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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Baixistas do Rock - Parte 12


Olá, pessoal!

Nesta coluna, continuamos a falar sobre as técnicas e abordagens musicais de Cliff Burton.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

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Exercício 1

Neste primeiro exercício, trabalhamos uma frase inspirada na música The Four Horsemen, construída em tercinas e baseada na escala de Mi menor blues. O objetivo é desenvolver a precisão rítmica na subdivisão ternária e a familiaridade com o vocabulário típico do estilo.



Exercício 2

No segundo exercício, iniciamos o estudo do pizzicato com três dedos, técnica bastante utilizada no heavy metal e no thrash metal. Uma das principais dificuldades desse recurso está no fato de termos três dedos para executar quatro notas por tempo (semicolcheias). Por esse motivo, diversas combinações podem ser empregadas, sendo a mais comum a sequência anelar–médio–indicador. Observe que, ao manter essa sequência contínua, a primeira nota de cada grupo de quatro semicolcheias recairá sempre em um dedo diferente. Pratique lentamente e com atenção para consolidar a coordenação motora e a estabilidade rítmica.



Exercício 3

No terceiro exercício, mantemos a mesma sequência de dedos da mão direita, mas introduzimos variações na mão esquerda por meio de movimentos cromáticos. O foco aqui é integrar a independência das mãos, preservando a regularidade do ataque e a clareza das notas.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo inspirado na música Ride the Lightning, utilizando a semicolcheia como célula rítmica de referência. Procure manter o pulso firme e a articulação homogênea, evitando tensões desnecessárias na mão direita.



Ao longo destas duas colunas, exploramos diferentes aspectos da linguagem do contrabaixo no metal, desde a aplicação de levadas ternárias e influências do blues até o desenvolvimento técnico do pizzicato com dois e três dedos. Os exercícios propostos buscam não apenas aprimorar a coordenação motora e a precisão rítmica, mas também aproximar o estudo técnico do repertório real, permitindo que compreendamos como esses recursos aparecem na prática musical. A consolidação dessas habilidades contribui para maior segurança interpretativa, ampliação do vocabulário estilístico e melhor controle do instrumento em contextos de alta demanda rítmica.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos DLK Music.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Baixistas do Rock - Parte 11


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Cliff Burton do Metallica e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Cliff Burton

Cliff Burton foi baixista do Metallica e um dos músicos mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1962, na Califórnia, destacou-se por sua abordagem musical sofisticada, incorporando ao metal elementos do rock progressivo, da música erudita e do blues. Seu estilo era marcado pelo uso expressivo de distorção, pela aplicação de técnicas pouco comuns ao baixo elétrico na época e por uma forte preocupação com a construção melódica das linhas de baixo. Além de instrumentista, Burton também contribuiu significativamente para o desenvolvimento composicional do Metallica em seus primeiros álbuns. Sua musicalidade e visão artística ajudaram a ampliar as possibilidades do contrabaixo no rock pesado, influenciando gerações de músicos.

Cliff Burton e alguns aspectos de sua linguagem musical serão abordados a seguir. Entre os elementos recorrentes em sua forma de tocar, destacam-se o uso de levadas com influência do blues, a aplicação de escalas pentatônicas com blue notes e a exploração de texturas timbrísticas por meio de efeitos. Nesta oportunidade, enfatizaremos a levada de shuffle, recurso que aparece em diversos contextos do rock e do blues e que também pode ser observado em passagens do repertório do Metallica.


Exercício 1

O shuffle é uma levada muito característica do blues e é construída a partir da subdivisão ternária do pulso, resultando na relação de uma semínima tercinada seguida de uma colcheia tercinada. Na escrita musical, costuma ser grafado com colcheias regulares, acompanhadas da indicação de que devem ser interpretadas em shuffle feel.

Exercício 2

Neste exercício, toque a nota Mi primeiro com colcheias regulares e, em seguida, execute o mesmo padrão utilizando o shuffle feel, a fim de perceber claramente a diferença entre as duas levadas.



