Fernando Tavares

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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

TRANSCRIÇÃO DO MÊS - Tower of Power - Soul With a Capital “S”

 

Por Fernando Tavares

Olá, pessoal!

Nesta semana, disponibilizamos gratuitamente no site a transcrição comentada da linha de baixo de “Soul with a Capital ‘S’”, da banda Tower of Power, interpretada pelo genial baixista Francis “Rocco” Prestia.

Tower of Power – Soul with a Capital “S”

  • Álbum: T.O.P. (1993)

  • Baixista: Francis “Rocco” Prestia

  • Transcrição: Fernando Tavares

  • Texto revisado em 2024. Publicado originalmente na revista Bass Player Brasil.

Esta transcrição integra um acervo com mais de mil linhas de baixo, disponibilizadas como material de apoio para minhas aulas de contrabaixo, presenciais e on-line.

Para obter mais informações sobre os cursos, entre em contato pelo e-mail: femtavares@gmail.com.


O Tower of Power é conhecido por seus grooves excepcionais e por uma cozinha extremamente entrosada, marcada pelo bom gosto musical. Uma das formações mais aclamadas da música internacional, a banda conta com nomes como David Garibaldi, na bateria, e o genial Francis “Rocco” Prestia, no baixo.

A música escolhida para esta transcrição pertence ao álbum T.O.P., de 1993, e conta com o talentoso Russ McKinnon na bateria. Como vocês poderão perceber, o trabalho e o entrosamento entre baixo e bateria continuam apresentando um nível bastante elevado.

A música está no tom de Ré maior (D) e é construída, em sua maior parte, sobre um único groove, bastante marcado e de difícil execução. Na introdução, o baixista acentua apenas a última nota da frase, executando a fundamental de cada acorde. Esse trecho retorna no compasso 50 da transcrição.

O groove principal é apresentado nos compassos 7 e 8 e consiste em duas frases. A primeira é construída com a fundamental, a quinta e a sétima do acorde de D7. A segunda utiliza a fundamental, a terça grave e uma aproximação cromática de duas notas em direção ao Ré (D).

Preste atenção às notas abafadas utilizadas nesse trecho: elas farão toda a diferença na execução. Vale destacar também uma característica importante da técnica de Rocco Prestia. O baixista utiliza um timbre bastante abafado, semelhante ao som obtido com o Palm Muting, técnica associada ao lendário Bernard Edwards. Entretanto, Prestia consegue esse resultado encostando o dedo anelar da mão esquerda à frente da nota executada com o dedo médio da mesma mão.

Para quem ainda não conhece essa técnica, vale a pena pesquisar. Vocês perceberão que, durante boa parte do tempo, seus grooves são executados utilizando apenas um dedo da mão esquerda.

A base da voz é construída integralmente a partir da segunda frase do groove principal.

O pré-refrão é o único trecho que apresenta uma construção diferente do groove principal. Nele, temos uma frase-padrão que utiliza a fundamental, a quinta e a oitava dos respectivos acordes.

No refrão (compassos 28 a 34), o groove principal é repetido em sua totalidade, mas com pequenas variações no fraseado. Ao final desse trecho, temos também a ponte, construída a partir do mesmo groove.

Estude esse groove com calma e procure ser o mais preciso possível na execução. Experimente também estudar a técnica de Rocco Prestia, pois ela poderá ser muito útil para explorar frases com timbres diferentes daqueles tradicionalmente utilizados no contrabaixo.

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Este artigo faz parte da minha coleção, que reúne diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir outros trabalhos e artigos publicados ao longo dos anos, acesse:

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Fernando Tavares utiliza cordas Giannini e cabos Datalink.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

TWO-HANDED TAPPING – PARTE 4 - Tapping com Múltiplos Dedos da Mão Direita

Olá, pessoal!

Nesta semana damos continuidade à nossa série sobre Two-Handed Tapping, nesta quarta aula ampliaremos as possibilidades da técnica com a utilização de mais de um dedo da mão direita.

