Olá, pessoal!
Nesta coluna, continuamos a falar sobre as técnicas e abordagens musicais de Cliff Burton.
Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.
Para obter mais informações, entrem em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com
Exercício 1
Neste primeiro exercício, trabalhamos uma frase inspirada na música The Four Horsemen, construída em tercinas e baseada na escala de Mi menor blues. O objetivo é desenvolver a precisão rítmica na subdivisão ternária e a familiaridade com o vocabulário típico do estilo.
No segundo exercício, iniciamos o estudo do pizzicato com três dedos, técnica bastante utilizada no heavy metal e no thrash metal. Uma das principais dificuldades desse recurso está no fato de termos três dedos para executar quatro notas por tempo (semicolcheias). Por esse motivo, diversas combinações podem ser empregadas, sendo a mais comum a sequência anelar–médio–indicador. Observe que, ao manter essa sequência contínua, a primeira nota de cada grupo de quatro semicolcheias recairá sempre em um dedo diferente. Pratique lentamente e com atenção para consolidar a coordenação motora e a estabilidade rítmica.
No terceiro exercício, mantemos a mesma sequência de dedos da mão direita, mas introduzimos variações na mão esquerda por meio de movimentos cromáticos. O foco aqui é integrar a independência das mãos, preservando a regularidade do ataque e a clareza das notas.
No quarto exercício, apresentamos um exemplo inspirado na música Ride the Lightning, utilizando a semicolcheia como célula rítmica de referência. Procure manter o pulso firme e a articulação homogênea, evitando tensões desnecessárias na mão direita.
Ao longo destas duas colunas, exploramos diferentes aspectos da linguagem do contrabaixo no metal, desde a aplicação de levadas ternárias e influências do blues até o desenvolvimento técnico do pizzicato com dois e três dedos. Os exercícios propostos buscam não apenas aprimorar a coordenação motora e a precisão rítmica, mas também aproximar o estudo técnico do repertório real, permitindo que compreendamos como esses recursos aparecem na prática musical. A consolidação dessas habilidades contribui para maior segurança interpretativa, ampliação do vocabulário estilístico e melhor controle do instrumento em contextos de alta demanda rítmica.