Exercício 3

No terceiro exercício, temos a escala Pentatônica de Lá menor no primeiro compasso e, no segundo, a escala Blues de Lá menor. A escala Blues corresponde à pentatônica acrescida da quarta aumentada, conhecida como blue note, que geralmente funciona como nota de passagem e acrescenta tensão expressiva ao fraseado.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo extraído da música The Four Horsemen, construído a partir da levada em shuffle.


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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Baixistas do Rock - Parte 10


Olá, pessoal!

Nesta coluna, vamos estudar a técnica de pizzicato com base no baixista Steve Harris do Iron Maiden. Esta é a segunda coluna sobre o baixista.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Exercícios

Os três primeiros exercícios foram elaborados especificamente para o desenvolvimento do pizzicato. Inicie a prática utilizando dois dedos — abordagem bastante comum entre baixistas como Steve Harris. Somente passe para o uso de três dedos quando a execução rítmica estiver firme e controlada, adotando sempre a sequência: anelar, médio e indicador.

Exercício 1

Execute tercinas durante quatro tempos na nota A da corda Mi. Em seguida, toque quatro tempos na nota D da corda Lá, depois na nota G da corda Ré e, por fim, na nota C da corda Sol. Após concluir essa sequência ascendente, retorne pelo caminho inverso até a corda Mi, mantendo a regularidade rítmica e a alternância correta dos dedos.


Exercício 2

Repita o mesmo procedimento do exercício anterior, executando tercinas, porém realizando a mudança de nota a cada dois tempos. Mantenha atenção especial à consistência do tempo e à uniformidade da articulação.



Exercício 3

Novamente, mantenha a execução em tercinas e a mesma sequência de cordas, mas agora mudando de nota a cada tempo. Este exercício exige maior controle motor e precisão rítmica, portanto, pratique inicialmente em andamento lento, aumentando a velocidade gradualmente.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos um trecho da música Rime of the Ancient Mariner. Nele, o baixo executa uma frase de maior complexidade rítmica, baseada na divisão de três notas por tempo. Procure estudar o trecho lentamente, garantindo clareza na articulação e estabilidade do pulso antes de aumentar o andamento.



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segunda-feira, 30 de março de 2026

Harmonia - Aula 12 – Escalas Padrões – Parte 2


Olá, pessoal!

Nesta semana, temos a última aula de harmonia da primeira fase do nosso curso. Foram doze colunas, nas quais estudamos os intervalos, formação da escala maior, da menor natural, da menor harmônica e da menor melódica. Além disso, estudamos ideias para aplicarmos os estudos técnicos de maneira criativa, aliadas à compreensão de como funciona o sistema e com o objetivo de entender o que podemos utilizar em determinados momentos musicais.

Nesta coluna temos a continuação do estudo das escalas que vimos na aula 11, visando um estudo mais técnico para aplicação destas em frases para improvisação e composição.

Vamos aplicar o padrão melódico de quatro notas nas escalas maior e menor natural. Você pode aplicar também nas escalas, menor harmônica e menor melódica.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Estude este exercício com o auxílio de um metrônomo e tente tocar com precisão as quatro notas que estão dentro de um tempo. Comece em 60 bpm. E aumente de 4 em 4 conforme se sentir confortável.


Vídeo



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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 9


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Steve Harris do Iron Maiden e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Steve Harris

Steve Harris é baixista, compositor e fundador do Iron Maiden, uma das bandas mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1956, em Londres, Harris desenvolveu um estilo inconfundível, marcado por linhas de baixo melódicas, uso intenso de palhetadas alternadas com os dedos e forte presença rítmica. Além de assinar grande parte das composições do grupo, ele também atua na direção musical e visual da banda. Seu trabalho ajudou a definir a sonoridade do metal britânico dos anos 1980 e influenciou gerações de baixistas ao redor do mundo.

Steve Harris e suas principais características técnicas e rítmicas serão abordados. Alguns elementos que ele utiliza, principalmente a cavalgada, serão explorados em outra oportunidade. Optei por enfatizar a tercina, uma vez que a cavalgada já foi comentada em outras ocasiões, enquanto essa figura rítmica foi pouco explicada até agora.