Até aqui, os exercícios exploraram principalmente o uso do dedo indicador para a execução dos tappings. Nesta etapa, passaremos a utilizar diferentes combinações entre os dedos da mão direita, permitindo a execução de acordes mais completos, arpejos mais amplos e novas possibilidades de fraseado.

Antes de iniciar os exercícios, é importante compreender a nomenclatura utilizada nesta aula.


Nomenclatura

Para identificar qual dedo da mão direita deverá executar cada nota, será utilizada a seguinte convenção:

  • +1 – Tapping com o dedo indicador
  • +2 – Tapping com o dedo médio
  • +3 – Tapping com o dedo anelar
  • +4 – Tapping com o dedo mínimo

Essa nomenclatura facilita a leitura dos exercícios e torna mais clara a distribuição das notas entre os dedos da mão direita.


Exercício 1

Neste exercício, execute a fundamental do acorde com um dos dedos da mão esquerda — preferencialmente o dedo indicador.

Em seguida, execute as demais notas da tríade utilizando os dedos da mão direita indicados na partitura.

O estudo explora diferentes combinações intervalares da tríade de Dó maior (C), desenvolvendo a independência entre os dedos da mão direita e o controle da sonoridade dos acordes.

Procure tocar todas as notas com intensidade equilibrada, mantendo a clareza da articulação.

Exercício 2

O segundo exercício mantém a mesma proposta do anterior, ampliando a estrutura harmônica para a tétrade de Dó com sétima maior (Cmaj7).

A inclusão da sétima maior exige maior precisão na distribuição das notas entre os dedos da mão direita e amplia as possibilidades sonoras da técnica de Two-Handed Tapping.

Estude lentamente no início, priorizando a limpeza da execução e o sincronismo entre as duas mãos.

Música de aplicação

Two Hands – Música 04

Nesta quarta música da série, os conceitos apresentados ao longo da aula são aplicados em um contexto musical, permitindo desenvolver a técnica dentro de uma situação prática.

Procure identificar como os diferentes dedos da mão direita são utilizados para construir acordes e padrões melódicos, observando a fluidez da execução.

Orientações de estudo

Inicie os exercícios utilizando o metrônomo em 60 bpm.

À medida que adquirir segurança e precisão, aumente gradualmente a velocidade, buscando atingir 120 bpm, sempre preservando a clareza das notas e a regularidade rítmica.

Inicie os estudos sempre com o metrônomo em 60bpm, e aumente quando sentir-se confortável, procurando chegar a 120bpm, quando não estiver indicado o andamento.

Vídeoaula



A seção Técnicas para Contrabaixo reúne estudos voltados ao desenvolvimento técnico e musical do instrumento. Os exercícios apresentados foram elaborados para auxiliar estudantes e profissionais na construção de uma técnica sólida, sempre associando os aspectos mecânicos à aplicação prática na música.

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Fernando Tavares

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

King Crimson - Discipline

Olá, pessoal!

Estamos de volta para mais uma matéria, na qual falamos sobre um álbum ou um baixista. Neste mês, temos as linhas de contrabaixo do álbum Discipline, do King Crimson, analisadas para os leitores do site.

    Fonte da imagem: https://images.app.goo.gl/sTMTQtrxCkGezHk47

Este álbum marca o retorno do King Crimson aos estúdios após sete anos sem lançar material inédito. A relevância da banda no cenário do Rock Progressivo é marcante. O grupo lançou alguns dos grandes clássicos do gênero, como In the Court of the Crimson King, Larks' Tongues in Aspic e Red, entre 1969 e 1974. Após uma pausa nas atividades, a banda retornou com o álbum Discipline, que se tornou um clássico não apenas pela mudança na sonoridade do grupo, mas também pela criação de possibilidades sonoras que exploravam recursos até então pouco utilizados pela banda, tanto pelo emprego de instrumentos e recursos tecnológicos para a criação de novos timbres quanto pela execução das músicas com instrumentos pouco convencionais.

