em contrabaixo e hoje é membro do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH-USP Leste), do CEMUPE (Centro de Musicologia de Penedo) e do LEDEP (Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico da EACH-USP Leste).

É Doutor e Mestre em Musicologia pela ECA-USP e é bolsista da CAPES.

"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001

"This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Finance Code 001"

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Teoria e Análise - Introdução aos materiais de estudo: modelos analíticos e estilos musicais

Olá, pessoal!

Iniciamos, nesta semana, uma coluna dedicada à Teoria e Análise Musical. A ideia principal é demonstrar, na prática, algumas possibilidades de utilização de modelos analíticos aplicados a diferentes estilos musicais.

De modo geral, pretendemos abordar o uso de esquemas harmônicos, melódicos e rítmicos, que nos fornecerão o cabedal teórico necessário para desenvolver análises mais coerentes com o pensamento musical de cada compositor e de cada período histórico.

Inicialmente, teremos como base a análise do período conhecido como Prática Comum, tendo como principais referências o livro de Steven Geoffrey Laitz, The Complete Musician: An Integrated Approach to Tonal Theory, Analysis, and Listening, de 2012, e o livro de Stefan Kostka e Dorothy Payne, Tonal Harmony, de 1999.


Steven Geoffrey Laitz, "The complete musician: an integrated approach to tonal theory, analysis, and listening" de 2012

Ambos os livros tratam detalhadamente de diversos aspectos da linguagem musical e auxiliam na construção do conhecimento que pretendemos transmitir aos estudantes de Música.

Vinculamos os três tópicos citados — harmonia, melodia e ritmo — porque acreditamos que uma análise musical precisa levar em consideração os diferentes eventos musicais em suas relações. Percebam, nas palavras de Laitz, como esses elementos se cruzam e chamam nossa atenção para duas questões fundamentais: os eventos importantes, isto é, aqueles que ocorrem em determinados pontos dentro de um aspecto musical, e a maneira como esses eventos nos indicam caminhos que o compositor pretende construir em sua obra. Vejamos:

“As notas que ocorrem depois das barras de compasso têm uma função especial na música tonal porque são acentuadas. Eventos musicais acentuados se destacam porque nossa atenção é atraída para eles. [...] Uma razão pela qual nossa atenção é atraída para um evento é que ele anuncia algo novo ou diferente, como uma mudança no padrão” (LAITZ, 2012, p. 2–3).

Em suma, esses eventos funcionam como elementos organizadores das demais ocorrências musicais presentes nas obras que serão abordadas. Com o decorrer dos estudos, compreenderemos melhor a função desses eventos e sua importância para a análise musical.

Também traremos discussões envolvendo esquemas contrapontísticos e harmônicos, que foram incorporados às discussões contemporâneas sobre o ensino e a análise da música a partir, entre outros trabalhos, da obra de Robert Gjerdingen, Music in the Galant Style, de 2007.


 Robert Gjerdingen, "Music in the galant stile" de 2007.

O trabalho de Gjerdingen aborda essencialmente as relações entre baixo e melodia, considerando combinações contrapontísticas que participam da construção de determinadas ideias dentro de uma composição. Essas combinações constituem modelos práticos que auxiliavam os compositores do estilo galante e eram estruturadas a partir de padrões recorrentes de movimento do baixo e da melodia.

Ao longo da coluna, tentaremos relacionar esses modelos a diferentes abordagens presentes no ensino de harmonia, como a harmonia funcional, a harmonia tradicional e o contraponto no modelo fuxiano, entre outras possibilidades.

A ideia é avançar progressivamente e vincular esses diferentes modelos epistemológicos a estilos musicais contemporâneos, como o Jazz e o Rock.

Para não nos estendermos demasiadamente, deixamos aqui o primeiro tópico que os estudantes devem dominar: a escala maior.

Em um período anterior, montei uma série de vídeos sobre harmonia, que vocês podem acessar aqui no site ou no canal do YouTube. No site, temos o conteúdo escrito e, no YouTube, estão disponíveis os vídeos correspondentes.

Conteúdos no site

Colunas 1 a 4 — Primeira etapa:
http://www.femtavares.com.br/2022/06/colunas-sobre-harmonia-primeira-etapa.html

Playlist no YouTube



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É isso aí, pessoal!