Exercício 1

No primeiro exemplo, são apresentadas quiálteras de tercina. A quiáltera consiste em uma subdivisão rítmica irregular, devendo ser sempre indicada graficamente a alteração realizada.

Primeiro compasso: as semínimas, que normalmente ocupariam um tempo cada em um compasso de 2/4, são reorganizadas em três unidades no lugar de duas. Essa modificação é indicada pelo número “3” sobre o grupo.

Segundo compasso: a mesma lógica é aplicada às colcheias, configuração que corresponde ao uso mais comum das tercinas.

Terceiro compasso: o princípio é estendido às semicolcheias. No primeiro tempo, temos três tercinas de semicolcheia no lugar de duas; no segundo tempo, é possível substituir quatro semicolcheias por seis sextinas. Há, entretanto, uma diferença sutil entre essas duas formas de subdivisão.



Exercício 2 

No segundo exercício, execute as tercinas ao longo dos quatro tempos e, posteriormente, realize a mudança para a nota localizada na corda inferior. Inicie a prática em andamento lento e aumente gradualmente a velocidade, de forma controlada.


 

Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos as escalas de G maior e de E menor, ambas amplamente utilizadas por Steve Harris na construção de suas linhas melódicas. Caso você ainda não tenha familiaridade com o estudo de escalas, recomenda-se buscar a orientação de um professor, uma vez que esses conteúdos constituem elementos essenciais para o desenvolvimento musical. As escalas de G maior e de E menor possuem as mesmas notas: G, A, B, C, D, E e F#.



Exercício 4

No exercício 4, é apresentado um trecho de “Rime of the Ancient Mariner”, no qual o baixista executa a escala maior relativa a cada um dos acordes da progressão harmônica.


Concluindo, o estudo das linhas de Steve Harris evidencia como recursos rítmicos, como a tercina e a cavalgada, aliados ao uso consciente de escalas, podem gerar frases marcantes e altamente expressivas no contrabaixo elétrico. A análise desses elementos não apenas amplia o vocabulário técnico do instrumentista, como também desenvolve a percepção rítmica e melódica aplicada ao rock e ao heavy metal. A prática dos exercícios propostos oferece uma base sólida para compreender a estética musical de Harris e, ao mesmo tempo, contribui para a formação de uma linguagem própria por parte do estudante.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Harmonia - Aula 11 – Escalas – Padrões – Parte 1


Olá, pessoal!

Nesta semana, temos mais uma aula de harmonia. Seguimos com o estudo das escalas e, desta vez, iniciaremos um trabalho mais técnico, voltado à aplicação dessas escalas na construção de frases para improvisação e composição.

Nesta aula, aplicaremos as escalas maior e menor natural utilizando o padrão melódico de três notas. Você também pode estudar o mesmo padrão com as escalas menor harmônica e menor melódica.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Vídeo


Estude este exercício com o auxílio de um metrônomo e tente tocar com precisão as três notas que estão dentro de um tempo. Comece em 60 bpm e aumente de 4 em 4 conforme se sentir confortável.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Jaco Pastorius - Come On, Come Over


Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Come On, Come Over" do baixista Jaco Pastorius, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

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Abraços e até a próxima matéria!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Baixistas do Rock - Parte 8


Olá, pessoal!

Nesta coluna, apresentamos a segunda parte da coluna sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Nesta coluna, vamos explorar o elemento de articulação denominado slide, que consiste, basicamente, em arrastar um dos dedos da mão esquerda sobre a escala do braço do instrumento. As três maneiras mais comuns de se realizar o slide estão apresentadas nos três primeiros exercícios.

No primeiro exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, emitindo-a assim que alcançar essa nota. Tenha cuidado para não fazer soar o Si antes de articulá-lo com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso. Repita o exercício em todas as cordas.


Exercício 2

No segundo exercício, toque a nota Lá e arraste até a nota Si, sem emitir esta última com a mão direita. No segundo compasso, realize o movimento inverso.