Outras características marcantes deste álbum são o trabalho dos guitarristas Robert Fripp e Adrian Belew, que executam linhas de guitarra em contraponto e exploram procedimentos polirrítmicos, e a atuação do baterista Bill Bruford, que apresentou inovações tecnológicas para a bateria, utilizando pads com controladores, além de sua conhecida habilidade na execução de compassos alternados.

Quanto ao que nos cabe nesta matéria, que é o trabalho do excepcional baixista Tony Levin, vale destacar que ele não apenas esteve na vanguarda de novas formas de tocar contrabaixo na música popular, como também ajudou a difundir, com este álbum, a técnica de Two-Handed Tapping e um instrumento pouco usual na época: o Chapman Stick de 12 cordas.

Análises

O álbum tem duração de aproximadamente 42 minutos e é formado por sete faixas.

Exemplo 1

Na primeira faixa, “Elephant Talk”, o groove principal da música é executado no Stick utilizando a técnica de Two Hands, e Levin emprega bastante swing nessa levada. Os sons de elefante que aparecem na música são produzidos pela guitarra de Belew.

No Exemplo 1, está transcrito o groove principal da música. Ele foi transposto para o contrabaixo de seis cordas, e o baixista constrói a frase utilizando os intervalos de F, ♭3 e 6 sobre o acorde de Am e F, 3 e 7 sobre o acorde de E7. Prestem atenção ao vibrato realizado no último tempo do compasso. 

Exemplo 2

No Exemplo 2, temos a base do segundo solo de guitarra, que ocorre por volta de 3:26. O trecho foi adaptado para o contrabaixo de cinco cordas e é construído utilizando F, 5, 6 e 7 do acorde.

A nota Fá, que aparece no quarto compasso, funciona como uma aproximação cromática.

Exemplo 3

Em “Frame by Frame”, Levin utiliza novamente o Stick. A base da voz desta música é construída em um compasso de 7/4.

O Exemplo 3 apresenta o interlúdio da música, que começa por volta de 0:37 e retorna outras duas vezes, em 2:12 e 3:49. O trecho foi transposto para o contrabaixo de cinco cordas e é construído com diversos slides, além das semicolcheias no último tempo de cada compasso, que soam quase percutidas devido à alta velocidade da frase.

Este trecho apresenta uma característica harmônica muito presente nas músicas do King Crimson: a harmonia modal. A frase está em C#m e se repete um tom e meio acima, em Em; novamente um tom e meio acima, em Gm; e, posteriormente, meio tom acima, em G#m.

Exemplo 4

Em “Matte Kudasai”, Levin utiliza um contrabaixo de quatro cordas e constrói uma levada bastante simples.

O aspecto interessante dessa linha está no acento sobre o tempo fraco, além do uso da tercina de semínima. No último tempo, é realizada uma passagem utilizando F, 2, ♯2 (blue note) e 3 do acorde. 

Exemplo 5

A faixa “Indiscipline” é mais uma gravação na qual Levin utiliza o Stick.

A frase principal, apresentada no Exemplo 5, está em compasso 4/4 e não apresenta maiores dificuldades técnicas. O grande desafio aparece no refrão da música, quando a estrutura rítmica dessa primeira frase é executada com a mão direita, utilizando F e 3 do acorde de A, enquanto a mão esquerda realiza uma linha em 5/4.

Essa linha é apresentada no Exemplo 6. Temos, portanto, uma situação bastante interessante: Levin realiza uma espécie de polirritmia consigo mesmo, combinando diferentes organizações métricas entre as duas mãos.

Vejam a linha completa no Exemplo 7 e reparem que a nota forte — Lá, na 12ª casa da corda Lá — coincide com o primeiro tempo apenas quando é tocada no primeiro compasso.

Exemplo 6

Exemplo 7

Exemplo 8

Em “Thela Hun Ginjeet”, a base para a linha vocal é construída utilizando a técnica de Slap, como apresentado no Exemplo 8.