Aos poucos, introduziremos todas essas ideias de maneira mais abrangente, buscando refletir sobre nossos modelos analíticos e desenvolver ferramentas que nos permitam compreender diferentes repertórios e estilos musicais.

Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

Fernando Tavares é pesquisador, professor e contrabaixista. Contribuiu com diversas publicações para revistas especializadas em contrabaixo e hoje é membro do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH-USP Leste), do CEMUPE (Centro de Musicologia de Penedo) e do LEDEP (Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico da EACH-USP Leste).
É Mestre e Doutorando em Musicologia pela ECA-USP e é bolsista da CAPES.
"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Dissertação de Mestrado: Fernando Tavares - A Arte do Partimento em sua história, fundamentos, práticas e discussão musicológica: análise historiográfica para a consolidação de um saber para a pedagogia da música


Olá, pessoal!

Estou aqui hoje para compartilhar uma notícia especial: minha dissertação de mestrado, intitulada A Arte do Partimento em sua história, fundamentos, práticas e discussão musicológica: análise historiográfica para a consolidação de um saber para a pedagogia da música, está disponível no Banco de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo (USP).

Acesse a dissertação:

Essa pesquisa teve início por volta de março de 2018, quando ingressei no LAMUS-EACH — Laboratório de Musicologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Em 7 de fevereiro de 2019, ingressei no Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, no curso de Mestrado em Musicologia, sob orientação do Prof. Dr. Diósnio Machado Neto. A dissertação foi defendida e aprovada em 25 de outubro de 2021.

Atualmente, continuo essa trajetória no Doutorado em Música da USP, novamente sob orientação de Diósnio Machado Neto, desta vez dedicando-me à pesquisa sobre a obra de José Maurício Nunes Garcia.

Fiquem de olho nos artigos que temos publicado e que ainda publicaremos como parte dessa pesquisa!

Resumo

No decorrer do século XVIII desenvolveu-se nos Conservatórios de Nápoles uma maneira eficaz de ensinar música conhecida como partimento. Tal método consistia em transmitir os parâmetros musicais por linhas de baixo que continham combinações de notas compreendidas pelos músicos e que lhes proporcionavam informações para a realização de esquemas harmônicos e contrapontísticos. Estes esquemas eram usados para o exercício da improvisação e composição. O modelo de ensino pelos partimentos circulou por toda a Europa através das mãos de mestres que trabalharam ou formaram músicos para as diversas cortes do Antigo Regime. Na década de 1990, iniciou-se um movimento pela compreensão deste modelo de ensino e a partir da segunda metade da década de 2000, diversos trabalhos consolidaram a revisão metodológica deste modelo de ensino. Utilizando-se destes textos contemporâneos que revisitaram e reconstruíram o modelo de ensino pelo partimento, apresentamos nesta dissertação uma revisão bibliográfica com base no trabalho de musicólogos, analistas e teóricos musicais que escreveram sobre este assunto. Com base nos dados coletados, analisamos as informações obtidas e descrevemos como eram as principais escolas, mestres, conteúdos e características do ensino buscando a compreensão dos debates musicais que estavam sendo promovidos pelos músicos do período. A conclusão das análises nos fez compreender o método e criar uma base importante para a execução de um projeto futuro que visa demonstrar o benefício do ensino dos partimentos para auxiliar no ensino das disciplinas de criação musical.

Palavras-chave: Partimento. Contraponto. Conservatórios Napolitanos. Análise Musical. Música Galante.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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domingo, 6 de setembro de 2026

Sugestão do Mês - Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik

Olá, pessoal!

Na coluna deste mês, temos um dos trabalhos mais emblemáticos da década de 1990: o sensacional Blood Sugar Sex Magik, do Red Hot Chili Peppers.



Lançado em 24 de setembro de 1991, Blood Sugar Sex Magik é o quinto álbum de estúdio da banda e marcou um momento decisivo em sua trajetória, contribuindo para transformar o Red Hot Chili Peppers em um dos grandes nomes do rock mundial.

O álbum reúne uma série de canções marcantes, com destaque para The Power of Equality, Breaking the Girl, Suck My Kiss e Blood Sugar Sex Magik, além dos grandes sucessos Give It Away e Under the Bridge.

