segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Harmonia - Aula 10 - Escalas Menores - Parte 3


Olá, pessoal!

Nesta aula, damos continuidade aos estudos das escalas menores. Chegamos à décima aula de harmonia e, até aqui, já abordamos diversos temas, entre eles: intervalos, escala maior, aplicação de 5ª e 8ª, escala menor e menor harmônica. Agora, estudaremos a escala menor melódica, encerrando o primeiro ciclo de escalas fundamentais para os nossos estudos de harmonia no contrabaixo.

Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:
http://www.femtavares.com.br/p/midiaimpressa-fernandotavares-sempre.html

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Escala Menor Melódica

A escala menor melódica distingue-se da escala menor natural pelo uso da sexta maior e da sétima maior. Essa escala apresenta uma forma descendente diferente da ascendente: ao subir, os intervalos são T, 2, 3m, 4, 5, 6, 7M, enquanto, ao descer, correspondem aos da escala menor natural. Conhecer essa forma é importante para a condução de vozes, aspecto muito comum no trabalho de músicos arranjadores e compositores.

No jazz e no fusion, porém, a escala menor melódica costuma ser utilizada mantendo os mesmos intervalos tanto na forma ascendente quanto na descendente. Nesses contextos, ela também recebe o nome de escala menor bachiana.

Em nossa coluna, tratarei apenas da forma ascendente, na qual os tons e semitons estão organizados da seguinte maneira:



Agora temos a digitação da escala menor melódica.

Estudem a parte teórica e prática desta escala partindo de outras fundamentais.


Vídeo:



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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Transcrição exclusiva para alunos - Allan Holdsworth - Letters of Marque


Olá, pessoal!

Nesta semana, apresento a transcrição e a explicação da linha de baixo da música “Letters of Marque”, do guitarrista Allan Holdsworth, disponível para os alunos do meu curso de contrabaixo, tanto na modalidade presencial quanto on-line.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem:
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Bons estudos e até a próxima coluna!

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Abraços e até a próxima matéria!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Genesis - Selling England by the Pound


Olá, pessoal!


Nesta semana, trago uma coluna especial que escrevi para a edição nº 54, de março de 2007, da antiga revista Coverbaixo, na qual analiso as principais características das linhas de baixo do álbum Selling England by the Pound, da banda Genesis, com o baixista Mike Rutherford.

Este artigo integra minha coleção de estudos sobre contrabaixo, teoria musical e análise musical.

Para conferir outros trabalhos e artigos que publiquei, acesse:

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Caso tenha interesse em mais informações, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com


O Genesis e o álbum Selling England by the Pound

O Genesis foi formado na Inglaterra, em 1967, por Peter Gabriel (vocal, flautas, percussão e oboé), Mike Rutherford (contrabaixo, guitarra e cítara) e Tony Banks (órgão, guitarra, piano e teclado). Com aproximadamente 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, o grupo é considerado um dos trinta maiores artistas de todos os tempos.

A banda destacou-se por mais de três décadas e é conhecida por duas fases musicais distintas. Na fase inicial da carreira, durante a década de 1970, tornou-se uma das bandas mais reverenciadas do rock progressivo por apresentar estruturas musicais complexas, instrumentação elaborada e performances de forte caráter teatral. Obras clássicas desse período incluem os álbuns Nursery Cryme, Foxtrot e Selling England by the Pound (1973), o primeiro a alcançar o mercado norte-americano. A partir da década de 1980, sua produção passou gradualmente a dialogar com o universo pop, tornando o grupo mais acessível ao grande público.

O álbum analisado nesta coluna, Selling England by the Pound, é composto por oito faixas e apresenta grande riqueza musical: referências à música erudita, compassos alternados, duetos instrumentais e extensas seções instrumentais. O disco conta com Steve Hackett (guitarras) e Phil Collins (bateria, percussão, backing vocals e vocal em “More Fool Me”), além de Mike Rutherford, Peter Gabriel e Tony Banks.


O baixista inglês Mike Rutherford (nascido Michael John Cleote Crawford Rutherford, em 2 de outubro de 1950, em Guildford, Surrey), além do contrabaixo, toca também guitarra e cítara neste álbum. Por esse motivo, alguns trechos não apresentam linhas de baixo. Sua escrita para o instrumento é conhecida pela precisão técnica, pela construção melódica detalhada e pelo caráter inovador.

As faixas que compõem o álbum são:

“Dancing with the Moonlit Knight”, “I Know What I Like (In Your Wardrobe)”, “Firth of Fifth”, “More Fool Me”, “The Battle of Epping Forest”, “After the Ordeal”, “The Cinema Show” e “Aisle of Plenty”.