Exercício 3

Neste exercício, trabalhamos um tipo de slide bastante comum: inicie o movimento do slide e, somente após isso, articule a nota com a mão direita. Nesse tipo de slide, a casa de origem é indiferente, pois o efeito sonoro produzido será o mesmo. No segundo compasso, articule a nota e, em seguida, deslize em direção descendente por meio do slide.



Exercício 4

Neste exercício, trabalhamos a linha de base da música “Purple Stain”, na qual são empregadas diversas formas de slide.


Concluindo, o slide constitui um importante recurso de articulação, capaz de ampliar as possibilidades expressivas do instrumento. A prática sistemática dos exercícios apresentados contribui para o desenvolvimento da coordenação entre as mãos, do controle sonoro e da consciência de movimento ao longo do braço do instrumento. Ao dominar as diferentes formas de slide, o músico passa a dispor de um vocabulário técnico mais rico para aplicação em contextos de improvisação, acompanhamento e composição.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Harmonia - Aula 10 - Escalas Menores - Parte 3


Olá, pessoal!

Nesta aula, damos continuidade aos estudos das escalas menores. Chegamos à décima aula de harmonia e, até aqui, já abordamos diversos temas, entre eles: intervalos, escala maior, aplicação de 5ª e 8ª, escala menor e menor harmônica. Agora, estudaremos a escala menor melódica, encerrando o primeiro ciclo de escalas fundamentais para os nossos estudos de harmonia no contrabaixo.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:
http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

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Escala Menor Melódica

A escala menor melódica distingue-se da escala menor natural pelo uso da sexta maior e da sétima maior. Essa escala apresenta uma forma descendente diferente da ascendente: ao subir, os intervalos são T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7M, enquanto, ao descer, correspondem aos da escala menor natural. Conhecer essa forma é importante para a condução de vozes, aspecto muito comum no trabalho de músicos arranjadores e compositores.

No jazz e no fusion, porém, a escala menor melódica costuma ser utilizada mantendo os mesmos intervalos tanto na forma ascendente quanto na descendente. Nesses contextos, ela também recebe o nome de escala menor bachiana.

Em nossa coluna, tratarei apenas da forma ascendente, na qual os tons e semitons estão organizados da seguinte maneira:



Agora temos a digitação da escala menor melódica.

Estudem a parte teórica e prática desta escala partindo de outras fundamentais.


Vídeo:



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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 7


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos duas matérias sobre o baixista Flea e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Flea

Flea, nome artístico de Michael Peter Balzary, é um dos baixistas mais influentes da história do rock. Fundador e integrante da banda Red Hot Chili Peppers, Flea é conhecido por seu estilo energético, que combina elementos de funk, punk, e rock alternativo. Ele é um mestre do slap bass, técnica que emprega com maestria em linhas melódicas e ritmicamente complexas. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, Flea é também um músico versátil, participando de colaborações em gêneros variados e explorando outros instrumentos, como o trompete.


Exercício 1

Flea utiliza variações rítmicas baseadas na subdivisão de semicolcheias. As três mais frequentes estão exemplificadas no primeiro exercício.

  1. Primeiro compasso: Pratique semicolcheias contínuas nos dois tempos para se habituar à subdivisão.
  2. Segundo compasso: A primeira ligadura une as duas primeiras semicolcheias, transformando-as em uma colcheia. O segundo tempo apresenta a célula escrita corretamente.
  3. Terceiro compasso: A ligadura une as duas semicolcheias do meio, com o segundo tempo demonstrando a escrita da célula.
  4. Quarto compasso: A ligadura conecta as duas últimas semicolcheias, e no segundo tempo vemos a célula correspondente.


Exercício 2

Este exercício apresenta o pré-refrão da música "Californication", exemplificando as variações rítmicas frequentemente utilizadas por Flea.


Exercício 3

Aqui trabalhamos as escalas de Fá maior e Ré menor, que compartilham as mesmas notas: F, G, A, Bb, C, D, e E.
No terceiro compasso, a escala é tocada na região que será explorada na música.