Além da importância do álbum para a história da banda, esta edição da coluna é uma oportunidade para observar o trabalho de Flea, um dos baixistas mais influentes da música popular contemporânea. Sua abordagem do contrabaixo combina elementos do funk, do rock e de outras tradições musicais, contribuindo de maneira decisiva para a identidade sonora do grupo.

Faixas

  1. The Power of Equality — 4:03
  2. If You Have to Ask — 3:37
  3. Breaking the Girl — 4:55
  4. Funky Monks — 5:23
  5. Suck My Kiss — 3:37
  6. I Could Have Lied — 4:04
  7. Mellowship Slinky in B Major — 4:00
  8. The Righteous and the Wicked — 4:08
  9. Give It Away — 4:43
  10. Blood Sugar Sex Magik — 4:32
  11. Under the Bridge — 4:24
  12. Naked in the Rain — 4:26
  13. Apache Rose Peacock — 4:43
  14. The Greeting Song — 3:14
  15. My Lovely Man — 4:39
  16. Sir Psycho Sexy — 8:17
  17. They're Red Hot — 1:11

Créditos

Todas as músicas foram escritas e compostas por Anthony Kiedis, Flea, John Frusciante e Chad Smith, exceto “They're Red Hot”, de Robert Johnson.

Músicos

  • Flea — contrabaixo, vocais de apoio, trompete, percussão e teclado
  • John Frusciante — guitarra, vocais de apoio e percussão
  • Anthony Kiedis — voz, percussão e guitarra base
  • Chad Smith — bateria

Músicos adicionais

  • Brendan O'Brien — Mellotron em “Breaking the Girl” e “Sir Psycho Sexy”
  • Gail Frusciante e seus amigos — coro em “Under the Bridge”
  • Pete Weiss — berimbau de boca em “Give It Away”

Vídeo

Confira o vídeo desta edição da coluna, no qual exploramos aspectos do álbum e do trabalho de Flea.




Ouça o álbum completo no Spotify e aproveite para revisitar um dos grandes discos do rock dos anos 1990.


Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

TWO-HANDED TAPPING – PARTE 2 - Estudos sobre Tríades Maiores e Menores

Olá, pessoal!

Nesta semana damos continuidade à nossa série sobre Two-Handed Tapping, nesta segunda aula avançaremos para a aplicação da técnica sobre tríades maiores e menores, desenvolvendo a coordenação entre as duas mãos e ampliando as possibilidades harmônicas no instrumento.

Enquanto a primeira aula apresentou os movimentos básicos de Tapping, Hammer-on e Pull-off, agora o foco passa a ser a construção de acordes e arpejos utilizando as duas mãos simultaneamente.

Exercício 1

Neste exercício, execute a fundamental e a terça maior com a mão esquerda, enquanto a mão direita toca a quinta justa e a oitava, utilizando os dedos indicador e médio, respectivamente.

Procure manter todas as notas com volume equilibrado e atenção ao sincronismo entre as duas mãos.

Exercício 2

Este exercício segue exatamente a mesma proposta do anterior, porém utilizando uma tríade menor.

A única alteração consiste na substituição da terça maior pela terça menor, permitindo ao estudante perceber as diferenças sonoras entre os dois tipos de tríades.

Exercício 3

Neste estudo, execute a fundamental com a mão esquerda e a quinta justa e a oitava com os dedos indicador e médio da mão direita.

Ao final da frase, utilize o dedo anelar da mão esquerda para executar a terça, completando a sonoridade do acorde.

Esse exercício exige maior independência entre as mãos e contribui para o desenvolvimento da coordenação motora necessária para a técnica de Two-Handed Tapping. 

Exercício 4

O quarto exercício repete a estrutura do exercício anterior, substituindo a tríade maior por uma tríade menor.

Estude lentamente, utilizando o metrônomo, procurando manter clareza na execução e igualdade de volume entre todas as notas.

Música de aplicação

Two Hands – Música 02

Nesta segunda música, os elementos técnicos estudados nos exercícios anteriores são aplicados em um contexto musical, permitindo desenvolver não apenas a técnica, mas também a musicalidade e a fluência da execução.

Two Hands Musica 02


Vídeo da aula 2

A seção Técnicas para Contrabaixo reúne estudos voltados ao desenvolvimento técnico e musical do instrumento. Os exercícios apresentados foram elaborados para auxiliar estudantes e profissionais na construção de uma técnica sólida, sempre associando os aspectos mecânicos à aplicação prática na música.