Foram utilizadas a fundamental, a quarta e a sétima para a construção da frase. Também são empregados dois ligados cromáticos, um ascendente e outro descendente, em direção a essas notas.

No segundo tempo, aparecem duas notas abafadas: uma executada com Thumb e outra com Plucked. Por fim, no quarto tempo do último compasso, há uma aproximação cromática em direção à fundamental do acorde.

Exemplo 9

“The Sheltering Sky” é, em termos técnicos para o contrabaixo, a música mais simples do álbum. A linha é construída utilizando a fundamental de cada acorde.

Fiquem atentos, entretanto, aos contratempos utilizados pelo baixista na construção da linha. O trecho foi transposto para o contrabaixo de quatro cordas, mas, para quem possui um contrabaixo de cinco cordas, vale experimentar tocar o Dó sustenido uma oitava abaixo.

Exemplo 10

A última faixa do álbum, “Discipline”, é a música mais difícil de executar no contrabaixo.

No Exemplo 10, temos a linha de contrabaixo na primeira pauta e a linha principal de guitarra, transposta para o contrabaixo, na segunda pauta. Dessa maneira, podemos compreender melhor a construção da linha.

Enquanto a base da música é construída em um compasso de 5/4, a linha de Levin utiliza a técnica de Two Hands em um compasso de 9/16. Observem que a segunda passagem da frase começa no contratempo do terceiro tempo do segundo compasso.

As notas utilizadas para a construção da frase foram retiradas da escala Blues de Lá menor, uma pentatônica acrescida da blue note ♯4 (D♯), utilizada como nota de passagem no meio da frase.

O ideal é estudar a frase até memorizá-la e, posteriormente, tentar executá-la junto com a gravação.

Considerações finais

Este disco modificou o conceito sonoro de diversas bandas nos anos posteriores ao seu lançamento, influenciando grupos como Primus e Dream Theater, entre outros.

Discipline apresentou novos instrumentos e novas possibilidades sonoras e, além de tudo, é executado por quatro músicos de enorme experiência musical. Trata-se realmente de um clássico, resultado de uma combinação de experiência, experimentação e domínio técnico.

O álbum mantém o alto padrão de qualidade associado à produção do King Crimson na década de 1970, ao mesmo tempo em que flerta com diferentes vertentes da música, como o Rock Progressivo, a New Wave e o Pop, entre outras. O resultado é uma identidade sonora própria, que passou a acompanhar a trajetória do King Crimson nas décadas seguintes.

Esta matéria é gratuita e permanece disponível no ambiente virtual para os alunos dos meus cursos de contrabaixo, teoria, harmonia e análise.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Teoria e Análise: Modelos harmônicos e o estudo da improvisação no Jazz e no Fusion

 

Olá, pessoal!

Nesta semana, damos continuidade à nossa coluna de Teoria e Análise. Diferentemente das outras colunas deste blog, nas quais apresento estudos teóricos e práticos sobre os assuntos abordados, neste espaço buscamos refletir sobre os conteúdos e instigar novas pesquisas por parte dos leitores.

Ao longo da minha carreira, deparei-me diversas vezes com diferentes “padrões” de análise, como a harmonia funcional, as teorias tradicionais e outros modelos conhecidos e estudados pelos músicos.

Em 2017, fui apresentado, no LAMUS, à teoria de Robert Gjerdingen, que envolve os esquemas contrapontísticos do período galante — veja a coluna anterior, na qual apresentamos algumas referências bibliográficas sobre o assunto. A partir desse contato, comecei a refletir sobre a possibilidade de utilizar outros modelos, para além dos mais tradicionais, na análise da música popular como um todo.

Vamos começar pelo Jazz e pelo Fusion, a partir da minha experiência com o estudo desses estilos.

Entre os diversos autores que estudei, dois me chamaram especialmente a atenção, e busquei me aprofundar nas propostas apresentadas por eles. O primeiro foi Jamey Aebersold, autor do seminal Como Improvisar Jazz e Tocar —  veja a coluna sobre este livro aqui  — e, posteriormente, de uma extensa coleção de livros sobre o estilo — veja os livros para compra neste link. Nessas obras, o autor demonstra a aplicação de escalas e arpejos sobre sequências harmônicas e standards de jazz.