Exercício 4

Utilizando as escalas exemplificadas, podemos criar frases dentro da tonalidade. Em "This Velvet Glove", Flea explora a escala de Ré menor para construir linhas melódicas. Quando a harmonia atinge o acorde de Bb, ele utiliza a sonoridade da escala Lídia (quarto modo grego de Fá) para criar um efeito característico.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 3

Olá pessoal!

Nesta semana, damos continuidade à nossa série sobre os baixistas de Frank Zappa, com a terceira parte da matéria. Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Na terceira e última parte desta série de colunas, abordamos o período entre o final da década de 1970 e o começo dos anos 1980. Para esta fase, extraímos exemplos de três discos, que considero particularmente influentes e importantes desse período:

  • Zappa in New York (Patrick O'Hearn)
  • You Are What You Is (Arthur Barrow)
  • Sheik Yerbouti (Patrick O'Hearn)

Esses álbuns são marcos na carreira de Frank Zappa e trazem novos elementos de experimentação e inovação, continuando a evolução do trabalho do compositor e de seus baixistas.

Exemplo 1

O primeiro exemplo é extraído da música “Titties & Beer” e refere-se à base principal da música. A frase foi construída utilizando a escala de F# Dórico e uma aproximação cromática para a fundamental do acorde no quarto tempo.


Exemplo 2

No segundo exemplo, temos a base de voz da música “Doreen”. Este trecho foi construído utilizando a fundamental de cada acorde. No final da música, o baixista cria variações sobre os acordes utilizando a escala de F maior.


Exemplo 3

Este exemplo foi extraído da música “The Black Page” na versão do álbum Zappa In New York com o baixista Patrick O'Hearn. A música foi construída sobre um baixo pedal em Sol, e nesta versão, o baixista dobra algumas frases do tema, desviando-se um pouco dessa ideia. Perceba que o tema trabalha com algumas quiálteras de quintina e sextina, e a fórmula de compasso muda constantemente.



Exemplo 4

Este exemplo corresponde à introdução da música e foi construída utilizando a Pentatônica de Dó Maior. "Flakes" está no álbum Sheik Yerbouti.

-Zappa in New York (Patrick O’Hearn)


-You Are What You Is (Arthur Barrow)


-Sheik Yerbouti (Patrick O’Hearn)


Esta é a terceira e última parte da coluna sobre os baixistas de Frank Zappa. A intenção dessas colunas é destacar a importância dos músicos nas composições desse importante compositor. A maioria dos músicos que trabalharam com Zappa eram virtuoses em seus respectivos instrumentos e construíram carreiras sólidas após saírem de sua banda.

Estudem as músicas, as frases e as fórmulas de compasso utilizadas. Zappa compunha sem o auxílio de instrumentos, o que significava que suas composições não seguiam "shapes" nem "padrões", pois tudo era criado diretamente do que o compositor "ouvia" em sua mente. Por isso, sua música é extremamente complexa e de difícil execução.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Baixistas do Rock - Parte 6


Olá pessoal!

Nesta semana, apresentamos a segunda parte da coluna de rock sobre as técnicas e abordagens musicais de Geezer Butler. Lembrando que este baixista icônico é o terceiro em nossa lista, que anteriormente contou com Paul McCartney e Sting.

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Exercício 1

A appoggiatura (termo originalmente em italiano, também conhecido como apogiatura ou apojatura) é um dos elementos mais utilizados por Geezer para sofisticar suas frases.

A appoggiatura funciona como uma nota rápida que precede a nota principal. No primeiro compasso, mostramos como ela seria escrita na forma que soaria. Já no segundo compasso, apresentamos a maneira real como é escrita na partitura. Reparem que a appoggiatura aparece como uma nota de menor valor do que a original.


Exercício 2

Neste exercício, apresentamos o trecho final da música "Iron Man", com uma levada em semicolcheias.


Exercício 3

Aqui temos a introdução da música "War Pigs". O compasso é 12/8, e as semicolcheias soam em subdivisões de tercinas. Observem as appoggiaturas que aparecem ao longo do trecho.