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Bons estudos e até a próxima publicação!

Fernando Tavares


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sugestão do Mês - Milton Nascimento - Angelus

Olá, pessoal!

Na Sugestão de Álbum deste mês, apresentamos uma das obras mais marcantes da música brasileira: Angelus, o 25º álbum de estúdio de Milton Nascimento, lançado em 1994.


O disco reúne um elenco extraordinário de músicos brasileiros e internacionais, consolidando-se como um dos trabalhos mais sofisticados da carreira de Milton. Entre os convidados estão nomes como Pat Metheny, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter, Jack DeJohnette, Jon Anderson, Peter Gabriel e James Taylor, artistas que contribuem para a riqueza sonora e a diversidade estética do álbum.

Entre os destaques está "Estrelada", com a participação de Jon Anderson, vocalista da banda Yes, cuja interpretação dialoga de forma sensível com a escrita melódica característica de Milton Nascimento.

Outro momento importante do álbum é a releitura de "Vera Cruz", que traz um belíssimo solo de Pat Metheny, sustentado pela marcante linha de baixo de Ron Carter e pela refinada condução rítmica de Jack DeJohnette.

Também merece destaque a nova versão de "Clube da Esquina nº 2", um dos clássicos do repertório de Milton Nascimento, reinterpretado com novos arranjos e uma atmosfera sonora que dialoga com a proposta estética do álbum.

Vídeo



Faixas 
01 - Seis Horas da Tarde (Milton Nascimento)
02 - Estrelada (Milton Nascimento - Márcio Borges) Participação: Jon Anderson
03 - De Um Modo Geral... (Milton Nascimento - Wilson Lopes)
04 - Angelus (Milton Nascimento)
05 - Coisas de Minas (Milton Nascimento - Wilson Lopes)
06 - Hello Goodbye (John Lennon - Paul McCartney)
07 - Sofro Calado (Milton Nascimento - Régis Faria) Participação: Robertinho Silva
08 - Clube Da Esquina, Nº2 (Milton Nascimento - Márcio Borges - Lô Borges)
09 - Meu Veneno (Milton Nascimento - Ferreira Gullar) Participação: Naná Vasconcelos
10 - Only A Dream In Rio (James Taylor - Versão: Fernando Brant) Participação: James Taylor
11 - Qualquer Coisa a Haver Com o Paraíso (Milton Nascimento - Flávio Venturini) Participação: Peter Gabriel
12 - Vera Cruz (Milton Nascimento - Márcio Borges)
13 - Novena (Milton Nascimento - Márcio Borges)
14 - Amor Amigo (Milton Nascimento - Fernando Brant) Participação: Pat Metheny e Herbie Hancock
15 - Sofro Calado (Milton Nascimento - Régis Faria)

Créditos
Milton Nascimento – vocais, sanfona, violão e piano.
Wayne Shorter - sax
Gil Goldstein – orquestra e regência
Jon Anderson – vocais
Túlio Mourão – teclado, piano
Hugo Fattoruso – acordeon, piano
João Baptista – baixo fretless, baixo
Wilson Lopes - guitarra e viola caipira
Robertinho Silva – percusão, bateria e concepção rítmica
Ronaldo Silva – percusão, bateria, efeitos, tamborim
Vanderlei Silva – percusão, efeitos, tamborim
Leonardo Bretas – vocais
Naná Vasconcelos – percusão e concepção rítmica
James Taylor – vocais, violão
Jeff Bova – teclados
Tony Cedras – acordeon
Anthony Jackson – guitarra "contrabass"
Chris Parker – bumbo
Peter Gabriel – vocais
Flávio Venturini – violão
Herbie Hancock – piano
Pat Metheny – guitarra, violão
Ron Carter – baixo
Jack Dejohnette – bateria

Angelus é um álbum que evidencia a capacidade de Milton Nascimento de integrar diferentes tradições musicais, reunindo grandes nomes da música internacional em um trabalho de profunda sensibilidade artística. Trata-se de uma obra indispensável para músicos, pesquisadores e apreciadores da música brasileira.

