quinta-feira, 7 de maio de 2026

Baixistas do Rock - Parte 11


Olá, pessoal!

Nesta coluna, iniciamos um conjunto de duas colunas sobre o baixista Cliff Burton do Metallica e suas técnicas e abordagens musicais.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Pequena bio do Cliff Burton

Cliff Burton foi baixista do Metallica e um dos músicos mais influentes da história do heavy metal. Nascido em 1962, na Califórnia, destacou-se por sua abordagem musical sofisticada, incorporando ao metal elementos do rock progressivo, da música erudita e do blues. Seu estilo era marcado pelo uso expressivo de distorção, pela aplicação de técnicas pouco comuns ao baixo elétrico na época e por uma forte preocupação com a construção melódica das linhas de baixo. Além de instrumentista, Burton também contribuiu significativamente para o desenvolvimento composicional do Metallica em seus primeiros álbuns. Sua musicalidade e visão artística ajudaram a ampliar as possibilidades do contrabaixo no rock pesado, influenciando gerações de músicos.

Cliff Burton e alguns aspectos de sua linguagem musical serão abordados a seguir. Entre os elementos recorrentes em sua forma de tocar, destacam-se o uso de levadas com influência do blues, a aplicação de escalas pentatônicas com blue notes e a exploração de texturas timbrísticas por meio de efeitos. Nesta oportunidade, enfatizaremos a levada de shuffle, recurso que aparece em diversos contextos do rock e do blues e que também pode ser observado em passagens do repertório do Metallica.


Exercício 1

O shuffle é uma levada muito característica do blues e é construída a partir da subdivisão ternária do pulso, resultando na relação de uma semínima tercinada seguida de uma colcheia tercinada. Na escrita musical, costuma ser grafado com colcheias regulares, acompanhadas da indicação de que devem ser interpretadas em shuffle feel.

Exercício 2

Neste exercício, toque a nota Mi primeiro com colcheias regulares e, em seguida, execute o mesmo padrão utilizando o shuffle feel, a fim de perceber claramente a diferença entre as duas levadas.



Exercício 3

No terceiro exercício, temos a escala Pentatônica de Lá menor no primeiro compasso e, no segundo, a escala Blues de Lá menor. A escala Blues corresponde à pentatônica acrescida da quarta aumentada, conhecida como blue note, que geralmente funciona como nota de passagem e acrescenta tensão expressiva ao fraseado.



Exercício 4

No quarto exercício, apresentamos um exemplo extraído da música The Four Horsemen, construído a partir da levada em shuffle.


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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Vídeo: Aplicando harmonia em composições próprias


Olá, pessoal! 

Já viram a série de vídeos que eu fiz com o meu amigo Mauricio Fernandes? 

Nela, falamos sobre diversos temas relacionados à música e aos estudos em geral. Este é o primeiro vídeo da série, no qual abordamos harmonia.

Curtam nossas redes e acompanhem o nosso trabalho; estaremos sempre postando novidades.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Vídeo


Informações:

Vídeo sobre harmonia com os músicos Mauricio Fernandes (guitarra) e Fernando Tavares (contrabaixo).
Filmado e editado por Renata Pereira.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Milton Nascimento - Clube da Esquina 2

Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música "Clube da Esquina 2" do cantor Milton Nascimento, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

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Abraços e até a próxima matéria!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Coluna de baixistas - O estilo de Jeff Berlin - Parte 2

Olá, pessoal!

Nesta semana temos no site a segunda parte da matéria sobre o estilo musical de Jeff Berlin. Nela, demonstramos diversos exemplos de linhas criadas pelo baixista e nas quais analisamos a parte harmônica, melódica e rítmica do estilo do músico.

Nessa coluna, damos sequência a coluna sobre Jeff Berlin com um material apresentado tem como base a matéria publicada em O Estilo de Jeff Berlin, na revista Bass Player Brasil, v. 22, p. 50–55, jul. 2013.

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

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Jeff Berlin

Nascido em 17 de janeiro de 1953, em Long Island, Nova York, Jeff Berlin é amplamente reconhecido como um dos maiores virtuoses do contrabaixo elétrico e uma das figuras centrais do jazz-rock/fusion. Dono de uma técnica notável, Berlin destaca-se pelo profundo domínio de harmonia e improvisação, além de ter explorado, especialmente no início de sua trajetória, recursos como o slap e a técnica de two hands.

James

Nesta versão desta belíssima música do guitarrista Pat Metheny, está transcrita a parte da melodia executada por Jeff Berlin no contrabaixo, utilizando diversos ornamentos e apresentando uma interpretação bastante interessante. Preste atenção nos ligados e slides indicados na transcrição. Vale a pena conhecer a melodia original e compreender como o baixista a interpreta de maneira sofisticada, modificando levemente os tempos e inserindo algumas notas adicionais. Todas as notas pertencem à escala do tom, que é Ré maior.


Joe Frazier (Round Two)

Esta música possui duas versões com pequenas diferenças: a primeira está no álbum do baterista Bill Bruford, e a segunda no álbum Pump It, de Jeff Berlin. Apesar das variações, ambas têm em comum o tema principal, transcrito neste exemplo. Nesse trecho, utiliza-se basicamente a escala de Mi Mixolídio com blue notes, conferindo uma sonoridade bem característica da música americana. A divisão rítmica base para a construção é a semicolcheia, e a digitação é bastante complexa.


Tears In Heaven

Belíssimo arranjo de Chord Melody (técnica em que se executam acordes e melodia simultaneamente), criado por Jeff Berlin para a música de Eric Clapton. A peça está na tonalidade de Mi maior, e o arranjo é construído a partir das notas dessa escala. Tente montar os acordes indicados na cifra, pois os dedilhados são realizados respeitando essas estruturas harmônicas. É necessária atenção especial à execução das melodias e frases criadas pelo baixista para enriquecer o arranjo. Observe também os elementos técnicos utilizados, como ligados, slides e alguns vibratos, característica marcante no fraseado de Berlin.


This Is Your Brain On Jazz

Esta melodia apresenta um grande desafio, pois o andamento é altíssimo e o baixista insere muitas pausas ao longo do trecho. Tenha cuidado com a execução e a fluidez das notas. Não foi anotada a harmonia, pois há apenas o baixo da melodia e um contrabaixo acústico executando o walking bass. As notas pertencem à escala de Fá maior, com exceção de um Dó sustenido, que aparece frequentemente como blue note.


Tokio Dream

Música do álbum homônimo do guitarrista Allan Holdsworth, na qual o baixista cria uma linha repleta de acordes e musicalidade. No primeiro trecho, exploram-se as notas dos acordes nos quatro primeiros compassos. A partir do compasso 5, o baixista utiliza a Penta Sus4 (segundo modelo das pentatônicas geradas pela Pentatônica Maior, também conhecida por alguns músicos como Híbrida) para construir a frase.

No compasso 10, inicia-se uma nova seção do tema. Além das ideias anteriores, o baixista explora dedilhados baseados nos modelos dos respectivos acordes, preenchendo a música de maneira bastante interessante. Vale ressaltar a importância de montar previamente os shapes dos acordes e, em seguida, tocar as notas conforme a ordem apresentada na tablatura. Esses dedilhados ocorrem nos compassos 11 ao 14.


Whisper Not

Mais uma famosa música de jazz interpretada por Berlin. Aqui está transcrita a melodia principal da peça. Vale aplicar as mesmas ideias discutidas nas outras melodias e compará-la com a versão original, percebendo as variações de execução e interpretação.


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