O segundo autor foi Mozart Mello, com quem tive a oportunidade de conviver não apenas como aluno, mas também como amigo e sócio. Ao longo desse período, tivemos extensas conversas sobre a música em toda a sua dimensão — você pode conferir os seus cursos aqui.

Em ambos os autores, chamou-me a atenção a semelhança com o modelo de ensino e estudo do período galante. Em outras palavras, encontramos a construção de protótipos sonoros — harmônicos, no caso do Jazz, e contrapontísticos, no caso do estilo galante — que serviam como base para a construção composicional e para a prática musical em ambos os universos.

Obviamente, não estou dizendo que exista uma conexão direta entre esses dois universos musicais, muito menos que os músicos de Jazz tenham se inspirado diretamente nos músicos do período galante. O que realmente quero dizer é que a criação e a utilização de esquemas constituem processos recorrentes na transmissão do conhecimento musical. O uso desses modelos faz parte, inclusive, de formas de transmissão de conhecimento “informais” entre músicos. Em outras palavras, trata-se de um código que o músico precisa dominar para transitar pelas sonoridades que deseja produzir.

Assim, sugiro que vocês não apenas observem o conteúdo apresentado por esses dois professores que citei, mas que procurem compreender também aquilo que está nas entrelinhas de seus escritos e métodos:

Pratiquem exaustivamente os protótipos musicais e busquem ampliá-los por meio da utilização de diferentes ferramentas sonoras, que poderão transformar positivamente a sua sonoridade.

John Coltrane (23 de setembro de 1926 — 17 de julho de 1967) dominou o estudo da forma Blues — como podemos observar em Mr. P.C. e Equinox — e dos standards, explorando suas sequências harmônicas, como o ii–V–I, tão recorrente no Jazz.

Após anos de prática sobre esses esquemas, o músico passou a buscar novas possibilidades e a explorar outras sonoridades, como aquelas apresentadas pelo músico e teórico Nicolas Slonimsky no livro Thesaurus of Scales and Melodic Patterns.

Esse estudo contribuiu para que Coltrane alcançasse um patamar de exploração sonora que o coloca entre os grandes nomes do Jazz. Sua sonoridade pode parecer inalcançável para muitos músicos, mas podemos compreender parte desse desenvolvimento a partir de um processo contínuo de estudo e experimentação sobre modelos de fraseado e esquemas harmônicos recorrentes no estilo.

Em suma, o que pretendo demonstrar para vocês é a necessidade de compreender os esquemas do Jazz e do Fusion e estudá-los progressivamente, desde as formas mais tradicionais até os modelos mais modernos.

Assim, aconselho ao aluno iniciante ou intermediário na prática da improvisação que estude exaustivamente arpejos, escalas e frases dentro de alguns dos esquemas básicos do repertório:

  • V7 – I ou V7 – i
  • ii – V7 – I ou iiø – V7 – i
  • Blues Maior
  • Blues Menor
  • ii – V7/III – III – VI – iiø – V7 – i – % (abertura de Autumn Leaves)
  • I – % – V7/V – % – ii – V7 – I – %

Este artigo faz parte da minha coleção, que inclui diversos estudos sobre contrabaixo, teoria e análise musical.

Para conferir alguns dos trabalhos e artigos que publiquei, acessem o link:

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Fernando Tavares é pesquisador, professor e contrabaixista. Contribuiu com diversas publicações para revistas especializadas em contrabaixo e hoje é membro do LAMUS (Laboratório de Musicologia da EACH-USP Leste), do CEMUPE (Centro de Musicologia de Penedo) e do LEDEP (Laboratório de Educação e Desenvolvimento Psicológico da EACH-USP Leste).

É Doutor e Mestre em Musicologia pela ECA-USP e é bolsista da CAPES.

"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001

"This study was financed in part by the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Finance Code 001"