A seção Sugestão de Álbum apresenta obras que marcaram a história da música e que podem servir de inspiração para músicos, pesquisadores, professores e apreciadores. A cada edição, uma nova indicação para ampliar o repertório de escuta e incentivar novas experiências musicais.

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Fernando Tavares

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Leitura Recomendada - Jamey Aebersold - Como Improvisar Jazz e Tocar

A seção Leitura Recomendada apresenta indicações de livros que se destacam pela qualidade de seu conteúdo e pela contribuição que oferecem à formação de músicos, professores e pesquisadores.


Olá, pessoal!

A sugestão desta edição é um dos livros mais importantes já publicados sobre improvisação musical: Como Improvisar Jazz e Tocar, de Jamey Aebersold.

Reconhecida internacionalmente, a obra reúne um amplo conjunto de conceitos, exercícios, exemplos práticos e sugestões de repertório, oferecendo uma base sólida para o desenvolvimento da improvisação e para uma compreensão mais profunda dessa importante forma de expressão musical.

Com mais de 100 páginas, o livro é considerado uma referência indispensável para músicos que desejam aperfeiçoar suas habilidades de improvisação e ampliar seus conhecimentos sobre a linguagem do jazz.

Outro aspecto relevante é a presença de exercícios adaptados para instrumentos em Bb e Eb, além de exemplos escritos em Clave de Fá, voltados especialmente para contrabaixistas. Essas características tornam o material acessível a diferentes instrumentistas e extremamente útil tanto para estudantes quanto para músicos profissionais.

Graças à combinação entre explicações teóricas, exercícios e exemplos musicais, o livro constitui uma valiosa ferramenta de estudo para todos aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos em improvisação.

A seguir, apresentamos uma imagem com o índice da obra.

No vídeo desta postagem, apresento uma visão geral do livro, seu conteúdo e os motivos pelos quais ele permanece como uma das principais referências sobre improvisação.

Vídeo

Informações

Editora: Jamey Aebersold
Autor: Jamey Aebersold
Idioma: Português
Instrumentação: C, Bb, Eb e Clave de Fá

Site oficial (edição em inglês)

http://www.jazzbooks.com/mm5/merchant.mvc?Screen=PROD&Store_Code=JAJAZZ&Product_Code=V01DS


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terça-feira, 21 de julho de 2026

TWO-HANDED TAPPING: PRIMEIROS EXERCÍCIOS

Olá, pessoal!

Nesta semana, trazemos de volta uma matéria especial sobre Two-Handed Tapping, acompanhada de vídeo demonstrativo. A técnica, conhecida também como Two Hands, Tapping ou Touch Style, consiste na utilização das duas mãos diretamente sobre a escala do instrumento, ampliando as possibilidades melódicas e técnicas do contrabaixo.

A execução dessa técnica baseia-se, principalmente, em três movimentos fundamentais:

Tapping – Consiste em tocar uma nota na escala utilizando um dos dedos da mão direita. Geralmente é executado com o dedo indicador e indicado na partitura pelo símbolo +.

Hammer-on – Consiste em "martelar" a corda com um dos dedos da mão esquerda sobre a casa desejada, produzindo a nota sem um novo ataque. Pode ser indicado pelas abreviações H ou Ho.

Pull-off – Consiste em "puxar" levemente a corda com o mesmo dedo que executou o hammer-on, fazendo soar uma nota anterior. Esse movimento pode ser indicado pelas abreviações P ou Po.

Orientações de estudo

Inicie os exercícios utilizando o metrônomo em 40 bpm. À medida que adquirir segurança e precisão, aumente gradualmente a velocidade, buscando atingir 120 bpm, sempre que o andamento não estiver previamente indicado.

Exercício 1

Execute um tapping na nota Sol, realize um pull-off para a nota Ré e, em seguida, um hammer-on para a nota Mi. O exercício é realizado em tercinas (três notas por tempo). Repita o padrão em todas as cordas.

Exercício 2

Execute um tapping na nota Sol, faça um pull-off para a nota Mi e outro pull-off para a nota Ré. O exercício também é realizado em tercinas e deve ser repetido em todas as cordas.

Exercício 3

Execute um tapping na nota Sol, realize um pull-off para Ré, um hammer-on para Mi e finalize com um pull-off para Ré. O exercício é executado em semicolcheias (quatro notas por tempo) e deve ser repetido em todas as cordas.