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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 2


Olá pessoal!

Nesta semana, damos continuidade à matéria sobre os baixistas que tocaram com Frank Zappa. Para quem não leu a primeira coluna, aqui está o link dela: Os Baixistas de Frank Zappa - Parte 1

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Parte 2

A segunda parte da coluna sobre os baixistas de Frank Zappa abrange os anos de 1972 a 1975. Desta fase, os exemplos foram extraídos basicamente de três discos, que eu particularmente considero os mais influentes e importantes desta fase. Os discos são:

  • Apostrophe'
  • One Size Fits All
  • Roxy & Elsewhere
O baixista desta fase é Tom Fowler.

Thomas W. Fowler (n. 10 de junho de 1951, Salt Lake City, EUA) é um baixista e multi-instrumentista americano, mais conhecido pelo seu trabalho com Frank Zappa nos anos 1970.

Ele vem de uma família de músicos talentosos – os irmãos Bruce, Walt, Steve e Ed também tocaram com Zappa em diferentes momentos, formando uma espécie de “clã Fowler” dentro da cena fusion/rock experimental.

Tom se juntou à banda de Zappa em 1973, substituindo Alex Dmochowski (“Erroneous”), e permaneceu até 1975.

Seu estilo é uma fusão de rock, jazz e funk, com linhas de baixo altamente criativas e sólidas, que se encaixavam perfeitamente na escrita rítmica complexa e cheia de mudanças métricas de Zappa.
Após deixar a banda de Zappa, Fowler tocou com artistas como Jean-Luc Ponty, Steve Hackett (ex-Genesis) e outros nomes do jazz-rock. Ele também trabalhou como músico de estúdio em Los Angeles. 

Exemplo 1


O primeiro exemplo é extraído da música "Don't Eat The Yellow Snow" e refere-se à base principal da música. A frase foi construída sobre a fórmula de compasso 7/4, e Tom Fowler utilizou a Pentatônica de Ré Maior. No quinto compasso, inicia-se a linha de baixo sobre a qual Frank Zappa canta. Esta base segue a mesma fórmula de compasso, mas o baixista utiliza a fundamental e uma aproximação cromática de duas notas para construir a frase. O andamento é de 138 bpm.


Exemplo 2

No segundo exemplo, temos a base de voz da música "St. Alphonzo’s Pancake Breakfast". Este trecho foi construído utilizando a escala de Dó Mixolídio com a "blue note" na segunda aumentada. O trecho está em um andamento rápido, e a digitação da frase é complexa, com alguns saltos. Para aqueles que desejam conhecer mais a fundo as estruturas melódicas que Zappa construía, esta é uma ótima música para se estudar.



Exemplo 3


Este exemplo corresponde à base do solo e teclado de George Duke. A fórmula de compasso é 7/16, e foi utilizada a escala de Lá bemol Lídio sobre o acorde de Ab, além da escala de Sol menor sobre o acorde de Gm.


Exemplo 4


Esta música é instrumental e nela Zappa utiliza diversas fórmulas de compasso. O trecho escolhido para estudo é a parte posterior à introdução, onde as frases são feitas com os outros instrumentos sobre a escala de Mi maior. A partir do quinto compasso do exemplo, é utilizada a fórmula de 11/16.

Esta é a segunda parte da Bass Clinic sobre os baixistas de Frank Zappa, referente à fase de 1972 a 1975. Os dois primeiros exemplos são do álbum "Apostrophe'", o terceiro é de "One Size Fits All", e o quarto de "Roxy & Elsewhere". Vale ressaltar que seria injusto não recomendar, além destes três álbuns, o disco "Over-nite Sensation", gravado quase simultaneamente a esses. Pessoalmente, considero "One Size Fits All", junto com "Hot Rats", como uma das obras-primas desse genial compositor.

Segue abaixo os links dos álbuns no Spotify:


-Apostrophe’

-One Size Fits All

-Roxy & Elsewhere

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Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.