Análises

Dancing with the Moonlit Knight

A música abre o álbum de forma marcante, com vários trechos em contraponto, inclusive na base da voz. O trecho analisado corresponde ao dueto entre baixo e teclado que ocorre por volta de 4’59’’. As fórmulas de compasso mudam ao longo do trecho e exigem atenção do intérprete. Sem uma harmonia fixa definida, as frases são realizadas em uníssono sobre a escala de Sol maior, com ocorrências de cromatismo nas passagens.


The Battle of Epping Forest

A quinta faixa apresenta uma linha de baixo muito bem construída, com frases de execução bastante complexa. O trecho transcrito corresponde à base da voz e inicia-se em 1’13’’. A levada foi criada sobre a fórmula de compasso 7/4 e está estruturada na escala de Si maior, alternando-se com outras frases ao longo dos trechos cantados.


I Know What I Like (In Your Wardrobe)

Esta é a música mais conhecida do álbum. Embora simples em sua construção formal, apresenta um refrão marcante e uma linha de baixo muito bem elaborada por Mike Rutherford. Nos dois primeiros compassos, o baixista utiliza a escala de Lá mixolídio e, nos terceiro e quarto, a escala de Ré maior. As células rítmicas são baseadas em subdivisões em semicolcheias.


Firth of Fifth

O trecho analisado está na tonalidade de Si bemol e corresponde à base do tema do teclado, iniciando-se por volta de 4’33’’. A interpretação exige domínio de leitura musical, uma vez que a passagem está escrita na fórmula de compasso 13/16. No segundo compasso, o baixo realiza aproximações cromáticas com oitavas.


A análise de Selling England by the Pound evidencia o papel central desempenhado por Mike Rutherford na consolidação de uma abordagem refinada para o contrabaixo no rock progressivo. Suas linhas combinam precisão rítmica, elaboração melódica e integração orgânica com a estrutura formal das músicas, contribuindo de maneira decisiva para a identidade sonora do Genesis nesse período.

O álbum revela um momento de maturidade artística do grupo e oferece material de grande valor para estudantes, pesquisadores e instrumentistas interessados no papel do contrabaixo na música popular. Espera-se que esta leitura estimule novas escutas atentas e o aprofundamento analítico da obra de Rutherford, reafirmando a relevância do contrabaixo elétrico na construção estética do rock progressivo.


Link do álbum para escutar


Espero que esta coluna contribua para uma escuta mais atenta das linhas de baixo de Mike Rutherford neste grande clássico do rock progressivo.

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Bons estudos e até a próxima coluna!

Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

EP - Apostrophe' Duo - Smoking Pipe

 

 

 Olá, pessoal!

Em 2023, lançamos o novo EP do Apostrophe' em formato duo, chamado Smoking Pipe.

Ele está disponível em todas as plataformas de streaming. Alguns Links para escutar o álbum são:

Spotify: https://open.spotify.com/album/0b1dKsSAhvrP6YoetxXXdV?si=Tqj_N4iuRJ62Kbupse_jVg

Deezer: https://deezer.page.link/NiiSzyV6Qp6pZZLcA

Apple: https://music.apple.com/us/album/apostrophe-duo-ep/1677683263

Youtube:

O EP Smoking Pipe do Apostrophe' Duo é o segundo trabalho do projeto Apostrophe'. 

Desta vez o contrabaixista Fernando Tavares e o guitarrista Lucas Fragiacomo se reuniram para gravar um EP com quatro músicas, sendo três inéditas e uma regravação da faixa Apostrophe' em formato Jazz.

Esse álbum foi composto no primeiro semestre de 2022 e registrado no início de 2023. 

As gravações possuem um clima ao vivo, pois o Duo procurou manter a sonoridade que conseguiu extrair nos ensaios. O álbum foi gravado no Insound estúdio e é o primeiro a sair pela Insound Produtora e contou com a produção de Clayton Souza, mais sobre a produtora no link https://insoundprodutora.com/.

A capa foi criada pelo artista Pedro Terra que utilizou um quadro do artista plástico Gilberto "Giba" Tavares como fonte principal.

O designer e o logo da banda foram feitos por Rommel Lima.


As faixas são:

1 - Smoking Pipe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

2 - Apostrophe - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo

3 - Sons da Mente III - Lucas Fragiacomo

4 - Ventos da Liberdade II - Fernando Tavares / Lucas Fragiacomo


O álbum está em todas as plataformas de streaming.