Exercício 4 

Execute um tapping na nota Sol, faça um pull-off para Mi, outro pull-off para Ré e finalize com um hammer-on para Mi. O exercício é realizado em semicolcheias e deve ser repetido em todas as cordas.

Two Hands - Música 01


Vídeo



Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Transcrição - Apostrophe' Duo - Ventos da Liberdade - Parte 2

 

 

Olá pessoal!

Em 2023, lancei um EP com o Apostrophe' Duo e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Neste mês, temos a transcrição da música Ventos da Liberdade - Parte 2.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.



Ventos da Liberdade - Parte 2


Esta composição foi escrita e arranjada por Fernando Tavares e Lucas Fragiacomo. 

Transcrição

Página 01

Página 02

Página 03

Apostrophe' Duo: Ventos da Liberdade - Parte 2

Música por Fernando Tavares e Lucas Fragiacomo

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra

Gravado, produzido, mixado e masterizado por Clayton Souza na Insound Produtora!

Abraço e até a próxima coluna!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Baixistas do Rock - Parte 12


Olá, pessoal!

Nesta coluna, continuamos a falar sobre as técnicas e abordagens musicais de Cliff Burton.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Exercício 1

Neste primeiro exercício, trabalhamos uma frase inspirada na música The Four Horsemen, construída em tercinas e baseada na escala de Mi menor blues. O objetivo é desenvolver a precisão rítmica na subdivisão ternária e a familiaridade com o vocabulário típico do estilo.



Exercício 2

No segundo exercício, iniciamos o estudo do pizzicato com três dedos, técnica bastante utilizada no heavy metal e no thrash metal. Uma das principais dificuldades desse recurso está no fato de termos três dedos para executar quatro notas por tempo (semicolcheias). Por esse motivo, diversas combinações podem ser empregadas, sendo a mais comum a sequência anelar–médio–indicador. Observe que, ao manter essa sequência contínua, a primeira nota de cada grupo de quatro semicolcheias recairá sempre em um dedo diferente. Pratique lentamente e com atenção para consolidar a coordenação motora e a estabilidade rítmica.



Exercício 3

No terceiro exercício, mantemos a mesma sequência de dedos da mão direita, mas introduzimos variações na mão esquerda por meio de movimentos cromáticos. O foco aqui é integrar a independência das mãos, preservando a regularidade do ataque e a clareza das notas.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo inspirado na música Ride the Lightning, utilizando a semicolcheia como célula rítmica de referência. Procure manter o pulso firme e a articulação homogênea, evitando tensões desnecessárias na mão direita.



Ao longo destas duas colunas, exploramos diferentes aspectos da linguagem do contrabaixo no metal, desde a aplicação de levadas ternárias e influências do blues até o desenvolvimento técnico do pizzicato com dois e três dedos. Os exercícios propostos buscam não apenas aprimorar a coordenação motora e a precisão rítmica, mas também aproximar o estudo técnico do repertório real, permitindo que compreendamos como esses recursos aparecem na prática musical. A consolidação dessas habilidades contribui para maior segurança interpretativa, ampliação do vocabulário estilístico e melhor controle do instrumento em contextos de alta demanda rítmica.

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Transcrição - Apostrophe' Trio - Ilusões

 

Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Nesta semana, temos a transcrição da música Ilusões.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Ilusões


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Apostrophe' Trio: Ilusões

Música por Fernando Tavares

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraços e até a próxima coluna!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

EP - Apostrophe' Duo -Smoking Pipe

 

Olá, pessoal!

Em 2023, lançamos o novo EP do Apostrophe' em formato duo, chamado Smoking Pipe.

Ele está disponível em todas as plataformas de streaming. Alguns links para escutar o álbum são:

Spotify: https://open.spotify.com/album/0b1dKsSAhvrP6YoetxXXdV?si=Tqj_N4iuRJ62Kbupse_jVg

Deezer: https://deezer.page.link/NiiSzyV6Qp6pZZLcA

Apple: https://music.apple.com/us/album/apostrophe-duo-ep/1677683263

Youtube:

O EP "Smoking Pipe", do Apostrophe' Duo, é o segundo trabalho do projeto Apostrophe'. 

Desta vez o contrabaixista Fernando Tavares e o guitarrista Lucas Fragiacomo se reuniram para gravar um EP com quatro músicas, sendo três inéditas e uma regravação da faixa Apostrophe' em formato jazz.

Esse álbum foi composto no primeiro semestre de 2022 e registrado no início de 2023. 

As gravações possuem um clima ao vivo, pois o Duo procurou manter a sonoridade que conseguiu extrair nos ensaios. O álbum foi gravado no Insound Estúdio e é o primeiro a sair pela Insound Produtora, e contou com a produção de Clayton Souza. Mais sobre a produtora no link https://insoundprodutora.com/.

A capa foi criada pelo artista Pedro Terra, que utilizou um quadro do artista plástico Gilberto "Giba" Tavares como fonte principal.

O designer e o logo da banda foram feitos por Rommel Lima.


As faixas são:

1 - Smoking Pipe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

2 - Apostrophe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

3 - Sons da Mente III - Lucas Fragiacomo

4 - Ventos da Liberdade II - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo


O álbum está em todas as plataformas de streaming.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Baixistas do Rock - Parte 11


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Cliff Burton do Metallica e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


Pequena bio do Cliff Burton

Cliff Burton foi baixista do Metallica e um dos músicos mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1962, na Califórnia, destacou-se por sua abordagem musical sofisticada, incorporando ao metal elementos do rock progressivo, da música erudita e do blues. Seu estilo era marcado pelo uso expressivo de distorção, pela aplicação de técnicas pouco comuns ao baixo elétrico na época e por uma forte preocupação com a construção melódica das linhas de baixo. Além de instrumentista, Burton também contribuiu significativamente para o desenvolvimento composicional do Metallica em seus primeiros álbuns. Sua musicalidade e visão artística ajudaram a ampliar as possibilidades do contrabaixo no rock pesado, influenciando gerações de músicos.

Cliff Burton e alguns aspectos de sua linguagem musical serão abordados a seguir. Entre os elementos recorrentes em sua forma de tocar, destacam-se o uso de levadas com influência do blues, a aplicação de escalas pentatônicas com blue notes e a exploração de texturas timbrísticas por meio de efeitos. Nesta oportunidade, enfatizaremos a levada de shuffle, recurso que aparece em diversos contextos do rock e do blues e que também pode ser observado em passagens do repertório do Metallica.


Exercício 1

O shuffle é uma levada muito característica do blues e é construída a partir da subdivisão ternária do pulso, resultando na relação de uma semínima tercinada seguida de uma colcheia tercinada. Na escrita musical, costuma ser grafado com colcheias regulares, acompanhadas da indicação de que devem ser interpretadas em shuffle feel.

Exercício 2

Neste exercício, toque a nota Mi primeiro com colcheias regulares e, em seguida, execute o mesmo padrão utilizando o shuffle feel, a fim de perceber claramente a diferença entre as duas levadas.



Exercício 3

No terceiro exercício, temos a escala Pentatônica de Lá menor no primeiro compasso e, no segundo, a escala Blues de Lá menor. A escala Blues corresponde à pentatônica acrescida da quarta aumentada, conhecida como blue note, que geralmente funciona como nota de passagem e acrescenta tensão expressiva ao fraseado.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo extraído da música The Four Horsemen, construído a partir da levada em shuffle.


Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Transcrição - Apostrophe' Trio - Clima

 

Olá pessoal!

Em 2017, lancei um CD com o Apostrophe' Trio e disponibilizarei as transcrições aqui neste site ao longo deste ano.

Neste mês, temos a transcrição da música Clima.

É possível ouvir o álbum no Spotify, no YouTube ou em outras plataformas de streaming.

Youtube:



Clima


Esta composição foi escrita por Mozart Mello e cedida gentilmente por ele para o nosso álbum de estreia. A sua uma forma estrutural é composta por quatro partes distintas: A-A-B-A-B-C-D = solos-A-B-C.

Transcrição

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Apostrophe' Trio: Clima

Música por Mozart Mello

Performance:
Fernando Tavares: Contrabaixo
Lucas Barbosa Fragiacomo: Guitarra
Thiago Sonho: Bateria

Gravado, mixado e masterizado por Armando Leite no Estúdio Tecnoarte!
Produzido por Fernando Tavares

Abraço e até a próxima coluna!